Amor de Tia Norte e Sudeste realizam atendimento remoto com mães e crianças durante a pandemia

Foto: Ascom SMPM

Desde a determinação de isolamento social, medida adotada para conter o avanço do novo coronavírus, o Serviços de Atendimento às Mulheres e suas Crianças – Amor de Tia, unidades Norte e Sudeste, têm recorrido às atividades remotas por meio de oficinas criativas, que são enviadas no intervalo de 15 dias e realizadas em casa, com as mães e crianças acompanhadas.

A Secretaria Municipal de Educação (SEMEC) forneceu kits de material pedagógico compostos por: cartolinas, giz de cera, lápis de cor, tinta guache, entre outros produtos. A intenção é estimular o desenvolvimento cognitivo das crianças e sua coordenação motora.

Segundo a Coordenadora do Amor de Tia Norte, Aline Heira, a grande preocupação da equipe era a adaptação do serviço de maneira remota, para isso, foram desenvolvidas atividades integrativas com as mães e as crianças como oficinas, pinturas, contação de histórias, oficinas de beleza e economia doméstica.

“A nossa satisfação quanto às atividades que são desenvolvidas é a participação das mães, elas gostam de estar com os filhos, gostam de fazer parte de todo o processo de criação. Elas sempre dão retorno do que acharam e sempre é positivo, o que é mais gratificante”, afirma Aline.

Já a coordenadora do Amor de Tia Sudeste, Maria de Lourdes Mendes, relata que mesmo durante esses meses de serviço não presencial, toda equipe está sempre em contato com as mães dando todo o suporte necessário. “Elas têm consciência que podem contar com a gente. Estamos sempre à disposição”, relata Maria de Lourdes.

Ana Paula de Sousa, mãe do aluno João Miguel, que frequenta a unidade da região Sudeste há dois anos, conta que o acompanhamento ajudou bastante no desenvolvimento do filho. “As atividades são sempre bem estimulantes. Nesse período em que eles estão em casa e ficam muito ansiosos, as atividades ajudam bastante. E a equipe do Amor de Tias sempre procuram saber como estamos, se estamos precisando de algo.  Me sinto bastante acolhida”, declara.

Outra mãe satisfeita é a Paula Daniele, do Amor de Tia Norte. “O serviço me ajudou muito no lado profissional, aprendi muitas coisas durante todo esse tempo. Infelizmente agora, por conta dessa pandemia, não podemos estar por lá todos os dias, mas as crianças fazem as atividades em casa, e continuam sendo orientadas. Tudo tem sido muito produtivo”, acrescentou.

Para esse período de isolamento, também foram produzidos vídeos informativos e reflexivos para o enfrentamento à violência contra as mulheres, que foram divulgados nas redes sociais e em grupos de Whatsapp para as mães atendidas pelo serviço. O objetivo é promover uma reflexão nas mulheres atendidas, estimulando aquelas que poderiam estar em situação de violência a procurarem o Centro de Referência Esperança Garcia.

Para este mês de julho, o Amor de Tia Norte contará com o projeto “Brincando em casa eu me divirto”, onde a equipe estão sendo preparados circuitos virtuais, com materiais de fácil acesso para serem desenvolvidos com as crianças. Para as mães, o serviço planeja organizar oficinas criativas com tutoriais para confecções de objetos utilizando garrafas pet.

Na unidade do Amor de Tia Sudeste, serão realizadas as Colônias Integrativas, que anteriormente aconteciam presencialmente, mas serão adaptadas para a forma virtual. As atividades de julho contarão com oficinas criativas, contação de histórias, atividades lúdicas, com as crianças e as mães acompanhadas.

O Serviço de Atendimento Integral às Mulheres e suas crianças: Amor de Tia (Norte e Sudeste), são unidades que ofertam auxílio às mulheres em situação de vulnerabilidade e violência, e suas crianças. Atualmente a unidade da zona Norte atende 78 mulheres e 70 crianças. Já o Amor de Tia Sudeste, concentra 65 mulheres atendidas e 65 crianças.

Tecnologia é aliada no atendimento às crianças com deficiência durante pandemia

Ascom/Semcaspi

A rede socioassistencial de Teresina reformulou os atendimentos, que têm utilizado a tecnologia como aliada nas ativdades. É por meio do telefone celular que os profissionais das unidades de Centro-Dia de Referência para pessoas com deficiência têm dado continuidade aos seus trabalhos e sendo suporte às famílias durante a crise.

Tâmara Narrara, coordenadora da unidade “Saber Cuidar”, explicou que os atendimentos sofreram modificações ainda no início da pandemia. Segundo ela, a equipe técnica fez visitas domiciliares para conhecer a realidade de cada família e distribuiu cestas básicas. A coordenadora afirma que o acompanhamento às crianças e famílias é essencial e, por isso, o corpo multiprofissional tem dado toda assistência às famílias de forma remota.

“A gente tem mantido os atendimentos, reforçando a importância do cuidado devido às crianças serem do grupo de risco, por terem baixa imunidade. Acompanhamos as mães por telefone e, através de um grupo no WhatsApp, damos orientações para o dia a dia delas com as crianças. Nós também trabalhamos articulados com outras instituições da rede para auxiliar essas famílias nas mais diversas demandas, seja de medicamentos ou auxílios”, disse.

Elda Lira é mãe do Bernardo de 3 anos. Ele possui Síndrome de Charge e é acompanhado pelo Centro Dia, a mãe diz que a instituição tem sido um importante apoio a ela nesses dias. “É uma instituição que é voltada para o bem-estar dos nossos filhos, mas também para nós, mães, a gente precisa desse apoio. Nesses dias difíceis de isolamento social, o Centro Dia de Microcefalia tem sido um suporte para mim. Nesse grupo do WhatsApp a gente recebe dicas de terapia, de como cuidar de nossos filhos e de como manter distante esse vírus. Nele também recebo mensagens de ânimo, nós que temos filhos especiais também precisamos muito de um apoio psicológico e no Centro-Dia eu encontro isso”, declara a mãe.

Na instituição especializada para o atendimento infantil são acompanhadas 70 crianças de zero a 12 anos, acometidas por diversas síndromes como Microcefalia, Hidrocefalia, Paralisia Cerebral, Síndrome de West, Edward e Autismo. A Terapeuta Ocupacional, Clarissa Ellen Oliveira, explica como tem sido feito o trabalho de acompanhamento na prática.

“Temos trabalhado com vídeos produzidos por nós e outros baixados da internet que explicam e orientam como as mães podem estar estimulando as crianças em casa. Damos sugestões de atividades e reforçamos os objetivos terapêuticos. Esse acompanhamento tem sido feito tanto no grupo das mães como individualmente, enfatizando que as crianças precisam ser estimuladas continuamente e que, em meio a pandemia, elas podem estar desenvolvendo esse papel de estimuladoras”, disse.

A terapeuta sublinha a necessidade de continuidade das terapias em casa e lembra que esse momento também pode ser aproveitado para reforçar ainda mais os laços afetivos entre as mães e seus filhos. “O nosso público são crianças com atraso em seu desenvolvimento global e as terapias têm como objetivo, não somente a melhora, mas fazer com que elas não regridam tanto em seus quadros; é proporcionar qualidade de vidas a essas crianças” finaliza Clarissa.

O Centro-Dia é um serviço socioassistencial voltado para pessoas com deficiência (crianças, jovens e adultos) e suas famílias. Ao todo, cerca de 140 são assistidas em duas unidades. O serviço tem como objetivo proporcionar o fortalecimento dos vínculos familiares e a convivência comunitária. A instituição é vinculada ao Centro de Referência Especial em Assistência Social (CREAS), administrada pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), em parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE).

Defesa Civil faz atendimentos à população após forte chuva

Com a forte chuva caída em Teresina nesta terça-feira (21), a Defesa Civil vem fazendo o atendimento a diversas ocorrências desde então. A equipe esteve em campo no momento da chuva, atendendo a população da zona leste e de parte da zona sudeste da cidade, regiões intensamente atingidas.

“Tivemos várias casas alagadas por ocasião da chuva, perda de veículos, de imóveis, além de dano estrutural”, relatou o tenente Antônio Linhares, da Defesa Civil Municipal.

Na manhã desta quarta-feira (22), o trabalho foi retomado. Segundo Linhares, a Defesa segue em campo realizando a  identificação desses danos e perdas para que a devida assistência possa ser dada à população.

“A zona leste foi a mais atingida de todas. Tivemos danos no São Cristóvão, Satélite, Ininga. Hoje estamos fazendo levantamentos de novos dados”, explica o tenente.

A Defesa Civil Municipal continua atuante em regime de plantão, durante a quarentena, e pode ser solicitada através de ligação gratuita para o número 153. Mais informações sobre as ações da instituição podem ser conferidas no site e nas redes sociais da Secretaria Municipal de Cidadania Assistência Social e Políticas Integradas.

Prefeitura monta serviço para monitoramento por telefone de casos de síndromes gripais

Pacientes com confirmação ou suspeita da COVID-19, que estão em tratamento domiciliar, agora contam com serviço para monitoramento do seu estado de saúde por telefone. O projeto Teleconsulta de Enfermagem, iniciativa da Prefeitura de Teresina, vai funcionar a partir desta quarta-feira (22).

O atendimento será feito por equipe de enfermeiros, que ligará para os pacientes com frequência, acompanhando os sintomas e dando orientações de cuidados.

O serviço funcionará de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, para acompanhar pacientes com síndrome gripal atendidos ambulatorialmente e casos suspeitos e confirmados de COVID-19, que estejam realizando tratamento em casa, além de seus contatos domiciliares.

“A partir de contato telefônico, os enfermeiros estarão acompanhando estes pacientes a cada 24 ou 48 horas, avaliando a evolução ou a recessão dos sintomas”, explica Karoline Alencar, gerente de Informações em Saúde da Atenção Básica da Fundação Municipal de Saúde (FMS).

Por meio da conversa e avaliação dos casos, o enfermeiro identificará a gravidade do caso e dará orientações de acordo com os protocolos do Ministério da Saúde para tratamento da doença. Em caso de sintomas leves, o paciente poderá tirar dúvidas sobre a manutenção do isolamento domiciliar e os cuidados domésticos. Em casos mais graves, ele receberá orientações sobre medidas de precaução ou necessidade de atendimento presencial nos hospitais ou nas 20 UBSs designadas para atendimento específico de síndromes gripais.

O objetivo do Teleconsulta em Enfermagem é prestar um serviço mais ágil e aumentar a proximidade entre a equipe de saúde e a população neste momento de pandemia. “Assim, eles poderão acompanhar mais de perto os resultados e identificar de forma mais célere os casos que podem haver complicações, prestando assim um melhor serviço”, ressalta Karoline Alencar.

SDU Centro Norte presta assistência às famílias nas áreas ribeirinhas

Ascom/SDU Centro Norte

Famílias que residem em áreas ribeirinhas e consideradas de risco receberam na manhã de hoje (17) a visita de técnicos da Gerência de Habitação (GHAB) da Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU) Centro Norte. Por questão de segurança, algumas famílias estão sendo transferidas para o Programa Família Solidária.

O superintendente executivo da SDU Centro Norte, Márcio Sampaio,  informou que o caminhão baú da Prefeitura está na Rua Cedro, no bairro Poti Velho, para prestar toda assistência e fazer a transferência dos moradores. “Estivemos visitando as famílias, que estão nas áreas ribeirinhas, conversamos com os moradores e nos colocamos à disposição para que essas famílias sejam transferidas para locais seguros”, disse.

Sampaio reforça que o monitoramento do nível dos rios está sendo feito diariamente e a expectativa com as chuvas que têm caído na cidade é que o nível suba ainda mais.  “Nossas equipes estão todos os dias em campo, fazendo vistorias e ajudando, da melhor forma possível, as famílias que estão em pontos de atenção”, informou.

A assistente social Adriana Arruda, que trabalha há mais de dez anos acompanhando as famílias que vivem em área ribeirinha, enfatiza que esse trabalho de acompanhamento é realizado durante todo o ano. “Fazemos um trabalho de conscientização para que essas famílias  entendam a necessidade de mudança para áreas mais seguras, mas ainda encontramos muita resistência por parte de algumas famílias”, explicou.

Adriana relembra que com a implantação do Programa Lagoas do Norte, o problema de algumas áreas de risco foi resolvido. “Reduzimos muitos problemas com as famílias, mas ainda temos algumas que não aceitam as mudanças e que por isso todos os anos precisamos fazer esse trabalho de monitoramento e assistência”, acrescentou.

Estão sendo monitorados os seguintes bairros: Poti Velho, Água Mineral, Leonel Brizola, Dilma Rousseff, Parque Alvorada, São Joaquim, Vila Apolônia, Mafrense, Nova Brasília e Vila Ferroviária.

Prefeitura presta assistência à famílias alagadas do Residencial Terra Prometida

Ascom/Sdu Sul

Uma equipe da Superintendência de Desenvolvimento Urbano Sul – SDU Sul está acompanhando desde a tarde de ontem (16) a situação das famílias do Residencial Terra Prometida, região do bairro Cristo Rei, zona Sul da cidade, que tiveram suas casas invadidas pelas águas.

A SDU Sul tem prestado toda a assistência necessária às famílias. “Assim que recebemos as primeiras informações de residências invadidas pelas águas mandamos uma equipe até o local”, disse Paulo Lopes, superintendente da SDU Sul.

De acordo com a assistente social da Superintendência, Claydivane Menezes, foram disponibilizados caminhões e funcionários para ajudarem na mudança das famílias. “Algumas pessoas já se anteciparam e deixaram suas casas, mas quem precisou de ajuda nós prestamos a assistência durante toda a tarde e boa parte da noite de ontem”, disse. Na segunda, 17 famílias deixaram o residencial.

Logo nas primeiras horas da manhã desta terça-feira a mesma equipe da SDU Sul foi para o local e contou com o auxílio de quatro caminhões para fazer a mudança de mais famílias atingidas. “A orientação inicial é que quem tiver alguma casa de parente que possa ficar, que se mude para esses locais. Os demais casos nós estamos fazendo os cadastros para encaminhar para o programa Família Solidária ou avaliar outras alternativas. O mais importante agora é garantir a segurança de todos”, lembrou.

A moradora Maria Benta, uma das lideranças da região, estava auxiliando esse trabalhando, principalmente com informações sobre as famílias.  O superintendente Paulo Lopes destacou ainda que a Prefeitura vai continuar auxiliando essas famílias e monitorando toda a situação.  Em situações de emergências, a população deve acionar inicialmente a Defesa Civil através do número 153.

Parque Rodoviário: famílias participam de grupos de acompanhamento e recebem cestas básicas

As famílias vitimadas pela tragédia que atingiu a região do Parque Rodoviário, em abril deste ano, vêm participando de grupos de acompanhamento. As ações acontecem mensalmente e, além da distribuição de cestas básicas, buscam oferecer orientações sobre os serviços ofertados pelos Centro de Referência em Assistência Social (CRAS).

A gerente de Proteção Social Básica (GPSB) da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), Kânia Britto, falou sobre as informações dadas à população nesses encontros.

“As cestas continuam sendo entregues, conforme a demanda inicial. Além disso, todas as famílias são acompanhadas individualmente e em grupo. Nos encontros são discutidas diversas temáticas. A deste mês, por exemplo, foi sobre os serviços ofertados pelo CRAS”, disse. Ressaltou, ainda, a importância das orientações.

“Percebemos que várias famílias não sabiam como buscar auxílio e, como a porta de entrada de qualquer serviço da proteção social básica deve ser o CRAS, observamos a necessidade de trabalhar esse tema”, explica Kânia.

Atualmente, 80 famílias estão inclusas nos programas socioassistenciais oferecidos pela Prefeitura de Teresina por meio da Semcaspi. De acordo com Kânia, todas as famílias estão com seus benefícios em dia.

“Com relação ao aluguéis, nós acordamos com eles, em reunião no mês de maio, que esses benefícios seriam depositados mensalmente no quinto dia útil em conta. Disponibilizamos os nomes para o CRAS, para que acompanhassem essas famílias. Na última segunda-feira (12), o benefício estava nas contas das três agências definidas para recebimento do Cidade Solidária”, reforça.

As obras que buscam reconstruir a região atingida pela tragédia já estão sendo finalizadas pela Superintendência de Desenvolvimento Urbano Sul (SDU Sul). Ao todo, serão entregues 55 casas, sendo 25 construídas e 30 recuperadas. As famílias que ainda estavam em áreas de risco também já foram realocadas após a desapropriação de um terreno próximo.

Cidade Solidária

O Cidade Solidária é um programa que atende famílias em situações emergenciais de desabrigamentos sofridos em consequência de chuvas, infortúnios, incêndios, alagamentos, transbordamentos de rios ou lagoas e outras situações de vulnerabilidades temporárias. O trabalho é executado pela Semcaspi em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Semduh), Superintendências de Desenvolvimento Urbano (SDUs) e Superintendência de Desenvolvimento Rural (SDR).