O prefeito Firmino Filho apresentou nesta sexta-feira, durante videoconferência com jornalistas, sete critérios para a flexibilização do distanciamento social e a retomada das atividades econômicas na cidade. Ele anunciou a realização de uma consulta pública sobre o tema e destacou a importância do engajamento da sociedade civil, do poder público e da iniciativa privada como fundamental para a criação do “novo normal”. Firmino ressaltou também que as pessoas, ao voltarem ao trabalho, devem atuar considerando o risco constante.

“Na próxima semana, vamos abrir uma consulta pública para que a população possa participar e avaliar o planejamento para o retorno das atividades econômicas. Devemos atuar conjuntamente, compartilhando responsabilidades e mitigando riscos associados à Covid-19. É muito importante que possamos trabalhar na construção de uma ordem e orientações de todo o processo. Cada atividade deve ter seus protocolos específicos e cada empresa precisa ter um Plano de Segurança para guiar a rotina e o dia a dia. Para que a gente possa conviver com esse risco, que será permanente nesse novo normal, é essencial atender aos protocolos”, defendeu o prefeito.

Os sete critérios considerados durante o estudo para a retomada das atividades econômicas são: medir e monitorar a taxa de reprodução da doença; reduzir o número de internações; diminuir o número de óbitos; avaliar a capacidade de leitos de observação e enfermaria; considerar capacidade de leitos de UTI; fortalecer a capacidade de testagem; e ampliar a capacidade de rastreamento de contatos.

“Só abriremos quando existir uma segurança maior, com base na avaliação de várias questões, como a diminuição da curva de hospitalização, de casos e de mortes; a oferta de leitos de observação e de UTI, que deve ser de 30%, no mínimo; o fortalecimento da capacidade de rastreamento dos contatos; e o aumento da testagem, estratégia principal para a contenção da disseminação do vírus. O ideal dever ser, no mínimo, 1.000 testes por dia”, detalhou o prefeito.

Além das métricas, as fases de reabertura deverão acontecer conforme a relevância econômica das empresas e suas possibilidades de contaminação, que devem ser medidas conforme a aglomeração e a circulação de pessoas geradas pela atividade. “São sete indicadores e quatro fases, mas essas ações não dependem só do Poder Público. Alguns dependem do setor privado e outros, da sociedade. Devemos fazer tudo com responsabilidade para que não tenhamos retrocessos. E é fundamental que a gente possa assumir e compartilhar responsabilidades e riscos. Cabe ao poder público planejar, colocar visões de futuro e diretrizes para que a sociedade possa trilhar esse caminho. Novos hábitos deverão ser assumidos por toda a sociedade”, ressaltou.

Confira AQUI as métricas  para abertura das atividades econômicas.