COE-FMS passa a monitorar também a “varíola dos macacos”

O Comitê de Operações Emergenciais (COE) da Fundação Municipal de Saúde de Teresina passará a monitorar também os indicadores e os casos da chamada “varíola dos macados”. O primeiro caso da doença no estado foi confirmado, nesta semana, correspondente a um paciente residente no município Batalha, região Norte do Piauí, mas que adquiriu a infecção em outro país. Até o momento, quatro casos suspeitos de “monkeypox” já foram notificados em Teresina – nenhum confirmado.

De acordo com o infectologista do COE-FMS, Dr. Walfrido Walmito: “Em 23 de julho, a Organização Mundial de Saúde declarou que a situação da ‘varíola dos macacos’ se configura como emergência de saúde pública de interesse internacional; ontem, os Estados Unidos declararam emergência de saúde por causa da doença”.

Desde 2020, o COE-FMS monitora os indicadores epidemiológicos da COVID-19 e subsidia a gestão municipal nas tomadas de decisão em saúde pública. O comitê é composto por profissionais de diversas áreas, como: infectologia, virologia, enfermagem, saúde pública e análise de sistemas de informação.

COE determina medidas contra Covid-19 nas escolas da Rede Municipal

A Prefeitura de Teresina, através da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Diretoria de Vigilância em Saúde e Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (COE), emite Nota Técnica Nº 001 FMSDVS/COE, que faz indicações das medidas a serem tomadas em relação ao isolamento e quarentena de estudantes suspeitos ou confirmados de Covid-19.

Com base na nota técnica fica recomendado que as escolas da rede municipal não fechem suas turmas em decorrer aos de caso da covid-19. A medida reforça a educação como prioridade e pontua indicações de como deve ocorrer as medidas de segurança dentro das unidades da rede municipal.

O secretário executivo de Ensino da Secretaria Municipal de Educação (Semec), Professor Kleytton Santos afirmou que a nota técnica do COE será enviada hoje (23), para todas as escolas e CMEIs e explica como funcionarão os protocolos para os alunos da rede municipal.

“Os estudantes com sintomas ou teste positivo devem permanecer em isolamento por 5 dias, se no 6º dia o estudante não tiver mais febre, poderá retornar à escola, com a necessidade de utilização da máscara até o décimo dia. Se não houver melhora dos sintomas, o estudante deve manter o isolamento por 10 dias e retornar às atividades quando houver ausência de febre e de sintomas”, pontua o secretário executivo de Ensino.

Em relação aos alunos que tiveram contato com alguém contaminado ou com suspeita, fica estabelecido que os estudantes vacinados não precisarão fazer quarentena, mas devem fazer o uso da máscara obrigatoriamente por 10 dias. Já os alunos que não fizeram o esquema de vacina, devem fazer quarentena por 5 dias, devendo ter seus sintomas monitorados, e na volta utilizar a máscara.

A SEMEC recomenda que em todos os casos, os estudantes e responsáveis busquem a realização da testagem que pode ser feita gratuitamente através do agendamento no site da FMS.

Confira aqui a nota técnica.

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Prefeitura de Teresina emite Nota Técnica para que escolas não suspendam aulas em razão de casos da Covid-19

A Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Diretoria de Vigilância em Saúde e Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (COE), emitiu nesta quarta-feira (22) a Nota Técnica Nº 001 FMSDVS/COE, que trata sobre isolamento e quarentena de estudantes frente a casos suspeitos ou confirmados de Covid-19. A recomendação é que não ocorra o fechamento temporário de turmas, turnos ou escolas em decorrência do surgimento de casos, exceto em condições excepcionais, mediante deliberação conjunta entre a direção da escola e as autoridades sanitárias.

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina considera a educação presencial prioritária, desde que realizada com segurança aos alunos e funcionários. Tal segurança precisa assestar-se sob os conhecimentos técnicos e científicos mais recentes e orienta as escolas e instituições de ensino públicas e privadas de Teresina e de ensino fundamental, básico e superior a adotarem algumas condutas, frente ao surgimento de casos suspeitos ou confirmados de COVID-19. O prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, diz que é preciso unir esforços para atender as crianças. “Devemos fazer coletivamente tudo o que pudermos para manter as crianças na escola”, afirma.

O estudante com sintomas ou teste positivo de COVID-19 deverá manter isolamento domiciliar pelo período mínimo de cinco dias. Se no sexto após o início dos sintomas ou após o teste positivo o estudante estiver há 24 horas sem febre (sem uso de antitérmicos) e sem sintomas ou com sintomas melhorando, poderá retornar às aulas, com utilização adequada de máscaras por pelo menos dez dias. Em caso contrário, deverá manter isolamento até o 10º dia, com liberação para retorno às aulas condicionada à ausência de febre e ausência ou pelo menos melhora dos sintomas nas últimas 24 horas. Em qualquer dos casos, a duração da recomendação de uso de máscaras estará prorrogada indefinidamente nas situações descritas no Decreto Municipal nº 22.569/20221, enquanto ele estiver em vigor.

Os contatos do estudante com sintomas ou com teste positivo são definidos pela permanência uma distância de até dois metros por pelo menos 15 minutos. Os estudantes considerados contatos que estiverem com o calendário vacinal atualizado (incluindo-se as doses de reforço, se já indicadas de acordo com os grupos etários contemplados) poderão permanecer frequentando as aulas, porém com uso adequado de máscaras por pelo menos dez dias, sob monitoramento do surgimento de sintomas e testagem pelo menos cinco dias após o contato. Se surgirem sintomas ou se o teste resultar positivo, será recomendado o isolamento. A duração da recomendação de uso de máscaras estará prorrogada indefinidamente nas situações descritas no Decreto Municipal nº 22.569/20221 , enquanto estiver em vigor.

O COE-FMS recomenda fortemente a vacinação de crianças e adolescentes e disponibiliza amplamente as vacinas. Foi emitido parecer sobre recomendações e sobre obrigatoriedade do uso de máscaras em cenários específicos, conforme Decreto Municipal nº 22.569/2022. O Decreto restringe a obrigatoriedade às situações com claro e iminente risco sanitário (infectados, doentes ou contatos) e não a institui de forma indistinta / universal – até mesmo para as escolas. Em consequência, o referido Decreto não ampara condicionar a entrada de estudantes saudáveis e sem histórico de contato próximo e recente ou de teste positivo ao uso de máscaras.

A Nota Técnica é baseada em recomendações da ONU, Unicef e Unesco ao especificarem que em 2022 não pode mais ter interrupção no ensino, mas sim um momento de priorizar a educação e os melhores interesses das crianças.

Clique aqui para ver a NOTA TÉCNICA Nº 001/FMS/DVS/COE

Volta a obrigatoriedade de uso de máscara nos centros de saúde em Teresina

COE se reuniu, nesta sexta-feira, 10, para deliberar novas estratégias contra a Covid-19 Foto(Ascom/FMS)

O Comitê Municipal de Operações Emergenciais (COE) de Teresina se reuniu hoje, 10, e decidiu pela obrigatoriedade no uso de máscaras em centros de saúde, a partir de segunda-feira, 13. Em Teresina, a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais fechados foi revogada, em 28 de março deste ano, após queda dos índices de contaminação e de mortes causadas pela Covid-19 na cidade.

“Teresina teve um aumento expressivo de casos de Covid nos últimos dias. Resolvemos solicitar que a prefeitura emita um decreto para a obrigatoriedade do uso de máscara em todos os estabelecimentos de saúde. Recomendamos para as pessoas a atualização do cartão vacinal para que elas tomem a terceira e quarta doses da vacina contra a Covid”, afirma Walfrido Salmito, infectologista e membro do COE municipal. O Comitê Municipal de Operações Emergenciais recomenda ainda uso de máscara em locais de grande aglomeração.

Para justificar as mudanças, o COE informa que houve aumento de 385% dos casos confirmados de Covid nos últimos dias, além do aumento da positividade nos testes antígenos. A Covid tem infectividade alta, porém, em Teresina, apesar de muitos infectados, têm poucos internados e poucos graves. A internação caiu  55% (dados de busca ativa e demanda de PCR).

Confira a nota informativa do COE: COE – Teresina – Nota – 10jun2022

Dr. Pessoa aciona o COE para rever o uso de máscara em Teresina

O prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, acionou o Comitê Municipal de Operações Emergenciais (COE) para deliberar sobre o uso de máscaras como medida de proteção contra a Covid-19 na capital.

O prefeito está preocupado com o cenário nacional, que indica aumento no número de casos da doença e o retorno de uso obrigatório da máscara em São Paulo. Além disso, vizinhos como o Ceará também já demonstram aumento nos casos.

De acordo com Dr. Pessoa, a medida é uma forma de prevenção para que os índices de testes positivos na capital não atinjam números elevados. “Como médico, tenho orientado que a prevenção é o melhor caminho para combater esta doença. Temos visto casos, como em São Paulo, onde a obrigatoriedade do uso de máscara está sendo discutida. Por isso, quero que o COE se reúna em Teresina para avaliar os números na capital e os reflexos das condições nos Estados vizinhos por aqui”.

O COE volta a se reunir, na próxima sexta-feira (10), para uma nova análise da situação do quadro epidemiológico na capital. Somente após a análise desses dados, é que o COE pode se posicionar cientificamente a respeito da volta da obrigatoriedade do uso da máscara.

“Estamos analisando os dados e somente com eles em mãos é que podemos saber como deve ser o comportamento da população de Teresina para prevenção à Covid-19. O uso da máscara e das medidas sanitárias é sempre recomendado e agradecemos à população da capital que ainda segue esta orientação”, disse o presidente da Fundação Municipal de Saúde, Gilberto Albuquerque.

De acordo com o decreto municipal, a obrigatoriedade do uso de máscara é automática em Teresina quando o número de casos é de 200 para cada 100 mil habitantes; quando há dez internações para cada 100 mil habitantes ou quando há mais de 10% dos leitos ocupados por pacientes Covid-19.

Indicadores Covid-19 continuam favoráveis em Teresina

O Comitê de Operações Emergenciais (COE-Teresina), da Fundação Municipal de Saúde, comunica que os indicadores da Covid-19 permaneceram favoráveis na semana que se encerrou sábado, 2. Portanto, o nível de tramissão da doença continua baixo (faixa verde). Por conseguinte, pode-se afirmar que a flexibilização das medidas excepcionais de contenção implementadas nas primeiras etapas do plano não promoveram aumento de casos e hospitalizações e da ocupação de leitos.

“Além disso, os números de atendimentos por síndrome gripal, da taxa de positividade de testes diagnósticos e de óbitos permaneceram baixos. Em consequência, permanecerá facultativo o uso de máscaras em Teresina, sob as exceções dispostas no decreto, respeitando-se a decisão e a necessidade individual”, explica Marcelo Vieira, virologista.

O COE continuará monitorando os indicadores da COVID-19 na cidade, de forma intensiva e transparente. Indicadores da 13ª semana epidemiológica: casos: 04 / 100.000 hab (< 200); internações: 05 / 100.000 hab (< 10); leitos hospitalares ocupados: 4% (< 10%).

Escolas municipais que estão abrigando famílias devem ser liberadas em abril

O Comitê Emergencial que trata da situação das famílias desabrigadas pelos alagamentos na cidade traçou novas estratégias parar liberar as escolas municipais que estão servindo se lares temporários. O prazo para que as unidades de ensino sejam liberadas para a retomada das aulas presenciais é até a primeira quinzena de abril.

Foto: Ascom Semec

Atualmente, 50 famílias ocupam as escolas municipais Domingos Afonso Mafrense, Minha Casa, Mocambinho e Nova Brasília, todas na zona Norte. Segundo a Secretaria Municipal de Educação (Semec), cerca de mil alunos matriculados nessas escolas ainda não puderam retornar às atividades educativas de forma presencial.

“Conversamos no sentido de dar encaminhamentos para que as crianças voltem aos seus processos formativos em sala de aula, como já está acontecendo em toda a cidade, mas de forma a resolver a situação dessas famílias que passam por um momento difícil. Queremos encontrar um lugar seguro para as famílias e devolver o espaço de sala de aula aos estudantes”, disse o secretário municipal de Educação, professor Nouga Cardoso.

Além da Semec, participaram do encontro representantes das Superintendências das Ações Administrativas Descentralizadas (SAADs), Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), Secretaria Municipal de Governo e Defesa Civil. Com um plano de ação traçado, nos próximos dias será possível divulgar o cronograma de retomada das atividades nas quatro escolas municipais.

O secretário municipal de Governo, André Lopes, destaca a urgência da retomada das aulas nessas unidades de ensino e aponta algumas estratégias pensadas pelo comitê.

“Pensamos em algumas alternativas considerando a urgência da situação. Estamos em busca de outros prédios municipais para qualificá-los e garantir o direito à moradia das famílias, assim como garantir o direito à educação das crianças. Algumas famílias já poderão retornar às suas casas, além da Prefeitura de Teresina criar um programa proativo de busca de residências para o Cidade Solidária”, declara o secretário André.

Teresina entra nesta segunda (21) na terceira etapa do plano de flexibilização de medidas restritivas contra Covid-19

Teresina inicia nesta segunda-feira (21) a terceira etapa do plano de flexibilização das medidas sanitárias restritivas para a contenção da Covid-19.

Nessa fase, será realizado interstício para averiguação da permanência de Teresina na categoria de risco baixo (verde) por mais uma semana, a despeito das medidas de flexibilização implementadas nas duas etapas anteriores.

Nesse momento, também não haverá nenhuma medida adicional. Segue facultativo o uso de máscaras por indivíduos de baixo risco em ambientes abertos, para atividades individuais ao ar livre; será intensificado o monitoramento de todos os indicadores por mais uma semana, somando mais alguns intervalos de série, que assim, já poderão refletir o impacto das duas primeiras etapas de flexibilização sobre o cenário epidemiológico da cidade e isso permitirá ainda a análise para o prosseguimento do plano, para a quarta etapa.

O plano de flexibilização teve início em 7 de março deste ano sendo instituído através do decreto n° 22.200 publicado pelo prefeito de Teresina, Dr. Pessoa.

“O COE tem feito uma análise situacional da Covid-19 no município de forma criteriosa e com técnicos preparados e competentes, tendo esse olhar para os indicadores científicos sobre a pandemia” disse o prefeito.

O médico, neurologista, virologista (Doutor em Virologia) e membro do COE, Marcelo Adriano explica o motivo de se avançar para a terceira etapa.

“Os indicadores epidemiológicos consolidados mostram que, na última semana, Teresina permaneceu no nível de baixa transmissão da covid-19, ou seja, na faixa verde de transmissão da doença, de acordo com os critérios do Centro de Controle de Prevenção de Doenças dos Estados Unidos o que, por conseguinte, permite o avanço para a terceira etapa de flexibilização das medidas restritivas contra a covid-19 em Teresina”, disse.

Segundo a análise situacional da Covid-19, realizado pela equipe do Comitê de Operações Emergenciais (COE) Municipal, na 11 ª semana epidemiológica de 2022, Teresina apresentou nível baixo de transmissão da doença, sendo que no período de 13 a 19 de março, foram confirmados apenas dois casos da doença a cada 100.000 habitantes na capital.

Nesse mesmo período, foram internados apenas quatro casos de síndrome respiratória aguda a cada 100 mil habitantes em Teresina e apenas 2% dos leitos hospitalares do município estavam ocupados por pacientes com Covid-19.

Marcelo Adriano ressalta ainda que foram verificados alguns recordes epidemiológicos em Teresina.

“Nesta última semana, por exemplo, verificou-se o menor número de casos confirmados em uma semana durante todo o período de registro tabulado desde abril de 2020. Foi também calculada a menor taxa de transmissão, o menor índice básico de reprodução da doença desde o início da pandemia que agora, nesta última semana, ficou em 0.39,significando, portanto, que como o valor é menor que 1, que a epidemia está em fase de involução e significando que, por exemplo, 100 pessoas transmitem a infecção para 39 pessoas a cada ciclo, a cada geração de infectados que dura, geralmente, no caso da variante ômicron, aproximadamente três dias”, diz o médico.

O médico ressalta ainda que, após várias gerações de infectados, ou seja, após vários ciclos de transmissão que já se passaram desde a retomada das atividades escolares, desde o período de carnaval,  e algumas gerações, também após alguns ciclos de transmissão, após a primeira e a segunda etapa desse processo de flexibilização, não houve aumento da transmissão, do número de casos, da positividade, não houve aumento do número de atendimento por síndrome gripal indicando, portanto, que a flexibilização mantém-se de forma segura, responsável e monitorada.

Após os resultados que serão apresentados na análise da próxima semana, e a capital se mantendo na faixa verde (nível baixo) de transmissão, o município entrará na quarta etapa do plano de flexibilização que iniciará em 28 de março.

Nesta etapa, será revogada a obrigatoriedade do uso de máscara até mesmo em ambientes fechados, incluindo-se escolas e academias, respeitadas as demais exigências preconizadas pela vigilância sanitária municipal.

Marcelo Adriano fala sobre o surgimento de novas variantes com maior ou menor agressividade, maior ou menor transmissibilidade, bem como o aumento localizado no número de casos em alguns países, ou regiões do Brasil ou mesmo do Piauí, o que, segundo ele, serão uma tônica daqui para frente.

“Nós vamos ter que aprender a conviver com isso, mas nós temos dois colchões de proteções que são a cobertura vacinal e o monitoramento epidemiológico, monitoramento dos indicadores em tempo real que é capaz de sinalizar qualquer alteração no padrão verificado do cenário epidemiológico,  possibilitando a implantação de medidas de controle indicadas para cada situação. Em última análise, até podem sim retomar a recomendação de medidas restritivas anteriormente flexibilizadas, mas o nosso novo normal daqui pra frente vai ser ter essa convivência mas com o monitoramento atento para que Teresina e para que nossa região, nosso Estado fique protegido das interferências das consequências indesejadas da Covid-19”, conclui Marcelo Adriano.

Vacinação

Teresina, atualmente, apresenta um dos melhores índices de vacinação contra Covid-19 entre as capitais do país. Segundo a Fundação Municipal de Saúde (FMS) um total de 99,9% da população do município já está vacinada com a primeira dose e 94% com a segunda dose.

Teresina registra o menor número de casos de COVID-19 desde o início da pandemia

Passados quase cinco ciclos de transmissão da COVID-19 em sua variante Ômicron, após o período do carnaval, a expectativa é de que o cenário epidemiológico permaneça favorável em Teresina. Na 10ª semana epidemiológica de 2022 (6 a 12 de março), apenas 31 casos foram confirmados com mais de 400 amostras testadas, sendo o menor número de casos confirmados desde o início da pandemia.

Os números apontam um cenário epidemiológico favorável, que fizeram com que a Prefeitura de Teresina iniciasse o processo de flexibilização das medidas de contenção não farmacológicas da COVID-19 com base nos critérios da maior agência para estudo e controle de epidemias do mundo: o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC).

O médico Marcelo Vieira, doutor em Virologia e membro do Comitê de Operações Especiais do município (COE), explica sobre as novas etapas de flexibilização.

“Os indicadores atuais da parametrização recomendada pela agência categorizam o município de Teresina como baixo nível de transmissão da COVID-19, em zona verde, no qual são permitidas as medidas de flexibilização. O período médio de incubação e o intervalo entre gerações sucessivas de infectados, ‘intervalo de série’, é de apenas três dias, portanto, os reflexos de maior interação social no período carnavalesco já puderam ser aferidos em termos de atendimentos por síndrome gripal, novos casos confirmados e novas hospitalizações. A depender da permanência do município nesse nível, as novas etapas da flexibilização serão permitidas”, disse Marcelo Vieira.

Mesmo com o cenário otimista, o COE municipal continuará o monitoramento dos indicadores de forma mais intensa para tomar a decisão correta quanto ao prosseguimento das etapas da flexibilização, de forma gradual, responsável e supervisionada.

“Continuaremos em supervisão, em especial, a atenção sobre o surgimento de novas variantes. E mesmo com a maximização da cobertura vacinal, a autonomia do indivíduo será preservada. Aqueles que preferirem ou precisarem manter o uso de máscaras poderão fazê-lo sem qualquer restrição”, concluiu Marcelo Vieira.

Os indicadores epidemiológicos do município podem ser acompanhados através do link: https://linktr.ee/covidthe.

COE Teresina alerta para aumento de casos de Covid-19

A FMS alerta para que as pessoas continuem com os cuidados em relação a Covid-19 Foto(Ascom/FMS)

O aumento foi de 34% no número de casos confirmados de síndromes respiratórias graves (Covid-19), em Teresina, na 34ª Semana Epidemiológica (22 a 28 de agosto). O dado consta no painel do Centro de Operações Emergenciais (COE) da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina – PI que alerta para a necessidade das pessoas seguirem os protocolos para evitarem o aumento da contaminação pelo vírus da Covid-19.

Outros destaques relativos a esse período são o aumento na demanda por testes RT- PCR (+116%); o crescimento expressivo na positividade dos testes RT- PCR (de 11% para 23%); crescimento de 17% nas internações por Covid.

Outro índice de aumento foi sobre o valor do Rt pontual ao final que ultrapassou a unidade (Rt > 1,0). Esse índice aponta o aumento da transmissibilidade do vírus da Covid.

O infectologista e coordenador médico do COE da FMS Teresina, Walfrido Salmito, explica sobre a análise dessa última semana. “A gente se preocupa com esses dados de aumento porque vinha em decréscimo nas últimas doze semanas. Pode ser reflexo de várias situações, mas a gente acredita, especialmente, que seja relacionado ao comportamento das pessoas em não cumprirem rigorosamente os protocolos de segurança”, analisa.

Salmito ressalta a preocupação com os dados de crescimento. “Nosso alerta é de preocupação com o aumento de casos que pode gerar demanda por leitos e se repetir o que já vimos em fases anteriores da pandemia. Se chegarmos a índices maiores e chegarmos a 90% a 100% da nossa capacidade de atendimento não teremos outra opção que não seja retroceder nessas medidas atuais”.

O infectologista orienta sobre os cuidados para evitar a contaminação. “Estamos tentando conscientizar sobre a necessidade de se manter os protocolos, apesar da vacina em estágio avançados. Já vimos em alguns países com vacinação avançada e tiveram que retroceder. Pedimos que todos usem máscara facial, evitem aglomeração e façam a limpeza das mãos com frequência”, alerta.