O prefeito de Teresina, Firmino Filho, participou na noite da última terça-feira de uma live com o médico pneumologista Ricardo Henrique Teixeira, paulista que atua no Hospital Albert Eistein e InCor. O tema do encontrou foi “O que precisamos aprender com o coronavírus?”. Eles reforçaram a necessidade do isolamento social para que vidas possam ser preservadas.

Durante a conversa na rede social, que foi promovida pela Faculdade Adelmar Rosado (FAR) e mediada pela professora Luciana Abreu, o prefeito informou que a gestão municipal tem se baseado em dados de pesquisas de investigação sorológica para acompanhar a evolução da COVID-19 na capital, e que o cenário é um pouco assustador.

“A pesquisa tem nos permitido acompanhar a evolução do vírus e mostra a luz que deveremos ter como guia para que possamos construir nossa curva epidemiológica. Precisamos de boas informações para que possamos tomar boas decisões. A pesquisa, que já vai para sua quarta etapa, nos mostrou que poderemos ter até o final do mês 10% da população de Teresina infectada, se continuarmos nessa projeção de aumento de 60% dos casos por semana. Por isso o nosso apelo para que as pessoas fiquem efetivamente em casa. Precisamos nos proteger e proteger o próximo”, disse o prefeito.

O médico Ricardo Henrique Teixeira, que é doutor em Pneumologia, denominou como insano o trabalho neste momento de pandemia. “O nosso cotidiano foi bastante afetado por esta crise causada pelo coronavírus. Estamos com atendimentos presenciais e também por telemedicina, mas o cenário é bastante complicado. Todo mundo está suscetível à COVID-19, e é uma doença nova, na qual o grande problema é que 85% dos pacientes terão sintomas leves e 15% terão sintomas mais fortes, mais graves, e estes poderão precisar de uma UTI que o sistema de saúde de algumas cidades não poderá suportar. Daí a necessidade de seguir as orientações das entidades médicas e dos gestores das cidades”, disse.

O prefeito Firmino enfatizou ainda que apesar de tudo ser muito novo, espera tirar grandes aprendizados desta crise. “Não sairemos os mesmos depois de tudo isso. Existirá um novo normal que a gente não sabe bem como é. E o nosso trabalho tem sido feito no sentido de preservar vidas. E para isso precisamos contar com o apoio da população para que possamos vencer essa guerra difícil contra o coronavírus”, concluiu.