Teresina não registrou nenhum óbito provocado por dengue, chikungunya ou zica este ano. Também teve queda acentuada nas notificações de casos e na confirmação por exames de laboratório e clínico-epidemiológico no período de janeiro a 5 de julho de 2021, em relação ao mesmo período do ano passado.

De dengue foram confirmados nesse período 303 casos este ano e 783 no ano passado. Os casos de chikungunya caíram de 83 em 2020 para 25 em 2021. Em relação à zica houve o aumento, tendo apenas um caso no ano passado para 3 casos este ano. Os dados são da SINAN/GEEPI/DVS/FMS.

Os bairros com maior incidência de casos em 2020 foram na zona Norte: São Joaquim com 54 casos, Matadouro com 47 e Mafrense 40. Este ano os bairros que tiveram maior quantidade de casos foram São Joaquim com 26 casos, Matadouro com 18 e Mafrense com 15.

O gerente de Zoonoses da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Paulo Marques, informa que a Gerência de Zoonoses conta com o trabalho dos agentes de endemias com identificação e eliminação dos criadouros do mosquito transmissor dessas três doenças. “Estamos satisfeitos com esses dados de redução e de nenhuma morte provocada por elas este ano em Teresina. Destacamos o trabalho dos agentes de combate às endemias, que é realizado diariamente, com a ida às residências em toda a cidade. É um trabalho minucioso com eliminação de criadouros de mosquitos que podem transmitir doenças e com orientações para limpeza de espaços que podem ser possíveis criadouros”, diz o gerente.

Sobre a redução de casos em Teresina, a diretora de Vigilância em Saúde da FMS, Amariles Borba, analisa que não existe um fator determinante para essa redução, mas algumas hipóteses devem ser consideradas. “Será se por causa da pandemia as pessoas estão mais tempo em casa e mais atentas à limpeza dos quintais? As pessoas estão eliminando os criadouros do mosquito ou o vírus que circula é o que já teve mais casos em Teresina? O que sabemos é que a pessoa só é infectada uma vez por cada vírus e este ano pode ser o caso do vírus que já teve prevalência ”, cita.

A diretora explica que a dengue é cíclica e tem alguns anos de menor incidência e outros com mais casos. Ela cita que no Brasil circulam 4 tipos de vírus e a pessoa é acometido por um vírus a cada vez e quando tem surto é por vírus preponderante.

Foto: Divulgação (FMS)