Vacina contra gripe está disponível gratuitamente em Teresina

Ascom/FMS

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina está executando a Campanha de Vacinação contra a Gripe desde o dia 10 de abril e segue vacinando todas as pessoas do grupo prioritário até o dia 31 de maio. A meta da capital é vacinar 191.021 pessoas e até o momento vacinou 14.999 indivíduos pertencentes aos grupos prioritários, equivalendo a 7,87% da cobertura vacinal.

“Convocamos as gestantes, mulheres com até 45 dias de pós parto, crianças de seis meses a menores de seis anos, os idosos, trabalhadores da saúde, professores e pessoas com doenças crônicas, como diabetes e asma, para se vacinar”, alerta Amariles Borba, diretora de Vigilância em Saúde da FMS. Fazem parte também dos grupos prioritários: funcionários do sistema prisional, presos e agora os policiais civis, militares, bombeiros e membros ativos das Forças Armadas.

“Já começamos com as tratativas e fazer contato com os comandos das instituições para analisarmos o número de vacinados e a logística da vacinação. Este novo grupo, que abrange policiais civis, militares, bombeiros e membros ativos das Forças Armadas, será vacinado quando as doses extras forem enviadas pelos Ministério da Saúde”, informa Amariles Borba.

Este ano, a vacina trivalente ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para grupos específicos protegerá contra os vírus H1N1, o H3N2 e o influenza do tipo B Victoria. A influenza é uma doença respiratória infecciosa de origem viral, seu agravamento pode levar ao óbito, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção (crianças menores de 5 anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais).

A imunização da população (grupos prioritários) contra a influenza é importante porque a doença pode levar a complicações como a pneumonia, podendo ser causada pelo próprio vírus ou por infecção bacteriana. Além disso, a proposta da vacinação é de evitar ou diminuir o número de internações e mortes substancialmente, não só pela infecção primária, mas também as infecções secundárias. O uso do antiviral está indicado para todos os casos de síndrome gripal com condições e fatores de risco para complicações e de síndrome respiratória aguda grave, independentemente da situação vacinal. No entanto, o Ministério da Saúde, por meio das campanhas nacionais de imunização, prioriza os grupos mais vulneráveis para infecção pelo vírus.

HUT registra aumento de 143% no atendimento de vítimas de arma branca

O setor de estatística do Hospital de Urgência de Teresina (HUT) registrou, durante o feriado prolongado da Semana Santa, um aumento de 143% no atendimento de vítimas de agressão física por arma branca, se comparado com o mesmo período do ano passado. Dentre as vítimas de agressão física o HUT realizou 34 atendimentos, sendo 17 por arma branca, 9 por arma de fogo e 8 espancamentos. Com relação ao total de atendimento por agressão física o aumento foi de 41,6%. No total o HUT realizou 549 atendimentos e 146 cirurgias, durante o feriado da Semana Santa.

Especializado no atendimento de média e alta complexidade para urgência e emergência, especialmente, para vítimas de trauma, o HUT realiza seu atendimento priorizando os pacientes mais graves. De acordo com a diretora geral do HUT, Clara Leal, essa medida obedece ao Protocolo de Acolhimento com Classificação de Risco que é um dispositivo da Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde.

“Ao direcionar nosso atendimento para os pacientes mais graves aumentamos as chances de sobrevivência, principalmente, quando se trata de politraumatizados. Temos uma grande estrutura física, equipamentos de ponta, além de profissionais especializados para atender demandas com esse perfil”, explicou Clara Leal.

O HUT já realizou, desde sua inauguração, 745.820 atendimentos e 139.986 cirurgias. Somente no primeiro trimestre deste ano o HUT atendeu 398 vítimas de arma branca, revelando um aumento de 18%, se comparado com o mesmo período do ano passado. Com relação ao atendimento geral, o HUT atendeu, nesse primeiro trimestre, 13.778 pessoas e realizou 3.215 cirurgias.

Maternidades Municipais aumentam quantidade de partos em Teresina

Ascom/FMS

No primeiro trimestre de 2019, as quatro maternidades da Prefeitura de Teresina que ficam nos bairros Buenos Aires, Dirceu, Promorar e Satélite e contam com 96 leitos, realizaram 1.257 partos. Esse quantitativo é superior ao número de partos realizados na Maternidade Dona Evangelina Rosa, que possui 148 leitos e realizou 1.039 partos no mesmo período. O dado foi apresentado hoje (12) em reunião envolvendo o prefeito Firmino Filho, técnicos da Fundação Municipal de Saúde (FMS) e três deputados da Comissão da Saúde.

Durante a reunião, a equipe técnica da FMS fez avaliação da série histórica dos dados sobre partos realizados em Teresina, estabelecendo comparativo entre produção das maternidades municipais e Maternidade Dona Evangelina Rosa. Segundo o prefeito Firmino Filho, os dados revelam que as maternidades da Prefeitura aumentaram a sua capacidade e a quantidade de partos. Por outro lado, foi visto que a MDER que, no passado chegou a fazer 12 mil partos por ano, fez menos do que 8 mil em 2018.

“A quantidade de partos das nossas maternidades está se equiparando com a da MDER, o que nos leva a discutir os motivos disso. Espero que haja desdobramentos dessa discussão acerca da rede materno-infantil. A Prefeitura quer debater a situação com o Governo, gestores do interior, Conselho Regional de Medicina, Ministério Público e Ministério da Saúde, pois essa questão tem a ver com a vida das gerações futuras e a qualidade de vida das mães no período de gestação”, finaliza o prefeito Firmino Filho.

A deputada estadual Lucy Soares, que participou da reunião, avaliou o encontro como extremamente positivo e informou que aguarda os desdobramentos dessa discussão. O deputado Gustavo Neiva também esteve presente. Já a deputada Teresa Britto, que é presidente da Comissão da Saúde da Assembleia Legislativa, ressaltou que “Teresina está fazendo o seu dever de casa e ajudando muito o Estado do Piauí. É preciso que haja maior resposta por parte do Governo Estadual.”

Segundo o presidente da FMS, Charles Silveira, a Prefeitura tem se esforçado para aperfeiçoar a rede municipal de saúde. “Nós estamos contribuindo com a solução dos problemas identificados na Maternidade Dona Evangelina Rosa (administrada pelo Governo do Estado) e atendendo gestantes de baixo risco, porque buscamos trabalhar em rede pelo bem das gestantes e dos bebês. É por isso que estamos executando um plano de ação interno para qualificar cada vez mais o nosso atendimento”.

Segundo Jesus Mousinho, diretora de assistência especializada da FMS, a Fundação tem realizado debates técnicos para aperfeiçoar a rede obstétrica e neonatal. “Recentemente, ampliamos serviços nestes locais, como a implantação da classificação de risco, oferta de exame de urocultura e colocação de DIU (maternidade do Buenos Aires). É garantido também à gestante o direito a acompanhante. O nosso esforço é gigantesco e estamos estudando outras possibilidades de melhorias”, afirma.

Para melhorar a assistência obstétrica e neonatal, foi sugerido na reunião que também é necessário aumentar a taxa de ocupação do Centro de Parto de Normal da MDER, que girou em torno de 35% em 2018; utilizar efetivamente a Casa da Gestante de Teresina e estruturar os oito hospitais da Região Entre Rios que tem leitos obstétricos.

Outra ação fundamental é a reorganização da rede de saúde do Piauí. “Teresina tem leitos obstétricos e neonatais suficientes para os 30 municípios da Região Entre Rios. O que acontece é que a MDER, além de ser praticamente a única referência para parto de alto risco do Piauí, também possui em sua estrutura um CPN, cuja finalidade é atenção ao parto de baixo risco. Então com a efetiva atuação de cada unidade do interior, podemos evitar a vinda desnecessária para Teresina de gestantes classificadas como de baixo risco. Isso acabará por desencadear a fluidez da rede, já que só se faz saúde pública de forma coletiva”, conclui Charles.

UBS Boa Hora lança Consultório na Escola

Ascom/FMS

A Unidade Básica de Saúde Boa Hora lançou esta semana o projeto Consultório na Escola na unidade escolar Conselheiro Saraiva. O objetivo do projeto é aproximar a relação entre as Equipes de Saúde da Família e a comunidade escolar, levando os atendimentos médicos, de enfermagem, odontológicos para dentro da escola uma vez ao mês.

“Esse estreitamento das relações do Programa Saúde da Família e Escola é contínuo com o Projeto Saúde da Escola, o Consultório na Escola nada mais é que um aperfeiçoamento do que já fazemos. Sentamos com a direção da escola, que disponibilizará uma sala que será adaptada para ser um consultório onde faremos atendimentos todas as primeiras segundas-feiras do mês”, explicou Lívia Viana, enfermeira saúde da família da UBS Boa Hora.

Ela fala ainda que a Equipe de Saúde da Família criou um canal de comunicação com os pais dos alunos da Escola Conselheiro Saraiva, um grupo de WhatsApp. “Esse meio de comunicação não serve para consulta, mas para parte educativa dando informações sobre atividades realizadas na UBS e as que serão realizadas na escola. Serve também para que os pais se sintam acolhidos dentro do nosso projeto”, disse Lívia.

CAPSi presta atendimento psicológico no Parque Rodoviário

Ascom/FMS

O período após uma tragédia é decisivo para crianças e adolescentes, cuja saúde mental deve ser acompanhada de perto para evitar traumas e assimilar a nova situação. Por isso, o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) está com uma equipe no Parque Rodoviário, como parte de uma força tarefa da Fundação Municipal de Saúde (FMS) para atendimento às vítimas da inundação acontecida no último dia 4 de abril.

A ação faz parte da mobilização organizada pela Gerência de Saúde Mental da FMS, que desde a semana passada tem elaborado o diagnóstico situacional e oferecido apoio emocional e psicológico à comunidade. Como centro responsável pela saúde mental de crianças e adolescentes, o CAPSi tem concentrado seu trabalho nas escolas e creches da região. “Estamos visitando a escola e a creche pela manhã e acolhendo as demandas que o pessoal vai identificando. Eles então são encaminhados para o psicólogo designado especialmente para o atendimento às vítimas”, afirma Sayonara Lima, coordenadora do CAPSi.

Sayonara Lima explica a importância do acompanhamento especial voltado para o público infantojuvenil, que passou por um momento de desespero atrelado à situação de vulnerabilidade que elas vivem. “Suas casas são seus lugares seguros, ver esse lugar desaparecer ou ser invadido é ver sua segurança ir também. Elas precisam de cuidado, de uma escuta especializada para que possam seguir em frente, com condições de lidar com as adversidades que ainda podem encontrar”, disse a coordenadora.

O Centro de Atenção Psicossocial Infantil CAPS i Dr. Alexandre Nogueira atende crianças e adolescentes de até 17 anos com transtorno mentais graves e severos e em uso abusivo de álcool e outras drogas. O centro funciona de 8h às 18h de segunda a sexta-feira. O Centro é composto por enfermeiro, psiquiatra, assistente social, psicólogo, terapeuta ocupacional, cuidadores, redutores de danos, técnico em enfermagem, nutricionistas, fonoaudiólogos e artesãos.

FMS mantém ambulatório para tratar doença de Parkinson e distúrbios de movimentos em Teresina

Em alusão ao Dia Mundial de Conscientização sobre Parkinson, que é celebrado nesta quinta-feira (11), a Fundação Municipal de Saúde (FMS) realizou levantamento que aponta que no primeiro trimestre de 2019 cerca de 130 pessoas foram atendidas no ambulatório para tratar doença de Parkinson e outros Distúrbios de Movimentos. O serviço fica localizado no Centro de Saúde Lineu Araújo e está disponível à população todas as segundas-feiras, a partir das 13h.

Para o presidente da FMS, Charles Silveira, “o ambulatório representa um avanço na rede de saúde municipal e está preparado para oferecer uma boa assistência, contribuindo com a qualidade de vida e sobrevida desses usuários, que sofrem com movimentos anormais. O atendimento da rede do SUS é completo e abrange o tratamento e também o fornecimento gratuito das medicações”, afirma.

A doença de Parkinson se caracteriza pela lentidão de movimentos, geralmente em um lado do corpo. “O tremor só está presente em um terço dos pacientes com esse diagnóstico. É uma doença comum em idosos, mas também se manifesta em jovens e não tem cura, mas tem medicamentos eficazes para o controle dos sintomas”, afirma Denise Cury, neurologista da FMS, especialista em distúrbios de movimentos.

“O usuário com doença de Parkinson precisa ser acompanhado periodicamente por neurologista, para que a medicação seja adequada ao logo da evolução da doença. Lembramos também que, apesar de não existir uma medida específica para prevenção de doença de Parkinson, todos nós precisamos manter um estilo de vida saudável, principalmente com dieta equilibrada e prática de atividades físicas regulares”, finaliza Denise Cury.

Segundo Mariluce Ferreira, diretora do Lineu Araújo, o ambulatório atende também usuários com outras doenças neurológicas que se manifestam como movimentos anormais do corpo. “Para ter acesso, basta que o usuário se dirija a uma das 90 Unidades Básicas de Saúde. Se for constatada a necessidade, ele é encaminhado para o nosso ambulatório. Os médicos especialistas da rede do SUS, durante consulta, também podem fazer esse encaminhamento”, finaliza.

Conferência Municipal de Saúde encerra com eleição de delegados

A 9ª Conferência Municipal de Saúde encerrou na última quarta-feira (10) com a eleição de 32 delegados que participarão da Conferência Estadual de Saúde, que acontecerá em junho deste ano. O objetivo do momento em nível municipal foi promover o debate entre população e gestão para elaborar propostas de melhoria na saúde pública de Teresina. O evento aconteceu nos dias 9 e 10 de abril e teve como tema “Democracia e Saúde”.

“A eleição dos delegados que irão para a Conferência Estadual segue regras. Os delegados são compostos por 50% do segmento usuários do Sistema Único de Saúde, 25% de trabalhadores da saúde e 25% de prestadores de serviços de saúde e gestores municipais”, informou Ivan Cabral, presidente do Conselho Municipal de Saúde.

Durante a Conferência Municipal foram apresentadas as propostas que foram elaboradas durante as pré-conferências municipais, que foram realizadas nas quatro zonas da cidade durante o mês de março. Uma vez aprovadas, estas mesmas propostas serão apresentadas em nível de estado e depois vão para a Conferência Nacional, quando é feito um plano de ação para o Governo Federal executar.

Financiamento do SUS é pauta do segundo dia de Conferência municipal de Saúde

Ascom/FMS

O financiamento do SUS foi tema da mesa redonda que aconteceu na manhã de hoje (10) na 9ª Conferência Municipal de Saúde, promovida pelo Conselho Municipal de Saúde e Fundação Municipal de Saúde (FMS). O evento, que acontece no espaço Helena Sousa do Atlantic City, reúne diversos segmentos para debater questões sobre a relação entre democracia e saúde.

Segundo o auditor do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), Carlos Alberto Viana, a saúde no Brasil enfrenta dois grandes desafios, que são o subfinanciamento e a gestão dos recursos. “O SUS precisa de mais recursos, até porque a população cresce diariamente, nós envelhecemos e isso tende a aumentar a demanda. Por outro lado, a gente observa que há um subfinanciamento por parte daquilo que a própria legislação já assegura, os estados, municípios e a União costumam não respeitar o mínimo constitucional de 15% de seu orçamento em saúde”, diz. Teresina, por sua vez, ultrapassa em muito o mínimo constitucional, e investe atualmente 35% de seu orçamento em saúde. Porém, como ressalta o auditor, sofre o problema de concentrar o atendimento da quase totalidade dos municípios do estado e até de estados vizinhos.

O objetivo da discussão é sugerir propostas que venham a contribuir para a resolução dos problemas levantados. Assim como o financiamento, questões nos eixos saúde como direito e a consolidação do SUS foram levantadas durante as pré-conferências municipais de saúde (que aconteceram no último mês) e serão consolidadas para a apresentação na Conferência Estadual de Saúde, que acontece em junho. Ao final do evento serão ainda eleitos os delegados que representarão o município nesta etapa estadual, que por sua vez decidirá as pautas a serem levadas à Conferência Nacional.

“O espaço da conferência é um local de participação comunitária e de dar voz ao usuário do SUS, assim como ao trabalhador da saúde e da gestão. Visamos um diálogo compartilhado que visa traduzir os anseios da população e identificar as necessidades de saúde, para que possamos propor políticas públicas de saúde e ações”, disse Cláudia Glauciene Teixeira, diretora de planejamento da Fundação Municipal de Saúde (FMS).

Segundo o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Ivan Cabral, é papel do controle social fazer a ponte para a contribuição dos usuários, gestores e trabalhadores da saúde na construção do SUS, que acontece durante estas conferências. “A participação da sociedade é garantida por lei, e estamos aqui na defesa do SUS, que é nosso. Para não apenas mostrar os problemas mas também as soluções”, disse.

Conferência de Saúde realiza mesa redonda e dá espaço para população

Promover o debate entre população e gestão para elaborar propostas de melhorias na saúde pública de Teresina é o objetivo da 9ª Conferência Municipal de Saúde, que teve início nesta terça-feira (09) e segue até esta quarta (10) no Atlantic City. Com o tema “Democracia e Saúde”, no primeiro dia de evento aconteceram duas mesas redondas com as temáticas “Saúde como direito” e “Consolidação do SUS”.

Nesta quarta serão eleitos os delegados que representarão Teresina na Conferência Estadual de Saúde, que acontece no mês de junho. A Conferência promoveu momentos que tiveram participação de agentes públicos, sociedade civil organizada e conselheiros de saúde, além da gestão que compõe o Sistema Único de Saúde.

“O espaço da Conferência é um local de participação comunitária e de dar voz ao usuário do SUS, assim como ao trabalhador da saúde e da gestão. Visamos um diálogo compartilhado para traduzir os anseios da população e identificar as necessidades de saúde, para que possamos propor políticas públicas de saúde e ações. O processo de construção do SUS é contínuo. O sistema público municipal de saúde abrange uma rede ampla de serviços e está distribuído nas quatro regiões geográficas da cidade, visando atender aos princípios de hierarquização dessa atenção de regionalização e de um atendimento organizado em redes de atenção à saúde a partir do nível de menor complexidade até o de maior complexidade. De maneira a apoiar essa infraestrutura assistencial temos sistemas tanto operacionais, quanto logísticos que vão desde a regulação de consultas até a garantia da atenção e apoio diagnóstico e terapêutico. Buscamos sempre integrar todos os setores para oferecermos uma assistência de qualidade”, expôs Cláudia Glauciene Teixeira, diretora de planejamento da Fundação Municipal de Saúde (FMS).

Durante a Conferência estão sendo apresentadas propostas que foram elaboradas durante as pré-conferências municipais, que foram realizadas nas quatro zonas da cidade durante o mês de março. Uma vez aprovadas, estas mesmas propostas serão apresentadas em nível de estado e depois vão para a Conferência Nacional, quando é feito um plano de ação para o Governo Federal executar.

“A Conferência Municipal é muito importante para Teresina, pois é através dela que vamos organizar as propostas na área da saúde para que possamos conseguir mais verbas para o Sistema Único de Saúde para nossas comunidades”, disse Albertino Ribeiro, conselheiro local de saúde do bairro Matadouro, zona Norte.

“Muito importante participarmos destes momentos, pois é nesses espaços em que podemos colocar, conhecer e tentar levar para a Conferência Nacional os problemas das nossas comunidades”, afirmou Socorro Lima, conselheira local de saúde do Alto da Ressurreição, zona Sudeste.

FMS realiza nesta quarta (10) abertura da Campanha de Vacinação Contra a Gripe

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) realiza, amanhã (10), a abertura da Campanha de Vacinação Contra a Gripe (Influenza A/H1N1) em Teresina. A vacinação terá início às 8h, na Unidade Básica de Saúde Diocina de Sousa Lima Neta, localizada no Bairro Parque Piauí, e contará com a presença do prefeito de Teresina, Firmino Filho, e do Presidente da FMS, Charles Silveira.

O presidente da FMS, Charles Silveira, alerta para a importância da adesão da população à vacina. ”A prevenção é o melhor remédio e por isso é muito importante que a população procure uma das salas de vacina para se imunizar contra a gripe. As notícias falsas que circulam sobre a imunização contra a gripe dificultam a cobertura vacinal desejada. Algumas pessoas acham que a vacina causa gripe, mas é preciso que saibam que isso não corresponde à realidade, pelo contrário, a vacina é composta por vírus inativado, é segura, previne a doença e também complicações de saúde”, afirma.

A rede pública municipal de saúde da capital deve receber durante toda a campanha 230 mil doses de vacina contra a Influenza em 2019. De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Amariles Borba, Teresina já recebeu do Ministério da Saúde 82 mil doses de vacina que já foram distribuídas para as 104 salas e ficarão disponíveis até o dia 31 de maio, quando a campanha se encerra. O Dia D de mobilização será dia 4 de maio.

A lista completa do grupo prioritário que precisa receber a dose de vacina contra a gripe pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é: gestantes e puérperas, crianças de 6 meses a 5 anos de idade, maiores de 60 anos, profissionais da saúde, pessoas de qualquer idade com doenças crônicas (diabetes, doenças cardíacas e respiratórias, distúrbios que comprometem a imunidade, como o câncer e outras), população indígena, pessoas privadas de liberdade, professores da rede pública e privada e trabalhadores do sistema prisional.

Amariles Borba orienta que a higienização é uma das principais medidas de proteção contra a gripe.  “Devemos lavar as mãos com água e sabão. Quem estiver gripado não visite recém-nascidos, gestantes ou paridas. Assim nós estamos cooperando na saúde tanto das crianças quanto dessas mulheres”, alerta.

Diferente de outras doenças, a gripe precisa de campanhas de vacinação anual. Isso ocorre por características do próprio vírus, que, aos poucos, naturalmente, modifica-se geneticamente. Dessa forma, é necessário rever, a cada ano, os vírus que mais estão se propagando para adaptar a imunização, que dura de seis a 12 meses. Além disso, trata-se de uma doença que tem um forte impacto na sociedade, com risco de morte muito alto (aproximadamente 650 mil pessoas morrem no mundo por ano, em virtude da influenza A/H1N1).