O Hospital de Urgência de Teresina (HUT), gerido pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), realizou 5.169 atendimentos em janeiro de 2020. Foi o maior número de atendimentos, desde dezembro de 2016, quando houve a implantação do Sistema de Regulação de Leitos do município de Teresina e o hospital atendia uma média de quatro mil pessoas por mês. De acordo com diretor geral do HUT, Dr. Rodrigo Martins, esse novo recorde se deve ao aumento da resolutividade e consequentemente da capacidade de atendimento.

“Desde a implantação do Sistema de Regulação de Leitos, o hospital vem se especializando ainda mais na urgência e emergência de média e alta complexidade. Isso torna o serviço mais ágil e com uma capacidade de atendimento maior. Agora, estamos conseguindo atender mais pacientes com a mesma capacidade física e de pessoal, sem perder a qualidade”, explica Rodrigo.

O sistema de regulação de leitos do município de Teresina é responsável por regular todas as internações e transferências entre hospitais credenciados ao Sistema Único de Saúde (SUS) da capital. Esse sistema funciona via internet e disponibiliza para rede todos os leitos vagos para internação no momento da alta do paciente.  Para tornar esse processo ainda mais ágil, o HUT possui um Núcleo Interno de Regulação (NIR), responsável por gerir todos os leitos do hospital.

A coordenadora do NIR, Suellen Silva, destaca que o Núcleo trabalha o planejamento e acompanhamento de todos os processos que envolvem a liberação de leitos do hospital. “Nosso objetivo é aumentar a capacidade instalada do hospital aumentando a rotatividade dos leitos com segurança, melhorando a qualidade da assistência e, dessa forma, contribuindo para a satisfação dos pacientes e profissionais”, comenta. 

O motivo de entrada queda foi o que mais registrou aumento em janeiro de 2020 no HUT. Foram realizados 651 atendimentos de vítimas de queda, um crescimento de 21%, se comparado com o janeiro de 2019. Dentre os tipos, a queda do mesmo nível ocupa o primeiro lugar com 384 atendimentos, ou seja, 59% do total.

A queda do mesmo nível acontece quando o paciente cai sem que haja elevação do nível do solo. As consequências dependem, essencialmente, da forma como ocorre o impacto no solo e da parte do corpo que sofre a lesão. O técnico do HUT, Dr. Péricles Cerqueira, explica que os idosos, em especial as mulheres, são mais vulneráveis a sofrerem queda.

“As mulheres, por conta da menopausa, diminuem a produção de hormônios. Isso impede que o cálcio seja absorvido pelos ossos ocasionando a osteoporose. Com os homens acontece algo similar em relação à absorção do cálcio, porém com menos intensidade”, explica o médico.

Somente em 2019, foram 6.509 atendimentos de vítimas de queda, um aumento de 2,2%, se comparado com 2018. O hospital realiza por mês uma média de 5 mil atendimentos e 1.200 cirurgias.