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A Unidade Básica de Saúde (UBS) Poty Velho, na zona Norte, realiza o grupo ‘A conversa que não se tem no consultório’, voltado à saúde mental das gestantes e puérperas. A atividade acontece uma vez ao mês e é gerenciada pelo Núcleo Apoio à Saúde da Família (NASF).

“Esse grupo surgiu a partir de uma demanda que a médica da família trouxe para nós do NASF. Ela começou a perceber que só as consultas de rotina não estavam sendo suficientes para sanar todas as dúvidas das mães, e muitas delas apareciam com questões emocionais, de conflito. Então começamos a pensar em montar um grupo para que possamos ver o que elas estão pensando, o que elas estão sentindo, e vamos tentar detalhar um pouco mais, tirar um pouco mais dessa ansiedade em relação à gestação, e em relação ao puerpério também”, explica a psicóloga da UBS Poty Velho, Thatiane Vila Nova.

A profissional fala que o grupo foi montado com gestantes e puérperas, para que elas conversem com a Equipe Multidisciplinar da UBS. “Para que essa conversa vá além do consultório médico, é necessário que nesse grupo estejam presentes psicóloga, fisioterapeuta, nutricionista, para que possam colocar todas essas dúvidas, esses medos. Já que no consultório o tempo é curto, e a quantidade de pessoas que precisam ser atendidas são muitas, a gente faz esse grupo para que elas possam conversar de uma forma dinâmica, divertida, lúdica, e não aquela coisa pesada de palestra, de ficar só escutando, de uma forma passiva”.

Na UBS Poty Velho, nessa parceria com o NASF e a Equipe Saúde da Família, procura-se trabalhar de forma que os profissionais consigam captar o máximo de usuárias possíveis da comunidade. “Os grupos são sempre cheios por isso, porque elas sabem que não vão só escutar o profissional falando, sabem que vão ter um espaço para colocar de forma segura todos os medos, todas as inseguranças. Se existe uma coisa mais séria como uma depressão pós-parto, por exemplo, lá elas conseguem colocar e a gente faz até a visita domiciliar para falar especificamente com aquela paciente. Então dentro desses grupos a gente consegue captar muita coisa que dentro do consultório às vezes a gente não conseguiria, e podemos fazer um trabalho mais qualificado, reduzindo uma demanda que talvez iria evoluir de uma forma bem ruim”, enfatiza Thatiane.