Com objetivo de discutir mecanismos de aperfeiçoamento para o teleatendimento à mulher em situação de violência na cidade de Teresina, a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) realizou um encontro virtual com a participação da especialista e doutora em violência de gênero, Wânia Pasinato.

Durante a conversa, a especialista destacou que passar do atendimento presencial para o teleatendimento não é um processo fácil. “É um processo de adaptação. O atendimento remoto é um desafio para todos, não temos essa prática no Brasil, exceto no ligue 180. Temos experiências muito pontuais de atendimento que sejam feitos de forma remota, com acolhimento e encaminhamento das mulheres”, destacou a especialista.

Os atendimentos às mulheres estão sendo realizados pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG). A coordenadora do Centro, Roberta Mara, afirma que desde a adoção das medidas de isolamento, foi verificada uma maior procura pelo Whatsapp, onde houve também uma intensa demanda por orientações de denúncia. “É uma situação em que a mulher está junto com o agressor e o contato pelo Whatssap facilita essa conversa, essa busca por informações e formas de denúncias”, ressaltou a coordenadora.

Na reunião foram apresentadas sugestões para ampliação do teleatendimento durante o período de pandemia, de padronização do atendimento remoto para trazer o respaldo institucional assim que as mulheres entrarem em contato, criação de novas plataformas para auxiliar no atendimento, como aplicativos de celular, entre outras propostas.

Também participaram do encontro, a secretária de Políticas para as Mulheres, Macilane Gomes; a gerente de Enfrentamento à Violência da SMPM, Lidiane Oliveira, assim como psicólogas e demais membros da rede de atendimento à mulher da SMPM que estão atuando nesse contexto de pandemia.