A dança é uma arte que tem o poder de mudar vidas. Celebrada internacionalmente nesta quarta-feira (29), mesmos com o atual cenário de calamidade pública devido a pandemia do novo coronavírus, amantes da dança e profissionais da área, continuam movimentando o corpo e a mente, como podem. Para eles, tentar definir a dança ainda é missão um tanto quanto complicada. Ela é cor, movimento e sentimento.

A estudante e dançarina Gabriela Cunha, ingressou no balé clássico ainda com 10 anos de idade, e aproveita o momento para cuidar do lado psicológico e emocional.

“Na quarentena, sempre que posso, danço músicas de ritmos diversos que me alegram, fazendo com que aconteça essa conexão entre corpo e mente; afim de ter um maior cuidado com minha saúde mental, já que esse momento pede uma maior atenção para com o nosso lado psicológico, emocional e também espiritual”, conta.

Diferente da estudante, os primeiros passos de Gabriel Arcângelo na dança, foram dados por influência dos amigos que se reuniam em presentações de k-pop (gênero musical originado na Coreia do Sul). Hoje, já profissional, participou de disputas como o Festival de Dança de Teresina (FestDança), realizado pela Prefeitura de Teresina, através da Fundação Municipal de Cultural Monsenhor Chaves (FMC). “Já competi em dois festivais e é uma oportunidade para muitos grupos e companhias pequenas e que não tem muito reconhecimento dentro da cidade de se mostrarem junto com sua dança. Hoje, para não ficar parado e já pensando nas futuras competições, preciso usar da imaginação pra os treinos ”, comenta.

A dança abraça a diversidade, e segundo o coordenador de dança FMC, Cassius Clay, tem papel fundamental na sociedade como fator de desenvolvimento pessoal e coletivo. “Nós que fazemos dança temos a sorte de ter uma cidade que ama dançar e apoia essa arte com muito amor, como falou um jurado dos jurados do Festival de Dança de Teresina uma vez: Teresina é um enorme celeiro de dança, não deixa a desejar a nenhum outro estado”, afirma o coordenador.

Com o isolamento social, as pessoas começaram a adaptar suas rotinas, seja elas de ensaios ou simplesmente para movimentar o corpo. Para Ramon Silva, nutricionista, a dança serve como válvula de escape, em um momento crítico. “Sempre gostei de dançar por dançar, e hoje, com a necessidade de manter a disciplina e se manter dentro de casa, colocar vídeos e aprender coreografias é um momento de fuga na quarentena, para não ficarmos parados e para que a mente não fique vaga”, comenta.