A quantidade de atendimentos realizados no Centro de Referência Esperança Garcia durante 2020 foi cinco vezes maior que o verificado no ano passado. Segundo a direção do serviço, esse aumento ocorreu devido ao maior contato da mulher com o agressor, por conta do isolamento social. Em 2019, foram feitos 384 atendimentos e este ano, esse número chegou a 1.983.

Segundo a coordenadora do Centro, Roberta Mara, com o aumento na procura, as formas de atendimentos foram expandidas. “Possibilitamos que o contato dessas mulheres com os profissionais do Centro, fossem realizados através de ligações e também via Whatsapp. Mas vale ressaltar a importância do formato presencial, o olho no olho, para que a mulher se fortaleça cada vez mais ”, pontua a coordenadora.

Uma das mulheres acompanhada pelo Centro é a pedagoga, M.M*, que sofreu violência física e psicológica. Muito fragilizada diante do sofrimento, ela procurou o local há cerca de um ano atrás para o atendimento especializado, que teve continuidade mesmo no período da pandemia.

“No período de isolamento social o meu acompanhamento com os profissionais não parou, pois eram realizados através de chamada de vídeo. Mas ainda no mês de agosto desse ano voltei com os devidos cuidados ao acompanhamento presencial. O que posso dizer é que esse acompanhamento realizado pelo centro foi o meu maior suporte de superação”, afirma a pedagoga.

O Centro de Referência Esperança Garcia (CREG,) unidade vinculada a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), disponibiliza atendimento psicológico, social e jurídico para mulheres em situação de violência na capital. No local elas participam também de atividades como, cursos de capacitação profissional, massagem corporal, atividades para levantar a autoestima, como corte de cabelo, dança, consciência corporal, dentre outros. A sede da instituição fica localizada na Rua Benjamim Constant, 2170, Centro/Norte.