Com o objetivo de adequar os cuidados para a prevenção ao coronavírus e minimizar os riscos de aglomerações, a Prefeitura de Teresina realizou a transferência de 60 indígenas venezuelanos que estavam abrigados no Centro Social Urbano (CSU) do Buenos Aires para um novo espaço. O local fica em um antigo prédio do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Piauí –  EMATER, localizado na BR 343.

Mayra Veloso, gerente da proteção social especial da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), explica que a medida se fez necessária tendo em vista que o local estava funcionando com 141 acolhidos. “Diante desse contexto da pandemia, solicitamos um novo espaço e, em diálogo com o Governo do Estado, nos foi cedido um antigo espaço da EMATER. Toda a articulação foi feita de forma dialogada com os grupos que residem no abrigo, eles visitaram o espaço previamente e a escolha do grupo transferido foi um acordo entre as famílias”, afirmou.

A Semcaspi disponibilizou carros para o transporte da mudança e ônibus para deslocar os venezuelanos. As equipes da Fundação Cajuína, que administra o acolhimento institucional dos imigrantes venezuelanos no município, irão prestar toda assistência necessária. Os abrigos terão um responsável técnico, dois educadores sociais, dois agentes de portaria e um auxiliar de serviços gerais. A alimentação também será mantida igualmente nos dois espaços.

“A coordenação vem realizando esse diálogo há quase duas semanas com eles, tivemos o reforço da antropóloga da unidade explicando a necessidade dos cuidados. Eles aceitaram sem conflitos, contudo tiveram receio em se dividir, pois são três grupos de famílias. Informamos que isso não aconteceria, a divisão foi feita considerando estes laços”, explica a coordenadora do abrigo, Ana Luísa Martins.

Além disso, as equipes contam com o apoio do professor venezuelano, Yovini Eulálio, que reside no abrigo e ajuda com as traduções do idioma. Os imigrantes indígenas da etnia Warao chegaram a Teresina no dia 13 de maio de 2019 e estão refugiados devido à crise econômica e política na Venezuela. Atualmente, o município acolhe a 174 venezuelanos divididos entre os abrigos do Buenos Aires, Piratinga e, agora, EMATER.