A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina – PI vem acompanhando com atenção e cautela os desdobramentos relativos ao 3º caso confirmado de febre do Nilo no Piauí. Desde 2013, todos os casos suspeitos internados na rede pública municipal são submetidos a um protocolo de investigação implantado pela FMS que inclui o vírus do Nilo Ocidental, dentre vários outros de importante relevância.

A paciente em questão foi vitimada por encefalite, era procedente de Piripiri-PI, recebeu toda a assistência possível na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital de Urgências de Teresina, mas sofreu várias complicações clínicas que, aliadas à sua idade avançada e à presença de comorbidades, levaram-na ao óbito.

O litoral e o interior do estado do Piauí situam-se em rotas de aves migratórias – apontadas como elos importantes na disseminação da doença, de acordo com o Centro Nacional de Pesquisa para a Conservação das Aves Silvestres (CEMAVE/ICMBIO). O vírus foi detectado também no estado do Espírito Santo, em 2018, e no estado do Ceará, em 2019.

De 2014 a 2019, foram investigados pela FMS 399 casos humanos suspeitos de doença neuroinvasiva grave por febre do Nilo, procedentes de várias cidades do Piauí e de estados vizinhos: 319 foram descartados, 35 tiveram resultados “indeterminados” e 42 permanecem em investigação. Todos os hospitais do município são capacitados para investigar e tratar qualquer novo caso suspeito.

AMARILES DE SOUZA BORBA

Diretora de Vigilância em Saúde