Florescer Sul iniciou atividades com as crianças atendidas pelo serviço

O Florescer Sul, localizado na Vila Santa Rita, bairro Promorar, zona Sul, iniciou, nesta segunda-feira (09) suas atividades com as crianças atendidas pelo serviço. Foram ofertados nesse primeiro momento, atividades lúdicas, contação de histórias e acolhimento aos pequenos.

“O sentimento é de muita gratidão e grandes expectativas”, pontua Iara Carvalho, coordenadora do Florescer Sul. São acolhidas crianças de um a dois anos e 11 meses nos serviços, ao todo são quatro unidades em Teresina. Na sede é desenvolvido projetos que contribuem para a qualificação profissional das mulheres em vulnerabilidade social e estimulam o desenvolvimento psicossocial das crianças.

Fotos: Ascom SMPM

Atualmente são inscritas 46 crianças no Florescer Sul, com capacidade de até 100 crianças. As inscrições podem ser feitas através da própria sede ou através do Centro de Referência da Assistência Social (Cras).

“A ideia de incluir crianças nos serviços é uma estratégia de acolher não só as mulheres, mas também seus filhos, o que provoca maior sensibilidade e interesse na comunidade”, afirma a secretária Gabriela Rodrigues.

O Florescer Sul conta com uma infraestrutura pensada nas crianças e nas mulheres, como banheiros, playground, uma praça, cozinha, amplas salas. O espaço voltado para as mulheres também oferece informação, assistência jurídica, psicológica, integração social e lazer.

A Prefeitura de Teresina mantém o Serviço Florescer que atende mulheres em situação de vulnerabilidade e seus filhos entre 1 ano a 2 anos e onze meses de idade em Teresina. Ao todo são quatro unidades em Teresina, confira abaixo:

Unidades

Florescer Norte: Rua Antonio Pedro, 629 – Matadouro

Florescer Sudeste: Rua Santa Luzia, S/N – Alto da Ressurreição

Florescer Zona Rural: Povoado Salobro

Florescer Sul: Rua Mucuripe, S/N, Vila Santa Rita – Promorar

Sobre o Serviço Florescer

Fundado em 2021, o Florescer inicialmente foi pensado para mulheres e crianças de um a dois anos e onze meses, com 100 vagas em cada unidade. “Antigamente o serviço funcionava apenas para mães. No entanto, após uma série de estudos e pesquisas, percebemos a necessidade de fazer o serviço ser voltado para vez mais para mulher”, explica a secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Karla Berger. “Por conta disso, após a reformulação na atual gestão da Prefeitura de Teresina, através do Doutor Pessoa, o serviço funciona de portas abertas para toda e qualquer mulher de Teresina em situação de vulnerabilidade”, ressalta a secretária.

Ao completarem três anos, as crianças são encaminhadas para as CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil). Hoje, o Florescer funciona de portas abertas para todas as mulheres dos bairros que estão em situação de vulnerabilidade. “Foi um passo muito positivo no serviço, ele se tornou verdadeiramente mais acolhedor para a mulher teresinense que mora em comunidade, que vive vulnerabilidades econômicas, sociais, psicológicas e outras violências”, ressalta Nathalie Ciarlini, psicóloga da SMPM.

Nathalie ainda explica que o local não configura como creche. Enquanto a mãe está em atividades do serviço ou indo ao trabalho, a criança fica no local realizando atividades educativas e socioemocionais. Ainda assim, quando completa três anos, a criança possui uma vaga garantida em uma escola do município. “É outra vantagem do programa, uma vez que garante a inserção educacional das crianças”, pontua a psicóloga.

Secretaria da Mulher realiza evento com serviços voltados para o público feminino no Anita Ferraz

A Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) realizou neste sábado (07), o evento “Bem Me Quero” – Amor e carinho por você e pela vida. A celebração foi realizada no Centro de Aprendizagem Carlos Novaes, no bairro Anita Ferraz, zona Leste de Teresina. Durante o evento, foram oferecidos serviços e atendimentos pelo Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), Comissões da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil/Secção Piauí, Fundação Wall Ferraz e Fundação Municipal de Saúde.

De acordo com a Secretária Gabriela Rodrigues, a ação teve como objetivo fazer uma busca de mulheres para orientar outras mulheres em zonas descentralizadas na capital para falar dos serviços de gênero, saúde, assistência social e justiça oferecidos pela Prefeitura de Teresina. “Uma linda manhã com atividades para nossas mulheres teresinenses promovida pela SMPM”, avalia a secretária. “Uma forma de acolhermos mais mulheres e mostrar a necessidade do autocuidado e os serviços que ela pode obter em situação de vulnerabilidade ou violência”, pontua.

É o caso de Maria Raimunda, moradora do bairro Elmano Ferrer, que foi até o evento obter orientações pelo CRAS. A presença e atendimento dos profissionais contribuíram para que ela possa acessar benefícios e possa garantir a segurança alimentar da família. “É muito bom quando um evento assim olha para a gente com humanidade”, conta.

Além disso, foram oferecidos serviços odontológicos, como avaliação gratuita e aplicação de flúor pelos profissionais da Coife Odonto. A clínica esteve presente nos Serviços Florescer, e agora, retoma a parceria durante os eventos do Bem Me Quero.

Jaisa da Silva, tem 25 anos, e aprovou as ações oferecidas pela Fundação Wall Ferraz, como cortes de cabelo, pedicure e manicure. Durante as rodas de conversa, a mulher pretende ingressar no Serviço Florescer para poder ter acesso aos cursos e capacitações oferecidos pelo Serviço. “É uma forma da gente garantir a profissionalização para mulheres e ingressar no mercado de trabalho”, finaliza.

Fotos: Ascom/SMPM

SMPM realiza segunda edição do evento Bem Me Quero neste sábado (7)

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) vai promover a 2° edição do “Bem Me Quero – Amor por você e pela vida”, no no Centro Comunitário De Aprendizagem Carlos Novares, com serviços voltados para enfrentamento à violência de gênero, assistência social e serviços de justiça para mulheres. O evento está previsto para acontecer neste sábado (7), das 8h às 13h, no bairro Anita Ferraz, zona Leste de Teresina.

Durante o evento, serão oferecidos serviços e atendimentos pelo Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), Comissões da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil/Secção Piauí, Coife Odonto, Fundação Wall Ferraz e Fundação Municipal de Saúde. Durante o evento, as mulheres poderão ter acesso aos serviços de testagem de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), agendamentos e encaminhamentos de benefícios sociais e ações educativas com a população sobre conscientização da violência.

A secretária da SMPM, Gabriela Rodrigues, ressaltou que o projeto tem caráter itinerante e visa alcançar cada vez mais mulheres em zonas descentralizadas de Teresina. Com a ação, será possível acessar serviços de cadastro, orientações, esclarecimentos para resgatar pilares de empoderamento e enfrentamento às violências cometidas contra as mulheres na capital.

“Um dos pilares da gestão do Dr. Pessoa é que haja  cada vez mais ações de contato com a população para que elas alcancem seus direitos”, afirma a secretária. “Com uma nova edição do Bem Me Quero, a gente garante que elas possam fazer agendamento, se necessário, mas também, informá-las dos seus direitos para acioná-los quando necessário”, pontua.

A técnica do núcleo de Articulação da SMPM, Danyelle Batista, explicou que apesar do evento ter o enfoque de gênero, é aberto para a população em geral. “O espaço é um local que toda a comunidade conhece, portanto, homens e meninos que desejem comparecer também serão bem-vindos”, garante a técnica.

Duas apresentações culturais estão previstas para se apresentarem durante a edição do Bem Me Quero. As apresentações serão abertas para o público.

Observatório da Mulher e Polícia Civil fecham parcerias para pesquisas de crimes contra mulheres

Foi alinhada parceria para abastecer os dados acerca da violência contra as mulheres e feminicídios na capital Foto(Ascom/SMPM)

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) recebeu, na manhã desta quinta-feira (5), o delegado João Marcelo, da Delegacia da Polícia Civil. Durante o encontro, foi alinhada parceria para abastecer os dados acerca da violência contra as mulheres e feminicídios na capital. Por meio desses estudos, será possível traçar novas estratégias para políticas públicas e ações de combate à violência de gênero em Teresina.

Foi debatido sobre a nova parceria, por meio do Observatório Mulher Teresina (OMT), que consiste em um espaço para o desenvolvimento de estudos e pesquisas sobre a realidade das mulheres teresinenses. A técnica do OMT, Suziane Santos, destaca que a parceria vai acelerar a sistematização de dados para gerar os diagnósticos e o panorama da violência de gênero na capital. “O diálogo mais próximo com a Secretaria de Segurança facilitará uma visão mais assertiva de dados e agilizar os diagnósticos da violência contra mulher em Teresina”, pontua a técnica.

A parceria com a secretaria de Segurança pode auxiliar para ações mais efetivas para o combate à violência contra a mulher. “Esse é um avanço para a polícia também traçar uma melhor performance e prevenir crimes de gênero na cidade”, disse o delegado.

Sobre o Observatório Mulher Teresina

O Observatório Mulher Teresina consiste em um espaço para o desenvolvimento de estudos e pesquisas sobre a realidade das mulheres teresinenses e a avaliação de ações municipais desenvolvidas para este público, visando à sistematização e gestão de dados para subsidiar o aprimoramento de políticas públicas para mulheres.

Sua missão é produzir e incentivar o acesso a conhecimento especializado sobre a realidade de mulheres teresinenses, fornecendo subsídios para a tomada de decisão de gestores e para aprimoramentos nas políticas públicas municipais.

Conheça mais produções do observatório através desse link: https://smpm.pmt.pi.gov.br/observatorio-mulher/

Projeto vai levar debates de equidade de gênero e cultura não violenta às escolas municipais

Com o aumento do número de feminicídios em Teresina, é cada vez mais necessário dialogar sobre o respeito e a equidade de gênero. Uma iniciativa da Prefeitura de Teresina vai levar o tema para debates nas escolas municipais, em busca de promover uma cultura de paz. O Projeto “Combatendo a violência, promovendo cidadania” será uma parceria das secretarias municipais de Educação (SEMEC) e de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM).

As atividades devem estimular a conscientização da importância de relações entre sujeitos baseados no respeito à dignidade da pessoa humana, disseminando o conhecimento sobre os direitos sociais. Além disso, busca promover uma cultura não violenta, começando pelo espaço escolar.

“Vamos fomentar a construção de relações saudáveis, éticas, que ajudem na construção de masculinidades e feminilidades não violentas ou excludentes, também prevenindo a violência sexual. A ideia é envolver toda a comunidade escolar nesse processo”, explica a secretária da SMPM, Gabriela Rodrigues.

Segundo ela, a escola é o lugar ideal para a promoção de debates de formação cidadã. “É na escola que nossas crianças e adolescentes constroem suas identidades e concepções sobre a realidade social, por isso é tão importante investirmos em políticas de formação da pessoa humana em seu sentido mais pleno”, conclui a secretária.

 

Inscrições do Prêmio Teresa Cristina são prorrogadas

As inscrições do Prêmio Teresa Cristina foram prorrogadas para o dia 1° de junho. A premiação será concedida a todas as empresas, sejam micros, pequenas, médias e grandes, que desenvolverem diretrizes voltadas para políticas públicas referente a igualdade de gênero.

De acordo com uma pesquisa da rede Linkdlen, realizada em 2021, mulheres brasileiras ainda ocupam cargos de liderança e recebem remunerações menores que os homens ocupando o mesmo posto. Diante o exposto, os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em Teresina, com uma população estimada de 871.126 habitantes, afirma que 53,35% da população é feminina.

Com o “Prêmio Teresa Cristina”, a Prefeitura de Teresina assegura igualdade para mulheres no mercado de trabalho. De acordo com a secretária Gabriela Rodrigues, essa ação é mais um compromisso assumido pela gestão para dar cumprimento em 2022 a um maior número de atividades para os teresinenses.

“Foi um desejo pessoal do prefeito Dr. Pessoa que Teresina possa incentivar o mercado de trabalho feminino e garantir que, ao assumir esses postos, elas estejam com seus direitos garantidos e preservados”, pontua a secretária.

“O Prêmio Teresa Cristina será uma forma de Teresina de valorizar as mulheres da capital e impulsionar mais políticas voltadas a elas dentro das empresas”, finaliza.

As inscrições para o prêmio que antes era até 1° de maio foram prorrogadas e agora seguem até às 23:59, do dia 1° de junho de 2022. Acesse o formulário através do link abaixo:

https://docs.google.com/forms/d/1fedwsmjxXiIZBjH0MrHsFbparCGBSXMoRq2c2ZNxda4/edi

Quem foi Teresa Cristina?

Esposa de Dom Pedro II, mãe da princesa Isabel e inspiração para a transferência da capital do Piauí de Oeiras para Teresina. Religiosa, generosa, amante das artes e das pessoas. Com um legado de herança no amor e respeito ao próximo, as mulheres teresinenses também herdaram força da imperatriz Cristina.

Secretaria da Mulher discute projeto de leitura para ser implementado no Serviço Florescer

A Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) participou de uma reunião nesta segunda-feira (02) para discutir o projeto Ler Brincando, junto com a Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan) e a Secretaria Municipal de Educação (Semec). O encontro foi realizado no Centro de Formação Odilon Nunes.

O projeto Ler Brincando tem o objetivo de desenvolver ações lúdicas para incentivar a prática de ouvir e ler histórias. A intenção é estimular as crianças a pensarem de uma forma diferente, desenvolvendo também a imaginação e o compartilhamento de experiências com os colegas.

A secretária Gabriela Rodrigues explicou que estão sendo alinhadas formas de incluir às crianças atendidas pelo Serviço Florescer de dois a três anos de idade, que deverão ser incluídas no Projeto Ler Brincando. A ação será ofertada para as unidades Florescer Norte, Florescer Sudeste, Florescer Zona Rural e Florescer Sul. “Esperamos que até 200 crianças possam ingressar no projeto e se habituem à prática da leitura dentro das unidades do Florescer”, complementa.

O programa será executado na sala de aula dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e a formação dos professores ficará responsável por formadores especializados na área maternal. Os profissionais terão suporte da coleção Palavra Cantada, livros didáticos que são formados por canções infantis e atividades a serem realizadas com os alunos. O projeto Ler Brincando é uma ação da Prefeitura de Teresina, que será executada em parceria com a Semplan, Semec e a SMPM.

Serviço Florescer

O Florescer é um dos serviços oferecidos pela Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria da Mulher, que atende mulheres em situação de vulnerabilidade social e suas crianças na faixa de um a dois anos e onze meses. Há quatro sedes na capital, nos seguintes endereços:

Florescer Norte
Rua Antonio Pedro, 629 – Matadouro

Florescer Sudeste
Rua Santa Luzia, S/N – Alto da Ressurreição

Florescer Zona Rural
Povoado Salobro

Florescer Sul
Rua Mucuripe, S/N, Vila Santa Rita – Promorar

Servidoras da SMPM participam de formação sobre direitos das mulheres trans e travestis

As servidoras e funcionárias da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) participaram na manhã desta segunda-feira (18) da capacitação mensal oferecida pelo Grupo de Convivência de Travestis e Transexuais (GPTrans), veiculada à Superintendência de Direitos Humanos – Gerência de Enfrentamento à LGBTfobia – SASC, chamada “Respeitar é preciso”. A capacitação, realizada no Centro de Formação Odilon Nunes, contou com a presença de representantes dos direitos LGTQIA+ e funcionárias dos serviços da SMPM.

Durante a ocasião foi alinhado como melhorar o atendimento às mulheres trans e travestis no Serviço Florescer e no Centro de Referência Esperança Garcia (Creg). Além disso, foi debatido sobre a legislação vigente na capital para proteger todas as mulheres em situação de vulnerabilidade e violência de gênero.

Neste mês, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) estabeleceu que a Lei Maria da Penha se aplica aos casos de violência doméstica ou familiar contra mulheres transexuais. O colegiado considerou que a lei trata de violência baseada em gênero, e não no sexo biológico.

A decisão do STJ é inédita e abre precedente para que outros casos semelhantes tenham o mesmo entendimento. Embora alguns tribunais inferiores já tenham decisões parecidas, ainda há muitos casos em que as medidas protetivas e demais dispositivos da Lei Maria da Penha são negados às mulheres trans.

A secretária Gabriela Rodrigues reforça que as capacitações qualificam os serviços da capital para ampliar o debate sobre direitos humanos. “Trouxemos todas as funcionárias dos serviços para que a gente possa atender cada vez mais mulheres, sejam elas cis ou trans, mas saibam que podem contar com nossos atendimentos”, reforça a secretária.

Para a coordenadora do Creg, Roberta Mara, o propósito da capacitação é suprir as carências de conhecimento e termos, além de saber do que há de instrumento legal para atender o segmento específico. “Sabemos da dificuldade em direcionar, pois não há equipamento público específico para atender a demanda trans”, explica a coordenadora. “Mas mesmo que incipiente o momento foi de valia acerca do que há de conquista e também para sabermos das terminologias, logo trabalhamos com gênero”, finaliza.

Foto: Divulgação (SPMP)

Assistente social da SEMDUH ganha prêmio pelo atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica

O prêmio entregue pelo Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência (CREG), por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), à assistente social Liana Nunes, da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SEMDUH) pode ser comparado à música “Casinha Branca”, de Roberta Campos. Nos versos, ela pede “eu queria ter na vida simplesmente/ Um lugar de mato verde/ Pra plantar e pra colher/ Ter uma casinha branca de varanda/ Um quintal e uma janela/ Para ver o sol nascer”.
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A premiação foi entregue à servidora depois que várias mulheres, que receberam unidades habitacionais da Prefeitura de Teresina, relataram ter sido bem acolhidas e orientadas durante o processo para conseguir a casa própria, saindo, assim, da situação de violência doméstica.

“A SEMDUH tem parceria com o CREG para disponibilizar moradias às mulheres vítimas de violência. Essas vítimas que chegam à Secretaria para dar entrada no processo e receber uma casa são atendidas diretamente pela Liana. E, na maioria das vezes, essas mulheres dizem que nossa servidora sabe escutar e tratar cada indivíduo com carinho”, afirma a coordenadora de Habitação da SEMDUH, Valdinete Ulisses.

Segundo a gestora, o prêmio é muito importante por dois motivos. Primeiramente, expressa um agradecimento à SEMDUH pela parceria com o Centro na entrega de moradias a essas mulheres vítimas de violência. Em segundo lugar, é uma premiação especial porque também reconhece uma profissional que é sensível à causa dessas mulheres, no sentido de fazer as coisas acontecerem da forma mais eficiente e ágil possível, mas sem esquecer que está lidando com pessoas que têm sentimentos e emoções.

Para a assistente social homenageada, o evento se faz importante porque reafirma que o serviço prestado por esses órgãos está acontecendo, está sendo eficiente e que toda a equipe está conseguindo êxito.

“Eu faço a escuta, oriento, vejo a documentação, muitas vezes a documentação tem que ser reavaliada. Então, fazemos um dossiê e enviamos para outro órgão avaliar se tem a possibilidade de disponibilizar uma moradia. A decisão sendo favorável, assim que surge um imóvel reintegrado, fazemos a entrega para essa mulher”, explica a assistente social Liana Nunes.

Atualmente, não há programa habitacional aberto em Teresina. As moradias entregues a essas mulheres são provenientes de reintegração de posse da Caixa Econômica Federal, quando algum imóvel já entregue pelo projeto Minha Casa Minha Vida está irregular. A Caixa faz a reintegração da unidade, disponibiliza os dados para a Secretaria, que avalia a lista de espera e as prioridades para a concessão do imóvel a uma nova família.

Segundo Liana, mães de crianças com microcefalia, decisões judiciais para entrega imediata de um imóvel ou mulheres vítimas de violência doméstica têm prioridade na lista de espera para a garantia da casa própria. A Lei Municipal 5445, de 12 de novembro de 2019, dispõe que deve ser reservado no mínimo 5% das unidades habitacionais dos programas implementados em Teresina prioritariamente para mulheres em situação de medida protetiva ou que estejam sendo acompanhadas em espaços especializados de atendimento à mulher.

Liana conta que foram entregues imóveis para 21 mulheres em situação de medida protetiva. Porém, a falta de um programa habitacional (que depende de recursos do Governo Federal) faz com que o processo para conseguir um imóvel seja apenas por meio da reintegração, o que pode demorar um pouco.

“Então, nesse processo todo, elas têm muito contato com a gente aqui. Ficam ligando, ou eu entro em contato. Porque eu sempre explico ‘olha vai ter que aguardar um pouquinho porque tem que surgir a vaga’. Então essa relação, possibilitou um grande contato com essas mulheres e isso as fez reconhecer, de certa forma, meu trabalho”, comenta Liana.

Ainda de acordo com a servidora, um dos mecanismos que aprisiona mulheres à situação de violência doméstica é a falta de uma casa própria. Muitas vezes, o agressor é o único provedor da família. O atendimento oferecido pela SEMDUH e pelo CREG dá a essas mulheres, acima de tudo, o empoderamento. Segundo Liana, a entrega de uma casa possibilita à vítima o fim do ciclo de violência.

Durante o evento de aniversário de sete anos do Centro de Referência, no dia 31 de março, Liana recebeu a premiação e comemorou juntamente a sete mulheres que já foram atendidas por ela e que já estão morando em suas casas próprias. Uma delas discursou durante a entrega do prêmio.

“Ela explicou detalhe por detalhe o meu atendimento, desde a forma como eu olho, a forma como eu converso, e ela ainda disse assim ‘você é uma técnica que trabalha com empatia, com acolhimento. Olha para a gente e não pergunta o porquê, o que aconteceu, e se a gente quiser falar, não julga’. Então assim, para mim foi muito, muito gostoso, saber de tudo isso. Ativou a minha fogueira interna para continuar fazendo o que eu faço”, conta emocionada Liana.

A assistente social explica que todas as mulheres que chegam e precisam passar pelo seu atendimento vêm munidas de uma medida protetiva, muitas delas já foram agredidas física e psicologicamente. São mulheres altamente fragilizadas que assumem uma postura de defesa. Então Liana trabalha conta que é um grande desafio tentar dar forças para essa vitima que se vê em uma situação sem rumo, sem perspectiva de melhora e muito amedrontada.

Segundo a servidora, além de explicar como o processo burocrático funciona, seu atendimento é voltado para potencializar nessas mulheres a importância do acompanhamento pelo CREG, que oferece assistência jurídica, social e psicológica, além de práticas interativas e complementares em saúde e cursos de capacitação profissional. Ela enfatiza para a mulher que não se trata só do dinheiro, não é só a casa, não é só o trabalho, mas é o seu feminino, a sua alma, é o seu amor.

“Tentava enfatizar também que elas podem amar novamente, encontrar um parceiro interessante, que vai partilhar a vida com elas, mas que, naquele momento, era importante elas se cuidarem, se curarem. Porque o que eu mais percebia era a dificuldade delas falarem que a pessoa que ela amou hoje era a pessoa que ela tinha mais medo, né? Então, assim você usar a palavra, usar o acolhimento para dar força a essa mulher”, afirma Liana.

Liana também destaca como ficou surpresa ao receber o prêmio. Para ela, é uma questão pessoal, porque também é mulher, e se solidariza com o sofrimento de sua colega, que está passando por uma situação difícil. Então, seu trabalho, segundo ela, a leva a ajudar outras mulheres.

“Eu fiquei muito feliz porque eu não imaginava que as mulheres me viam como uma pessoa que fazia tanta diferença na vida delas. Porque a gente trabalha arduamente, eu pelo menos amo o que eu faço, mas os desafios diários são muito difíceis. Então esse reconhecimento é muito bom por saber que eu sou um instrumento de transformação de alguém e de acolhimento também. Isso não tem preço, não tem preço”, finaliza a assistente social.

Semec, Semplan e SMPM articulam implementação do Projeto Ler Brincando

Uma parceria entre Secretaria Municipal de Educação (Semec), Secretaria Municipal de Planejamento (Semplan) e Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) vai implementar em Teresina o Projeto Ler Brincando, estabelecido dentro do programa de governo do prefeito Dr. Pessoa.

O Projeto Ler Brincando consiste na promoção de atividades de leitura para crianças e adolescentes das escolas públicas municipais. Para isso, utilizará o espaço das próprias escolas e deverá envolver também as famílias dos alunos.

“Esta reunião de hoje foi de alinhamento e atribuições de cada uma das secretarias no desenvolvimento do projeto. Inicialmente será implementado com as crianças atendidas pelo Serviço Florescer, da SMPM, que atende mulheres em situação de vulnerabilidade social e crianças. Até 2023 deve se expandir para outras unidades de ensino da Rede Municipal de Educação de Teresina, atingindo um público maior”, explica o secretário executivo de Ensino da Semec, Kleytton dos Santos.

Com o Projeto Ler Brincando, espera-se que haja uma melhoria da habilidade de leitura, interpretação e escrita dos alunos da rede pública municipal de Teresina.

Foto: Ascom Semec