Como tentativa de diminuição da circulação de pessoas e do crescimento do novo coronavírus em Teresina, o prefeito Firmino Filho estuda a possibilidade da implantação de rodízio de carros e de um lockdown parcial, com fechamento da cidade aos finais de semana. A capital já registrou 22 óbitos e, segundo estimativa da pesquisa sorológica realizada pela Prefeitura, 17 mil pessoas podem estar infectadas com a Covid-19.

De acordo com o prefeito, é preocupante a queda da taxa de isolamento na cidade. “Os percentuais de isolamento caíram drasticamente nas últimas semanas e estão figurando entre os mais baixos desde o início da quarentena na capital. Os números seguem muito abaixo do mínimo estimado pelas autoridades de saúde para diminuir o contágio, que é de 73%. Estamos vendo muitas pessoas indo ao Centro através do transporte individual. Portanto, já existe um estudo de um decreto para que nós possamos reduzir a circulação no Centro da cidade, tendo em vista que o Centro pode ser um irradiador do vírus para outras regiões, e isso poderá ser feito por meio de um rodízio de carros”, informa.

O prefeito destaca ainda que a terceira etapa da pesquisa de investigação sorológica mostrou que a única região que ainda não chegou o vírus de uma forma acentuada foi na zona Norte. “Dessa forma, esse processo de comparecimento das pessoas ao Centro para atividades que não sejam essenciais precisa ser diminuído. Assim, se não houver um aumento do respeito ao decreto do isolamento, se tivermos aumento do número de pessoas infectadas, é possível que possamos tomar medidas mais drásticas, como é a questão do rodízio de carros”, acrescenta.

Firmino informa ainda que está sendo debatida a questão de um eventual lockdown na cidade. “Caso as taxas de isolamento continuem caindo, existe a possibilidade de lockdown parcial, que poderia eventualmente funcionar durante os finais de semana. Mas essa é uma medida drástica, que está em estudo e análise, e que só ocorrerá se houver uma piora no nosso quadro em relação ao coronavírus”, ressalta.

O prefeito acrescenta que são medidas impopulares, mas que poderão ser necessárias para salvar vidas. “Infelizmente, com a duração da quarentena muitas pessoas se acostumaram com a ameaça, se acostumaram com o medo, de forma às vezes até desrespeitosa quebrando o isolamento, o que pode significar muito sofrimento, muita dor, muita morte. Já tivemos muitos óbitos, mais de 17 mil pessoas infectadas. Para que possamos minimizar esse sofrimento, esse processo de isolamento precisa ser cada vez mais respeitado, se não houver esse respeito por parte da população, vamos ter que partir para outros tipos de medidas mais duras”, conclui.