COE aprova proposta da Prefeitura de Teresina para retomada das atividades no dia 6 de julho

Em carta aberta à população, o Comitê de Operações Emergenciais (COE) da Fundação Municipal de Saúde de Teresina (FMS) se mostrou favorável à primeira etapa do planejamento de retomada das atividades econômicas na capital. Segundo o documento, a aprovação foi fundamentada em critérios relacionados à propagação da Covid-19 e à estrutura de atendimento do sistema de saúde, mas faz o alerta de que a colaboração da população é fundamental para evitar aumento do número de infectados e de óbitos, o que obrigaria o município a voltar atrás nas medidas de flexibilização adotadas.

A carta relaciona os principais requisitos atendidos para o início da retomada das atividades em Teresina. “O número de reprodução básico (R0) / efetivo (Rt) da infeção por SARS-CoV-2 manteve-se em torno da unidade (1.0) ao longo das últimas semanas; o número de casos novos notificados manteve-se estável nas duas últimas semanas, a despeito da expressiva ampliação da testagem na população; o número de óbitos registrados também manteve-se estável nas duas últimas semanas; a taxa de ocupação de leitos clínicos (enfermaria e observação) manteve-se abaixo de 70% no mesmo período; a taxa de ocupação de leitos de terapia intensiva manteve-se em torno de 70% nas duas últimas semanas, considerando-se a rede municipal, estadual e federal, sob grande ampliação da oferta de leitos e com expectativa de maior expansão nos próximos dias”.

O COE também citou outros dados para validar a proposta de retomada das atividades econômicas apresentada pela Prefeitura, como a desaceleração da taxa de crescimento da infecção pelo novo coronavírus nas últimas duas semanas e o número de testes realizados diariamente nas unidades básicas, hospitais e outros serviços de saúde, que alcançou o patamar recomendado pelas autoridades sanitárias internacionais. Também destacou o rastreio e a testagem dos contatos de casos confirmados de Covid-19, que estão em pleno funcionamento, com ampla equipe constituída para realização destas atividades.

A carta divulgada pelo Comitê ressalta, porém, que os dados disponíveis até agora indicam que Teresina está em pleno pico da epidemia, o que permite o surgimento de muitos casos novos a cada dia, com óbitos, e o risco de colapso do sistema hospitalar. “Portanto, é necessário que a população reforce as medidas de distanciamento social, quarentena, higiene pessoal e do ambiente, uso de máscaras e todos os demais cuidados relacionados à prevenção da infecção pelo novo coronavírus”, acrescenta o texto do documento.

De acordo com planejamento da Prefeitura de Teresina, a reabertura das atividades econômicas será de forma gradual, responsável e precisa ter participação da população para que a retomada não tenha retrocesso. “A colaboração da população é fundamental para que a reabertura das atividades econômicas seja viabilizada de forma segura, sem retorno de aumento de casos e óbitos que obrigue retrocesso indesejável nas medidas de flexibilização adotadas. É necessário que todos acatemos as recomendações das autoridades de saúde reforçando medidas de distanciamento social e de prevenção da transmissão; isso possibilitará que a travessia desse período delicado de nossas vidas transcorra com sucesso e tranquilidade”, encerra a carta aberta.

Carta aberta COE

PMT apresenta ao COE proposta de reabertura em Teresina no dia 6 de julho

A Prefeitura de Teresina apresenta hoje ao COE (Centro de Operações em Emergência) do município a proposta da primeira fase da retomada das atividades econômicas em Teresina. De acordo com o que foi planejado, a reabertura está marcada para o próximo dia 6 de julho e vai começar pelos setores da indústria, agropecuária e construção civil. A segunda etapa, com início previsto para 13 de julho, atende as empresas ligadas aos setores de concessionárias, vendas de peças e automotivo. As informações foram repassadas prefeito Firmino Filho, durante videoconferência com a imprensa na tarde desta segunda-feira, 29, quando explicou todo o processo de reabertura da cidade, que se dará em quatro fases.

Ele ressaltou que a aprovação do COE, órgão ligado à FMS (Fundação Municipal de Saúde), é muito importante para avançar no planejamento elaborado pela Prefeitura. “A equipe do COE está acompanhando todos os critérios necessários para uma retomada segura e pode validar a proposta que foi elaborada para iniciarmos a reabertura no dia 6”, adiantou.

Pelo que foi planejado pela Prefeitura, a primeira fase da abertura deve acontecer em duas etapas por questões epidemiológicas e foram organizadas para diminuir o impacto da aglomeração nos primeiros dias do retorno. “Estamos sendo bastante cautelosos nessas primeiras fases para que possamos avançar nas semanas seguintes. Esperamos a colaboração de todos para melhorar as taxas de isolamento e, assim, reduzir também o número de infectados pelo Coronavírus, além do número de mortos e a ocupação de leitos de UTI, que está em torno de 80%”, disse o prefeito.

As fases seguintes de retomada das atividades econômicas estão previstas para os dias 20 de julho, 03 de agosto e 17 de agosto. A Prefeitura vai informar os setores que estarão autorizados a reabrir em cada uma das etapas, levando em consideração um estudo sobre as características da economia local feito pela equipe da Agenda 2030, da Secretaria Municipal de Planejamento, e pela Universidade Federal do Piauí.

“É importante ressaltar que essa retomada terá condicionantes. O primeiro é o cumprimento do decreto de testagem por parte das empresas, cuja nova formulação foi publicada em 25 de junho. A segunda condição é que todas as empresas elaborem planos de segurança e de comunicação das medidas de proteção direcionada para os seus trabalhadores e clientes. A terceira exigência é o atendimento dos protocolos gerais da cidade e específicos de cada setor que irá reabrir”, explicou o prefeito Firmino Filho.

O prefeito acrescenta que, de acordo com o planejamento, todas as fases são sucessivas e têm níveis de restrição diferenciados. A Prefeitura vai divulgar como cada setor deve funcionar em termos da quantidade de pessoal, dos dias da semana e das horas por dia. Será verificada ainda, a cada 14 dias, os dados epidemiológicos na cidade antes de definir qualquer avanço para a etapa seguinte. “Cada passo vai depender do cenário da pandemia. Havendo crescimento do número de infectados e a sobrecarga no sistema de saúde, não podemos avançar”, alertou Firmino Filho, convocando a todos a cumprirem as medidas de isolamento social e os cuidados de higiene.

Teresina registra 167 novos casos e nove óbitos por Covid-19 no sábado (27)

Teresina registrou mais 167 casos nove óbitos por Covid-19 neste sábado (27). Os dados são do Painel Epidemiológico de Teresina, atualizados diariamente pelo Comitê de Operações Emergenciais em Saúde Pública (COE) da Fundação Municipal de Saúde (FMS). Agora, a cidade contabiliza 7265 casos e 346 mortes pelo novo coronavírus.

Os óbitos notificados ocorreram nos dias 26 e 27 de junho (sexta e sábado). Foram registrados cinco homens e quatro mulheres, com idades entre 43 e 92 anos. Todos eram portadores de comorbidades, sendo as mais prevalentes hipertensão e diabetes, além de doenças renais, obesidade e tabagismo. Cinco pacientes eram moradores da zona Norte, três da zona Sul e um era residente na zona Sudeste.

Com o aumento constante dos casos, a principal preocupação dos órgãos de saúde é com a capacidade de assistência da rede hospitalar. “O número de leitos de UTI continua com ocupação acima de 70%. A Covid-19 é uma doença extremamente grave e é transmitida com facilidade. Por isso, acreditamos que as medidas de isolamento ainda sejam as mais efetivas para o controle da pandemia”, alerta a infectologista da FMS e membro do COE, Amparo Samito.

A importância do isolamento para conter a disseminação do novo coronavírus também foi ressaltada pela diretora de Vigilância em Saúde da FMS, Amariles Borba “Nós precisamos cumprir as regras da ciência. Você precisa usar máscara, lavar sempre as mãos e precisa ficar em casa. Não fazer festa, não fazer reuniões em casa, almoço, jantar, café. Precisamos evitar mortes dos nossos amores, dos nossos parentes. O vírus é democrático, ele não olha o contracheque nem o grau de instrução”, enfatiza ela.

Teresina registra mais 12 óbitos por Covid-19 e o número sobe para 337 mortos

Teresina registrou mais 12 óbitos por Covid-19 e mais 199 novos casos confirmados da doença, nesta sexta-feira (26). Agora, o município possui um total de 337 mortes e 7.098 infectados pelo novo Coronavírus. Os dados foram atualizados pelo Comitê de Operações Emergenciais em Saúde Pública (COE) da Fundação Municipal de Saúde (FMS).

Sobre os 12 óbitos registrados, 7 eram do sexo feminino e 6 pessoas tinham doenças crônicas, como obesidade, hipertensão, diabetes, problemas cardíacos e pulmonares. A idade dessas vítimas variou entre 47 e 92 anos. A FMS computou ainda que 5 moravam em bairros da zona leste,  4 na zona sul, 1 na zona norte, 1 na sudeste e 1 no centro.

“Todos os dias estamos vendo os números de mortes aumentar em Teresina. É um dado triste, porque sabemos que não são apenas números, são pessoas, são histórias apagadas, famílias em luto. A Prefeitura está cumprindo seu plano de contingência, mas precisamos do esforço da população para respeitar o isolamento social”, afirma o presidente da FMS, Manoel de Moura.

A diretora de Vigilância em Saúde da FMS, Amariles Borba, afirma que, segundo a literatura científica mundial, é grande a quantidade de pessoas com Coronavírus que não apresentam sintomas. “Mesmo assim, a pessoa está infectada e é transmissora do vírus. Por isso, é preciso considerar que todos estão infectados e adotar rigorosamente as medidas de prevenção”.

COE divulga nota e diz que Teresina não atingiu critérios para reabertura das atividades econômicas

Teresina ainda não atingiu os critérios para o início da reabertura gradual das atividades econômicas e para flexibilização do distanciamento social recomendado pela Organização Mundial de Saúde. A análise foi feita em nota divulgada, nesta terça-feira (09), pelo Centro de Operações em Emergências (COE) em Saúde Pública COVID-19 da Fundação Municipal de Saúde de Teresina (FMS).

Em reunião na noite da última segunda-feira (08), os integrantes do COE fizeram uma análise do cenário epidemiológico atual e suas projeções. Foram avaliados dados como taxa de reprodução (R0), número de casos notificados, quantidade de óbitos, taxa de ocupação de leitos de UTIs, testagens e rastreamento.

Na nota, o COE ressalta que, nos últimos 14 dias, a taxa de reprodução do vírus, o R0, mantém-se persistentemente acima de 1,0, o que indica que a epidemia ainda se encontra na fase de ascensão e expansão. Também informou que o número diário de casos notificados de Covid-19 manteve-se crescente, ainda sem horizonte de estabilização. “Os inquéritos sorológicos sequenciais (semanais) realizados pela FMS mostram número crescente de infectados a cada etapa realizada, sem desenhar, ainda, horizonte de platô (estabilização)”, informa a nota.

De acordo com o Comitê, o número de óbitos confirmados por Covid-19 tem tendência de crescimento e a taxa de ocupação de leitos de UTI manteve-se acima do limite de segurança máxima recomendado, que é de 70%, para garantir assistência para quem precisa. O COE também apontou que há escassez de profissionais especializados para compor as equipes de plantão na rede hospitalar do município, que está sendo ampliada.

Os integrantes do COE ressaltam ainda que existe limitação no suprimento de insumos e medicamentos essenciais à assistência de pacientes em estado crítico, devido à crise mundial de abastecimento. Também alertaram que Teresina ainda não atingiu a testagem ampla recomendada. “O rastreio e a testagem dos contatos de casos confirmados de Covid-19 iniciaram há duas semanas e ainda não foram suficientes para mapear todos os indivíduos possivelmente infectados por eles”, informou a nota.

“É importante destacar também que a rede hospitalar de Teresina sofre impacto da demanda por assistência médica de pacientes oriundos das cidades do interior do Piauí e de Estados vizinhos. Como resultado, pode sofrer um colapso devido à falta de leitos de UTI na maioria dos municípios do Estado. Portanto, levando em consideração todos os aspectos avaliados, a recomendação do COE é pela manutenção das medidas restritivas e reavaliação de todos os critérios para flexibilização a cada semana ou antes, caso surjam indicadores epidemiológicos suficientes para ampliá-las ou distendê-las”, explica Wesllany Sousa Santana, uma das coordenadoras do COE.

FMS mantém comitê para acompanhamento dos casos de Covid-19

Ascom/FMS

Seguindo as orientações do Ministério da Saúde para o combate ao Covid-19 em Teresina, a Fundação Municipal de Saúde instituiu o Centro de Operações de Emergência (COE), que tem por objetivo acompanhar os casos da doença na capital. O grupo é formado por médicos e enfermeiros, que estão de plantão 24 horas.

Segundo a coordenadora Yara Amorim, o COE tem por objetivo a orientação do sistema municipal de vigilância em saúde e da rede de serviços de atenção na saúde – pública e privada – para atuação na identificação, notificação e manejo oportuno dos casos suspeitos de infecção humana pelo Covid-19. “O comitê atua na capital, de modo a mitigar os riscos de transmissão sustentada em Teresina”, explica a enfermeira.

Compete ao COE o planejamento, organização, coordenação e controle das medidas a serem tomadas durante a emergência em saúde pública, nos termos das diretrizes fixadas pelo Ministério da Saúde. “O COE tem como missão dar suporte à epidemiologia dessa pandemia do Covid-19. E o que é isso? É receber a notificação dos casos, verificar se eles têm uma suposição consistente, acompanhar, orientar a família sobre como ficar no domicílio e monitorar para ver diariamente se essa pessoa tem alguma complicação respiratória, e se tiver que providências tomar”, explica a diretora de Vigilância em Saúde da FMS, Amariles Borba.

Yara Amorim explica ainda que o COE segue também articulando-se com gestores estaduais e municipais para execução das ações propostas, de acordo com as definições operacionais dos casos suspeitos que foram elencados pelo Ministério da Saúde. “É como se fosse uma muleta, uma segurança para a população. Trata-se de um trabalho árduo para preservar e promover a saúde pública, com isso mostrando mais um serviço da FMS para a população”, completa Amariles Borba.

O Covid-19 é causado pelo coronavírus SARS-CoV-2, que causa infecções respiratórias e que tem se espalhado por vários países. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a doença tem baixa letalidade e 80% dos casos são leves, porém pode causar sintomas graves e até levar a óbito pessoas de grupos considerados de risco, como idosos e pessoas com comorbidades como hipertensão, diabetes e doenças respiratórias crônicas.