Ascom/FMS

Entre março e julho deste ano, o SAMU de Teresina recebeu, em média, dois trotes por semana, totalizando 40 deslocamentos de ambulâncias para ocorrências falsas. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (07) pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), que alerta que o telefone é disponibilizado para que as pessoas liguem em caso de urgência e que o uso inadequado prejudica o serviço.

O caso só é considerado trote quando a pessoa liga para o 192 e passa uma informação falsa que gera envio desnecessário de ambulâncias ao local solicitado. “Isso é criminoso e prejudica o nosso trabalho de salvar vidas, onde o tempo é precioso”, afirma a diretora do órgão, Francina Amorim. Ela informa ainda que foi implantado moderno sistema de call center e linhas telefônicas digitais que permitem o registro dos números que acionaram indevidamente o SAMU.

Segundo o levantamento, no período da pandemia, o órgão recebeu 25.755 chamados para o 192. Em comparação com esse total, o percentual de trotes é baixo, mas causa prejuízos ao SAMU. “A nova rotina do serviço já se encontra mais exaustiva em decorrência da pandemia. Os servidores têm que utilizar mais equipamentos de proteção individual e cumprem novos protocolos de higienização a cada atendimento. Diante desse cenário, ainda existem pessoas atrapalhando esse serviço de urgência. É lamentável e é um crime”, conta a servidora da estatística, Patrícia Marques.

O SAMU é um programa do Governo Federal, administrado pela Prefeitura de Teresina, que presta socorro em casos de urgência e emergência. Atualmente, dispõe de nove ambulâncias básicas, quatro ambulâncias avançadas, duas motolâncias, e uma central de regulação, local que atende os chamados do 192 e reúne profissionais telefonistas, médicos reguladores e operadores que se comunicam constantemente com as ambulâncias através do sistema de rádio.