Dia 13 de setembro é Dia Mundial da Sepse. Para chamar atenção de seus pacientes, acompanhantes e colaboradores, o Hospital de Urgência de Teresina (HUT), gerido pela Fundação Municipal de Saúde, realiza nesta sexta-feira (13) uma sessão de cinema “Cine Sepse”, a partir das 15h, no auditório do Hospital.

Ainda dentro da programação do evento, o Hospital também realiza na segunda (16), das 9h às 12h, uma ação educativa com distribuição de folders e álcool gel no Terminal Rodoviário Governador Lucídio Portela.

Com o tema “Vamos falar sobre sepse?”, o evento tem como objetivo principal alertar as pessoas para a importância de saber detectar os primeiros sinais da doença, além dos cuidados necessários para prevenir a infecção.

As atividades desenvolvidas no Dia Mundial da Sepse são um esforço mundial que visa disseminar conhecimento sobre a doença utilizando como exemplos casos de pessoas que desenvolveram a infecção e já retornaram as suas atividades do dia a dia. No Brasil esta campanha é coordenada pelo Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS).

Popularmente conhecida como infecção generalizada, a sepse é um conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção. Na verdade, não é que a infecção esteja espelhada por todo o corpo. Ela pode estar localizada em apenas um órgão, como por exemplo o pulmão, mas provoca em todo o organismo uma resposta com inflamação numa tentativa de combater o agente da infecção. Essa inflamação pode levar a parada de funcionamento de um ou mais órgãos, com risco de morte quando não descoberta e tratada rapidamente.

Atualmente a sepse é a principal causa de morte nas unidades de terapia intensiva (UTI) no mundo. A sepse mata mais do que o infarto do miocárdio e do que alguns tipos de câncer. Tem alta mortalidade no país, chegando a 65% dos casos, enquanto a média mundial está em torno de 30%. Segundo levantamento feito por um estudo mundial conhecido como Progress, a mortalidade da Sepse no Brasil é maior que a de países como Índia e Argentina.

De acordo com a Dra. Rosania Oliveira, médica infectologista e coordenadora da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do HUT, atualmente, depois das campanhas realizadas pelo Dia Mundial da Sepse e as novas medidas adotadas em todos os hospitais do mundo, houve uma redução na mortalidade pela sepse em torno de 30%.

“Há oito anos a cada segundo alguém morria de sepse. Hoje, a cada três segundos e meio alguém morre de sepse. Essa queda é um reflexo de todo trabalho realizado contra a sepse no mundo. No HUT temos um protocolo de atendimento para pacientes com suspeita de sepse que prima pela celeridade. O tempo é muito importante para reconhecer que o paciente tem sepse, realizar os exames e administrar a primeira dose do antibiótico. Essas medidas adotadas contribuíram para uma queda de 30% dos casos de sepse no mundo”, destacou Dra. Rosania.