No dia 1º de dezembro é celebrado, em todo o mundo, o Dia Mundial de Combate à AIDS, quando equipes de saúde promovem ações de conscientização e prevenção da doença. Em Teresina, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) preparou uma extensa programação, e neste fim de semana estará realizando testes rápidos nos principais parques da cidade.

Neste sábado (30), das 18h30 às 22h, a equipe estará no Parque da Cidadania. No dia 1º, domingo, será a vez do Parque Potycabana. “Além dos testes de HIV, sífilis e hepatites virais, estaremos levando material informativo e insumos de prevenção, como preservativos masculinos, femininos e gel lubrificante”, informa Alana Niége, coordenadora de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e AIDS da FMS.

Já na noite desta sexta-feira (29), a equipe vai percorrer os principais bares das quatro zonas da cidade, com o objetivo de levar informação e prevenção aos frequentadores da noite teresinense. “Até o dia 13 de dezembro, nós estaremos intensificando nossas ações, em parceria com outras entidades como ONGs, SESC, Tribunal de Justiça e Governo do Estado”, informa Alana Niége.

A coordenadora chama atenção para a importância das campanhas de prevenção e principalmente da testagem, que deve ser feita por todos. “Existem milhões de pessoas que não sabem do seu estado sorológico. Ações como estas servem para dar acesso à testagem, e a pessoa, uma vez diagnosticada, já iniciar seu tratamento, que é de acesso universal, feito pelo SUS e vai garantir uma qualidade de vida quando feito corretamente”, esclarece Alana Niége.

Em Teresina, a FMS ampliou o acesso aos testes de HIV, que agora podem ser realizados em todos os serviços de saúde do município. Até o mês de novembro deste ano, foram notificados 428 novos casos de HIV/AIDS entre os residentes em Teresina, contra 527 casos em 2018.

O Dia Mundial de Combate à AIDS tem por objetivo chamar a atenção sobre o problema, desde sua prevenção, tratamento, acompanhamento, uma vez que se trata de uma doença ainda sem cura e que requer uma proteção eficiente. “Precisamos findar esse preconceito, mostrar à população que não se contrai AIDS com um aperto de mão, ou com um simples abraço em um paciente. A doença não é uma sentença de morte e é possível viver com ela, relacionar-se e trabalhar normalmente”, alerta Alana Niége.