Estádio Lindolfo Monteiro acolheu 140 pessoas durante a pandemia

Foto: Renato Bezerra

Como parte do plano de enfrentamento ao novo coronavírus, o estádio Lindolfo Monteiro tornou-se lar para 140 pessoas em situação de rua ao longo dos últimos três meses. O abrigo montado pela Prefeitura de Teresina no local garante atendimento de saúde e várias ações necessárias para proteger essa parcela da população contra os riscos da pandemia da Covid-19.

“O trabalho social com pessoas em situação de rua se fortaleceu nessa pandemia. As ações já ofertadas foram ampliadas, garantindo o acolhimento 24 horas no cumprimento de medidas de proteção a esse público. Vamos garantir essas ações enquanto for necessário. De forma articulada com a FMS, temos oferecido um conjunto de ações que garantem dignidade e proteção social”, afirma Janaína Carvalho, secretária Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas. 

Com a transferência do público idoso para uma nova instituição de longa permanência no mês de junho, o espaço abriga, hoje, um total de 25 pessoas. Elas permanecem recebendo atendimento à saúde, alimentação, higiene e assistência social, além da participação em atividades socioeducativas, como roda de conversa sobre diversos temas.

O coordenador do abrigo, Édson Araújo, destaca que o trabalho assistencial será continuado para evitar o possível retorno às ruas. “Nossa equipe já trabalha com a possibilidade de tentar o restabelecimento dos vínculos familiares e uma série de outras ações para esse público”, informa.

Semcaspi prorroga prazo de cadastro de famílias no Teresina Solidária

Associações de moradores e instituições religiosas têm até o dia 31 de julho para cadastrar famílias em situação de vulnerabilidade na plataforma online disponibilizada pelo Teresina Solidária. Cada instituição pode inscrever até 50 famílias que estejam sem renda por conta da pandemia do novo Coronavírus e que não tenham conseguido acesso ao auxílio emergencial do governo federal. 

O prazo final, que previamente se encerraria na segunda-feira (20), foi estendido pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi). O programa vem distribuindo cestas básicas com o intuito de amenizar os impactos financeiros da quarentena. 

“Decidimos prorrogar o prazo porque algumas associações e lideranças religiosas nos procuraram pedindo um pouco mais de tempo para que pudessem fazer a inserção das famílias. A Secretaria vem fazendo um trabalho de auxílio a essas entidades nesse processo de cadastramento e também tirando dúvidas das lideranças”, explica a secretária da Semcaspi, Janaína Carvalho. 

Cada associação ou instituição religiosa segue tendo direito a indicar até 50 famílias para o recebimento da cesta básica. Estão aptas as que não possuem renda fixa atualmente e que não tiveram acesso ao auxílio emergencial do governo federal. O cadastro deve ser feito através do endereço eletrônico associacao.semcasp.pmt.pi.gov

Os dados inseridos terão veracidade analisada pelas equipes técnicas da Semcaspi, que também estão à disposição para solução de dúvidas. Basta entrar em contato com os números 3131-4731 e 3131-4729. Mais informações a respeito do Teresina Solidária e de outras ações assistenciais em virtude da pandemia da covid-19 podem ser conferidas no site e nas redes sociais da sSecretaria.

Residência Inclusiva disponibiliza práticas de dança e meditação aos acolhidos

Abrigando 11 pessoas, com idades entre 18 e 59 anos, com deficiências dos tipos física, auditiva, visual ou intelectual, a Residência Inclusiva Boa Morada passou a oferecer oficinas de dança e meditação aos moradores da casa. O objetivo das atividades é minimizar os efeitos provocados pelo isolamento social e oferecer momentos de relaxamento aos acolhidos. A estratégia foi adotada para dar continuidade ao acompanhamento terapêutico e pedagógico dos assistidos, que precisam ser contínuos.

A terapeuta ocupacional Fernanda Xavier explica que o trabalho da terapia envolve o desenvolvimento da capacidade sensorial em relação ao ambiente e a sociabilidade dos acolhidos. “O objetivo é dar continuidade à terapia voltada para desenvolver os aspectos psicomotores, cognição e movimento deles. As atividades estão sendo feitas com todos os cuidados devidos, como distanciamento e uso de máscaras”, disse.

Com as atividades externas e visitas suspensas desde o início da pandemia, a coordenadora da instituição, Girlene Neco, afirma que foi um desafio lidar com os efeitos destas restrições, mas que a prática das atividades de dança, meditação e pintura têm ajudado bastante.

“O desafio que tivemos na Residência foi tentar passar toda essa situação que estamos vivendo de uma maneira mais leve. Antes, nossos assistidos recebiam visitas de familiares, podiam sair, e infelizmente isso não está podendo acontecer agora por conta da pandemia. Então, a nossa proposta é trabalhar de forma lúdica e reflexiva com o objetivo de estimulá-los, para que eles possam expressar os sentimentos e para que a gente consiga minimizar a ansiedade deles”, disse.

A coordenadora ressalta ainda a importância do trabalho dos cuidadores, que tem sido fundamental nesse momento em que os cuidados com os residentes foram intensificados. A equipe de funcionários está trabalhando em regime de escala e foram adotadas todas as recomendações das autoridades em saúde para a prevenção de contágio pelo novo coronavírus no local.

A Residência Inclusiva Boa Morada faz parte do Serviço de Acolhimento Institucional para Jovens e Adultos com Deficiência. O serviço de acolhimento provisório busca manter os vínculos e a possibilidade de reinserção dos usuários ao seio familiar e, nesse momento, tem estabelecido contato com familiares por meio telefônico ou virtual.

 

Amor de Tia Norte e Sudeste realizam atendimento remoto com mães e crianças durante a pandemia

Foto: Ascom SMPM

Desde a determinação de isolamento social, medida adotada para conter o avanço do novo coronavírus, o Serviços de Atendimento às Mulheres e suas Crianças – Amor de Tia, unidades Norte e Sudeste, têm recorrido às atividades remotas por meio de oficinas criativas, que são enviadas no intervalo de 15 dias e realizadas em casa, com as mães e crianças acompanhadas.

A Secretaria Municipal de Educação (SEMEC) forneceu kits de material pedagógico compostos por: cartolinas, giz de cera, lápis de cor, tinta guache, entre outros produtos. A intenção é estimular o desenvolvimento cognitivo das crianças e sua coordenação motora.

Segundo a Coordenadora do Amor de Tia Norte, Aline Heira, a grande preocupação da equipe era a adaptação do serviço de maneira remota, para isso, foram desenvolvidas atividades integrativas com as mães e as crianças como oficinas, pinturas, contação de histórias, oficinas de beleza e economia doméstica.

“A nossa satisfação quanto às atividades que são desenvolvidas é a participação das mães, elas gostam de estar com os filhos, gostam de fazer parte de todo o processo de criação. Elas sempre dão retorno do que acharam e sempre é positivo, o que é mais gratificante”, afirma Aline.

Já a coordenadora do Amor de Tia Sudeste, Maria de Lourdes Mendes, relata que mesmo durante esses meses de serviço não presencial, toda equipe está sempre em contato com as mães dando todo o suporte necessário. “Elas têm consciência que podem contar com a gente. Estamos sempre à disposição”, relata Maria de Lourdes.

Ana Paula de Sousa, mãe do aluno João Miguel, que frequenta a unidade da região Sudeste há dois anos, conta que o acompanhamento ajudou bastante no desenvolvimento do filho. “As atividades são sempre bem estimulantes. Nesse período em que eles estão em casa e ficam muito ansiosos, as atividades ajudam bastante. E a equipe do Amor de Tias sempre procuram saber como estamos, se estamos precisando de algo.  Me sinto bastante acolhida”, declara.

Outra mãe satisfeita é a Paula Daniele, do Amor de Tia Norte. “O serviço me ajudou muito no lado profissional, aprendi muitas coisas durante todo esse tempo. Infelizmente agora, por conta dessa pandemia, não podemos estar por lá todos os dias, mas as crianças fazem as atividades em casa, e continuam sendo orientadas. Tudo tem sido muito produtivo”, acrescentou.

Para esse período de isolamento, também foram produzidos vídeos informativos e reflexivos para o enfrentamento à violência contra as mulheres, que foram divulgados nas redes sociais e em grupos de Whatsapp para as mães atendidas pelo serviço. O objetivo é promover uma reflexão nas mulheres atendidas, estimulando aquelas que poderiam estar em situação de violência a procurarem o Centro de Referência Esperança Garcia.

Para este mês de julho, o Amor de Tia Norte contará com o projeto “Brincando em casa eu me divirto”, onde a equipe estão sendo preparados circuitos virtuais, com materiais de fácil acesso para serem desenvolvidos com as crianças. Para as mães, o serviço planeja organizar oficinas criativas com tutoriais para confecções de objetos utilizando garrafas pet.

Na unidade do Amor de Tia Sudeste, serão realizadas as Colônias Integrativas, que anteriormente aconteciam presencialmente, mas serão adaptadas para a forma virtual. As atividades de julho contarão com oficinas criativas, contação de histórias, atividades lúdicas, com as crianças e as mães acompanhadas.

O Serviço de Atendimento Integral às Mulheres e suas crianças: Amor de Tia (Norte e Sudeste), são unidades que ofertam auxílio às mulheres em situação de vulnerabilidade e violência, e suas crianças. Atualmente a unidade da zona Norte atende 78 mulheres e 70 crianças. Já o Amor de Tia Sudeste, concentra 65 mulheres atendidas e 65 crianças.

Associações já cadastraram 794 famílias para receberem cestas do Teresina Solidária

As associações de moradores e entidades religiosas já fizeram cadastro de 794 famílias para receberem as cestas básicas através do Teresina Solidária, programa desenvolvido pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi).

Até o momento, 47 associações de moradores utilizaram a plataforma do programa para cadastrar as famílias. A Semcaspi está fazendo análise dos cadastros e entrando em contato com as entidades para que as famílias possam receber o benefício o quanto antes.

De acordo com Janaína Carvalho, secretária da Semcaspi, o sistema continua ativo e recebendo cadastramento de novas famílias. “Todas as associações e instituições religiosas que possuam CNPJ podem participar. Estão aptas a serem cadastradas famílias que estão sem renda fixa e contínua por conta da pandemia e que não puderam receber o auxílio emergencial do Governo Federal”, afirma.

Ainda de acordo com a secretária, cada entidade pode inscrever até 50 famílias. O sistema estará disponível até o dia 20 de julho através do site associacao.semcasp.pmt.pi.gov.br . Em caso de dúvidas ou para mais informações, as pessoas podem entrar em contato com a Semcaspi através dos números (86) 3131-4731 e (86) 3131-4729.

Semcaspi estrutura novo espaço para receber venezuelanos que testaram positivo para Covid-19

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) elabora plano de estruturação de um novo espaço para acolher venezuelanos que testaram positivo para Covid-19. Após realização de mais testes, em junho, foram registrados 78 casos da doença. Desde o início da pandemia, a Secretaria monitora os abrigos, junto com equipes da Fundação Municipal de Saúde (FMS), e seguindo todas as medidas estabelecidas pelas autoridades de saúde para prevenção do contágio.

O Albergue Casa do Caminho será disponibilizado para isolamento dos venezuelanos infectados pelo coronavírus. A instituição de acolhimento para pessoas em situação de rua estava sem funcionamento desde a transferência do grupo para o abrigo provisório no Estádio Lindolfo Monteiro.

“Diante desse quadro de positivados, a Semcaspi está viabilizando um abrigo emergencial para onde estaremos remanejando estas pessoas. Uma medida tomada anteriormente foi voltada para os novos migrantes que chegam a Teresina. Recentemente recebemos mais 19 venezuelanos, somando 203 no total. Tendo em vista esta condição de trânsito, disponibilizamos o Albergue Casa do Caminho para que os novos acolhidos não fossem diretamente aos abrigos, antes de cumprir uma quarentena e, assim, garantir a proteção dos demais. Agora será destinado ao acolhimento das pessoas positivadas”, disse a secretária da Semcaspi, Janaína Carvalho.

As equipes de saúde estão acompanhando os abrigos para atendimento médico e disponibilização das medicações. Os educadores também trabalham intensamente para informar as medidas de segurança frente à doença, através de orientações e fixação de cartazes informativos na língua warao e espanhola nos espaços dos abrigos para que eles possam compreender a necessidade do isolamento.

“A Semcaspi tem garantido a proteção social dos indígenas venezuelanos e, desde o início da pandemia, tem dado todo o suporte para evitar a disseminação da doença. Entre as medidas adotadas, foi disponibilizado um novo espaço para minimizar os riscos de contágio entre os grupos que passou a contar com três abrigos na capital. Também foi feita distribuição de máscaras, produtos de higiene e reforço de normas dentro dos abrigos, de acordo com as recomendações dos serviços de saúde”, conclui a secretária.

 

Escolas municipais seguem facilitando cadastro do Auxílio Emergencial até dia 2 de julho

Os teresinenses que tiveram cadastros do Auxílio Emergencial recusados ou dados apontados como inconclusivos podem realizar uma segunda solicitação ou contestação do resultado até o dia 2 de julho, segundo as definições do Ministério da Cidadania. Desde o início desse processo de cadastro, a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas vem ajudando as famílias nesse processo de cadastro e contestação e assim continuará até o prazo final estabelecido pelo Governo Federal.

Para viabilizar esse direito, a Prefeitura de Teresina transformou, desde o dia 18 de abril, 19 unidades da rede de ensino municipal em pontos de apoio para aqueles que não dispõem de internet ou estão tendo dificuldades para acessar o aplicativo da Caixa Econômica Federal. O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h. A documentação necessária consiste no RG e no CPF.

Entre as causas para o resultado inconclusivo estão as divergências de dados entre os cadastros de membros de uma mesma família, a não inclusão de dependentes, falta de informações a respeito do sexo do solicitante, erros de CPF e datas de nascimento e a inclusão de pessoas cujo registro de óbito foi encontrado na base de dados do Governo Federal. Profissionais da rede socioassistencial do município estão presentes nas escolas, tirando as dúvidas sobre o processo de análise.

“Queremos reafirmar nosso compromisso em garantir que a população possa acessar esse auxílio, através de um trabalho feito por nós e colocado à disposição da população”, explica a secretária municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas, Janaína Carvalho.

Confira abaixo a lista de escolas disponíveis para o atendimento:

E.M. SANTA MARIA DA CODIPI – R. Francisco Magnólia – Santa Rosa

E.M. IOLANDA RAULINO – Rua D. A. Mafrense, 6581, B. Poty Velho

E.M. GALILEU VELOSO – Rua Alto Longá, 5471, Bairro Alto Alegre

E.M. SANTA FILOMENA – Dois Irmãos – Socopo

E.M. PROFESSOR JOSÉ GOMES CAMPOS – Rua: Chico Conrado, S/N, B.P. Wall Ferraz

E.M. OFÉLIO LEITÃO – Av. Airton Sena, 1345, Bairro KM 10 Porto Alegre

E.M. DOM HELDER C MARA – Rua Santa Francisca Cabrine, s/n Vila Irmã

E.M. PARQUE PIAUÍ – Av. Henry W. de Carvalho, 6709, Parque Piauí

E.M. SIMÕES FILHO – Av. Abdias Neves, 1520, Bairro Cristo Rei

E.M. ZORAIDE ALMEIDA – Cj Dignidade Qd 1, s/n Angelim

E.M. DELFINA BORRALHO – Rua 03 Lot. Pq. Anita Ferraz, Bairro Pedra Mole

E.M. MANOEL PAULO NUNES – Av. Zequinha Freire / 4415,Vale Quem Tem

E.M. DEOCLÉCIO DANTAS – Av Principal S/N Bairro: Vale do Gavião

E.M. JOSÉ OMMATTI – Rua Cap. Vanderley , 2060, Bairro Piçarreira I

E.M. JOCA VIEIRA – Estaca Zero

E.M. EXTREMA – Av. São Francisco, nº 3165, Bairro Extrema

E.M. LUNALVA COSTA – Rua 54, nº 3311, Bairro Dirceu II

E.M. JOÃO P. LIMA CORDÃO – Rua Cinco – Renascença III

CMEI JOÃO PAULO II – R. Paraíso – Santana

 

Mais de 40 moradores de rua apresentaram sintomas gripais em Teresina

Cerca de 48 pessoas em situação de rua apresentaram sintomas gripais em Teresina no período de março a maio desse ano, mas nenhuma foi diagnosticada com a Covid-19. O dado é do Consultório na Rua, da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, que leva ações de saúde a esse público e, nesse período de pandemia, tem reforçado os cuidados e o monitoramento dos casos.

Desde o início da pandemia, o Consultório na Rua já atendeu a 455 moradores de rua e passou a realizar busca ativa dos sintomáticos em todas as zonas da cidade. “Também realizamos ações educativas para esclarecer sobre o coronavírus, espalhamos recipientes com sabão líquido em praças e distribuímos kits de higiene para esse público”, explica a assistente social Melissa Lima.

Durante a abordagem feita pela equipe de saúde, os moradores em situação de rua são orientados sobre a importância do autocuidado. “Eles são orientados, por exemplo, a se higienizarem, a não compartilharem garrafas de bebida, a manterem distância dos seus colegas e a procurarem serviço de saúde, caso sintam sintomas similares à gripe”, ressalta a assistente social.

Melissa Lima alerta que essa população está crescendo a cada dia e pessoas que tinham vida organizada, agora estão se tornando os chamados moradores de rua. “É preciso que a gente veja as suas histórias de vida e acabe com o preconceito. Nessa pandemia, propomos à sociedade um novo olhar aos moradores em situação de vulnerabilidade e de rua”, afirma.

O presidente da FMS, Manoel de Moura Neto, relembra que, antes, as pessoas em situação de rua eram excluídas dos serviços públicos. “Hoje, é possível contar com o atendimento humanizado do Consultório na Rua e, durante a pandemia, a Prefeitura de Teresina também está garantindo abrigo para esse público no estádio Lindolfo Monteiro”.

O Consultório na Rua possui equipe de médico, enfermeiro, assistente social, psicólogo e redutor de danos. Diariamente, eles circulam em uma van levando serviços de saúde para pessoas em situação de rua.

Já no abrigo montado no Estádio Lindolfo Monteiro, a FMS está mantendo equipes exclusivas para os moradores de rua que aceitaram acolhimento no local. O espaço possui capacidade para atender a 70 pessoas. Atualmente, cerca de 35 se encontram abrigadas no local.

FMS garante funcionamento dos serviços de saúde mental na capital

No dia que marca a luta por direitos das pessoas com transtorno mental, Dia Nacional da Luta Antimanicomial, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina reforça os três serviços disponibilizados para o atendimento em saúde mental da população durante a pandemia do novo coronavírus: psicólogos pelo telefone 0800 291 0084, assistência nos sete Centros de Atenção Psicossocial (CAPSs) para pessoas com transtornos mentais graves e persistentes e o Provida, específico para atender pessoas com comportamento suicida.

“Qualquer cidadão, pessoas com transtornos mentais, têm o direito fundamental à liberdade, o direito a viver em sociedade, além do direito a receber cuidado e tratamento, sem que para isto tenham que abrir mão de seu lugar de cidadão. Nossos serviços estão de portas abertas para atender nossos pacientes em crise e fazer atendimentos de triagem e acolhimento a todos que venham a precisar dos serviços de saúde mental da capital”, afirma Isabel Karine, gerente de Saúde Mental da FMS.

Os sete CAPSs funcionam em dias úteis, das 8h às 11h e das 14h às 17h, e estão voltados para atendimento de pessoas em situação de crise psiquiátrica. Esses locais realizam a triagem e o acolhimento de pacientes que buscam espontaneamente o serviço. A entrega de medicação também está funcionando, mas as atividades coletivas foram temporariamente suspensas para evitar aglomerações.

Para ter acesso aos CAPSs qualquer pessoa pode ir diretamente sozinho ou acompanhado devendo, preferencialmente, procurar o CAPS que atende na região onde mora. Todos os endereços podem ser acessados através do link http://fms.pmt.pi.gov.br/rede-de-saude-mental-caps.

Em Teresina há ainda o Provida, ambulatório que conta com psicólogos e psiquiatras para atender pessoas com comportamento suicida. Ele funciona no Centro de Saúde Lineu Araújo. Os atendimentos com psicólogos e psiquiatras acontecem de segunda a sexta, de 8h às 11h e de 14h às 17h. Para ter acesso, basta ir diretamente ao local.

Em caso de urgências psiquiátricas, como surto psicótico e tentativa de suicídio, é possível chamar uma ambulância do SAMU, por meio do número gratuito 192, ou ir diretamente ao Hospital Areolino de Abreu, que é referência para esse tipo de atendimento e conta com médicos psiquiatras.

SDU Centro Norte inclui 46 famílias no Programa Família Solidária

De janeiro a abril deste ano a Superintendência de Desenvolvimento Urbano SDU Centro-Norte incluiu 46 famílias, que viviam em áreas ribeirinhas e de risco, no Programa Família Solidária. Essas pessoas moravam no Leonel Brizola, Parque Wall Ferraz, Nova Brasília, Dilma Rousseff, Poti Velho, Padre Humberto, Cristalina, Parque Stael, Vila Apolônia e Parque Brasil I, II e III.

De acordo com a gerente de habitação da SDU Centro Norte, Valmira Rodrigues, a adesão dessas famílias ao programa foi resultado de muitas visitas e diálogos. “Fazemos o trabalho de monitoramento o ano inteiro, por isso temos conseguido aumentar a quantidade de famílias beneficiadas pelo programa. Até hoje, já conseguimos acrescentar mais 17 famílias. Com isso, somamos o total de 46 beneficiadas”, enfatiza.

Valmira também explica que esse trabalho é feito em parceria com a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) e tem conseguido garantir a segurança de muitas pessoas. “Essa ação garante moradia temporária para essas famílias por um período de seis meses a um ano, proporcionando um local digno para eles”, disse.

As assistentes sociais e técnicos fazem um trabalho diário nessas áreas e contam com a colaboração das lideranças comunitárias no sentido de conversar com as famílias para aceitarem a adesão ao programa. “Acompanhamos a rotina de vida dessas pessoas e por isso quando conseguimos fazer adesão das famílias ao programa é uma grande conquista’’, acrescenta.

A dona de casa Adriana Conceição da Silva, 36 anos, que reside no Parque Brasil I, relata que desde que foi incluída no Programa Família Solidária, há dois meses, está mais segura, pois a casa onde morava corria risco de alagamento no período chuvoso.  “Morava na minha casa com meus dois filhos, um de nove anos e o mais novo de três meses, e toda vez que chovia ficava com medo, mas desde que vim para o programa estou mais tranquila”, enfatiza.