A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), em parceria com o Centro Universitário Uninovafapi, está promovendo uma avaliação nutricional dos indígenas venezuelanos acolhidos nos abrigos de Teresina. A iniciativa teve início nesta quarta-feira, (27), no abrigo Emater.

Os demais abrigos também receberão a ação: no Abrigo Piratinga, localizado no Bairro Poti Velho, acontecerá nesta sexta-feira, (29); já no Abrigo CSU, no Bairro Buenos Aires, será no dia 03 de novembro.

De acordo com Aline Teixeira, secretária executiva do SUAS/Semcaspi, as famílias venezuelanas recebem, semanalmente, cestas básicas, com itens diferenciados, elas têm a liberdade de consumir alimentos que eles mesmo adquirem.

“É uma ação que tem como objetivo nos dar uma informação real de como está o estado nutricional destas pessoas. Se tem alguém hipertenso, desnutrido, com baixo peso, sobrepeso, obeso. A partir daí, pensar em melhores estratégias de trabalho com estas pessoas, na expectativa de melhorar a vida delas. Apesar destas famílias receberem alimentação disponibilizada pela Prefeitura, elas têm a liberdade de comprar e de se alimentar de outras coisas. A ideia é trabalhar na sensibilização, orientação e informação envolvendo esta questão nutricional”, esclareceu.
Para Ana Diva, gerente de Segurança Alimentar e Nutricional da Semcaspi, a avaliação nutricional está acontecendo com todos que estão acolhidos nos abrigos.

“Estamos na primeira etapa da avaliação antropométrica. Coletamos as informações de peso, estatura e circunferência da cintura. Tudo isso para a gente avaliar e saber como está o estado nutricional de cada pessoa, que está nos abrigos, que acolhem os indígenas venezuelanos. Desde crianças a idosos. Assim, tentaremos melhorar intervir e orientar para uma alimentação mais adequada”, pontuou.

Segundo Luciana Farias, coordenadora do Projeto de Extensão “Avaliação antropométrica de refugiados venezuelanos”, a proposta é identificar os riscos nutricionais que podem estar passando os imigrantes venezuelanos.

“O objetivo é avaliar antropometricamente, ou seja, avaliar o peso e altura destas pessoas, que são imigrantes venezuelanos. É fazer um diagnóstico nutricional, para ver os riscos nutricionais, que estas pessoas estão, a fim de que possamos fazer adequadamente e posteriormente uma intervenção efetiva”, ressaltou.

Acompanhamento específico 

Os indígenas venezuelanos terão acompanhamento mais específicos e atendimento em consultórios para melhorar o estado nutricional.

“A Uninovafapi já nos comunicou, que posteriormente a esta ação, irá disponibilizar os consultórios de atendimento da Clínica Escola, para fazer acompanhamento mais específicos daquelas pessoas que precisam de mais atenção. Além disso, estamos planejando ações de extensão, oficinas, grupos, nos próprios abrigos para facilitar a participação deles”, antecipou Aline Teixeira, secretária executiva do Suas.

Foto: Divulgação (Semcaspi)