Ascom/Strans

O desenvolvimento dos grandes centros urbanos resultou no aumento da frota de veículos. Em dez anos, esse número mais que dobrou em Teresina, saindo de 218 mil para 472,6 mil, em 2018. Esse aumento tornou necessárias algumas intervenções viárias para ordenar o trânsito, como a implantação de novos semáforos em vários pontos da cidade.

Nos últimos anos, vias importantes de Teresina tiveram seu trânsito organizado com a ajuda destes dispositivos. Para definir os locais onde os aparelhos são necessários, é feita uma contagem volumétrica dos veículos que transitam na região, como explica o engenheiro da Strans, Lucas Andrade.

“Uma equipe vai até o local onde será instalado o semáforo para verificar o fluxo de veículos. Com a contagem volumétrica temos uma ideia do tempo que terá o semáforo. Em um cruzamento, onde tem mais de um aparelho, a contagem é importante para que se defina o tempo ideal para cada via”, comenta.

Os semáforos nas capitais têm o objetivo de organizar o trânsito, dar fluidez ao tráfego de veículos e prevenir acidentes. Eles servem para orientar os condutores e pedestres ao cruzarem as vias com segurança.

No entanto, mesmo após instalados, estes dispositivos podem apresentar problemas devido à interferência de agentes externos, como ventos fortes, chuvas, falta ou oscilação de energia, problemas eletrônicos nos aparelhos e vandalismo. De acordo com dados da Diretoria de Trânsito e Sistema Viário da Strans, 100 semáforos apresentaram problemas no mês de dezembro do ano anterior por problemas de oscilação e falta de energia.

Lucas Andrade afirma que a maioria dos problemas que levam o semáforo a apagar ou ficar piscante no amarelo são direta e indiretamente ligados às oscilações e falta de energia que acontecem em vários pontos da capital. Também são identificados atos de vandalismo.

“As equipes de manutenção semafórica fazem rondas pela cidade resolvendo os problemas nos semáforos. Às vezes, é preciso apenas resetar o aparelho, ou seja, desligar e ligar de novo. Porém, algumas peças podem queimar por causa das oscilações de energia. Nesse caso, fazemos a substituição. Ventos fortes e chuvas também podem interferir no funcionamento do aparelho”, declara.

A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsitos (Strans) em conjunto com a Equatorial está desenvolvendo estudos para implantar sistemas de nobreak, a fim de minimizar os conflitos no trânsito quando ocorrer oscilação ou falta de energia. A presença dos agentes de trânsito também é fundamental na organização do trânsito nesses casos. A população pode solicitar esse serviço por meio do número 3122-7617.

Centro de Comando e Controle Operacional (CCO)

O Centro de Comando e Controle Operacional (CCO) deve ser entregue no primeiro semestre de 2020.

A Central contará, inicialmente, com 479 câmeras instaladas, através de um sistema de visualização profissional, estação de monitoramento, controle de semáforos, corredores, estações e terminais.

Dessa forma, será mais rápido identificar os pontos onde os semáforos apresentarem problemas e o atendimento também será mais ágil.