Teresina registra queda de 83% no número de casos de dengue

Ascom/ FMS

Como resultado de um intenso trabalho realizado pelo município, Teresina está apresentando um baixo risco para infestação por Aedes aegypti. O número de casos de dengue teve queda de 83% em comparação ao mesmo período do ano passado. Dados da Fundação Municipal de Saúde (FMS) apontam que, neste mês de junho, o índice de infestação predial foi de 0,9%. O número está muito abaixo do que foi registrado no segundo levantamento do ano realizado em março, que era de 3%.

Teresina registrou, de 1°janeiro a 22 junho deste ano, 558 casos confirmados de dengue, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e não foi notificado nenhum óbito desde o começo de 2020. “Temos trabalhado para reduzir o índice de infestação do mosquito, realizando visitas domiciliares, recolhimento de pneus e o esgotamento dos ovos do mosquito em pontos estratégicos. Mas acreditamos também que a sanitização da área externa de espaços públicos, que possuem grande fluxo de pessoas, pode ter sido um dos fatores que possibilitaram a interrupção no ciclo biológico do Aedes aegypti”, informa a gerente de Zoonoses da FMS, Oriana Bezerra.

Ela explica que o Aedes é um vetor muito sensível a odores. “O produto usado na sanitização, um composto de hipoclorito de cálcio, que contem cloro, pode ter ajudado na interrupção do desenvolvimento biológico do mosquito, matando as larvas do transmissor. É importante enfatizar que a sanitização por si só não impede a proliferação do mosquito. É preciso que a população tenha consciência de manter suas casas livres de criadouros, evitando a existência de focos do Aedes”, alerta Oriana.

Segundo dados da Gerência de Zoonoses, este ano já foram retirados 270 mil ovos do mosquito, que também causa a zica e a chikungunya. “Pelas condições climáticas de Teresina, um ovo do mosquito pode passar para a fase adulta em apenas cinco dias”, explica a diretora de Vigilância em Saúde da FMS, Amariles Borba, ressaltando que, este ano, Teresina não registrou nenhum caso de zica, entretanto foram confirmados 59 casos de chikungunya.

A zona Norte da capital lidera em casos de dengue. Os dez bairros com maior números de casos são: São Joaquim (25), Mocambinho (20), Primavera (17), Mafrense (17), Parque Brasil (16), Buenos Aires (16), Matadouro (13), Parque Alvorada (12), Água Mineral (11) e Real Copagre (10).

FMS mantém ações de combate ao Aedes aegypti e recolhe mais de 26 mil pneus em Teresina

Ascom/ FMS

A Gerência de Zoonoses da Fundação Municipal de Saúde (FMS) recolheu 26.662 pneus em vias públicas e pequenas borracharias, de janeiro a abril. O recolhimento faz parte das ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya. Até o dia 25 de maio, Teresina notificou 492 casos de dengue, 53 casos de chikungunya e oito casos de zika.

“A Gerência de Zoonoses da FMS realiza o recolhimento de pneus em ruas e avenidas da cidade e em pequenas borracharias diariamente. Esse trabalho é contínuo e fundamental para evitar a proliferação do Aedes aegypti. O material recolhido é encaminhado para reciclagem. Fazemos também o monitoramento de cemitérios, hortas comunitárias, terrenos e sucatas, onde instalamos armadilhas para o esgotamento de ovos do mosquito. Somente este ano, um total de 205.820 ovos foram recolhidos. São trabalhos que não podem parar, pois apenas em 2019 foram retirados mais de 1,2 milhão de ovos do Aedes nesses locais”, diz Oriana Bezerra.

A prevenção à dengue segue também com as visitas de rotina dos agentes de endemias aos domicílios, em toda a cidade: “A única alteração é que, por medidas de segurança em função do novo Coronavírus, a vistoria está restrita à área externa das residências. Por isso, sugerimos que as pessoas aproveitem o período de distanciamento social e verifiquem suas residências, quintais e jardins, em busca de potenciais criadouros do Aedes”, orienta a gerente.

De acordo com Oriana Bezerra, é importante também vistoriar as áreas de lazer dos edifícios, ralos de banheiros, calhas e marquises, além de providenciar a retirada de qualquer objetivo que possa acumular água e vir a se transformar em criadouro do mosquito.