Secretaria da Mulher abre inscrições para o Serviço Florescer

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas Para Mulheres (SMPM) abriu as inscrições para o Serviço de atendimento às mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade em todas as unidades florescer. Ao todo, são três unidades: Florescer Norte, Florescer Sudeste e Florescer Salobro, na Zona Rural de Teresina.

O serviço acolhe mulheres e crianças de um a dois anos e 11 meses, bem como, disponibiliza um total de 280 vagas para as crianças. Ao todo, são 100 vagas na unidade da zona Sudeste, 100 na zona rural e 80 vagas na zona Norte. As inscrições já iniciaram e seguem até o preenchimento das vagas. Com o enfoque no gênero feminino, o serviço não tem limite de vagas para mulheres e podem ser realizadas durante todo o ano.

A Secretária de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), Karla Berger, enfatizou que o serviço tem como objetivo no ano 2022 um maior número de atividades integrativas para mulheres. Um dos objetivos do serviço é a inserção no mercado de trabalho, empoderamento e autonomia financeira.

Foto: Divulgação (SMPM)

“Após a reformulação feita pela nova gestão, através do Dr. Pessoa, o serviço passou a ter como foco o gênero feminino e pretende atender o máximo de mulheres possível no ano de 2022.” pontua Karla. “Para o ano de 2022, estamos planejando muitas atividades para nossas mulheres, com cursos de qualificação profissional, grupos reflexivos e rodas de diálogo” , explica Karla.

Ainda no ano de 2022, a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para mulheres, juntamente com a prefeitura de Teresina, almeja ampliar o serviço na região Norte, ampliando o espaço para mulheres e crianças – tendo em vista que o local possui o maior público da capital. Além disso, até o final de janeiro deste ano, será inaugurado um novo Florescer, no bairro Promorar, zona Sul de Teresina.

“Esse novo espaço vai poder beneficiar as mulheres da zona sul e adjacências”, destaca a secretária Karla. “Com ele, poderemos alcançar mais mulheres que estão em situação de vulnerabilidade na nossa capital. Ao todo, já temos mais de 300 mulheres beneficiadas em toda a Teresina pelo Florescer”, finaliza.

Serviço Florescer é símbolo de acolhimento às mulheres e suas crianças em Teresina

Nativa do nordeste, o mandacaru é uma planta encontrada no semiárido nordestino. Sobrevivendo a longas temporadas de secas e repleta de espinhos, ela floresce. Com essa lição e símbolo, a Prefeitura de Teresina, através da Secretaria de Políticas Públicas Para Mulheres (SMPM), aperfeiçoou um dos programas da casa e renomeou como “Florescer”, onde acolhe e empodera mulheres e suas crianças em situação de vulnerabilidade em Teresina. Com três unidades, localizadas na zona Sudeste, Norte e zona Rural de Teresina, o serviço possui previsão de inauguração de mais uma unidade na região Sul, até o fim deste ano.

Fundado em 2015, o Florescer inicialmente foi pensado para mulheres e crianças de um a dois anos e onze meses, com 100 vagas em cada unidade. “Antigamente o serviço funcionava apenas para mães. No entanto, após uma série de estudos e pesquisas, percebemos a necessidade de fazer o serviço ser voltado para vez mais para mulher”, explica a secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Karla Berger. “Por conta disso, após a reformulação na atual gestão da Prefeitura de Teresina, através do Doutor Pessoa, o serviço funciona de portas abertas para toda e qualquer mulher de Teresina em situação de vulnerabilidade”, ressalta a secretária.

Ao completarem três anos, as crianças são encaminhadas para as CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil). Hoje, o Florescer funciona de portas abertas para todas as mulheres dos bairros que estão em situação de vulnerabilidade. “Foi um passo muito positivo no serviço, ele se tornou verdadeiramente mais acolhedor para a mulher teresinense que mora em comunidade, que vive vulnerabilidades econômicas, sociais, psicológicas e outras violências”, ressalta Nathalie Ciarlini, psicóloga da SMPM.

Nathalie ainda explica que o local não configura como creche. Enquanto a mãe está em atividades do serviço ou indo ao trabalho, a criança fica no local realizando atividades educativas e socioemocionais. Ainda assim, quando completa três anos, a criança possui uma vaga garantida em uma escola do município. “É outra vantagem do programa, uma vez que garante a inserção educacional das crianças”, pontua a psicóloga.

Um ponto de começo e recomeço

O trabalho desenvolvido no Florescer segue pilares de cidadania e dignidade à mulher de Teresina. Visando o empoderamento financeiro são ofertados cursos como manicure e pedicure, balconista de farmácias e atendimento. Todas as capacitações são realizadas em parceria com a Fundação Wall Ferraz, entre outros.

“São oportunidades que essas mulheres nunca tiveram para além do lar. Elas se empoderam, se enxergam como capazes. É o benefício da qualificação: atribuir poder para elas”, conta Maria Lourdes, a Malu, coordenadora do Florescer Sudeste.

Benildes Machado, uma das mulheres atendidas pelo serviço, reforça o que foi dito pela coordenadora. A dona de casa, que não tem emprego fixo e possui um filho atendido pelo Florescer, se formou como manicure profissional e pretende ter um empreendimento para sua liberdade financeira. “Abracei o curso como todas as amigas atendidas. Olha, é empoderador saber que podemos exercer um trabalho feito com as nossas mãos. Dignifica-me”, conta a mulher.

Outro ponto trabalhado dentro do projeto de aperfeiçoamento do Florescer é a introdução do atendimento psicológico nas unidades. Nas três unidades, as coordenadoras relataram que a terapia foi bem aceita entre as mulheres.

“Saúde mental é um tema de urgência. Na zona Rural, ainda há um estigma sobre apoio psicológico, por ser algo cultural e do machismo, claro. A mulher é construída para ser forte, um pilar da família, que não pode demonstrar ‘fraqueza’. Mas elas receberam muito bem, querem participar e estão assíduas nas sessões, o que mostra que o cuidado não é apenas com o corpo, mas com a mente”, contou a coordenadora do Florescer Salobro, Layse Oliveira Leal.

O Florescer é um ponto de começo. Dentro dos programas, as mulheres criam amizades e vínculos com as atendidas e funcionárias. Grupos de danças, como os realizados pelo Florescer Norte, foram iniciativas das próprias mulheres para estarem cada vez mais conectadas.

Em Teresina, serviço da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres desenvolve atividades para integrar mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade. Foto: Divulgação (SMPM)

Grupos de aplicativo WhatsApp, compostos por mulheres estão presentes em todos os núcleos, são uma forma de comunicação externa para compartilhar fotos dos momentos, prestar depoimentos e agradecimentos. As Sun Flowers, mulheres mães que construíram o grupo de dança do Florescer Norte, criaram o Instagram das atividades das dançarinas. Na biografia da rede social, se identificam como trabalhadoras, empoderadas e lindas.

“É um ponto de começo e recomeço para muitas delas. O serviço tem muitos dos símbolos que carrega, o mandacaru que floresce, apesar dos seus espinhos, são como essas mulheres, com dores, mas reconhecem sua beleza, sua força, seu poder feminino. As ações do serviço abrem essas oportunidades. Ela floresceu de verdade, tudo se conecta, funciona. Muda vidas de verdade e para melhor”, afirma Maria Lourdes, coordenadora do Florescer Sudeste.

Ainda por conta da comunicação, foi que Francilene Cavalcante, de 48 anos, conseguiu montar seu próprio negócio. A mulher, que era atendida pelo Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (Creg), outro serviço oferecido pela SMPM, passou a ser acompanhada pelo Florescer e realizou um curso de artesanato.

Ela começou a frequentar o serviço sem compromisso, através de amigas pelo WhasApp, mas desde que foi inserida, é uma das mulheres mais assíduas do Florescer. Através das amigas que conquistou no serviço, é motivada diariamente a fabricar seus produtos e vender para comunidade. “Aqui sinto vontade de viver”, conta emocionada. “Fiz amigas, faço acompanhamento psicológico e sou muito bem tratada. Sou uma nova mulher”, finaliza.

Foto: Divulgação (SMPM)

Aumenta atendimento de assistência social para população de rua

A Prefeitura Municipal de Teresina (PMT), por meio da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), promoveu um total 8.040 atendimentos de assistência social, de janeiro a agosto deste ano, segundo dados divulgados pela Gerência de Proteção Social Especial (GPSE). Os atendimentos ofertados são: do Centro Pop, Casa do Caminho, Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas) e o Restaurante Popular de Teresina.

O Centro de Valorização para População em Situação de Rua, que foi inaugurado em agosto deste ano, em apenas um mês de funcionamento, ampliou o atendimento, contabilizando um total de 1.327, sendo que em julho, foram 978 atendimentos.

De acordo com o secretário da Semcaspi, Allan Cavalcante, a proposta do Centro de Valorização para População de Rua é ampliar e melhorar os serviços ofertados a este público.

“Esta unidade é algo inovador no país. Teresina é a única capital que tem um Centro de Valorização para População de Rua. Reunimos nesta unidade serviços já existentes e melhoramos o atendimento, como o Centro Pop, a Casa do Caminho e o Serviço de Abordagem Social, para que possam prestar estes atendimentos de forma centralizada e em um espaço equipado e acessível a este público. Agora, eles têm um espaço para tomar banho, fazer uma refeição, a lavanderia e em breve vamos disponibilizar espaços para pós-alta médica”, explicou.

Allan Cavalcante ressalta que dentre as assistências sociais prestadas para a população em situação de rua é a refeição no Restaurante Popular de Teresina, de forma gratuita, para os encaminhados pelo Centro de Valorização.

“Mesmo com a pandemia da Covid-19, o Restaurante Popular de Teresina não desassistiu a população em situação de rua. Havia fechado para o público geral, no entanto, em agosto, reabrimos normalmente, com a refeição gratuita para a população em situação de rua e com um preço reduzido para o público em geral, de R$2,50 passou a ser R$2,00. Com um cardápio variado, balanceado e mais nutritiva”, pontuou.

Acompanhamento Integral

Edson Araújo, gerente da Casa do Caminho, explica que a Casa do Caminho é configurada, legalmente, como casa de passagem, no entanto, a união e inclusão de novos serviços em plena pandemia, a unidade de acolhimento passou a atender de forma mais próxima e integral a população em situação de rua.

“A Casa do Caminho é uma casa de passagem que funciona 24h. Dentro do espaço interno temos quartos com divisão por grupos, como: grupos com necessidade especial, como por exemplo, pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e idosos, que são acompanhados por cuidadores e enfermeiros; e os grupos com autonomia. Todos subdivididos em espaços masculinos e femininos. A novidade é o quarto social, destinado a população LGBTQIA+. Na Casa do Caminho ofertamos: cinco refeições diárias, banheiros e produtos para higienização pessoal, serviço de repouso, além de atividades socioeducativas, como cinemas, jogos recreativos, alfabetização, tudo para que possam enveredar no processo de saída das ruas”, esclareceu.

Acolhimento transforma vidas

Joelson Oliveira, 33 anos de idade, conta sobre a experiência de sair das ruas de Teresina e ser acolhido pelo Centro de Valorização para População em Situação de Rua, com a sua esposa, Luziana Conceição, que está gestante de oito meses.

“Eu estava na rua com minha esposa e não tenho condições para sair dela agora, por vários motivos. Estamos acolhidos no Centro de Valorização. Aqui, tenho sido bem acolhido, não é apenas um local para dormir e comer, tem um objetivo principal, que é transformar vidas. O acolhimento é importante até a pessoa se preparar para estar de volta a sociedade e ter um emprego”, relatou, que já está há quatro dias acolhido pelo Centro de Valorização.

Segundo Jéssica Nayara, 30 anos de idades, há dois anos reside na Casa do Caminho e se sente acolhida na unidade. “A Casa do Caminho representa tudo para mim. É paz, alegria, amor e harmonia. Gosto muito daqui. Sinto-me muito acolhida”, conta.

Abordagem social não é compulsória

A gerente do Centro Pop, Lidiane Oliveira, reforça que o Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS) atua por meio do mapeamento nos territórios pelos Agentes de Proteção Social (APS) e também a partir de denúncias recebidas no Centro de Valorização e unidades e nos Creas, para que sejam feitas as abordagens e os devidos encaminhamentos.

“É importante destacar que o espaço da rua é público, onde as pessoas têm o direito de ficar. Nós, enquanto poder público, ofertamos os serviços para os usuários, e acima de tudo, devemos respeitar a autonomia dos usuários, se eles não desejar sair da rua, nós não podemos forçar. A Política Pública não tem o papel de polícia e nós temos que desconstruir essa lógica de sanitarização das ruas, é uma coisa que já aconteceu e que não pode acontecer. O que temos que garantir a eles é o direito e uma qualidade de vida melhor, mesmo estando na rua”, pontuou.

Foto: Divulgação (Semcaspi)

Semcaspi comemora 12 anos de fundação da Casa do Caminho

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), por meio do Centro de Valorização para População em Situação de Rua (CVPSR), comemorou nesta sexta-feira, (27), o aniversário de fundação da Casa do Caminho, que abriga a população de rua em Teresina. A Casa do Caminho comemora 12 anos de fundação, com nova estrutura e aumento no número de acolhimentos.

A Casa do Caminho já realizou, de janeiro até julho de 2021, um total de 279 acolhimentos, sendo 49 apenas no mês de julho, até então, o maior número de atendimentos realizados neste ano.

De acordo com o secretário da Semcaspi, Allan Cavalcante, neste oito meses de gestão houve um avanço muito grande com a instalação da Casa do Caminho no prédio do Centro de Valorização para População em Situação de Rua, inaugurada no dia 16 de agosto, no dia do aniversário de Teresina.

“Eu fiquei muito impressionado com a idade da Casa do Caminho. Achei que fosse bem menos tempo. Porque a estrutura que eles tinham, antes, era bem precária, bem defasada. Então, 12 anos, penso eu, de muito sofrimento. E agora, nesta gestão, graças a Deus e a sensibilidade do Prefeito Doutor Pessoa, a gente consegue ver o avanço que teve a Casa do Caminho, já a partir desta gestão. Acredito que sejam novos tempos, novo momento, nestes anos de vida, que virão aí para a Casa do Caminho”, pontuou.

Para o gerente da Casa do Caminho, Edson Araújo, os 12 anos da Casa do Caminho foram alcançados com muita dificuldade, mas também com muitas melhorias.

“São 12 anos de história e, particularmente, me sinto muito feliz, hoje, porque quando a gente, de certa forma, esta a frente de um trabalho, a gente planeja com eles, as expectativas, os sonhos das pessoas em situação de rua e a gente vê este sonho se concretizando agora, depois de 12 anos. Com uma nova casa, com uma nova estrutura, com novas expectativas, novas possibilidades. Nos deixa imensamente feliz”, comenta, Edson Araújo, que já chegou a atuar como educador social, durante 10 anos, com crianças e adolescentes.

ACOLHIMENTO

Jéssica Nayara, 30 anos de idades, relata que está há dois anos na Casa do Caminho e se sente acolhida na unidade. “A Casa do Caminho representa tudo para mim. É paz, alegria, amor e harmonia. Gosto muito daqui. Sinto-me muito acolhida”, conta ela, convidada a fazer o corte do bolo e dedicou o primeiro pedaço ao Edson Araújo, o gerente da unidade.

Foto: Divulgação (Semcaspi)

SMPM realiza encontro para debater violência contra a mulher na Prefeitura de Teresina

A Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres realizou nesta quarta-feira (19) a quinta edição do Colóquio Vozes. Durante o momento, mulheres relatam sobre sua passagem na rede de enfrentamento e assistência à mulher vítima de violência de gênero para compor uma melhoria na articulação do Centro de Referência Esperança Garcia (Creg), que contou a presença do prefeito de Teresina Dr. Pessoa.

Na ocasião, o chefe do executivo municipal ressaltou a importância do encontro para ouvir a demanda das mulheres teresinenses a respeito da segurança pública. “Esse momento é fundamental, pois precisamos ouvir essas mulheres, entender as violências que sofreram, para trabalhar com todos juntos, jurídico, social e estado”.

A Secretária da SMPM, Karla Berger, pontuou que o órgão é ciente da importância de aperfeiçoar os serviços no que diz respeito à violência, uma vez que acontece dentro dos espaços públicos e privados. Ela frisa que um dos objetivos do Creg é firmar cada vez mais parcerias na rede de enfrentamento de forma integrada.

“É um momento de bastante escuta e retorno do que nosso serviço é capaz de oferecer. Hoje, o Creg através da SMPM fazem um trabalho bastante profundo no retorno da dignidade da vida dessas mulheres”, destaca.

A coordenadora do Creg também destacou a importância do serviço estar cada vez mais atento ao que a mulher atendida precisa receber. Ela explica que o Colóquio é uma das atividades mais importantes do serviço pelo seu potencial de entender o impacto da rede de enfrentamento na vida de cada atendida. “Cada ano tem sido um desafio, mas nosso trabalho é integrado e conseguimos atingir cada vez mais mulheres”

Na ocasião foram ouvidos depoimentos reais, que fazem a sociedade repensar, especialmente a rede de enfrentamento à violência contra mulher. Thais Xavier, uma das mulheres que compartilhou seu relato, declara que o atendimento especializado dentro do Creg foi crucial para superar as marcas psicológicas causadas pela violência cometida pelo agressor. “Não posso me culpar pelo o que aconteceu. Hoje me sinto forte e tenho voz para dizer isso”

Ao final do evento, foi assinado por toda a rede um termo de compromisso reforçando a responsabilidade com os serviços oferecidos às mulheres teresinenses para o percurso de seus processos de ruptura com a violência doméstica e familiar e outras de gênero, bem como se compromissaram frente às narrativas de dificuldades enfrentadas nesses atendimentos, representadas nas falas das mulheres ali presentes.

Demais representantes da Rede de Enfrentamento à Violência contra mulher presentes no evento

– Núcleo das Promotorias de Justiça de Defesa da Mulher Vítima de Violência  Doméstica e Familiar (NUPEVID) do Ministério Público;
– Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça;
– Patrulha Maria da Penha;
– Guarda Maria da Penha da GCM;
– Casa Abrigo “Mulher Viva”

Foto: Divulgação (SMPM)

FMS realiza hoje (16) Projeto Teresina acolhe, Teresina cuida

A Fundação Municipal de Saúde (FMS), por meio da Coordenadoria Regional Norte, realiza hoje (16) o projeto “Teresina acolhe, Teresina cuida”, com ações de acolhimento, serviços de cuidados com a saúde e prevenção de doenças para os teresinenses nessa data em que a cidade comemora 169 anos.

Esses atendimentos estão sendo realizados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) localizadas na zona norte da cidade. A coordenadora da Regional Norte da FMS, Gardene Lacerda, cita que é uma forma de presentear os teresinenses. “Estamos durante todo o dia de hoje com essa ação que pensamos como um presente para os teresinenses nesta data do aniversário de 169 anos de Teresina. As pessoas que estão nas UBS da regional norte podem ter atendimento de forma espontânea com terapias integrativas com o uso de ventosas para reduzir quadros de dor, aferição de pressão arterial e glicemia, yoga dançante, testes rápidos de várias doenças, entre outros atendimentos de saúde”, diz.

O projeto realizado hoje (16) na zona Norte é como um presente para os moradores da região onde a cidade de Teresina teve suas raízes ligadas ao Rio Poti.

O objetivo é promover uma gestão compartilhada entre a Coordenadoria Regional de Saúde Centro Norte, coordenadores, Estratégia Saúde da Família (ESF) e usuários para garantir a melhoria da qualidade de vida da população.

Programação das ações nas UBS da Região Norte.

Foto: Divulgação (FMS)

UBS Mafrense: distribuição de mudas

UBS Poty Velho: aromaterapia, acupuntura

UBS Memorare: ventosa e aurícula

UBS Bela Vista: aferição de PA e outros

UBS Cecy Fortes: Yoga

UBS Buenos Aires: aferição de PA, teste rápido HIV, sífilis e hepatite e glicemia

UBS Água Mineral: Aferição de PA e Teste rápido de sífilis e hepatite

UBS Nova Teresina: Glicemia capilar,Aferição de PA, Educação em Saúde em sala de espera, café da manhã (sorteio de brinde aos pais)

UBS Jacinta II: teste rápidos HIV 1 e 2, hepatite, HBsAg (exame de sangue para identificar o vírus da hepatite B que pode ser detectada em exame de sangue de pessoa infectada),sífilis e de gravidez e

aferição de PA, glicemia.

UBS Boa Hora: Aferição de PA glicemia e teste rápido.

UBS Karla Ivana: aferição de PA, teste de sífilis e glicemia capilar.

UBS Cidade Verde: aferição de PA, testes rápidos de HIV e sífilis, coffee break.

UBS Adelino Matos: prevenção bucal e técnicas de relaxamento.

UBS Mocambinho: aferição de PA, testes rápidos de HIV/sífilis e glicemia.

UBS Nova Brasília: aferição de PA, testes rápidos de HIV/sífilis e glicemia.

UBS Parque Brasil: aferição de PA, testes rápidos de HIV/sífilis e glicemia; distribuição de mudas.

UBS Parque Wall Ferraz: aferição de PA, testes rápidos de HIV/sífilis e glicemia.

UBS Monte Verde: Atividade laboral com os servidores da UBS e alongamento com os usuários  na sala de espera e  entrega de escovas.

UBS Jacinta I: aferição de PA, testes rápidos de HIV /sífilis e glicemia.

Semcaspi inaugura Centro para População em Situação de Rua na próxima segunda (16)

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), vai inaugurar na próxima segunda-feira, (16/08), o Centro de Valorização para População em Situação de Rua, em alusão ao aniversário de Teresina.

O Centro de Valorização para População em Situação de Rua é um espaço em que uniu os serviços já ofertados pelo Centro Pop e pela Casa do Caminho. Na nova unidade, serão oferecidos de acolhimento, atendimentos de assistentes sociais, psicólogos e educadores sociais.

Segundo o secretário da Semcaspi, Allan Cavalcante, o Centro foi planejado e preparado para atender as pessoas que estão em situação de rua em Teresina e contará com serviços em parcerias com outros órgãos e instituições.

“A nova unidade conta com um espaço adequado, com camas novas, colchões novos, ar-condicionado, estrutura nova e até refeitório. É um ambiente nunca antes visto nesta cidade. Já estamos com parcerias com a Fundação Monsenhor Chaves, Fundação Wall, FMS e outras. A gestão do Doutor Pessoa é pensada no povo, especialmente, aqueles que estão em situação de vulnerabilidade social e este Centro de Valorização tem esta proposta”, ressalta.

De acordo com Edson Araújo, gerente executivo da Casa do Caminho, o acolhimento na nova unidade será duplicado, de 50 para 100 vagas, com amplos serviços

“Até então, fazíamos o atendimento de acolhimento, higienização e refeições. Com o Centro de Valorização, o trabalho passa à ser ressignificado. Porque vamos funcionar lado a lado do Centro Pop e do Seas. Teremos um espaço mais amplo de refeitório, vários banheiros, lavanderias, alas especiais para repouso, capacitação e outros”, esclareceu.

O Centro De Valorização Da Pessoa De Rua fica localizado na Rua Clodoaldo Freitas, nº 1011, Centro/Norte, próximo ao Ginásio Dirceu Arcoverde, conhecido como Verdão.

Foto: Divulgação (Semcaspi)

Saúde, bem estar e empoderamento: atividades de estética e testes rápidos são realizados durante atividades do Ônibus Rurais

Com o objetivo de fortalecer o Pacto Nacional de Enfrentamento À Violência contra as mulheres, do Governo Federal, as atividades do “Ônibus Lilás” na Zona Rural de Teresina aderiram novos objetivos para fortalecer o empoderamento da mulher. Durante a edição de 2021, serviços de beleza e testes rápidos de doenças sexualmente transmissíveis foram disponibilizados para as mulheres.

Na capital o projeto é realizado através da parceria com a Coordenadoria Estadual de Políticas para as Mulheres (CEMP-PI) e a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM), no qual o município fica responsável pela programação e execução das atividades. As atividades do “Ônibus Lilás” seguem até sexta-feira (6), onde finalizará seus serviços no povoado Cerâmica Cil, na escola Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, zona Sudeste de Teresina.

“Empoderar uma mulher vítima de situação de violência doméstica atravessa vários eixos, desde a saúde pública, assistência psicológica e social. Neste ano, não apenas o diálogo e o atendimento jurídico, mas trouxemos uma forma de dar atendimento de beleza e testes rápidos de saúde, como uma forma de acolhimento e acessibilidade dos serviços que são prestados na zona urbana”, explica Karla Berger, secretária da SMPM.

Durante os quatro dias de evento, algumas salas são destinadas a oferecer cortes de cabelo, designer de sobrancelhas e depilação à cera para as mulheres e suas crianças que visitam os serviços. É o caso de Maria Lourdes, moradora do povoado Taboca do Pau Ferraz, que acessou os serviços de justiça e foi atendida por equipes da Fundação Wall Ferraz.

Cozinheira de um restaurante na comunidade e mãe de dois meninos, relata nem sempre ter tempo para procedimentos estéticos. “O evento está muito bonito, cheio de informações importantes e que vão ajudar minha atual situação. Aproveitei e trouxe meus filhos para cortarem o cabelo e também vou fazer designs nas sobrancelhas”, relata.

Ainda nas salas, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesapi) estava disponibilizando testes rápidos de covid-19 pelo turno da manhã. Durante a programação da tarde, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) realizou rodas de conversa sobre prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (Ists) e disponibilizou preservativos às mulheres da região.

“Temos um stand de prevenção na programação do Ônibus Lilás. Tiramos dúvidas de doenças transmissíveis pelo sexo, orientamos como fazer uso e principalmente, fazemos a distribuição dos preservativos. Os direitos sexuais da mulher fazem parte de um assunto de saúde pública e essa autonomia faz parte do seu empoderamento”, explica a enfermeira da FMS.

Foto: Divulgação (SMPM)

CREG realiza mais de 1000 atendimentos a mulheres em situação de violência doméstica no último semestre em Teresina

Nos últimos seis meses, foram realizados mais de 1000 atendimentos às mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero em Teresina. Os dados foram contabilizados pelo Centro de Referência Esperança Garcia (Creg), um serviço vinculado à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (Smpm). O local realiza atendimento a mulheres que vivem em situação de violência na capital.

“O CREG é o local de apoio a mulher, lá ela pode encontrar atendimento jurídico, psicológico e social, para que ela consiga sair da situação de violência em que vive, é importante ressaltar que o centro, não é um local de denúncia, mas sim de atendimento a esta mulher”, afirmou a secretária da SMPM, Karla Berger.

De acordo com a coordenadora do centro de referência, Roberta Mara, entre abril e junho, houve um aumento na procura pelo serviço. Ao todo, 86 mulheres procuraram a unidade pela primeira vez para romper o ciclo de violência.

“A violência mais identificada pelas mulheres, foi a violência psicológica e sexual. Os serviços mais solicitados durante esse período foram os referentes à área jurídica, com denúncias e pedidos de medidas protetivas. No entanto, há uma demanda para o suporte psicológico e social, uma vez que essa vítima está fragilizada emocionalmente e pela busca do seu empoderamento”, explicou Roberta.

Além disso, a pandemia evidenciou um aumento da violência dentro dos lares. Segundo o Anuário da Segurança Pública do Piauí, houve um aumento de 50% de feminicídio em Teresina, no ano de 2020. Mesmo com a queda no registro de boletins de ocorrência nos canais formais de denúncia, o CREG apontou aumento durante a procura dos serviços.

“Constatamos um aumento considerável na procura do atendimento, pois as mulheres em situação de violência, se permitiram buscar ajuda, uma orientação, uma indicação, um atendimento profissional, muito antes de fazerem a denúncia, e o CREG faz parte da rede de atendimento, e por isso acreditamos que por isso as mulheres teresinenses sintam-se mais a vontade de nos procurarem, do que a uma delegacia”, reforçou a coordenadora do CREG.

Foto: Divulgação (SMPM)Sobre o CREG

O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O espaço oferece assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitação profissional.

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço. Além disso, as mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem Medida Protetiva são monitoradas pela Guarda Maria da Penha, visando a sua proteção e contribui para o empoderamento da mesma

Onde encontrar o Creg?

Rua Benjamin Constant, 2170 , Centro Norte. Segunda a sexta, das 08h00 às 17h00.

(86) 3233-3798/99416-9451

Onde denunciar?

Na capital, as mulheres também podem procurar as Delegacias da Mulher, localizadas nas regiões Centro Sul, Sudeste e Norte, pelos respectivos telefones: (86) 3233-2323 / (86) 3220-3858 / (86) 3216-1572 / (86) 99454-3940.

Boletim eletrônico: http://dv.pc.pi.gov.br/index.php

Semcaspi promove assembleias com indígenas venezuelanos para debater itens das cestas básicas

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), promoveu assembleias nos abrigos de indígenas venezuelanos para debater sobre itens que compõem as cestas básicas deste público. As cestas básicas são distribuídas uma vez por semana as famílias dos abrigos da capital.

As assembleias aconteceram nos três abrigos de indígenas venezuelanos, na semana passada, e contaram com a presença das gerências de Proteção Social Especial e Segurança Alimentar Nutricional.

Segundo Aline Teixeira, secretária executiva do SUAS/Semcaspi, as assembleias tiveram como objetivo discutir com os indígenas venezuelanos, de forma dinâmica e pedagógica, sobre os itens que constam, atualmente, nas cestas básicas.

“Os acolhidos votaram item por item e explicaram como se alimentam nas três principais refeições do dia. Dentre as solicitações, foi proposto a alternância, semanal de produtos. Por exemplo, de biscoitos doces e salgados, de macarrão parafuso e espaguete. Além do retorno do café, item que eles já tinham pedido a suspensão num momento anterior. A nossa preocupação é manter os produtos que, realmente, estão sendo consumidos, para evitar desperdícios”, esclareceu.

Aline Teixeira destacou ainda que haverá alteração no tamanho das cestas básicas a partir do mês de agosto.

“Dentre as pautas que debatemos nas assembleias, foi o tamanho das cestas. As cestas são padrão para as famílias, independente do número de componentes. A Semcaspi está avaliando, juntamente, com as equipes técnicas dos abrigos e com as próprias comissões dos abrigos sobre a quantidade de pessoas por família. A ideia é fazer com que eles recebam cestas básicas proporcionais à quantidade de componentes em cada família assistida”, pontuou.

Foto: Divulgação (Semcaspi)