Consultório itinerante leva ações de saúde para pessoas em situação de rua em Teresina

Ascom FMS

Joff Colly da Costa Lima, de 43 anos de idade, mora nas ruas de Teresina há 18 anos. Ele é uma das centenas de pessoas atendidas pelo Consultório na Rua, dispositivo da Fundação Municipal de Saúde (FMS) que, através de uma equipe multiprofissional, circula pela cidade em uma van atendendo pessoas em situação de rua, permitindo que elas tenham acesso a serviços de saúde.

Ele, que conta ter esperança de sair das ruas e ter uma casa para morar, se diz satisfeito com o trabalho do Consultório na Rua. “Estão todos de parabéns, eles me ajudam muito. Agora, quero ajeitar os meus dentes para ficar com ‘sorriso colgate’”, finaliza.

Atualmente, cerca de 626 pessoas em situação de rua estão cadastradas no Consultório na Rua, entre ativos e inativos. “Essa população está crescendo a cada dia e, inclusive, pessoas que tinham vida organizada, agora estão se tornando os chamados moradores de rua. A população pode enxergá-las como usuários de droga e não ver as suas histórias de vida. É preciso que tenhamos um olhar diferenciado para eles e acabarmos com o preconceito”, explica a assistente social Melissa Lima.

Maria Auxiliadora, de 48 anos, que também está em situação de rua, conta que precisou de serviço médico em razão de constantes dores de cabeça. “O médico (do Consultório na Rua) solicitou exames e achei o atendimento ótimo”. Ela diz que a falta de emprego é uma das causas de sua permanência na rua. “Quando estou trabalhando de serviço doméstico, procuro pagar aluguel de casa. Quando não posso trabalhar, fico no meio da rua. É muita dificuldade, mas o que mais temo é o perigo”.

Segundo o presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Charles Silveira, “antigamente, a população em situação de rua era excluída dos serviços públicos. Hoje, é possível contar com um acolhimento humanizado no local em que vivem. A equipe é composta por médico, assistente social, enfermeiro, psicólogo, motorista e redutor de danos, que percorrem as ruas levando ações de saúde para melhorar o bem-estar físico e mental desse público.”

Entre os problemas de saúde mais recorrentes no público em situação de rua, o médico do Consultório na Rua, Alan Lira, explica que “as dermatomicoses são comuns, já que alguns deles dormem no chão, em papelão ou em ambientes úmidos. Os problemas respiratórios também ocorrem, como pneumonia e tuberculose e, como alguns fazem uso de álcool e outras drogas, associado à alimentação por muitas vezes precária isso acaba desencadeando problemas de ordem cardiovascular, como hipertensão arterial e diabetes”.

“Após avaliação da situação de saúde do usuário, se identificamos o problema e este tiver solução imediata, fazemos o possível para resolver a sua necessidade de saúde no local da abordagem ou, se for necessário, orientamos para que procurem a UBS de referência para dar continuidade ao tratamento. Agora, se for identificado que o usuário precisa de consulta especializada, fazemos o encaminhamento via sistema Gestor Saúde, como predita o SUS; quando o caso é grave, articulamos com a rede para levar o usuário a ambiente hospitalar”, finaliza Alan Lira.

Consultório na Rua disponibiliza telefone para receber demandas da população

De acordo com a enfermeira Marina Leite o atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, no turno da tarde e o telefone (86) 99421-5752 é destinado ao recebimento de demandas do serviço. Nas segundas-feiras é atendido esse público na Unidade Básica de Saúde Cidade Verde, por trás do Verdão, e entre terça e sexta-feira a equipe fica atendendo nas ruas, nas principais praças ou em locais em que há identificação dessa população.

 

FMS traz técnicos do Ministério da Saúde para aperfeiçoar e-SUS da capital 

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) trouxe à Teresina técnicos do Laboratório Bridge, responsáveis por desenvolver o Sistema e-SUS Atenção Básica junto ao Ministério da Saúde. O objetivo dos técnicos virem à capital é o de aperfeiçoar o e-SUS, que é uma estratégia do Departamento de Atenção Básica (DAB) para reestruturar as informações da Atenção Básica (AB) em nível nacional. Esta ação está alinhada com a proposta mais geral de reestruturação dos Sistemas de Informação em Saúde (SIS) do Ministério da Saúde, entendendo que a qualificação da gestão da informação é fundamental para ampliar a qualidade no atendimento à população.

“A gestão da FMS viu a necessidade de melhorar ainda mais o e-SUS na capital. Então convidamos os técnicos do Ministério da Saúde para que possamos aperfeiçoar as ferramentas do e-SUS com o objetivo de aprimorarmos os acesso e darmos uma resposta mais ágil ao profissional que trabalha na ponta, ou seja: nas unidades de saúde, realizando o atendimento aos usuários do SUS, dando resoluções rápidas em relação ao uso de relatórios, atendimento no prontuário eletrônico e uso de fichas”, explica Karoline Alencar, gerente do Sistema de Informação da Atenção Básica em Saúde da FMS.

A Estratégia e-SUS AB preconiza: Individualizar o registro: registro individualizado das informações em saúde para o acompanhamento dos atendimentos aos cidadãos; Integrar a informação: integração dos diversos sistemas de informação oficiais existentes na AB a partir do modelo de informação; Reduzir o retrabalho na coleta de dados: reduzir a necessidade de registrar informações similares em mais de um instrumento (fichas/sistemas) ao mesmo tempo; Informatizar as unidades e desenvolvimento de soluções tecnológicas que contemplem os processos de trabalho da AB com recomendações de boas práticas e o estímulo à informatização dos serviços de saúde.

Além de também preconizar a gestão do cuidado: introdução de novas tecnologias para otimizar o trabalho dos profissionais na perspectiva de realizar a gestão do cuidado; Coordenação do cuidado: a qualificação do uso da informação na gestão e no cuidado em saúde na perspectiva de integração dos serviços de saúde.

 

Equipes da FMS são premiadas em Congresso de Secretários de Saúde

Ascom/FMS

Três trabalhos da Fundação Municipal de Saúde (FMS) apresentados durante o IX Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Piauí (CONSEMS) foram premiados e participarão do XXXV Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde nos dias 2 e 5 de julho, no Ulysses Centro de Convenções, em Brasília. Com o tema “Diálogos no Cotidiano do SUS”, o Congresso do Conasems promoverá o encontro de mais de cinco mil congressistas – dentre eles, gestores municipais de saúde, trabalhadores do SUS de todas as esferas de governo, representantes de instituições ligadas à saúde pública e autoridades. O encontro é um momento de troca de experiências e informações que impactam diretamente no fortalecimento do SUS.

O primeiro trabalho da FMS premiado no Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Piauí levou o segundo lugar geral. Intitulado “Projeto Memória Ativa: Idoso Contador de Estória, lenda e outros”, o trabalho é desenvolvido na Unidade Básica de Saúde Poty Velho com o grupo de idosos local e coordenado pela enfermeira Nancy Loiola.

“Durante 2017 e 2018 trabalhamos todas as memórias, dentro do projeto Memória Ativa, memória visual, olfativa, gustativa e de linguagem. Agora em 2019 escolhemos abordar as lendas.  Nós nos encontramos com as idosas e perguntamos como elas ouviram as lendas quando eram mais jovens. E a estória do Cabeça de Cuia elas contam de uma forma diferenciada das que estão nos livros oficiais. Pretendemos no final do nosso projeto lançar um livro dessas lendas contadas pelas moradoras do Poti Velho, que é o bairro mais antigo da cidade”, diz Nancy Loiola, enfermeira Estratégia Saúde da Família da UBS Poty Velho.

Ela fala ainda que hoje temos que ter a consciência, que da mesma forma que fazemos atividade física para manter o corpo com saúde, precisamos fazer atividades para manter nosso cérebro vivo. “Com isso, essas senhoras mantêm a memória ativa e de certa forma trazemos um resgate da nossa cultura, da nossa história, e um empoderamento dessas idosas. Evitamos a depressão, o isolamento social, e cresce o vínculo entre os profissionais e a comunidade, facilitando todo o processo de adesão ao tratamento”, completa.

Durante o IX Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Piauí (CONSEMS) foram apresentados 235 trabalhos, por meio da 6° mostra de experiências exitosas “Piauí Aqui Tem SUS”.

Outro trabalho da FMS que foi premiado no CONSEMS é da Unidade Básica de Saúde do Cristo Rei, que levou o prêmio de terceiro lugar geral com o trabalho “Práticas Integrativas e Complementares Aplicadas aos Trabalhadores de uma Unidade Básica de Saúde: Relato de Experiência”. Para o presidente da FMS, Charles Silveira, “o Congresso permitiu identificar os processos de avanços e desafios enfrentados na área da saúde do estado do Piauí. Os conhecimentos adquiridos poderão direcionar ainda mais as ações dos gestores para o aperfeiçoamento do Sistema de Saúde, proporcionando um atendimento de qualidade aos usuários”, afirma.

Mais um trabalho também desenvolvido na UBS Poty Velho premiado no CONSEMS é o Projeto “Cair de Maduro Só Fruta: Esquadrão anti quedas”, que ficou em sexto lugar geral. “A ideia do projeto surgiu quando percebemos uma maior incidência no número de quedas entre os idosos neste período chuvoso. Esse tipo de acidente é atualmente a principal causa de internações na terceira idade e pode levar a complicações”, informa Nancy Loiola, enfermeira da FMS.

Uma vez por mês (e a cada dois meses nos períodos não-chuvosos), são realizadas reuniões com idosos e seus cuidadores, com orientações para organizar a casa e cuidados para não só evitar as quedas como também minimizar seus efeitos. Além disso, são abordados temas como direito do idoso, alimentação saudável e outros. As atividades são organizadas pelas equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) e pelo Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) que atuam na UBS Poty Velho.

CAPSi leva serviços de saúde mental para a praça do Morada do Sol

Em alusão ao Dia Mundial da Saúde, o Centro de Atenção Psicossocial infantojuvenil (CAPSi) promove o CAPSi Itinerante, uma atividade de conscientização sobre a saúde mental, que acontecerá na praça do bairro Morada do Sol, na próxima quinta-feira (25), das 16h às 18h.

Como explica a coordenadora do CAPSi, Sayonara Lima, o objetivo do evento é mostrar à população da zona Leste a importância da qualidade de vida para a saúde mental. “Vamos levar as atividades que a gente oferece para nossas crianças e adolescentes, promovendo saúde e principalmente saúde mental”, afirma.

Para isso, serão desenvolvidas diversas ações, como brincadeiras, contação de histórias, oficina de corte e colagem, práticas corporais como dança e circuito, esclarecimentos sobre questão social, saúde mental e alimentação saudável. O CAPSi conta ainda com a parceria da Fundação Monsenhor Chaves – que vai levar um teatro de fantoches para a praça – e da faculdade Estácio, com orientações na área de fisioterapia, nutrição e educação física.

“Esperamos promover uma tarde divertida e também instrutiva para a população da zona leste, e mostrar nosso trabalho”, disse Sayonara Lima.

CAPSi

O Centro de Atenção Psicossocial InfantoJuvenil – Dr. Alexandre Nogueira é um serviço multidisciplinar, que tem como público alvo crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com transtornos mentais graves, severos e persistentes, assim como usuários de álcool e/ ou outras drogas. Atualmente, 475 usuários estão cadastrados no serviço.

Para isso, dispõe de uma equipe técnica composta por dois psicólogos, três assistentes sociais, uma artesã, um cuidador, duas enfermeiras, três técnicas de enfermagem, uma nutricionista, um psiquiatra, uma fonoaudióloga e terapeuta ocupacional.

Com horário de funcionamento das 08h às 18h de segunda a sexta-feira, o CAPSi oferta: atendimentos individuais; grupos terapêuticos; trabalho social com famílias através de atividades com temas socioeducativos; atendimento individualizado à família; oficinas de produção que fomentem o enriquecimento das habilidades, como artesanato, desenho e pintura; práticas de expressão e comunicação; visitas domiciliares; tratamento medicamentoso; atividades comunitárias; práticas corporais e orientação medicamentosa; busca ativa; matriciamento; educação permanente sobre saúde mental para os próprios profissionais; triagem; planejamento dietético para usuários, no que diz respeito a alimentação saudável; ações de articulação de rede intra e intersetoriais; atenção às situações de crise quando necessário; e integralização e datas comemorativas.

Vacina contra gripe está disponível gratuitamente em Teresina

Ascom/FMS

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina está executando a Campanha de Vacinação contra a Gripe desde o dia 10 de abril e segue vacinando todas as pessoas do grupo prioritário até o dia 31 de maio. A meta da capital é vacinar 191.021 pessoas e até o momento vacinou 14.999 indivíduos pertencentes aos grupos prioritários, equivalendo a 7,87% da cobertura vacinal.

“Convocamos as gestantes, mulheres com até 45 dias de pós parto, crianças de seis meses a menores de seis anos, os idosos, trabalhadores da saúde, professores e pessoas com doenças crônicas, como diabetes e asma, para se vacinar”, alerta Amariles Borba, diretora de Vigilância em Saúde da FMS. Fazem parte também dos grupos prioritários: funcionários do sistema prisional, presos e agora os policiais civis, militares, bombeiros e membros ativos das Forças Armadas.

“Já começamos com as tratativas e fazer contato com os comandos das instituições para analisarmos o número de vacinados e a logística da vacinação. Este novo grupo, que abrange policiais civis, militares, bombeiros e membros ativos das Forças Armadas, será vacinado quando as doses extras forem enviadas pelos Ministério da Saúde”, informa Amariles Borba.

Este ano, a vacina trivalente ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para grupos específicos protegerá contra os vírus H1N1, o H3N2 e o influenza do tipo B Victoria. A influenza é uma doença respiratória infecciosa de origem viral, seu agravamento pode levar ao óbito, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção (crianças menores de 5 anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais).

A imunização da população (grupos prioritários) contra a influenza é importante porque a doença pode levar a complicações como a pneumonia, podendo ser causada pelo próprio vírus ou por infecção bacteriana. Além disso, a proposta da vacinação é de evitar ou diminuir o número de internações e mortes substancialmente, não só pela infecção primária, mas também as infecções secundárias. O uso do antiviral está indicado para todos os casos de síndrome gripal com condições e fatores de risco para complicações e de síndrome respiratória aguda grave, independentemente da situação vacinal. No entanto, o Ministério da Saúde, por meio das campanhas nacionais de imunização, prioriza os grupos mais vulneráveis para infecção pelo vírus.

HUT registra aumento de 143% no atendimento de vítimas de arma branca

O setor de estatística do Hospital de Urgência de Teresina (HUT) registrou, durante o feriado prolongado da Semana Santa, um aumento de 143% no atendimento de vítimas de agressão física por arma branca, se comparado com o mesmo período do ano passado. Dentre as vítimas de agressão física o HUT realizou 34 atendimentos, sendo 17 por arma branca, 9 por arma de fogo e 8 espancamentos. Com relação ao total de atendimento por agressão física o aumento foi de 41,6%. No total o HUT realizou 549 atendimentos e 146 cirurgias, durante o feriado da Semana Santa.

Especializado no atendimento de média e alta complexidade para urgência e emergência, especialmente, para vítimas de trauma, o HUT realiza seu atendimento priorizando os pacientes mais graves. De acordo com a diretora geral do HUT, Clara Leal, essa medida obedece ao Protocolo de Acolhimento com Classificação de Risco que é um dispositivo da Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde.

“Ao direcionar nosso atendimento para os pacientes mais graves aumentamos as chances de sobrevivência, principalmente, quando se trata de politraumatizados. Temos uma grande estrutura física, equipamentos de ponta, além de profissionais especializados para atender demandas com esse perfil”, explicou Clara Leal.

O HUT já realizou, desde sua inauguração, 745.820 atendimentos e 139.986 cirurgias. Somente no primeiro trimestre deste ano o HUT atendeu 398 vítimas de arma branca, revelando um aumento de 18%, se comparado com o mesmo período do ano passado. Com relação ao atendimento geral, o HUT atendeu, nesse primeiro trimestre, 13.778 pessoas e realizou 3.215 cirurgias.

Maternidades Municipais aumentam quantidade de partos em Teresina

Ascom/FMS

No primeiro trimestre de 2019, as quatro maternidades da Prefeitura de Teresina que ficam nos bairros Buenos Aires, Dirceu, Promorar e Satélite e contam com 96 leitos, realizaram 1.257 partos. Esse quantitativo é superior ao número de partos realizados na Maternidade Dona Evangelina Rosa, que possui 148 leitos e realizou 1.039 partos no mesmo período. O dado foi apresentado hoje (12) em reunião envolvendo o prefeito Firmino Filho, técnicos da Fundação Municipal de Saúde (FMS) e três deputados da Comissão da Saúde.

Durante a reunião, a equipe técnica da FMS fez avaliação da série histórica dos dados sobre partos realizados em Teresina, estabelecendo comparativo entre produção das maternidades municipais e Maternidade Dona Evangelina Rosa. Segundo o prefeito Firmino Filho, os dados revelam que as maternidades da Prefeitura aumentaram a sua capacidade e a quantidade de partos. Por outro lado, foi visto que a MDER que, no passado chegou a fazer 12 mil partos por ano, fez menos do que 8 mil em 2018.

“A quantidade de partos das nossas maternidades está se equiparando com a da MDER, o que nos leva a discutir os motivos disso. Espero que haja desdobramentos dessa discussão acerca da rede materno-infantil. A Prefeitura quer debater a situação com o Governo, gestores do interior, Conselho Regional de Medicina, Ministério Público e Ministério da Saúde, pois essa questão tem a ver com a vida das gerações futuras e a qualidade de vida das mães no período de gestação”, finaliza o prefeito Firmino Filho.

A deputada estadual Lucy Soares, que participou da reunião, avaliou o encontro como extremamente positivo e informou que aguarda os desdobramentos dessa discussão. O deputado Gustavo Neiva também esteve presente. Já a deputada Teresa Britto, que é presidente da Comissão da Saúde da Assembleia Legislativa, ressaltou que “Teresina está fazendo o seu dever de casa e ajudando muito o Estado do Piauí. É preciso que haja maior resposta por parte do Governo Estadual.”

Segundo o presidente da FMS, Charles Silveira, a Prefeitura tem se esforçado para aperfeiçoar a rede municipal de saúde. “Nós estamos contribuindo com a solução dos problemas identificados na Maternidade Dona Evangelina Rosa (administrada pelo Governo do Estado) e atendendo gestantes de baixo risco, porque buscamos trabalhar em rede pelo bem das gestantes e dos bebês. É por isso que estamos executando um plano de ação interno para qualificar cada vez mais o nosso atendimento”.

Segundo Jesus Mousinho, diretora de assistência especializada da FMS, a Fundação tem realizado debates técnicos para aperfeiçoar a rede obstétrica e neonatal. “Recentemente, ampliamos serviços nestes locais, como a implantação da classificação de risco, oferta de exame de urocultura e colocação de DIU (maternidade do Buenos Aires). É garantido também à gestante o direito a acompanhante. O nosso esforço é gigantesco e estamos estudando outras possibilidades de melhorias”, afirma.

Para melhorar a assistência obstétrica e neonatal, foi sugerido na reunião que também é necessário aumentar a taxa de ocupação do Centro de Parto de Normal da MDER, que girou em torno de 35% em 2018; utilizar efetivamente a Casa da Gestante de Teresina e estruturar os oito hospitais da Região Entre Rios que tem leitos obstétricos.

Outra ação fundamental é a reorganização da rede de saúde do Piauí. “Teresina tem leitos obstétricos e neonatais suficientes para os 30 municípios da Região Entre Rios. O que acontece é que a MDER, além de ser praticamente a única referência para parto de alto risco do Piauí, também possui em sua estrutura um CPN, cuja finalidade é atenção ao parto de baixo risco. Então com a efetiva atuação de cada unidade do interior, podemos evitar a vinda desnecessária para Teresina de gestantes classificadas como de baixo risco. Isso acabará por desencadear a fluidez da rede, já que só se faz saúde pública de forma coletiva”, conclui Charles.

UBS Boa Hora lança Consultório na Escola

Ascom/FMS

A Unidade Básica de Saúde Boa Hora lançou esta semana o projeto Consultório na Escola na unidade escolar Conselheiro Saraiva. O objetivo do projeto é aproximar a relação entre as Equipes de Saúde da Família e a comunidade escolar, levando os atendimentos médicos, de enfermagem, odontológicos para dentro da escola uma vez ao mês.

“Esse estreitamento das relações do Programa Saúde da Família e Escola é contínuo com o Projeto Saúde da Escola, o Consultório na Escola nada mais é que um aperfeiçoamento do que já fazemos. Sentamos com a direção da escola, que disponibilizará uma sala que será adaptada para ser um consultório onde faremos atendimentos todas as primeiras segundas-feiras do mês”, explicou Lívia Viana, enfermeira saúde da família da UBS Boa Hora.

Ela fala ainda que a Equipe de Saúde da Família criou um canal de comunicação com os pais dos alunos da Escola Conselheiro Saraiva, um grupo de WhatsApp. “Esse meio de comunicação não serve para consulta, mas para parte educativa dando informações sobre atividades realizadas na UBS e as que serão realizadas na escola. Serve também para que os pais se sintam acolhidos dentro do nosso projeto”, disse Lívia.

CAPSi presta atendimento psicológico no Parque Rodoviário

Ascom/FMS

O período após uma tragédia é decisivo para crianças e adolescentes, cuja saúde mental deve ser acompanhada de perto para evitar traumas e assimilar a nova situação. Por isso, o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) está com uma equipe no Parque Rodoviário, como parte de uma força tarefa da Fundação Municipal de Saúde (FMS) para atendimento às vítimas da inundação acontecida no último dia 4 de abril.

A ação faz parte da mobilização organizada pela Gerência de Saúde Mental da FMS, que desde a semana passada tem elaborado o diagnóstico situacional e oferecido apoio emocional e psicológico à comunidade. Como centro responsável pela saúde mental de crianças e adolescentes, o CAPSi tem concentrado seu trabalho nas escolas e creches da região. “Estamos visitando a escola e a creche pela manhã e acolhendo as demandas que o pessoal vai identificando. Eles então são encaminhados para o psicólogo designado especialmente para o atendimento às vítimas”, afirma Sayonara Lima, coordenadora do CAPSi.

Sayonara Lima explica a importância do acompanhamento especial voltado para o público infantojuvenil, que passou por um momento de desespero atrelado à situação de vulnerabilidade que elas vivem. “Suas casas são seus lugares seguros, ver esse lugar desaparecer ou ser invadido é ver sua segurança ir também. Elas precisam de cuidado, de uma escuta especializada para que possam seguir em frente, com condições de lidar com as adversidades que ainda podem encontrar”, disse a coordenadora.

O Centro de Atenção Psicossocial Infantil CAPS i Dr. Alexandre Nogueira atende crianças e adolescentes de até 17 anos com transtorno mentais graves e severos e em uso abusivo de álcool e outras drogas. O centro funciona de 8h às 18h de segunda a sexta-feira. O Centro é composto por enfermeiro, psiquiatra, assistente social, psicólogo, terapeuta ocupacional, cuidadores, redutores de danos, técnico em enfermagem, nutricionistas, fonoaudiólogos e artesãos.

FMS mantém ambulatório para tratar doença de Parkinson e distúrbios de movimentos em Teresina

Em alusão ao Dia Mundial de Conscientização sobre Parkinson, que é celebrado nesta quinta-feira (11), a Fundação Municipal de Saúde (FMS) realizou levantamento que aponta que no primeiro trimestre de 2019 cerca de 130 pessoas foram atendidas no ambulatório para tratar doença de Parkinson e outros Distúrbios de Movimentos. O serviço fica localizado no Centro de Saúde Lineu Araújo e está disponível à população todas as segundas-feiras, a partir das 13h.

Para o presidente da FMS, Charles Silveira, “o ambulatório representa um avanço na rede de saúde municipal e está preparado para oferecer uma boa assistência, contribuindo com a qualidade de vida e sobrevida desses usuários, que sofrem com movimentos anormais. O atendimento da rede do SUS é completo e abrange o tratamento e também o fornecimento gratuito das medicações”, afirma.

A doença de Parkinson se caracteriza pela lentidão de movimentos, geralmente em um lado do corpo. “O tremor só está presente em um terço dos pacientes com esse diagnóstico. É uma doença comum em idosos, mas também se manifesta em jovens e não tem cura, mas tem medicamentos eficazes para o controle dos sintomas”, afirma Denise Cury, neurologista da FMS, especialista em distúrbios de movimentos.

“O usuário com doença de Parkinson precisa ser acompanhado periodicamente por neurologista, para que a medicação seja adequada ao logo da evolução da doença. Lembramos também que, apesar de não existir uma medida específica para prevenção de doença de Parkinson, todos nós precisamos manter um estilo de vida saudável, principalmente com dieta equilibrada e prática de atividades físicas regulares”, finaliza Denise Cury.

Segundo Mariluce Ferreira, diretora do Lineu Araújo, o ambulatório atende também usuários com outras doenças neurológicas que se manifestam como movimentos anormais do corpo. “Para ter acesso, basta que o usuário se dirija a uma das 90 Unidades Básicas de Saúde. Se for constatada a necessidade, ele é encaminhado para o nosso ambulatório. Os médicos especialistas da rede do SUS, durante consulta, também podem fazer esse encaminhamento”, finaliza.