Teresina registrou, nesta quinta-feira, 09, a quinta morte pelo novo coronavírus. O número de casos registrados na capital saltou para 36. Outros 96 casos aguardam confirmações. Diante do crescimento dos números, o prefeito Firmino Filho voltou a conclamar a população para que aceite e cumpra as medidas de isolamento social para evitar o avanço da doença.

 

As duas últimas vítimas eram moradoras de bairros populares da capital. Uma delas, uma jovem de 22 anos, o que, segundo o prefeito, reforça a tese de que essa não é uma doença que atinge apenas um público em específico. “Certamente, antes de serem  internadas, ambas as vítimas tiveram amplo relacionamento social, o que nos faz acender uma luz vermelha. Tenho pedido repetidamente que Teresina fique em casa. Isso não é aleatório, isso não é por capricho. Não sou de bravatas. Isso não seria diferente agora”, pontuou.

 

Firmino Filho ressaltou ainda que os números relacionados ao novo coronavírus em todo o Brasil não para de crescer. Já são quase mil casos em todo o Brasil e o número de mortes já ultrapassa as 950.  “Reafirmo o que tenho dito: a atual notificação de casos de Covid-19 no Piauí, especialmente em Teresina, não reflete a realidade. O Ceará tem 1.300 casos. Maranhão tem mais de 270. Imaginar que o Piauí tem apenas 38 casos é ingenuidade. Acredite. Eu e você estamos convivendo com o novo coronavírus mais perto do que imaginamos”, alertou, acrescentando que, infelizmente, o Piauí ainda não está conseguindo fazer as testagens suficientemente.

 

O prefeito comentou também que sabe das consequências  que os  decretos de isolamento social tem causado na economia e na vida das pessoas, mas que essa era a única forma de conter o avanço do vírus. “Sei que muita gente tá sofrendo. Penso nisso toda hora. É por isso que, em duas semanas, distribuímos 100 mil cestas básicas. É por isso que o Congresso Nacional aprovou e o Governo Federal já começou o processo de pagamento do auxílio emergencial. Estamos atentos e trabalhando para minimizar isso. Qual a vantagem para a Prefeitura fechar comércio? O prejuízo econômico também é nosso. Mas é melhor quebrar, que ver gente morrer. Que ver famílias destruídas. É um absurdo eu ter que tá dizendo isso. Mais absurdo ainda é ver que as pessoas ou não acreditam ou não entendem. Quanto mais demorar para você se convencer que a situação é grave, mais grave ela vai ficar”, alertou.