Mostrar a informatização e os processos de trabalho em saúde é a pauta do segundo de dia de visita dos pesquisadores da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), que estarão em Teresina até o fim da semana. A visita é uma etapa do Laboratório de Inovação em Atenção Primária à Saúde (APS Forte) da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) na capital, que tem como objetivo acompanhamento e a sistematização das transformações que estão ocorrendo na saúde da cidade, além de também dar visibilidade para práticas que respondam de forma inovadora para problemas comuns da saúde.

Os pesquisadores Luiz Augusto Facchini, Patty Fidelis e Lígia Giovanella, além da representante da OPAS Iasmine Ventura, conheceram hoje (26) os sistemas que atuam na informatização das Unidades Básicas de Saúde (UBS). “Além dos sistemas E-SUS e Hórus do Ministério da Saúde, contamos com o sistema Site Centreon ITc que permite visualizar em tempo real a situação da internet das UBS; o SIGMA que monitora as condições de funcionamento dos consultórios odontológicos; o Qlikview que gera relatórios sobre os atendimentos e o Gestor Saúde, nova versão de sistema para regulação de consultas especializadas”, informa Francisco Pádua, diretor de Atenção Básica da Fundação Municipal de Saúde (FMS).

Segundo Kledson Batista, Gerente de Informação em Saúde da Atenção Básica da FMS, o processo de informatização da atenção básica se deu em etapas, com aquisição de equipamento, instalação de internet mesmo nas UBS mais distantes e capacitação de todos os profissionais que iriam usar com o E-SUS no dia a dia. “Desde dezembro de 2017 todas as UBS do município já se encontram com o sistema E-SUS operando”, diz. Atualmente o sistema já conta com mais de 350 mil usuários cadastrados, processo esse que se encontra em ascensão.

Este processo chamou a atenção da pesquisadora da ABRASCO Patty Fidelis, que o considera fundamental para a qualificação da assistência ter um diagnóstico real da produção e das necessidades de saúde do território. “Além da informatização em si, me chamou atenção que Teresina pôde contar com a adesão da equipe, a educação permanente, a mudança no processo de trabalho que foi fomentada junto com essa informatização”, comenta.

A comitiva teve ainda a oportunidade de ver pessoalmente o funcionamento da UBS Monte Castelo, desde a sala de marcação de consultas (SAME), passando por sala de vacina, consultórios e outros espaços. Os pesquisadores vieram fazer registros e recolher depoimentos das experiências exitosas em Atenção Básica desenvolvidas pela FMS na capital. Cada experiência é abordada de acordo com a especificidade do território, a partir do levantamento de informações sobre a organização da atenção primária, a situação de saúde da população e as metas da gestão voltadas para a melhoria da saúde municipal.

Teresina foi escolhida para o projeto graças a seu sistema de saúde de atenção básica sólida, com uma estrutura sedimentada e que atende toda a cidade, composta por 90 unidades de saúde com 100% de cobertura, além de 10 hospitais, quatro maternidades e três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Ascom FMS

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