Ascom/ Semcaspi

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) deu início nesta segunda-feira (13) a capacitação de Guarda Municipais para o projeto Patrulha Maria da Penha. A ação tem como objetivo a realização de visitas periódicas às residências de 100 mulheres em situação de violência doméstica e familiar, monitorando o cumprimento das medidas protetivas de urgência.

A Patrulha acontece nos turnos da manhã e da tarde até a quinta-feira (23), está atendendo 20 guardas municipais através de uma parceria entre Semcaspi e Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM). “A Prefeitura de Teresina uniu forças e chamou a Guarda para contribuir na redução da violência. Não podemos apenas colocar o guarda para fazer esse tipo de serviço sem antes capacitá-lo!”, explicou Lorena Silva, agente do comando da Guarda Municipal e uma das articuladoras da capacitação, dando conta ainda que a previsão é de que as patrulhas tenham início no final do mês de janeiro.

Durante a manhã desta segunda-feira foram abordados temas e conceitos pertinentes à ocorrência e perpetuação da violência de gênero, como a estrutura do patriarcado e seu combate por meio de movimentos, como o feminista. A mediação foi realizada pela advogada e socióloga pesquisadora da área de violência doméstica e familiar contra a mulher, Jaíra Kédia Olveira Sousa.

“Trazer essa capacitação para conversar com os guardas contribuirá para que o trabalho deles seja mais efetivo. Deve se compreender de que forma proceder diante de uma relação que existiu, e ainda pode existir, entre a vítima e o agressor e o porquê dessa vítima ter chegado a essa posição, de ser agredida. Tanto para ser mais sensível em relação a ela, que está ali sendo abordada e recebendo uma assistência, quanto para saber lidar melhor com esse agressor que também, de alguma forma, pode vir a sofrer uma intervenção por parte desse Guarda Municipal”, continuou Jaíra.

A questão da sensibilização também foi reforçada por Lorena Silva, que destacou que houve seleção específica de quais agentes fariam parte da Patrulha. “O primeiro período de sensibilização já aconteceu: são pessoas que se voluntariaram, escolheram estar aqui e vão ter o conhecimento prévio para aliar teoria e prática. Acredito que teremos um futuro promissor”, disse a agente.

Segundo Marfisa Mota, Assessora Técnica da Semcaspi, a operacionalização do projeto acontece respaldada na Lei Municipal que cria a Patrulha Maria da Penha. “Estamos dando o pontapé de materialização desse direito, que é um direito de proteção que a mulher tem”, ressaltou. A Patrulha já atua em outros estados, como Pernambuco, Minas Gerais, Pará e Paraná. No Piauí, a ação começa se direcionando as mulheres atendidas pelo Centro de Referência Esperança Garcia.