Ascom/HUT

Com 4.883 atendimentos e 1.254 cirurgias, somente no mês de julho deste ano, o Hospital de Urgência de Teresina (HUT), gerido pela Fundação Municipal de Saúde, bate novo recorde. Sendo os maiores do ano de 2019, esses números representam um aumento de 8,8% e 11%, respectivamente, se comparado à média de atendimento do primeiro semestre de 2019. Clara Leal, diretora geral do HUT, explica que, mesmo com o aumento no número de atendimentos, o Hospital conseguiu manter a rotina, não alterando os índices utilizados para medir o nível de lotação.

“Desde o início da implantação do Projeto Lean nas Emergências, o HUT está sendo monitorado diariamente pelos seus gestores. Para isso, realizamos todos os dias, duas vezes ao dia, o Daily Huddle. Essa ferramenta reúne os líderes do hospital para discutirem as pendências e traçarem estratégias. Assim, conseguimos manter o HUT sempre aberto para entrada de novos pacientes sem comprometer a assistência por conta de superlotação”, explicou Clara Leal.

Outro aumento bastante significativo neste mês de julho foi o número de atendimento de vítimas de traumas em geral, que compreendem os acidentes de trânsito, com 921 atendimentos; agressão física, com 240, e quedas com 541. Esses registros foram os maiores do ano, se comparado à média de atendimento do primeiro semestre de 2019, que foram de 815, 232 e 503, respectivamente.

Dentre os atendimentos a vítimas de acidentes de trânsito realizados no mês de julho estão 810 vítimas de acidentes com motocicleta, 30 vítimas de acidentes de carro, 70 vítimas de atropelamento e 11 vítimas de outros veículos. Com relação às agressões físicas, o HUT registrou 129 atendimentos de vítimas de arma branca, 70 de arma de fogo, 36 de espancamento e cinco de outros meios.

O motivo queda também chama bastante atenção, pois, de acordo com Clara Leal, é sempre um número bastante expressivo que pode deixar, principalmente, os idosos em estado grave. “O motivo queda do mesmo nível representa bem esse fato. Para se ter uma ideia dos 356 atendimentos de vítimas de queda do mesmo nível que realizamos no mês de julho 108 foram idosos, acima de 60 anos, ou seja, 30% do total de atendimentos. É um percentual significativo se levarmos em consideração que a maioria desses casos é bastante grave”, relatou a diretora.

Para medir seu nível de lotação, o HUT utiliza um indicador chamado de NEDOCS (sigla em inglês para Escala de Superlotação do Departamento Nacional de Emergência). Ele mensura quesitos como tempo de passagem de pacientes pelas urgências, permanência no hospital, número de pacientes em ventilação mecânica, tempo de alta, entre outros. Um mês após o início da implantação do Projeto Lean nas Emergências, a equipe do HUT observou uma melhora desse indicador em quase 50%.

“O NEDOCS monitora o número de pacientes que entram no Pronto Atendimento, a permanência deles e quantos estão em Ventilação Mecânica. Quando iniciamos esse monitoramento no Pronto Atendimento, o NEDOCS era de 275 pontos, hoje estamos com 198 pontos. Por conta disso, conseguimos baixar o tempo de atendimento dos pacientes que dão entrada no Pronto Atendimento de 24 para 8 horas. Esse atendimento compreende desde a avaliação pela equipe de Acolhimento com Classificação de Risco até a definição de conduta pela equipe médica. A meta agora é diminuir para seis horas”, ressaltou Clara Leal.