A COVID-19 é uma doença que afeta principalmente os pulmões. Por isso, sintomas ligados à respiração, como saturação de oxigênio e frequência respiratória, devem ser acompanhados constantemente. Esta é a tarefa do fisioterapeuta, que acompanha os pacientes que fazem uso de respiradores e evita complicações.

Diante desta necessidade, a Prefeitura de Teresina está reforçando o quadro de fisioterapeutas da linha de frente de enfrentamento ao novo coronavírus. Até ontem (08), foram contratados 15 profissionais por processo seletivo emergencial. Eles foram lotados no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), UPA do Renascença e o novo Hospital de Campanha Padre Pedro Balzi, em regime plantonista. Hoje (09), a FMS está convocando mais oito profissionais para a rede hospitalar.

Nos hospitais, os profissionais de fisioterapia ficam a cargo da ventilação mecânica, que se torna necessária em casos mais graves da doença. “Estamos aptos a fazer ajustes, como correção de problemas de sincronia entre a respiração do paciente e o respirador, e também no processo de retirada do aparelho, quando os exames mostram que ele já está em condições para isso”, explica a fisioterapeuta Laís Freitas, que atua na área de COVID da UPA do Promorar.

Já a necessidade da ventilação é indicada por uma avaliação dos sinais vitais do paciente, como saturação de oxigênio, temperatura, pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória. Avaliação esta que também é feita pelo fisioterapeuta, sempre em coordenação com médicos e enfermeiros. “Caso aconteça alguma alteração, nós podemos interceder na prevenção de agravamentos no quadro do paciente, evitando danos que podem ser irreversíveis”, informa Laís Freitas.

Eles podem ainda realizar exercícios com o paciente para melhorar a capacidade pulmonar, promovendo assim uma melhora mais rápida, com menor uso de medicamentos e mais chance do paciente ter altas sem sequelas, ou mesmo evitar que ele necessite de suporte ventilatório. Para isso, eles fazem uso da fisioterapia respiratória, técnica que tem a função de recuperar e prevenir disfunções relacionadas ao processo de respiração.

Ao mesmo tempo, o paciente passa por exercícios de fisioterapia motora, para evitar problemas decorrentes de internações prolongadas. “Procuramos iniciar este trabalho o mais cedo possível, respeitando a clínica e limitações do paciente”, ressalta Laís Freitas. Os exercícios têm como objetivo fazer com que o paciente recupere a força muscular perdida nesse período de imobilização.