“Atendimento à mulher em situação de violência no período de isolamento social”. Este será o tema da live realizada no instagram da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (@smpmteresina) na sexta-feira (17), a partir das 11h. A live contará com a participação da secretária municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, Macilane Gomes, e da defensora pública e coordenadora do Núcleo da Mulher, Lia Ivo.

O diálogo virtual faz parte de um plano de ação do projeto “Balançando a rede”, desenvolvido pela SMPM e que busca articular o atendimento e acolhimento de mulheres que estão em situação de violência nesse período de isolamento.

Segundo a secretária da SMPM, Macilane Gomes, no bate-papo serão destacados os serviços de atendimento às mulheres em situação de violência, como o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), e também o trabalho desempenhado pela Defensoria Pública do Piauí, evidenciando a metodologia de trabalho realizada pelos dois órgãos durante esse momento de pandemia.

“Além falar do serviço realizado pelo CREG neste momento de isolamento social, vamos trazer também a contribuição da Defensoria Pública, que é um órgão extremamente eficaz e que montou uma estratégia muito interessante para esse trabalho de enfrentamento à violência”, esclarece a secretária.

Ainda de acordo com Macilane, a live é uma forma de colocar a temática em discussão e destacar o trabalho que vem sendo realizado pela rede de atendimento à mulher em situação de violência. “Com isso, buscamos desnaturalizar a violência sofrida pelas mulheres e mostrar que existem serviços disponíveis para atendê-las”, pontua.

Para a defensora pública e coordenadora do Núcleo da Mulher, Lia Ivo, a atividade de transmissão virtual pretende ser um canal de informação para todas as mulheres, sobretudo, para as que atuam na rede de atendimento para acolher este público no período de isolamento.

“É muito importante que a gente faça chegar a todas as mulheres, que apesar de ter havido uma mudança na prestação desses serviços, eles continuam funcionando. Temos que chamar a atenção da população, enfatizar que além do problema sério que estamos vivendo, de saúde pública, também estamos enfrentando um aumento na violência que ocorre na convivência doméstica, atingindo principalmente as mulheres”, finaliza a defensora.