Ascom/Semdec

Equipes formadas pelo Procon Teresina e Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), através do Procon Estadual, realizaram uma ação conjunta de fiscalizações em diversas redes de supermercados em diferentes zonas da capital na manhã desta terça-feira (12). O objetivo é identificar, através da pesquisa de preços de vários itens, se há abuso, com base em denúncias apresentadas por consumidores.

Após o recebimento de várias denúncias sobre aumento nos preços de alguns alimentos, os dois Procons decidiram estender a fiscalização que começou pelas agências bancárias e lotéricas, na última sexta-feira (8), para as redes de supermercados. A ação desta terça busca coletar dados para realizar uma análise comparativa e assim matematicamente observar se há práticas de preços abusivos. Busca também observar se os estabelecimentos estão cumprindo as regras de segurança para conter o contágio do novo coronavírus (Covid-19).

De acordo com a coordenadora Geral do Procon Teresina, Nara Cronemberger, a ação funcionou como uma pesquisa com o objetivo de levantar dados e verificar se o aumento do preço é abusivo ou um efeito da indústria.

“Temos recebido várias denúncias sobre aumento de alguns itens alimentícios, e é algo que vem crescendo. A ação conjunta desta terça, sob a coordenação do MPPI/Procon Estadual é no sentido de dar respostas a nossa população. Porém, é importante destacar que há vários motivos para que haja uma disparada no preço. Nosso objetivo é entender se isso parte da rede de supermercados, do fornecedor deles ou da indústria. Tudo isso é analisado”, comenta.

O chefe de Fiscalização do Procon Estadual, José Arimateia Area Leão, explica que quatro itens serão analisados e que o levantamento de preços será usado para realizar um trabalho comparativo entre valores.

“Hoje nós estamos fazendo um levantamento de preços de produtos da cesta básica, para comparar com outros supermercados. Em outro momento veremos se esses preços estão abusivos. Depois disso, se constatarmos que em algum supermercado houve prática abusiva, entraremos com medida mais repressiva, que seria a autuação. Também estamos observando quatro itens obrigatórios nos supermercados, que seriam: o setor de cesta básica, se o estabelecimento está funcionando com delivery, se há distanciamento social na entrada do local e o cumprimento da obrigatoriedade do uso de máscaras”, finaliza.