A gestação é um período de visitas constantes ao serviço de saúde, e mesmo em tempos de pandemia da COVID-19 este atendimento deve ser mantido. Por isso, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) mantém 71 Unidades Básicas de Saúde (UBS) para o atendimento regular de pré-natal pela Estratégia Saúde da Família (ESF), além de três maternidades municipais para o suporte das futuras mamães.

Nestas unidades, as gestantes terão acesso às consultas médicas, de enfermagem e também aos exames laboratoriais exigidos para cada fase da gravidez. A médica da ESF, Fernanda Melo, conta que, para evitar aglomerações, as equipes estão realizando atendimentos com data e hora marcadas. “Por isso, é importante que as gestantes procurem seus agentes de saúde, que farão a marcação das consultas”, esclarece.

Caso a grávida pertença à área de alguma das 20 UBSs fast-track, dedicadas exclusivamente ao atendimento de síndromes gripais, ela será remanejada para outra unidade mais próxima da sua residência para o atendimento regular de pré-natal. “Em caso de alguma urgência obstétrica, a equipe vai fazer os encaminhamentos para as maternidades municipais ou para a Evangelina Rosa dependendo do caso”, informa Kledson Batista, diretor da Atenção Básica da FMS.

A gestante deve procurar alguma UBS fast-track apenas no caso de sentir algum sintoma gripal leve que precise de atendimento. Se ela apresentar quadro grave, pode procurar as maternidades que no momento são porta aberta para urgência – Buenos Aires, Satélite e Wall Ferraz – onde será atendida e, se for necessária a internação, encaminhada para a Maternidade do Promorar, que está destacada para atendimento exclusivo de gestantes com COVID-19.

Kledson Batista reforça, no entanto, a importância do isolamento social, especialmente para as gestantes, que são consideradas grupo de risco para a COVID-19. “Não perca a oportunidade de se cuidar. Mas se você faz pré-natal e não está sentindo nada ou não chegou seu período de consulta, fique em casa”, ressalta o diretor.

Grupo de risco

Este mês, o Ministério da Saúde incluiu gestantes e puérperas no grupo de risco para a COVID-19. De acordo com informações da pasta, todas as grávidas ou mulheres que deram à luz estão mais suscetíveis aos efeitos da covid-19 por até 45 dias após o parto – antes, vinham sendo consideradas grupo de risco apenas gestantes de alto risco. Segundo o Ministério, ainda não há estudos conclusivos que comprovem um perigo maior da COVID-19 para grávidas e puérperas, mas a inclusão dessas mulheres no grupo de risco levou em consideração a ação de outros coronavírus e vírus gripais já conhecidos e estudados.