A Secretaria Municipal de Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) recebeu na manhã desta terça-feira, (30/06), no auditório, a Organização das Nações Unidas (ONU), para debater estratégias e soluções sobre os abrigos, que acolhem indígenas venezuelanos. A ONU vai promover, a partir desta quarta-feira, (01/07), curso de treinamento com os servidores dos abrigos.

Além da ONU, a reunião contou também com a participação: da Fraternidade Federação Humanitária Internacional (FFIH); da Secretaria da Assistência Social e Cidadania (Sasc); das Secretarias Executivas do SUAS e das Políticas Integradas e da Gerência de Proteção Social Especial da Semcaspi.

De acordo com Márcio Allan, secretário da Semcaspi, a ideia é capacitar os servidores que atuam nos abrigos e qualificar as políticas públicas de Teresina.

“Visitamos na semana passada os abrigos dos venezuelanos e tomei conhecimento, de forma direta, das atuais demandas destas famílias. A ideia é pensar conjuntamente em estratégias alternativas para sanar as demandas. Esta tem sido uma das metas da gestão do Doutor Pessoa, melhorar as condições de vida das pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social”, esclareceu.

Segundo Aline Teixera, secretária executiva do SUAS, a proposta é importante pela soma de experiências dos representantes da ONU com os servidores dos abrigos na capital.

“Aqui em Teresina estamos há dois anos e eles estão há mais de cinco anos. A expectativa é que esses diálogos e esse compartilhamento de experiências sejam bastante frutíferos. O que queremos é  continuar trabalhando com os indígenas venezuelanos aqui e tendo êxito nas experiências, nas articulações respeitando a cultura, intercalando a cultura deles com a nossa e reinserindo eles nas políticas públicas da nossa sociedade, sem anular a cultura que eles têm, mas agregando nossos valores culturais”, explicou.

Para Sebastian Roa, representante da agência da ONU para refugiados (Acnur), o objetivo é fortalecer as equipes que estão trabalhando com os indígenas refugiados aqui em Teresina.

“Nós estamos, conjuntamente, com nossos parceiros da Fraternidade Internacional, que estão em Roraima. Esse treinamento será baseado na experiência, que tivemos lá. A ideia é justamente fortalecer e edificar possibilidades de melhorar o trabalho, conseguir encontrar os caminhos, fazer uma avaliação de onde a gente consegue avançar ainda mais e construir de alguma forma estratégias intersetorialidade e coordenação com as entidades”, pontuou.

ASSISTÊNCIA HUMANITÁRIA

Ricardo Baumgartner, Gerente Operacional da FFIH, conta que em Roraima, já são dois mil indígenas venezuelanos, que residem em abrigos desde 2016 e que o acolhimento tem como foco a assistência humanitária.

“A ideia de vir aqui ao Piauí é trocar e compartilhar um pouco as experiências, que já tivemos em Roraima com essa população, dentro desse contexto humanitário, que estamos vivendo e trazer um pouco de tudo que nós passamos e contribuir aqui para que também os indígenas possam ter uma assistência humanitária devida, fazendo com que o acolhimento ocorra de forma adequada, envolvendo o Estado, os acolhidos e a Assistência Social”, indicou.

Foto: Divulgação (Semcaspi)