Desde o registro dos primeiros casos de coronavírus em Teresina, a Prefeitura já realizou 620 convocações de novos profissionais de saúde nas mais diversas áreas para atuar em várias frentes da rede municipal. A expectativa é que haja mais contratações, de acordo com a necessidade de ampliação do serviço de assistência para pacientes com Covid-19.

“A gente vem dando prioridade ao trabalho de reorganização e de ampliação dos serviços de saúde para o enfrentamento da Covid-19. O número de pessoas infectadas ainda está crescendo de forma significativa e precisamos fazer o que estiver ao nosso alcance para atender a população da melhor forma possível”, ressaltou o prefeito Firmino Filho.

Os novos profissionais foram convocados para atuar nos dois hospitais de campanha, um deles já em funcionamento, além do hospital anexo ao HUT, que funcionará exclusivamente com leitos de UTI. Eles também irão reforçar as equipes de outros outros setores, como hospitais de bairro, UPAs e a rede de Atenção Básica.

Até o momento, foram assinados 213 contratos, em caráter temporário enquanto durar a pandemia. Foram contratados 14 auxiliares de administração, 51 enfermeiros, 4 farmacêuticos, 16 fisioterapeutas, 42 médicos, 4 nutricionistas, 2 psicólogos, 67 técnicos em enfermagem, 4 técnicos em patologia clínica e 9 técnicos em radiologia. As informações são do chefe do Núcleo de Planejamento, Recrutamento e Seleção de Pessoas da FMS, João Luciano de Castro e Sousa.

Uma das profissionais convocadas recentemente é a enfermeira Jáyra Morais. Contratada no mês passado, ela foi lotada na Atenção Básica da FMS e está atuando na testagem domiciliar dos contatos de pessoas que já foram infectadas pelo novo coronavírus. Para ela, estar realizando um trabalhador essencial e poder fazer a diferença é gratificante. “Estar na linha de frente é um desafio diário. Manter-me longe da família, talvez, seja o mais difícil. Mas este trabalho é minha parcela de contribuição para sociedade, é como eu posso ajudar a população que passa por um momento medo e incerteza”, relata a profissional de saúde.