Balé da Cidade apresenta nova temporada do espetáculo online Morada

Com a chegada do final do ano, o Balé da Cidade de Teresina preparou mais uma temporada do espetáculo Morada. A última temporada será realizada de forma online a partir desta quinta-feira (03) através de plataforma de videoconferência. As apresentações acontecem ao vivo e seguem até 06 de dezembro, às 16h30.

O espetáculo é dividido em quatro episódios independentes e a cada dia é apresentado um episódio diferente. Para ter acesso, os interessados devem acessar o link (urless.in/KDFeM) e realizar o cadastro. No primeiro dia de exibição, 03 de dezembro, será enviado um link para acesso pela plataforma Zoom, onde acontecerá o espetáculo.

“A semana de estreia foi uma experiência nova para a companhia e para o público, que também estava tendo esse tipo de contato conosco pela primeira vez. Então decidimos apresentar mais uma vez o Morada, onde mudamos a ordem dos episódios. Cada dia é um episódio diferente e um ingresso vale para todos os dias.”, afirma Janaína Lobo, coordenadora artística do BCT.

O Morada é uma casa imaginária, construída e mostrada a partir da manifestação da intimidade de cada bailarino, assim como um quebra-cabeça com diversas possibilidades de se montar. É sobre performar o lugar onde sempre vivemos e voltamos, a nossa casa, é dançar a poesia das casas. Morada é dividido em quatro episódios autônomos, são eles: Um Voo Azul, Plantas e Furacões, Extrapolar as Paredes e Ainda Sonhamos Enquanto Vivemos?.

Sobre a Companhia

O Balé da Cidade de Teresina é uma companhia pública de Dança Contemporânea que vem atuando no cenário artístico local e nacional, contribuindo com o desenvolvimento e aprofundamento da dança piauiense. Vem aproximando a dança da cidade através da sua atuação compromissada em diferentes ações, como temporadas de apresentações públicas, conversas e formação continuada.

O Balé da Cidade de Teresina conta com 18 bailarinos e é mantido pela Prefeitura Municipal de Teresina, através da Associação dos Amigos do Balé da Cidade de Teresina. Tem direção geral de Chica Silva, coordenação artística de Janaína Lobo e ensaios de Carla Fonseca.

Fundação Monsenhor Chaves divulga propostas selecionadas na Lei Aldir Blanc

A Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, divulgou nesta quarta-feira (18) o resultado dos contemplados no edital “Prêmio Aldir Blanc Teresina” para as propostas culturais coletivas e em espaços. Os aprovados devem comparecer em até 10 dias na sede da FMC, localizada na rua Félix Pacheco, 1440 – Centro.

Com dezessete inscrições na linha II, referente aos espaços e territórios culturais, foi disponibilizado o valor de R$ 1.590.00,00. No total, foram aprovados 14 projetos e somente utilizado R$ 420 mil. O restante do valor será destinado para a linha III, referente às propostas coletivas individuais. A linha III teve 243 propostas inscritas, sendo aprovadas 174 e foi disponibilizado o valor de R$ 4.960.587,40.

“Para atendermos o máximo de artistas possível, solicitamos ao Ministério de Turismo que pudéssemos remanejar a verba não utilizada na linha II para a III. Ao todo, as propostas coletivas tiveram mais de seis milhões de reais disponíveis”, explica o presidente da FMC, Luis Carlos Alves.

Após assinatura do Termo de Compromisso os selecionados deverão apresentar de forma complementar os documentos exigidos no edital, como Certidão de Situação Fiscal e Tributária, Certidão quanto à Dívida Ativa do Estado, Certidão de Regularidade do FGTs, entre outros.

Confira aqui o edital.

FMC divulga dia 16 propostas selecionadas pela Lei Aldir Blanc

A Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC) divulga no próximo dia 16 de novembro, no Diário Oficial do Município, o resultado das propostas selecionadas nos dois editais de premiação destinados ao setor cultural de Teresina por meio da Lei Aldir Blanc. Foram mais de 280 propostas inscritas nas duas linhas de trabalho: espaços culturais e propostas coletivas.

De acordo com o superintendente da FMC, Paulo Dantas, a verba emergencial do programa, financiada pelo Governo Federal, equivale a R$ 6,5 milhões. “Inicialmente, na linha II, referente aos espaços e territórios culturais, será destinado o valor aproximado de R$ 1,5 milhões, e para as propostas coletivas, o valor de R$ 4,9 milhões. Diante ao grande número de projetos, iremos remanejar o que sobrar na linha II para que o máximo de pessoas possam ser contempladas”, afirmou.

As propostas coletivas serão avaliadas de acordo com critérios como portfólio do proponente, relevância sociocultural e conformidade entre orçamento e execução, e dividido pelas áreas culturais como artes visuais, música, dança, patrimônio material e imaterial, audiovisual, circo, literatura e teatro.

Na linha III, será destinado auxílio de acordo com as despesas especificadas no edital, como internet, transporte, aluguel, consumo de água e luz, outras despesas relativas à manutenção do espaço. Sendo que, após o retorno de suas atividades, o espaço deve garantir como contrapartida a realização de atividades destinadas à sociedade e, prioritariamente, aos alunos de escolas pública, seja na modalidade presencial ou virtual.

Lei Aldir Blanc tem mais de 300 propostas inscritas

Mais de 300 propostas foram inscritas para receber o auxílio financeiro da Lei Aldir Blanc, voltada para o setor cultural. A Fundação Cultural Monsenhor Chaves vai fazer a análise de todas apresentadas e o resultado deverá ser divulgado no dia 16 de novembro, no Diário Oficial.

As inscrições foram encerradas nesta sexta-feira. O benefício foi divididos em duas linhas, sendo a II referente aos espaços culturais com nove inscrições e a linha III às propostas coletivas.

A verba emergencial para a linha II, com valor de R$ 1.590.000,00, será destinada  para despesas de internet, transporte, aluguel, consumo de água e luz e manutenção do espaço.

De acordo com o edital, após o retorno de suas atividades, o espaço deve garantir como contrapartida a realização de atividades destinadas à sociedade, principalmente as voltadas aos alunos de escolas pública, seja na modalidade presencial ou virtual.

O auxílio disponibilizado é no valor de R$ 4.960.587,47, e será dividido para artes visuais, música, dança, patrimônio material e imaterial, audiovisual, circo, literatura e teatro. As propostas serão avaliadas de acordo com critérios como portfólio do proponente, relevância sociocultural e conformidade entre orçamento e execução.

“Nosso objetivo é atender o setor da melhor maneira. Para os contemplados na linha III, será pago em uma única parcela e na linha II, em até três parcelas em conformidade com o espaço”, afirmou Luis Carlos Alves, presidente da FMC.

Fundação Monsenhor Chaves prorroga inscrições para editais da Lei Aldir Blanc 

A Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves prorrogou o prazo para as inscrições para os editais da Lei Aldir Blanc, que prevê auxílio financeiro ao setor cultural com valor superior a R$ 6,5 milhões, até o dia 06 de novembro. Os interessados, podem se dirigir até a sede da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, das 08h às 13h.
“Recebe os pedidos para o aumento do prazo, devido aos feriados recorrentes no período estipulado. Observamos também, a busca pelas inscrições com documentação incompleta. Devido a isso, aumentamos os dias de inscrições”, afirmou Paulo Dantas, superintendente da FMC.
Dividida em duas linhas, a verba emergencial do programa, financiado pelo Governo Federal, tem como proposta a linha II, referente aos espaços e territórios culturais, destinado o valor aproximado de R$ 1,5 milhões e para as propostas coletivas, referente a linha III, o valor de R$ 4,9 milhões
Proponentes de espaços culturais, terão  que apresentar autodeclaração, onde constam informações sobre a interrupção de suas atividades, além de apresentar o comprovante de inscrição no SICAC – Sistema de Cadastro de Cultura do Piauí.
Para aqueles que desejam em participar da seleção na linha III, é necessário comprovação de até um ano de atuação. A verba será dividida nas áreas de artes visuais, audiovisual, circo, dança, literatura, música, patrimônio material e imaterial e teatro.
Para maiores informações sobre os editais e documentações exigidas, os interessados podem ter acesso através do Diario Oficial ou pelo número (86) 3215-7816.

Inscrições para editais da Lei Aldir Blanc acontecem até sexta-feira (30)

As inscrições para os editais da Lei Aldir Blanc, que prevê auxílio financeiro ao setor cultural com valor superior a R$ 6,5 milhões, estão disponíveis até a próxima sexta-feira (30). Os interessados, podem se dirigir até a sede da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, das 08h às 13h.
A verba emergencial do programa, financiada pelo Governo Federal, será dividida em duas linhas, II e II, respectivamente, referentes a espaços culturais e pessoas físicas da área cultural. Para ter acesso aos recursos, proponentes de espaços culturais, será necessário a apresentação da autodeclaração, onde constam informações sobre a interrupção de suas atividades, além de apresentar o comprovante de inscrição no SICAC – Sistema de Cadastro de Cultura do Piauí. Só poderá inscrever apenas um espaço ou território cultural.
Poderão participar aqueles cadastrados como MEI (micro empreendedor individual), microempresa e pequenas empresas culturais, cooperativas, instituições e organizações culturais comunitárias que tiveram suas atividades interrompidas por força das medidas de isolamento social, e em atuação, no mínimo, de dois anos.
Os interessados em participar da seleção na linha III, devem ser agentes culturais, pessoas físicas residentes e atuantes em Teresina, com comprovação de até um ano de atuação. A verba será dividida nas áreas de artes visuais, audiovisual, circo, dança, literatura, música, patrimônio material e imaterial e teatro.
A proposta deverá ser estruturada de acordo com documento exigido no edital, e deve complementar produtor, técnico, segurança, educador, assessor de comunicação, variando de acordo com a natureza de cada proposta. Aquelas que necessitam, para sua análise, de textos, vídeos, músicas ou outros arquivos, devem ser encaminhadas à FMC, no mesmo envelope em um pen drive.
A Fundação Monsenhor Chaves, está localizada na Rua Félix Pacheco, 1440. A Lei Federal 14.017/2020, aprovada em junho pelo Congresso Nacional, é conhecida como Lei Aldir Blanc, uma homenagem ao compositor e escritor brasileiro falecido em maio.

Começam hoje inscrições para os editais da Lei Aldir Blanc de auxílio para artistas

Rômulo Piauilino

A partir desta quinta-feira (15) os artistas de Teresina que tiveram suas atividades prejudicadas devido à pandemia do novo coronavírus poderão ter acesso aos editais da Lei Aldir Blanc, que prevêem auxílio financeiro ao setor cultural da cidade com valor superior a R$ 6,5 milhões. O lançamento dos editais foi feito pelo prefeito Firmino Filho na manhã de hoje durante solenidade no Salão Nobre da Prefeitura de Teresina. Além do presidente da Fundação Municipal de Cultura, Luís Carlos Alves, o evento reuniu representantes de vários segmentos da classe artística da capital.

“Esses recursos atenderão aos trabalhadores da cultura, aos espaços artísticos e culturais, micro e pequenas empresas deste segmento, cooperativas, instituições e organizações comunitárias que tiveram suas atividades interrompidas pela pandemia. Esperamos que todos possam se recuperar prontamente e que não tenhamos mais uma crise como essa”, disse o prefeito Firmino Filho.

Os editais serão publicados no Diário Oficial do Município, contendo as diretrizes para a seleção dos beneficiados. “São recursos importantes para beneficiar esse público que muito contribui com a cultura de Teresina, mas que foi um dos segmentos mais prejudicados com a pandemia do novo coronavírus”, disse o presidente da Fundação Cultural Monsenhor Chaves, Luís Carlos.

“Essa ajuda vem em boa hora. Estamos há seis meses parados, resistindo bravamente, passando por várias dificuldades. Aproveito a oportunidade para agradecer ao prefeito por sempre ter nos recebido muito bem nessa casa, nos tratando sempre com muito respeito”, afirmou Cid Ribeiro, artista e professor de dança, que na solenidade representava a classe artística de Teresina.

Os interessados em participar da seleção deverão fazer a sua inscrição na sede da FMC, localizada na Rua Félix Pacheco, nº 1440, até o dia 30 de outubro, das 8h às 13h. Para ter acesso aos recursos, artistas e espaços culturais deverão atender alguns critérios específicos, tais como possuir o mínimo de dois anos de atividades no município, para isso deverão comprovar sua inscrição no Sistema de Cadastro de Cultura do Piauí.

Palácio da Música está com matrículas abertas para curso de violão para adultos

O Palácio da Música terá curso online de violão para adultos, a partir do dia 08 de outubro. As matrículas estão abertas e podem ser realizadas através do Whatsapp (86) 99428-3023. As vagas são limitadas e os interessados devem possuir o instrumento.

A turma terá duração de dois meses, sempre às quintas-feiras, das 19h30 às 21h, com a professora Sorane Costa. No processo de matrícula, deve ser feito o pagamento de uma taxa única, no valor de R$ 25,00.

Para o superintendente da Fundação Monsenhor Chaves, Paulo Dantas, esta é uma forma de manter as atividades culturais ativas. “Estamos nos moldando ao tempo que estamos vivendo, e nosso objetivo é disseminar cultura, fazer com que nossa população se interesse por cultura. A oferta de cursos online é uma forma que encontramos de ensinar e não deixar atividades culturais paradas”, afirmou.

Mantido pela Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC), o Palácio da Música realiza um importante trabalho sociocultural, oferecendo cursos de sanfona, violão, violino, viola, contrabaixo acústico e guitarra. Localizada no cruzamento das ruas Santa Luzia e Treze de Maio, 1241, Centro, o espaço é lar da Banda de Música 16 de Agosto, da Orquestra Sanfônica de Teresina, da Orquestra de Violões de Teresina e da Orquestra Sinfônica de Teresina.

Palácio da Música abre matrícula para curso de violão online

Com o objetivo de dar seguimento aos ensinamentos musicais para os jovens teresinenses, o Palácio da Música está com matrículas abertas para o curso de violão juvenil online. A turma terá duração de três meses, para alunos de 12 a 17 anos.

Os interessados devem efetuar o pagamento de uma taxa única, de R$ 25,00 e possuir o instrumento. Com vagas limitadas, a matrícula pode ser realizada através do whatsapp (86) 99428-3023. De acordo com Júlio César, gerente de promoção cultural da Fundação Monsenhor Chaves, a ideia é dar continuidade às atividades da casa.

“Em meio a pandemia da Covid-19, a MC tem redescoberto e se renovado, com a utilização da tecnologia para aproximar professores e alunos, e para o uso do conhecimento cultural para os jovens talentos da nossa cidade”, ressaltou Júlio.

As aulas online estarão disponíveis nas segundas das 08h às 09h30, ou às terças, das 16h30 às 18h. O Palácio da Música é mantido pela Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC). A casa mantém grupos renomados como Orquestra Sinfônica de Teresina, Orquestra de Violões, Banda de Música 16 de Agosto e Orquestra Sanfônica de Teresina.

Casa da Cultura de Teresina completa 26 anos com programação virtual ressaltando a memória afetiva

Josy Brito, diretora da Casa da Cultura

Desde 17 de março deste ano a Casa da Cultura de Teresina se encontra de portas fechadas devido à pandemia do novo coronavírus que assolou o mundo. O que não significa que a celebração de seu aniversário, neste 12 de agosto, passará em branco. Pelo contrário, o histórico endereço da Rua Rui Barbosa, reduto da arte piauiense há 26 anos, abrirá suas janelas virtuais para compartilhar com todos a data festiva e extravasar a memória afetiva daqueles cujas histórias se entrelaçam à própria história do lugar.

Através das redes sociais, o público poderá acompanhar uma programação especial pensada para o momento que a humanidade atravessa. Desde exposições de pinturas inéditas a depoimentos de funcionários e frequentadores saudosos, além da exibição de curtas realizados no curso de cinema, a Casa da Cultura será, ao alcance de um clique, a casa de cada um. Com o bordão “Entre, a Casa ainda é sua”, o objetivo é tanto comemorar os 26 anos completados, quanto diminuir, na segurança da conectividade, a ausência do contato presencial numa época de distanciamento social.

Na programação que será postada ao longo dia, uma série de vídeos feitos pela comunidade, instrutores de dança, teatro, música, resgatando a importância dessas quase três décadas de incentivo à cultura do estado piauiense. Bem como alguns curtas realizados pelos alunos do Curso de Cinema Pela Lente, apresentação do Balé da Cidade e grupos de capoeira. Fora a estreia da exposição “Corpos”, do artista plástico Gabriel Arcanjo.

A entusiasta diretora da Casa, Josy Brito, evoca a sinergia do grupo que forma a comunidade, interna e externa, da Casa da Cultura. “Essa verve de potência que aqui a gente tem em todos os segmentos. Nós temos um grupo que adora estar aqui, a comunidade que gosta de se fazer presente”. Durante os 168 anos da cidade, Josy reitera que fazer parte desse patrimônio é continuar possibilitando o “encontro entre público, artista e todas as vertentes juntas”, afirma.

O presidente da FMC, Luis Carlos Alves, destaca que o momento ainda é de cuidados e, por conta disso, vários espaços culturais estão se reinventando com fórmulas que reúnem arte, distanciamento e tecnologia. “Através das lives e dos encontros virtuais, a cultura continua se manifestando na nossa cidade porque os nossos artistas, apesar de estarem em casa, não param. Essa é a força da nossa gente”, destaca.

Até ser transformada na Casa da Cultura como hoje conhecemos, no dia 12 de agosto de 1994, o antigo Casarão da Praça Saraiva, além de residência de João do Rego Monteiro, o Barão de Gurgueia, no século XIX, já foi quartel, enfermaria, seminário da Diocese de Teresina, sede do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e colégio, sendo tombado pelo Departamento do Patrimônio Histórico, Artístico e Natural do Piauí em 1986.

MEMÓRIA AFETIVA

Mantida pela Prefeitura de Teresina por intermédio da Fundação Monsenhor Chaves (FMC), a Casa da Cultura acumula histórias de pessoas que tiveram suas vidas marcadas por todo o trabalho desenvolvido nesses 26 anos de existência. E não somente da parte dos frequentadores, que terminam se tornando assíduos, “de casa”, para não perder o trocadilho – como também dos funcionários. Mesmo aqueles que não trabalham mais por lá.

Caso de Edilene Santos, funcionária da Casa entre 2005 e 2011. “Eu trabalhava ali na administração, mas eu era aquela pessoa muito envolvida com a magia do teatro, da música, da dança, das artes plásticas, do cinema. Vivi bons momentos. Tive a oportunidade de estar perto dos nossos artistas piauienses, construí amizades que até hoje eu encontro e batemos um bom papo”, conta.

Fernando Freitas, instrutor de dança, também possui uma relação com a Casa de muita vivência. “De muito compromisso, muito carinho com todas as pessoas que trabalham nessa Casa e todos que passaram por ela. Queria dizer que, acima de tudo, toda a minha gratidão e todo o meu respeito e meus parabéns pra Casa da Cultura.”

Diretora do balé e instrutora de sapateado, Chica Silva saúda a energia transformadora da Casa. “É um prazer ver a possibilidade que esse lugar tem de nos transformar, criar, desenhar um contexto que é totalmente diferente e possibilitar essa construção de um segmento artístico que é tão importante. Sou grata por fazer parte desse lugar”.

O diretor de teatro Adriano Abreu “reside” há seis anos na Casa com o Coletivo Piauhy Estúdio das Artes. “Nós construímos muitos espetáculos, muitos projetos de sucesso. Aqui residem vários grupos de teatro, de dança, de cinema, de artes visuais. É uma Casa muito importante para cultura do Piauí, pra cultura de Teresina”.

Para o também diretor de teatro Wander Lima, a Casa da Cultura se mistura à sua própria trajetória. “Foi aqui que eu comecei minha história artística e eu tenho certeza que ela também faz parte da vida de muitos teresinenses. A Casa está fazendo 26 anos, é um momento especial para todos nós”.

A memória afetiva proporcionada pela Casa não é vívida apenas naqueles que contribuem no seu dia a dia. O bacharel em Direito e professor de Filosofia  Marcelo Raynã, que foi aluno do curso de cinema ministrado por Monteiro Júnior, tece o fio de suas recordações com o Casarão da Praça Saraiva. “Nem lembro quantas vezes passei diante daquele imponente casarão fincado no coração da cidade. Entre tantas idas e vindas, resolvi entrar. Muitos veem a arte como um objeto. Foi só atravessar os enormes portões de madeira antiga e encarar aquela icônica escadaria para perceber que o objeto na verdade era eu. Um objeto inacabado no interior de uma casa que pulsava, que respirava: um organismo vivo que fala, que dança e que abraça.”

“Cabe a nós enquanto moradores, cidadãos teresinenses, abraçarmos o que a gente tem, cuidarmos do que a gente tem”, defende Moisés Chaves, ator e instrutor de teatro. “A importância da casa é enorme. Então, um exercício de cidadania prazerosa, amorosa com a minha cidade é amar o patrimônio público. Parabéns pra Casa da Cultura de Teresina, como cidadão teresinense que sou, amante da casa. Que ela continue sendo nossa, sua, minha. De todos nós”.