Teresina terá 100 novos abrigos para usuários de ônibus

Ascom/Strans

A Prefeitura de Teresina vai implantar 100 novos abrigos para passageiros do sistema coletivo de transportes públicos para atender todas as zonas da cidade. Com um investimento total de R$ 1,27 milhão, nesta quarta-feira (9) foi assinada a ordem de serviço que vai permitir a implantação da primeira etapa com 20 abrigos nos próximos 30 dias.

Os abrigos têm estrutura metálica e telha termo-acústica que reduz a transmissão de calor. Os modelos são de três tipos: o duplo e o simples, para calçadas de 2,5m; e o modelo para calçadas de 1,5m. Todos eles terão área para cadeirantes e espaço para sentar.

O gestor da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans), Weldon Bandeira, ressalta que este é um investimento da política de desenvolvimento urbano de Teresina. “Os abrigos estão conforme as necessidades da população, com o espaço da área de calçadas e devem proporcionar mais conforto para os usuários”, declara.

A escolha dos locais foi com base nas solicitações feitas pelo aplicativo Colab e pelos moradores que enviaram oficio para a Strans. A prioridade é os residenciais que foram construídos recentemente e outros que possuem mais demanda de usuários do transporte público.

Os locais que terão os novos abrigos são a avenida principal do Residencial Jacinta Andrade, no bairro Santa Maria da Codipi; a Avenida Jerumenha, no bairro Água Mineral; Avenidas Noé Mendes, José Francisco de Almeida Neto, Henry Wall de Carvalho, Pedro Freitas, Transversal III (Promorar) e a rua João Resende (Praça do Bela Vista).

Abrigos aplicam testes para controle da Covid-19 entre venezuelanos

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, os abrigos que receberam as famílias venezuelanas em Teresina vêm desenvolvendo diversas atividades informativas e de conscientização, acompanhamento em saúde e a aplicação de testes para detectar a doença. Atualmente, 163 venezuelanos ocupam os abrigos destinados pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas e 54 deles testaram positivo para a Covid-19. Um deles, paciente de 58 anos, veio a óbito e os demais 53 estão curados.

Em abril, a Semcaspi providenciou a transferência de 70 indígenas que estavam no abrigo CSU no bairro Buenos Aires para diminuir a aglomeração de pessoas e depois um outro espaço foi disponibilizado para receber famílias recém chegadas de outros estados, a fim de garantir um isolamento e testagem antes de adentrarem nos 3 acolhimentos disponíveis. “Desde o início da pandemia, as equipes dos abrigos de venezuelanos estão desenvolvendo uma série de ações de conscientização, com a distribuição de máscaras, produtos de higiene, exposição de cartazes na língua materna e palestras. A Semcaspi solicitou, junto à Fundação Municipal de Saúde (FMS), testes rápidos da covid-19. Uma primeira remessa de testagens foi feita em maio e outra em junho. Neste último, dos 78 testes aplicados, 54 deram positivados para a doença, que prontamente foram submetidos ao tratamento de saúde”, afirma Janaína Carvalho, secretária da Semcaspi.

Em uma destas ações, os migrantes receberam cartilhas informativas em sua língua materna “Warao” sobre cuidados e prevenção da doença. A distribuição das cartilhas ocorreu em uma palestra organizada pelas professoras Carmen Lima, Janaína Santos e Lílian Catenacci da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em junho. O material foi traduzido com a ajuda dos indígenas Yovini Eulalio e Ignacio Perez. “Ao final da palestra, os representantes de cada abrigo receberam, além da cartilha, galões de álcool em gel e máscaras. Eles ficaram responsáveis por repassar para as demais famílias as instruções aprendidas na palesta e também distribuírem os itens que receberam”, disse a antropóloga Lílian Castelo Branco, coordenadora do abrigo instalado no antigo prédio do Emater.

Outra atividade realizada no abrigo foi um bate-papo virtual com o indígena Elemir Martins da etnia Guarani Ñandeva, residente do município de Caarapó, em Mato Grosso do Sul. Para a coordenadora do abrigo, o diálogo proporcionou a troca de experiência entre os grupos no que se refere ao enfrentamento da doença de acordo com a crença e a cultura indígena, e também para a maior conscientização quanto aos cuidados recomendados pelas instituições de saúde, aos quais parte tem resistência.

“Através desse diálogo, o Elemir tratou de alguns pontos das estratégias que eles têm adotado para a conscientização entre a comunidade, pois para eles tem sido muito complicado a compreensão, principalmente pelos mais idosos, que não compreendem a gravidade da doença. Então, os mais jovens estão engajados nesse trabalho de conscientização produzindo e distribuindo informações sobre a Covid-19. Fica mais fácil essa troca entre eles mesmos. Na cultura indígena é muito forte a questão da coletividade, então ele mostrou que por conta da doença, infelizmente eles teriam que adotar estas estratégias para que eles possam atravessar esse momento sem tantas perdas”, disse.

Um dos indígenas, com 58 anos, foi internado no HGV no dia 11 de junho e veio a óbito em 14 de julho. “No início dos sintomas, ele resistiu bastante a ir junto com a equipe para os serviços de saúde e a fazer um tratamento, o que gerou o agravamento dos sintomas. A equipe da secretaria acompanhou a família em todo o processo funerário. Todos os demais estão bem e não apresentam mais nenhum sintoma”, informou a secretária da Semcaspi, Janaína Carvalho.

Abrigos de idosos recebem alimentos arrecadados por grupo musical

Seis abrigos de idosos da capital receberam, durante a terceira semana de maio, alimentos não perecíveis arrecadados durante uma live da banda Xenhenhem. Primeiramente, o material foi encaminhado pelo grupo à Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), que dividiu as doações, totalizadas em 20 Kg de açúcar, 1 de fardo de massa de milho e 40 Kg de arroz, entre as unidades.

Receberam os materiais o Abrigo de Idosos Manain, Casa Frederico Ozanam, Fundação Abrigo São Lucas, Casa São José, Lar D’ Santana e Lar das Flores de Maria. Visitas de monitoramento vêm sendo realizadas semanalmente nestes locais, pela equipe técnica da Semcaspi, para realização de um levantamento das suas necessidades específicas.  Representantes dos abrigos se dirigiram ao almoxarifado da Secretaria, no dia de sua disponibilidade, para recebimento dos kits de alimentos.

A ação se junta aos reforços sanitários disponibilizados na primeira semana de maio. As seis unidades receberam kit de EPIs contendo 200 máscaras e luvas, 10 litros de água sanitária e sabonete líquido e cinco litros de álcool em gel. Desde o início da quarentena, as unidades vêm adotando medidas de segurança e de isolamento a fim de evitar o contágio pela Covid-19: as visitas estão suspensas e todos os idosos vacinados.

“Cada casa-lar que possui o município de Teresina abriga segmentos importantes da nossa sociedade: idosos, pessoas com deficiências, crianças. O esforço que a Prefeitura tem realizado, para que o Coronavírus não chegue a esses abrigos é gigantesco, desde o cuidado com os servidores ao acompanhamento e fornecimento constante de equipamentos de proteção individual”, explicou o secretário da Semcaspi, Samuel Silveira.

Prefeitura transfere grupo de venezuelanos para novo espaço

Com o objetivo de adequar os cuidados para a prevenção ao coronavírus e minimizar os riscos de aglomerações, a Prefeitura de Teresina realizou a transferência de 60 indígenas venezuelanos que estavam abrigados no Centro Social Urbano (CSU) do Buenos Aires para um novo espaço. O local fica em um antigo prédio do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Piauí –  EMATER, localizado na BR 343.

Mayra Veloso, gerente da proteção social especial da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), explica que a medida se fez necessária tendo em vista que o local estava funcionando com 141 acolhidos. “Diante desse contexto da pandemia, solicitamos um novo espaço e, em diálogo com o Governo do Estado, nos foi cedido um antigo espaço da EMATER. Toda a articulação foi feita de forma dialogada com os grupos que residem no abrigo, eles visitaram o espaço previamente e a escolha do grupo transferido foi um acordo entre as famílias”, afirmou.

A Semcaspi disponibilizou carros para o transporte da mudança e ônibus para deslocar os venezuelanos. As equipes da Fundação Cajuína, que administra o acolhimento institucional dos imigrantes venezuelanos no município, irão prestar toda assistência necessária. Os abrigos terão um responsável técnico, dois educadores sociais, dois agentes de portaria e um auxiliar de serviços gerais. A alimentação também será mantida igualmente nos dois espaços.

“A coordenação vem realizando esse diálogo há quase duas semanas com eles, tivemos o reforço da antropóloga da unidade explicando a necessidade dos cuidados. Eles aceitaram sem conflitos, contudo tiveram receio em se dividir, pois são três grupos de famílias. Informamos que isso não aconteceria, a divisão foi feita considerando estes laços”, explica a coordenadora do abrigo, Ana Luísa Martins.

Além disso, as equipes contam com o apoio do professor venezuelano, Yovini Eulálio, que reside no abrigo e ajuda com as traduções do idioma. Os imigrantes indígenas da etnia Warao chegaram a Teresina no dia 13 de maio de 2019 e estão refugiados devido à crise econômica e política na Venezuela. Atualmente, o município acolhe a 174 venezuelanos divididos entre os abrigos do Buenos Aires, Piratinga e, agora, EMATER.

Moradores em situação de rua participam de atividades informativas dentro de abrigo

Ascom/Semcaspi

Os assistentes sociais que estão trabalhando com os moradores em situação de rua acolhidos no abrigo montado no Estádio Municipal Lindolfo Monteiro estão desenvolvendo, desde o dia 10 de abril, uma série de atividades lúdicas e informativas com os usuários do espaço. O objetivo da equipe é informar sobre as mudanças ocorridas na sociedade devido a pandemia do novo coronavírus e entreter durante o tempo em que eles estiverem no abrigo.

O Secretário Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), Samuel Silveira, disse que o momento é de cooperação e que todas as atividades estão sendo desenvolvidas e acompanhadas pelas equipes do abrigo para que não tenha risco de transmissão do vírus.

“Nossos profissionais estão aproveitando o espaço para desenvolver atividades voltadas para o enfrentamento de novos desafios e que mostram a capacidade de cada um diante das adversidades. Além disso, os moradores em situação de rua participam de palestras que buscam esclarecer dúvidas sobre o auxílio emergencial, os perigos da Covid-19 e do uso de entorpecentes. Ficamos felizes com a solidariedade do teresinense diante do apoio que recebemos de outros movimentos independentes e religiosos, que se colocaram a disposição para desenvolver atividades recreativas com eles”, disse o secretário.

O espaço conta ainda com uma equipe formada por médica, enfermeiras, assistente social e técnica de enfermagem do Consultório na Rua, da Fundação Municipal de Saúde (FMS), que busca garantir os cuidados necessários na área da saúde e reforçar ações de higiene dentro do espaço.

“Fizemos a distribuição de kits de higiene, medicamentos, consultas, vacinas da gripe, testes rápidos de Sífilis e HIV e os demais tratamentos que já realizavam nas ruas. Nas palestras, explicamos sobre a Covid-19, as suas formas de transmissão e os cuidados necessários para evitar o contágio. Por reconhecer que os moradores em situação de rua não tem hábitos de higiene adequados e uma parte faz o uso de substâncias psicoativas, foi dada maior ênfase à necessidade do autocuidado. Aos pacientes que não aceitaram acolhimento no abrigo, a equipe do Consultório de Rua orientou que eles buscassem acolhida na casa de familiares”, explicou a assistente social do Consultória na Rua, Melissa Lima.

A estrutura montada pela Semcaspi no Estádio Lindolfo Monteiro conta com alojamentos, refeitório, estande para atendimento em saúde, banheiros e estande administrativo. Os alojamentos estão separados em alas feminino, masculino e para pessoas idosas. Ao todo, 70 vagas foram disponibilizadas no abrigo. A Prefeitura atende a população em situação de rua através de vários projetos da Assistência Social e Saúde, por meio do Albergue Casa do Caminho, Centro Pop e o Consultório na Rua, que percorre a cidade levando profissionais de saúde até eles. Com a disseminação da Covid-19, a intenção da Prefeitura é que essa população permaneça em um espaço amplo, com o distanciamento adequado, atendimento, estrutura e segurança para conviver de forma saudável.

Grupo de professores distribui almoço em abrigos e na rua

Ascom/Semec

Sensibilizados com as condições precárias de alimentação que a população mais carente enfrenta por causa da pandemia do coronavírus, professores da Escola Municipal Simões Filho resolveram ajudar preparando um almoço, distribuindo em abrigos e entre os moradores de rua.

O grupo doou alimentos e parte do salário para montar um almoço completo. O diretor da unidade de ensino cedeu a cozinha para o preparo, e juntos montaram centenas de marmitas. Os professores usaram  máscaras e foram entregar pessoalmente a comida em praças, sempre organizando para evitar aglomerações.

“Não resolve o problema, mas ajuda a minimizar o impacto para quem tem fome”, afirma o diretor Jerry Cesar. Recentemente, a escola distribuiu kits de alimentação escolar para as famílias dos alunos. Agora, por iniciativa própria, ampliou a rede de solidariedade que se forma em Teresina. “Quero parabenizar nossos professores heróis, é um gesto de humanidade e que merece reconhecimento”, elogia Jerry.

Covid-19: Abrigos fazem trabalho de conscientização com os Venezuelanos

Ascom\Semcaspi

Técnicos da Fundação Cajuína responsáveis pela manutenção dos abrigos do CSU do Buenos Aires e do Piratinga, que estão acolhendo os venezuelanos em Teresina, fizeram uma série de atividades para explicar sobre o trabalho de prevenção devido à pandemia da Covid-19.

Nos últimos dias, os profissionais estiveram nos espaços colocando cartazes com ilustrações na língua original da etnia “Warao” e ministraram palestras explicando sobre a pandemia e as medidas tomadas pelo município. As equipes contaram com o apoio da Antropóloga Lilia Gabriela Castelo Branco e do professor venezuelano, Yovini Eulálio, que é morador de um dos abrigos.

De acordo com Mayra Veloso, gerente de Proteção Social Básica (GPSB) da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (SEMCASPI), as atividades diárias que estão sendo desenvolvidas nos abrigos fazem parte das medidas de conscientização da doença que foram tomadas pelo poder público nos últimos dias na cidade de Teresina.

“Cada abrigo tem uma equipe específica que faz o monitoramento diário das atividades que necessitam ser desenvolvidas dentro dos espaços. Estamos fornecendo toda a estrutura necessária para que seja feita da melhor forma possível e consiga fazer esse trabalho de prevenção com os venezuelanos“, disse a gerente.

Os venezuelanos tiveram acesso às informações sobre a doença através de vídeos e métodos de prevenção por meio de aulas de higienização das mãos, explicações sobre o isolamento social e de atendimento médico aos que apresentarem algum sintoma da doença.

“Nós mostramos vídeos e eles também tiveram acesso a outras informações com os venezuelanos que estão sendo acolhidos em outros estados. Fizemos ainda as palestras no espanhol e o professor Yovini Eulálio fez a tradução para a língua original deles, para que todos compreendessem o que estava sendo ministrado e adotassem uma nova rotina de cuidado e prevenção”, disse Maria Gorete, coordenadora do abrigo Piratinga.

Além das palestras, vários materiais explicativos foram espalhados pelos abrigos para que haja uma interiorização maior das informações e as crianças receberam alguns brinquedos educativos para manter as atividades lúdicas dentro dos espaços.

“Explicamos a proibição na entrada de pessoas que não foram chamadas pela coordenação dos abrigos e de maneira bem interativa sobre como se deve manter as mãos higienizadas, porque alguns deles ainda saem para comprar algum produto nos estabelecimentos comerciais da região. A equipe também conversou com eles sobre a necessidade de uma ajuda médica emergencial, caso algum sintoma seja constatado dentro do abrigo. Apesar da resistência inicial, eles acolheram todas as informações, perceberam a gravidade da pandemia e demonstraram cooperação”, explicou Ana Luiza Martins, coordenadora do Abrigo do CSU no bairro Buenos Aires.

Os migrantes indígenas da etnia Warao chegaram a Teresina no dia 13 de maio de 2019 e estão refugiados devido à crise econômica e política na Venezuela. Atualmente, 193 venezuelanos estão sendo acolhidos nos dois abrigos.

Teresina terá 100 novos abrigos de passageiros para usuários do transporte coletivo

Ascom/Strans

Bairros de todas as zonas de Teresina e também o Centro serão atendidos com 100 novos abrigos para usuários dos ônibus. Na construção destes espaços, a Prefeitura de Teresina vai empregar recursos próprios da ordem de R$ 2,4 milhões. O processo está na fase de licitação e, quando concluído, será contratada empresa para que a construção aconteça nos próximos meses.

A estrutura dos abrigos é de aço galvanizado, que oferecem mais resistência às intempéries e tem espaço específico para cadeirantes, banco e estrutura coberta.

O superintendente da Strans, Weldon Bandeira, ressalta que é um investimento da política de desenvolvimento urbano de Teresina e que os abrigos estão conforme as necessidades da população. “São três modelos de abrigos diferentes em suas dimensões para melhor adequação a cada situação do espaço da área de calçadas e proporcionar mais conforto para os usuários. Irá beneficiar grande parte das avenidas e ruas de Teresina, declara.

O engenheiro José Lopes, da Gerência de Engenharia de Tráfego, informa que muitos locais onde serão instalados os novos abrigos são para atender as solicitações da comunidade. “Recebemos solicitações para instalações de abrigos, pois temos um clima muito quente e as paradas precisam oferecer o conforto de um espaço coberto e com adequação para atender também os deficientes físicos”, adianta.

Secretário discute situação dos venezuelanos em Teresina com representante do MPF

Ascom/Semcaspi

O secretário municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), Samuel Silveira, recebeu na tarde desta quinta-feira (23) a visita do antropólogo do Ministério Público Federal (MPF), Márcio Martins dos Santos. Junto com a gerente de Proteção Social Especial da Semcaspi, Mayra Sousa, eles trataram sobre a situação dos refugiados venezuelanos indígenas Warao, que estão residindo no abrigo do CSU do bairro Buenos Aires, que é coordenado pela Semcaspi, e no Piratinga, ambos na zona Norte de Teresina.

No encontro, o representante do MPF buscou informações sobre o acolhimento humanitário e assistência institucional aos migrantes por parte da Prefeitura de Teresina e a receptividade dos venezuelanos com os serviços no aspecto da atenção social, à saúde e à segurança alimentar que são ofertados pelo poder público.

“Nós estamos percorrendo todos os estados que estão abrigando os venezuelanos para a elaboração de um relatório antropológico sobre a situação dos refugiados, a acolhida nesses lugares e o acesso as políticas públicas”, disse Márcio Martins.

Samuel Silveira apresentou o planejamento para continuidade do acolhimento humanitário e as dificuldades de diálogo com os venezuelanos, já que alguns continuam praticando a mendicância e a infração das regras de convivência que foram definidas dentro do abrigo coordenado pela Semcaspi.

“Foi um encontro muito proveitoso, porque notamos que o trabalho executado na cidade de Teresina está inserido no contexto dos demais municípios brasileiros. Deixamos em aberto para que, caso haja sugestão de qualquer outro lugar que esteja com a mesma situação que a nossa, que a gente possa ajustar e prestar de maneira plena nosso dever humanitário e institucional”, disse o secretário da Semcaspi.

Entre as novidades apresentadas na reunião, o secretário anunciou que o recurso do governo federal foi repassado para o município e que uma empresa está sendo contratada para formação de equipes e acompanhamento dos venezuelanos.  “O recurso financeiro é de suma importância, porque vai garantir a estabilização e inserção destes refugiados, adultos e crianças, na comunidade através do mercado de trabalho e na escola”, finaliza o secretário Samuel Silveira.

Os venezuelanos chegaram a Teresina no dia 13 de maio de 2019 e estão refugiados devido à crise econômica e política na Venezuela. O número deles na capital está em 187 divididos entre os dois abrigos.

Reunião discute regras nos abrigos dos venezuelanos em Teresina

Ascom/Semcaspi

Representantes da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (SEMCASPI) estiveram reunidos na manhã desta terça-feira (09) com os coordenadores dos abrigos CSU do Buenos Aires e Piratinga para discutir a aplicação de algumas orientações solicitadas pelo Ministério da Cidadania do Governo Federal com os venezuelanos.

A chefe de Divisão de Média Complexidade da Semcaspi, Layla Paiva, informou que as regras serão estabelecidas e deverão ser cumpridas, mantendo um diálogo diário, mas respeitando a cultura dos migrantes.

“A coordenação do abrigo está construindo uma rotina para eles, onde diariamente terão momentos de conversas com explicação sobre as regras institucionais, reforçando, por exemplo, que não será permitida entrada de venezuelanos alcoolizados e nem a entrada de bebida alcoólica no abrigo e que não podem sair com as crianças” disse.

Para reforçar a necessidade de aplicação dessas regras, a gerente de Proteção Social Especial da Semcaspi, Daguimar Barbosa, esteve no abrigo para dialogar com os migrantes e repassar o posicionamento do município.

“Estivemos lá para informá-los que essas orientações serão repassadas diariamente para eles. Nossa intenção é manter as ações educativas dentro do abrigo e nas ruas, para que eles consigam se adaptar a essa nova realidade”, explicou a gerente.

Como parte da construção desse diálogo, enfermeiros da Fundação Municipal de Saúde estiveram no abrigo do CSU do Buenos Aires para quantificar o número de crianças que precisam de vacinação, avaliar o estado de saúde delas e levar algumas orientações para os adultos. Os abrigos possuem uma comissão formada por uma equipe multidisciplinar composta por assistentes sociais, agentes de proteção social, organizações não governamentais e representantes poder público.