Com o Projeto Alfabetização Sem Fronteiras concluído e aprovado, as crianças venezuelanas radicadas em Teresina já têm um plano de atendimento escolar definido. As aulas devem começar ainda este ano por uma iniciativa da Prefeitura de Teresina, com uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação (Semec) e a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi).

O objetivo é alfabetizar as crianças e adolescentes filhos das famílias migrantes refugiadas indígenas venezuelanas da etnia Warao, acolhidas pelo Brasil e residentes em Teresina, no sentido de realizar a inclusão no processo educacional. Serão atendidas pelo menos 61 crianças de 06 a 16 anos, que estão distribuídas em três abrigos da capital.

Segundo a gerente de Ensino Fundamental da Semec, Geane Alves, os professores que trabalharão com esse público receberão formação específica. “Primeiramente vamos atender suas necessidades, acolhendo e garantindo que aprenderão a ler e escrever, mas também terão direito a se comunicar e desenvolver ideias com base em sua cultura”, explica Geane.

Os alunos do Projeto Educação Sem Fronteiras serão integrados desde a Educação Infantil, utilizando como metodologia o Programa Tempo de Aprender. Aurismar Sousa, coordenadora do Programa na Semec, explica que essa é uma política pública nacional que prioriza a alfabetização das crianças, por isso é ideal para ser trabalhado com o público em questão.

“Pensando na alfabetização como processo que consiste no aprendizado do alfabeto e de sua utilização como código de comunicação, e apropriação do sistema de escrita, a compreensão do princípio alfabético é indispensável ao domínio da leitura e escrita. Utilizamos essa estratégia em diversas escolas da Rede Municipal e estamos colhendo excelentes resultados. Acreditamos que essa seja a melhor metodologia para aplicar aos nossos novos alunos”, explica Aurismar.

 

Fotos: Ascom Semec