Parque Lagoas do Norte receberá evento que incentiva a prática de atividade física

O Parque Lagoas do Norte, em parceria com o SESC (Serviço Social do Comércio), prepara para o dia 29, às 17h, um dia de exercícios para as comunidades da região. O desafio é uma proposta feita a nível nacional, pela entidade do sistema S, através da qual uma cidade concorre com outras ou se auto desafia, para saber onde se aglomera o maior número de pessoas para realizarem atividades físicas e receberem orientações de saúde. Em Teresina, a competição será entre diversos pontos espalhados por toda a cidade.

O evento, que está na sua 25ª edição, é realizado anualmente, sempre na última quarta-feira do mês de maio. A ideia é que cada pessoa faça exercícios físicos por pelo menos 15 minutos. Serão disponibilizadas diversas atividades, como aulas de zumba, bike in door, Jump, treinamento funcional e aulas de abdominais. Também serão ofertados serviços como aferição de pressão, taxa de glicemia e orientações de saúde. Todas as atividades e serviços terão acompanhamento profissional.

“A parceria com o Lagoas do Norte se deu porque o parque propôs que o evento fosse feito aqui. A intenção é atrair o grande público existente nas comunidades e que sempre frequenta o local para atividades e eventos. Estamos com a melhor expectativa possível e esperamos encontrar um grande público, pois já sabemos que a população abraça os eventos do Parque. Nós vamos promover algo a mais para a comunidade e temos a certeza de que o retorno será positivo”, destaca a coordenadora de esportes do SESC Ilhotas, Lara Duquesa.

“Teremos mais um grande evento aberto ao público aqui no Parque Lagoas do Norte. Serão atividades importantes para a saúde das pessoas, que poderão descontrair e se divertir com os exercícios. Convidamos todos a participar e aconselhamos que as pessoas usem roupas leves e tênis apropriado, o que irá facilitar na execução das atividades”, pontua Jorgenei Moraes, diretor do Parque Lagoas do Norte.

Residencial Parque Brasil já tem mais de 850 unidades montadas

Ascom PLN

Com previsão para ser concluído no final deste ano, o Residencial Parque Brasil já tem mais de 850 unidades montadas, entre casas e apartamentos. O conjunto habitacional é destinado a famílias que vivem em áreas de risco localizadas na região de intervenção do Programa Lagoas do Norte. O orçamento total é de R$ 107 milhões, com investimento da Caixa Econômica Federal, através do Minha Casa, Minha Vida, e contrapartida da Prefeitura de Teresina.

Contendo 1.022 unidades habitacionais – 350 casas e 672 apartamentos, o residencial será oferecido como alternativa de reassentamento a essas famílias que atualmente vivem nas margens de lagoas ou em casas sem estrutura mínima, em condições insalubres. Ao todo, mais de 1.000 famílias ainda vivem nessas condições.

O residencial está inserido no Minha Casa, Minha Vida e tem padrão inédito no país. Cada unidade tem área aproximada de 50 m², com sala, cozinha, dois quartos e banheiro adaptado. Os prédios de apartamentos são formados por três pavimentos. Constam no projeto a estrutura de drenagem com galeria, ruas pavimentadas, rede de abastecimento de água e rede de esgoto sanitário, com estação de tratamento de esgoto própria. A localização é na entrada no conjunto Parque Brasil, na Avenida Rio Poti, zona norte da capital.

Além dessas características pioneiras, o projeto conta ainda com lotes destinados à construção de pontos comerciais para aquelas famílias que já possuem atividade comercial em suas regiões de origem. Um outro aspecto que diferencia o residencial é a estrutura urbana voltada para propiciar o trânsito de ônibus e estar dentro das normas e legislação em vigência em termos de acessibilidade e mobilidade urbana.

Durante toda a execução da obra, o Programa Lagoas do Norte vem propiciando visitas das comunidades para que as pessoas conheçam o projeto. A dona de casa Maria Valéria da Costa Sousa participou de uma das visitas na companhia do marido e do filho e avaliou o empreendimento. “Os terrenos são bons e a qualidade da construção também. Gostei muito dos apartamentos, porque eu sou evangélica e prefiro ficar longe de zoada. Essas casas são muito melhores do que as nossas. A minha casa é fria, úmida e cria mofo nesse tempo chuvoso. As ruas em que a gente mora também não têm condição da gente andar. E aqui, como explicaram para nós, os ônibus vão passar na porta, tudo mais fácil. Estamos muito satisfeitos”, afirmou.

 

Especialistas do Banco Mundial fazem monitoramento do dique do Rio Parnaíba

Ascom PLN

Uma equipe de especialistas esteve em Teresina esta semana para fazer um monitoramento do dique do Parnaíba. São consultores, especialistas em barragens, contratados pelo Programa Lagoas do Norte e pelo Banco Mundial, órgão financiador do programa, que fizeram uma visita à estrutura do dique para verificar a situação atual.

A necessidade de reestruturação do dique já foi constatada pelos especialistas que integraram os painéis de segurança realizados pelo Programa Lagoas do Norte. No último painel, ocorrido no ano passado, os especialistas comprovam que o dique, atualmente, não apresenta condições de garantir a segurança da população caso ocorra o mesmo fenômeno de cheia dos rios como no ano de 1985. A população afetada em toda a região é de cerca de 100 mil pessoas.

As informações coletadas, segundo a diretora geral do Programa Lagoas do Norte, Márcia Muniz, nortearão o estudo técnico aprofundado que será realizado por uma empresa. “Sabemos que a estrutura do dique sofreu diversas intervenções ao longo do tempo, comprometendo sua capacidade de proteger a população. Os especialistas estão acompanhando a situação do dique, coletando informações nos aspectos hidráulicos, ambientais e sociais, que nortearão um estudo aprofundado. Esse estudo será realizado por uma empresa, contratada através de licitação, que será aberta até o final do mês”, explica.

Ainda de acordo com Márcia Muniz, o estudo deverá apresentar ao menos três alternativas de intervenção na estrutura do dique, levando em consideração a estrutura do rio, suas margens, a população que vive nas proximidades, o meio ambiente e as estruturas viárias já consolidadas na área.

O dique é uma obra de engenharia hidráulica que tem a finalidade de manter determinadas porções de terra secas através do represamento de águas correntes. Construído em 1974 com a finalidade de barrar as águas do Rio Parnaíba, o dique foi sofrendo interferências em sua estrutura e se transformou numa das principais avenidas de acesso a vários bairros da zona norte. O único reparo em sua estrutura ocorreu durante a enchente de 1985, em que milhares de famílias ficaram desabrigadas.

 

Ministro do Desenvolvimento Regional vem a Teresina conhecer obras do Lagoas do Norte

O ministro Gustavo Canuto, do Desenvolvimento Regional, vem a Teresina nesta terça-feira (07) para conhecer o Programa Lagoas do Norte, suas ações e obras em desenvolvimento. Acompanhado do prefeito Firmino Filho, do secretário de Planejamento e Coordenação, José João Braga, e do diretor do Escritório Municipal de Articulação e Representação da Prefeitura de Teresina em Brasília, Erick Amorim, o ministro visitará a obra do Residencial Parque Brasil, que está sendo construído para receber famílias que vivem em situação de risco na área de abrangência do programa.

Também está na agenda uma visita ao Parque Lagoas do Norte, que se tornou um dos principais pontos de contemplação e prática esportiva e cultural, e ao Encontro dos Rios, um dos mais visitados pontos turísticos da cidade, reformado na segunda fase do Lagoas do Norte.

O Residencial Parque Brasil é referência entre os projetos habitacionais do Minha Casa, Minha Vida, com concepção pioneira no país, e tem orçamento estimado em cerca de R$ 120 milhões. Ao todo, são 1.022 unidades habitacionais, distribuídas em 350 casas e 672 apartamentos. Cada um tem área aproximada de 48 m², com sala, cozinha, dois quartos e banheiro adaptado. Os prédios de apartamentos são formados por três pavimentos. A localização é na entrada no conjunto Parque Brasil, na Avenida Rio Poti, zona Norte da capital.

Além dessas características, o projeto do residencial conta ainda com lotes destinados à construção de pontos comerciais para aquelas famílias que já possuem atividade comercial em suas regiões de origem. Um outro aspecto que diferencia o projeto é a estrutura urbana voltada para propiciar o trânsito de ônibus dentro do residencial e estar dentro das normas e legislação em vigência em termos de acessibilidade e mobilidade urbana.

Ele será destinado às famílias que vivem atualmente em áreas de risco na região de atuação do programa. O Lagoas do Norte está propiciando visitas dessas famílias ao empreendimento, para que elas conheçam o projeto. O residencial será uma das três opções de reassentamento para essas pessoas. Cerca de 60 famílias já tiveram a oportunidade de conhecer a obra.

A visita a essas obras acontecerá na tarde desta terça (07). O desembarque do ministro Gustavo Canuto está previsto para às 15h. Do aeroporto, ele segue para a obra. Já à noite, o ministro participa do Congresso das Cidades.

 

Programa Lagoas do Norte licita empresa para fazer estudos sobre o dique do Parnaíba

A necessidade de reestruturação do dique do Parnaíba já foi constatada por especialistas que integraram os painéis de segurança realizados pelo Programa Lagoas do Norte. Agora, o programa lançará a licitação para contratar uma empresa que ficará responsável por avaliar a atual situação da estrutura e apresentar soluções para o dique.

No último painel, ocorrido no ano passado, os especialistas comprovaram que o dique, hoje, não apresenta condições de garantir a segurança da população caso ocorra o mesmo fenômeno de cheia dos rios como no ano de 1985.  “Nós temos consciência de que o dique precisa de reparos. Estamos licitando a contratação dessa empresa e os estudos vão mostrar que tipo de intervenção precisa ser feita. A empresa deverá apresentar ao menos três propostas. A partir disso, a Prefeitura, em conjunto com a população e o Ministério Público, discutirá qual a alternativa mais eficiente para proteger as famílias de toda a zona norte da cidade”, afirma Márcia Muniz, diretora geral do Programa Lagoas do Norte.

O dique é uma obra de engenharia hidráulica que tem a finalidade de manter determinadas porções de terra secas através do represamento de águas correntes. Construído em 1974 com a finalidade de barrar as águas do rio Parnaíba, o dique foi sofrendo interferências em sua estrutura e transformou-se numa das principais avenidas de acesso a vários bairros da zona norte. O único reparo em sua estrutura ocorreu durante a enchente de 1985, em que milhares de famílias ficaram desabrigadas.

Segundo Tarcysio Ferreira, engenheiro do Lagoas do Norte, ao longo do tempo, o dique sofreu alguns tipos de intervenções, como a fundação de casas, poços e fossas, além de árvores de grande porte que cresceram na encosta (parte inclinada) do dique. “Além dessas intervenções na estrutura, houve um certo afundamento desta grande estrutura que diminuiu a cota em alguns trechos, além do assoreamento do rio. Com isso, se ocorrer um período chuvoso como foi na década de 1980, com os picos de cheias máximas nos dois rios, não se pode garantir que o dique seja eficiente para conter a água”, explica.

O edital de licitação deverá ser lançado até o fim deste mês. A empresa selecionada fará a avaliação e proporá ao menos três alternativas estruturais, determinando quais as obras e necessidades de desocupação da área em cada proposta. Essas alternativas serão discutidas pelo PLN com a população.

Moradores pedem avanço do Programa Lagoas do Norte para atender famílias em situação de risco

Ascom/Lagoas do Norte

As comunidades que vivem na região da Vila Apolônia, Olarias e nas margens da avenida Boa Esperança reuniram-se na manhã deste sábado (06) com os secretários de Planejamento e Governo e com a diretoria do Programa Lagoas do Norte para saberem sobre o andamento das obras e ações e tirar dúvidas acerca da situação das famílias que ainda vivem em áreas alagáveis. Apreensivos com a subida dos níveis dos rios Poti e Parnaíba e das lagoas, elas solicitaram que as obras do programa avancem para que o problema seja resolvido de forma definitiva.

Dona Francisca Maria, de 73 anos, relatou que vive em condições precárias e quer sair de sua casa para uma residência que possa oferecer segurança. “Eu moro em uma casinha de tijolo que, para onde a gente pisa, se derrete de lama. A casa é minha, mas o terreno não é. Me levaram para ver umas casinhas ali [no Residencial Parque Brasil] e eu não quero acordar. Eu gostei, amei, e vai chegar a hora de dizer ‘essa aqui é minha’. Que Deus dê um bom pensamento a todos que fazem o projeto Lagoas do Norte, que o que nós precisamos é sair da lama”, afirmou a moradora.

Durante a reunião, o secretário municipal de Planejamento e Coordenação, José João, explanou aos moradores as obras que já foram executadas pelo Lagoas do Norte na região, os projetos que deverão iniciar em breve e o que ainda está sendo estudado e planejado para ser executado posteriormente. “A Prefeitura já fez a requalificação das duas primeiras lagoas da área, que são as lagoas do Lourival e do Cabrinha. Deveremos começar em breve a obra no entorno da Lagoa dos Oleiros, que é a maior de todas. O que será feito aqui é semelhante ao que foi feito lá nas outras. O Lagoas do Norte é um programa pensado e projetado para melhorar a vida das pessoas que vivem atualmente em áreas de risco e também pensado para melhorar as condições ambientais das lagoas, o saneamento básico e a drenagem dessa região”, explicou.

Já o secretário de Governo, Raimundo Eugênio, destacou que a Prefeitura tem um olhar especial para a zona Norte, pois foi onde Teresina nasceu. “Todos nós teresinenses temos um laço de ligação com a zona Norte. O que a Prefeitura tem feito é olhar para essa região para trazer a condição de vida que essa população merece”, disse.

A reunião foi organizada pela própria comunidade. Eles puderam tirar dúvidas sobre o andamento dos projetos desta segunda fase do programa, que iniciará em breve as obras de requalificação urbana e ambiental da Lagoa dos Oleiros e parte das lagoas do Mazerine, São Joaquim e Piçarreira.

Segundo a diretora geral do PLN, Márcia Muniz, as comunidades da Vila Apolônia e Olarias também serão contemplados. “Estamos em fase de desenvolvimento dos projetos executivos que contemplarão essas famílias. É importante estarmos em contato com os moradores para sabermos qual a sua realidade e no que o Lagoas do Norte está podendo contribuir para melhorar a vida dessas pessoas”, finalizou.

Rio Poti atinge “cota de atenção” e Programa Lagoas do Norte monitora região

Segundo dado divulgado pela CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais), o rio Poti atingiu uma “cota de atenção” de 8,0m nesta quarta-feira (03) na zona urbana de Teresina. O Programa Lagoas do Norte está realizando o monitoramento diário do nível dos rios Poti e Parnaíba junto aos órgãos federais responsáveis pelas medições. O aumento no nível das águas em decorrência das chuvas que caíram nos últimos dias tem demandado o trabalho diuturno das bombas na estação elevatória.

Esses equipamentos fazem o bombeamento das águas das lagoas para o rio Parnaíba. Com o aumento no nível das águas do Poti, o Parnaíba já está represado e as águas tendem a invadir o Parque Encontro dos Rios. A Defesa Civil Municipal está em estado de atenção, considera o estado de alerta para as populações ribeirinhas e monitora 56 áreas de risco em toda a cidade, sobretudo na zona Norte. Nos últimos 15 dias foi registrado acumulado de chuva de 500 mm. Essa atenção se redobra para áreas sujeitas a deslizamentos.

A Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) informou na segunda-feira (1º) que a barragem de Boa Esperança apresentou volume útil de 82.99% no dia 31. Ainda de acordo com a Companhia, no dia 02 de março o volume da barragem era de pouco mais de 52%. A preocupação maior é com o rio Poti, que atingiu cota média de 7.28 metros nesta segunda-feira (1), na altura do município de Prata do Piauí.

O Programa Lagoas do Norte faz o monitoramento diário através de boletins divulgados pela CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais), Inmet (Instituto Nacional de Metrologia), Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, ANA (Agência Nacional de Águas) e Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais).

“Estamos diariamente em contato com esses órgãos acompanhando a evolução das chuvas e o nível dos rios e lagoas que formam o complexo hídrico da região norte da cidade. Além disso, acompanhamos também a situação das famílias que moram nas beiras de lagoas, já que muitas delas estão em situação de risco imediato de inundação”, afirma Márcia Muniz, diretora geral do Lagoas do Norte.

Minha Casa, Minha Vida completa 10 anos e tem projeto de residencial inovador em Teresina

Ascom PLN

Ao completar 10 anos de existência, o Minha Casa, Minha Vida executa, em parceria com o Programa Lagoas do Norte, a obra do residencial Parque Brasil. Esse residencial, com 1.022 unidades habitacionais, é um projeto piloto inovador em nível nacional, já que ele leva em consideração não apenas as casas e apartamentos, mas tem uma estrutura urbanística totalmente planejada para favorecer o transporte coletivo, o desenvolvimento do comércio na região e a qualidade de vida das pessoas que lá residirão.

Esse residencial tem um padrão jamais construído no Brasil. Ao todo, são 1.022 unidades, distribuídas em 350 casas e 672 apartamentos. Cada um tem área de 48 m², com sala, cozinha, dois quartos e banheiro. Os prédios de apartamentos são formados por três pavimentos.

O empreendimento será habitado por famílias que atualmente vivem em áreas de risco na zona norte da cidade, em condições insalubres. O projeto está inserido na segunda fase do Programa Lagoas do Norte, em parceria entre a Caixa Econômica e a Prefeitura, orçado em R$ 114.924.765,27 milhões, e já tem mais de 300 unidades habitacionais construídas.

O projeto prevê também a realização de obras de drenagem no residencial, o que vai garantir que as águas pluviais não afetarão as estruturas das unidades habitacionais nem as ruas. Também estão contidos no projeto as ligações hidráulicas e energia elétrica, assim como a iluminação pública.

Além dessas características, consta ainda a destinação de lotes maiores àquelas famílias que já possuem negócios em suas regiões de origem. Ao optarem por viver no residencial, elas terão terreno compatível para continuarem suas atividades comerciais. Uma outra característica que diferencia o projeto é a estrutura urbana voltada para propiciar o trânsito de ônibus dentro do residencial.

“O Programa Lagoas do Norte tem um olhar multissetorial e, um dos aspectos que move o desenvolvimento dos seus projetos é o social. Esse empreendimento, quando for finalizado, será oferecido às famílias que hoje vivem em condições insalubres como uma das opções de reassentamento. Esse residencial está localizado em frente à principal avenida da região, que é a avenida Poti Velho, possui um projeto de drenagem que garantirá a segurança hídrica que as famílias não possuem hoje, e conterá todos os equipamentos públicos necessários para o bem-estar dessas famílias, como transporte coletivo, escola, praças e comércio”, destaca Márcia Muniz, diretora geral do Programa Lagoas do Norte.

Mulheres da zona Norte buscam capacitação na área da construção civil

Ascom PLN

Lugar de mulher também é no canteiro de obras. Munidas de vontade de aprender e de conseguir a independência financeira, 29 mulheres moradoras da região Norte de Teresina estão fazendo os cursos de pintura de parede e aplicação de revestimento cerâmico, incentivadas pelo Programa Lagoas do Norte. Todas estão desempregadas e sem condições de contribuírem no sustento de suas casas e filhos. Para elas, o curso é uma alternativa e uma ferramenta para se inserirem no mercado de trabalho.

Pesquisa do Ministério do Trabalho e Emprego em 2011 mostram que, no Brasil, o número de trabalhadoras neste setor cresceu 65% em uma década. No ano de 2000, elas eram pouco mais de 83 mil entre 1.094 milhão de pessoas empregadas pelo setor. Em 2008, o número subiu para 137. 969. Os dados revelam uma crescente e as mulheres da zona Norte de Teresina sabem que o principal fator que despertou as construtoras é a qualidade do serviço que elas desempenham numa obra.

“Vim fazer a inscrição com receio de não ter mais mulheres no curso. Estou gostando das aulas e vejo que não é só homem que tem a capacidade de trabalhar com pintura. A mulher tem conhecimento, é mais perfeccionista, tem mais capacidade de enxergar os defeitos, para nós tem que ser tudo perfeito e observamos mais que os homens”, afirma Maria dos Remédios Barbosa e Sousa, 34 anos, moradora do bairro São Joaquim.

Além de terem a disposição de fazerem o curso e se qualificarem, elas consideram que o fato de o mercado de trabalho ainda ser eminentemente masculino e o ambiente considerado machista não traz receio. Diante de qualquer insinuação sobre sua capacidade ou manifestação de preconceito, elas já têm a resposta.

“Não tenho medo de sofrer preconceito porque eu tenho certeza que eu vou saber fazer bem feito e ninguém vai me apontar o dedo só porque eu sou mulher. E, se acontecer, eu não vou parar. Se não quiserem me contratar porque eu sou mulher, vou bater em outras portas até conseguir emprego. Eu acredito que o mercado está aceitando mais mulheres nesse tipo de trabalho pelo nosso jeitinho, o nosso toque feminino. Então, eu tenho certeza que vou conseguir”, diz Maria do Socorro Barros de Oliveira, 41 anos, mãe de três filhos.

Um dos principais fatores que contribuíram para que elas procurassem os cursos foi a possibilidade de se tornarem independentes financeiramente. A maioria das mulheres que reside na região ainda depende dos maridos. Muitas fazem trabalhos informais, porém pouco contribuem com as contas de casa e o sustento dos filhos.

É o caso da Joseane Soares, 31 anos. “Eu já trabalho como autônoma, mas o dinheiro que eu ganho ainda não dá para ajudar em casa. Geralmente, é meu marido que paga as contas. Esse curso é uma forma de empoderamento. Meu marido disse para mim que esse era mais um curso que vai ficar na gaveta. Mas eu tenho boas expectativas e já até conversei com as meninas daqui do curso sobre a possibilidade de fundarmos uma cooperativa entre nós e oferecermos nossos serviços na vizinhança, na família da gente”, revela.

O Programa Lagoas do Norte teve a iniciativa de fazer a parceria para abrir os cursos na área da construção civil a partir da demanda da própria população e também das construtoras que têm atuado nas obras projetadas pelo programa na região. “Identificamos uma demanda de pessoas sem emprego na região de atuação do Lagoas do Norte e, como um dos componentes do programa é justamente o olhar para o social, buscamos operacionalizar esses cursos em parceria com a Fundação Wall Ferraz. A intenção é que essas pessoas se qualifiquem para que possam atuar na área da construção civil, nas obras que acontecem próximas das suas comunidades ou serem contratadas por qualquer empresa”, destaca Márcia Muniz, diretora geral do Programa Lagoas do Norte.

Os cursos foram projetados e estão sendo executados em parceria com a Fundação Wall Ferraz. Ao todo, 120 pessoas estão fazendo a capacitação. “O segmento da construção civil, mesmo em um momento de crise, se mantém ativo e traz um leque de possibilidades de atuação. No caso das mulheres, a atividade de pintora e aplicadora de revestimento acaba tendo um diferencial justamente porque são atividades que requerem maior zelo. Então, esse fazer bem feito tem contribuído para que essas mulheres quebrem o preconceito e o estigma de que o espaço da construção civil não é para elas. Nós esperamos resultados bastante positivos, especialmente a partir da articulação que está sendo pensada pela Prefeitura com as empresas que possuem atuação na área da construção civil na região do Lagoas do Norte”, acrescenta a presidente da Fundação Wall Ferraz, Samara Pereira.

O curso de pintor de obras tem um total de 80 horas/aula e acontece no prédio da administração do Parque Lagoas do Norte. Já o curso de aplicador de revestimento cerâmico está sendo ministrado no Centro de Capacitação do bairro Parque Alvorada e totalizará 140 horas/aula. Ao final, tanto as mulheres como os homens sairão com a mesma capacitação teórica e prática e poderão ser contratados pelas empresas que atuam na região dos 13 bairros de abrangência do Lagoas do Norte ou por qualquer empresa com atuação na cidade.

 

Justiça Itinerante espera atender mais de mil pessoas no Parque Lagoas do Norte

Os moradores da zona Norte de Teresina terão durante essa semana a possibilidade de acessar serviços jurídicos de forma ágil e perto de casa. O Parque Lagoas do Norte recebe desta segunda até a próxima sexta-feira (29) o projeto Justiça Itinerante, realizado pelo Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) e que visa facilitar para o cidadão comum o acesso a determinados serviços jurídicos.

Os atendimentos começaram nesta segunda-feira (25) e se estendem até a próxima sexta. A distribuição de senhas, no prédio da administração do Parque, começa às 7h30 da manhã e os atendimentos às 8h. A Defensoria Pública faz uma primeira triagem de cada caso e encaminha para os responsáveis por resolver a demanda jurídica. A expectativa é que centenas de pessoas sejam atendidas todos os dias, superando mil atendimentos ao fim da semana.

“O grande mote da Justiça Itinerante é chegar às pessoas de maior necessidade social e econômica, por isso que é um projeto tão exitoso e nós fizemos essa parceria para trazer esse serviço à população da zona Norte. A Defensoria está aqui fazendo uma triagem dos casos e encaminha para o Tribunal de Justiça, que vai dar os devidos encaminhamentos”, explica o diretor do Parque Lagoas do Norte, Jorgenei Moraes.

É um projeto que o TJ tem desde 2013 e que visa aproximar a Justiça da população. “Teremos vários atendimentos em diversos tipos de serviço, como exame de DNA, retificação de registro de nascimento ou de casamento, e também colocando o nome dos interessados para o casamento comunitário, que vai acontecer no dia 21 de junho, além de serviços oferecidos por parceiros, como o Sebrae e o INSS”, afirma o conciliador do Tribunal de Justiça do Piauí, Carlos Alberto Moura.

É recomendável que os interessados compareçam ao Parque Lagoas do Norte com os seus respectivos documentos de identificação, além de comprovante de residência e de renda. Entre os serviços oferecidos estão agendamentos para alistamento militar, emissão de carteira de trabalho e bolsa família, informações sobre aposentadoria e benefícios e atendimento do Procon Itinerante, além da homologação de Casamento Civil, reconhecimento de paternidade/exame de DNA através do Projeto Eu Tenho Pai; retificação de registro civil de nascimento, casamento e óbito; divórcio consensual, homologação de acordo de pensão alimentícia, restauração de assento de nascimento, reconhecimento e dissolução de união estável, suprimento/justificação de óbito, além de outras de natureza consensual.

“O serviço está sendo bem rápido e confortável, eu achei que fosse demorar mais tempo”, comentou Raimunda Nonata Rodrigues, que buscou o serviço para realizar um divórcio amigável.