A Prefeitura decidiu que a prestação ampla dos serviços de saúde em Teresina continua suspensa. Estão mantidos apenas os serviços e atendimentos clínicos e/ou cirúrgicos em situação de urgência e emergência, além dos procedimentos e exames. Também continuam permitidos consultas, exames laboratoriais e de imagem e procedimentos ambulatoriais relacionados à oncologia, hemodiálise, pré-natal, doenças infectocontagiosas, retorno pós-operatório, cirurgias eletivas inadiáveis, como cirurgias oncológicas, cardiovasculares, transplantes de órgãos e tecidos, dentre outras.

A decisão da Prefeitura será mantida até que o Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM/PI) se manifeste sobre quais as outras atividades médicas na área de saúde poderão entrar em funcionamento. Até agora a Prefeitura vem seguindo todas as recomendações que são publicadas pela entidade.

No último sábado (02) a Prefeitura encaminhou ofício ao CRM pedindo ao órgão que responda questionamentos para que a Prefeitura possa adotar novos encaminhamentos. O município solicitou posicionamento do Conselho para duas questões. A primeira é sobre quais, especificamente, são os serviços considerados essenciais na área de saúde a partir do dia 30 de abril, considerando eventual flexibilização das medidas de combate à disseminação do novo coronavírus. A outra questão é sobre estes possíveis serviços: quais protocolos de funcionamento devem ser observados, considerando as normas sanitárias relativas à disseminação da Covid-19.

Até que o CRM-PI estabeleça nova recomendação, a Prefeitura irá manter a suspensão dos serviços como já vinha acontecendo em manifestações anteriores feitas pelo Conselho Regional, que já havia estabelecido a suspensão, por 15 dias, a partir do dia 01.04.2020.

Para o Comitê Gestor, a liberação de novos serviços só deveria acontecer quando estiverem atendidos os critérios adotados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), estabelecendo que a flexibilização só pode ocorrer quando a transmissão do vírus estiver controlada e o risco de importação do vírus estiver sob controle.

Diante da análise dos números oficiais, o Comitê entende que as curvas de casos e número de óbitos na cidade e no Estado do Piauí estão em crescimento e que do dia 31 de março (data da recomendação do CRM) até agora existe um crescimento de 378% de casos confirmados em Teresina. Os números comprovam que a transmissão do vírus está aumentando e, portanto, contraria a recomendação da OMS.

Outro fator que preocupa, de acordo com dados oficiais do Ministério da Saúde, é que os estados fronteiriços e próximos, como Maranhão, Ceará, Bahia, Pernambuco e Pará continuam em ascensão franca do número de casos confirmados e óbitos, sem redução do número de novos casos e/ou ocorrência de óbitos por um período de 14 dias consecutivos.

A análise dos dados leva à conclusão de que a importação do vírus está longe de ser controlada, tendo em vista que inúmeros moradores destes estados próximos normalmente vinham buscar atendimento de saúde em Teresina quando o serviço estava com seu funcionamento mais ampliado.