De acordo com o georreferenciamento feito pela startup Inloco, o índice de isolamento social em Teresina na última quarta-feira (17) registrou um percentual de 41%. O número segue o padrão observado nos últimos sete dias, onde as taxas de isolamento se mantiveram entre 39% e 43%, com exceção do domingo, que marcou 53,1%. Mas os índices ainda figuram bem abaixo do recomendado pelas autoridades de saúde para evitar a proliferação da Covid-19 na capital, que é de 73%.

O monitoramento da startup também mostra o percentual de isolamento social por zonas da cidade e, na última quarta-feira, a população da região centro-norte foi a que mais respeitou as determinações para ficar em casa, com um índice de 42,3%, seguida da zona leste, com 41,23%. Em terceiro lugar ficou a região sul, com 40,47%, e por último ficou a zona sudeste, uma das mais populosas de Teresina, com um percentual de 40,12%.

O bairro que mais respeitou o isolamento social em Teresina foi o Cabral, registrando um índice de 54,2%, número bem mais elevado que os demais. Além dele, também se destacaram com os maiores índices: Mafuá (49,4%), Frei Serafim (48,7%), Bom Princípio (48,47%) e Aeroporto (47,8%). Já os bairros que apresentaram os menores percentuais foram Parque Jacinta (30%), Santa Cruz (32,6%), Árvores Verdes (33,9%), Flor do Campo (35,83%), São Sebastião (35,9%) e Santo Antônio (35,95%).

Segundo dados da nona etapa da pesquisa de investigação sorológica realizada pela Prefeitura de Teresina, a capital apresentou uma redução no número de pessoas infectantes para a Covid-19 e queda do R0 (R-zero) para 0,83. Mas o prefeito Firmino Filho, alertou que, apesar de positivos, os números devem ser vistos com cautela por serem dados estatísticos e que é necessário avaliar se será mantida a constância das informações nas próximas semanas.

De acordo com a sondagem, realizada entre os dias 12 e 14 de junho, a cidade possui 133.532 pessoas positivadas para a doença, e desse número, 34.594 estão com o vírus ativo. Na etapa anterior esse número de infectantes foi de 41.340. Quanto à distribuição do vírus pela cidade, a pesquisa demonstrou que a zona Sul precisa de uma atenção especial em relação ao isolamento social, pois apresenta 42% dos casos positivados. A zona Leste aparece em seguida, com 25%.

“A realidade da doença, mesmo com alguns dados positivos nesta última sondagem, é dura e a população precisa se conscientizar. Muitas pessoas politizaram a questão do isolamento social e precisamos mostrar um choque de realidade para que cada um assuma sua responsabilidade. Estamos em ponto crítico no que diz respeito à ocupação de leitos de UTI. Portanto, é necessário um esforço concentrado nas próximas semanas para termos um crescimento do isolamento e para que a gente possa sair mais rápido e sair bem dessa situação, que ainda inspira cuidados. Não podemos brincar com essa doença”, destacou Firmino Filho.