Nova rodada de testes para diagnóstico da Covid-19 é realizada na Semec

Cerca de 700 profissionais da Secretaria Municipal de Educação (Semec) fizeram nesta terça-feira (7) o teste rápido para diagnóstico da Covid-19. Essa é a terceira rodada de testes realizada na sede da Secretaria com as equipes que estão realizando trabalho presencial.

Desta vez, foram testados vice-diretores, diretores adjuntos e agentes de portaria das unidades de ensino da Rede Municipal, além de técnicos que atuam nos prédios administrativos. A ação foi organizada de forma a evitar aglomeração e garantir um protocolo seguro. Em caso de positivados, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) orienta com as recomendações de isolamento.

Além das testagens, para garantir mais segurança às equipes que estão trabalhando em sistema de revezamento, a Semec instalou um lavatório para higienização das mãos. Também recebe com frequência os agentes que realizam a sanitização das salas, banheiros e corredores, com pulverização de solução de água e hipoclorito de sódio.

 

Teresina já tem mais de duas mil pessoas recuperadas da Covid-19

Ludmila Carvalho é enfermeira na UPA Renascença e há cerca de um mês foi infectada pela Covid-19. Depois de uma internação, uma recuperação difícil e um período de isolamento, ela já está de volta ao trabalho, mas conta que passou por momentos de dúvida e ansiedade sobre sua recuperação. Assim como Ludmila, cerca de 2.010 pessoas já se recuperaram da doença em Teresina e estão aos poucos retomando à vida normal.

No momento da consulta médica, o paciente de Covid-19 recebe instruções sobre o isolamento domiciliar, que deve ser de 14 dias. Segundo o infectologista Kelsen Eulálio, membro da Comissão de Operações em Emergências (COE) da Fundação Municipal de Saúde (FMS), o prazo foi estabelecido com base em evidências clínicas e epidemiológicas segundo as quais a transmissão da Covid-19 acontece no máximo em até 14 dias do início dos sintomas. “Estudos mostram que após esse prazo não há mais risco de transmissão. Por isso, se a pessoa estiver totalmente recuperada, pode retomar à vida normal”, afirma ele.

O médico explica ainda que, de acordo com o protocolo atualmente adotado para acompanhamento dos casos, não há necessidade de se realizar retestagem para confirmar a cura da doença após o período de isolamento. “Sabemos que, mesmo depois do período de transmissão, ainda é possível que restos do material genético ou proteínas do vírus ainda estejam presentes, o que pode gerar um resultado positivo no teste de laboratório. Mas isso não significa dizer que você esteja no período de transmissão e que possa provocar novas infecções em outras pessoas. Do mesmo modo, não há uma recomendação de aguardar o surgimento de anticorpos do tipo IgG – que aparecem após algum tempo de infecção – nos testes sorológicos para o retorno ao trabalho”, esclarece o infectologista.

A literatura desenvolvida desde o descobrimento da doença também se mostra inconclusiva sobre uma eventual imunidade e a possibilidade de reinfecção. “O que sabemos de fato nesses seis meses de pandemia é que a reinfecção, se realmente existir, é um fenômeno extremamente raro. Mas recomendamos que, mesmo as pessoas que já tiveram Covid-19, tomem todos os cuidados como qualquer outra, até mesmo para evitar levar o vírus para outras pessoas por meio das mãos e do toque em superfícies ou objetos contaminados”, orienta Kelsen.

Ele explica que a Covid-19 pode trazer sequelas dependendo da gravidade da infecção. “A Covid-19 causa inflamação e fibrose nos pulmões, além de trombose nos vasos pulmonares, o que pode diminuir a capacidade respiratória e levar a uma diminuição da função, com cansaço fácil e maior dificuldade para a realização de atividade física. Ela também pode causar problemas musculares pela inflamação dos músculos e pelo período de imobilização em internações longas, além de já termos descrições de comprometimento cardíaco, entre outros”, enumera o infectologista.

A enfermeira Ludmila Carvalho faz questão de seguir as orientações dos órgãos de saúde e conta que segue tomando todas as medidas recomendadas, como a lavagem de mãos, limpeza de superfícies e uso de máscaras. “Até hoje, mesmo pesquisando e lendo sobre o assunto, ainda não me sinto totalmente segura para sair do isolamento. Por isso, estou tomando todas as medidas de prevenção em relação a mim e às pessoas ao meu redor, como meus pais, que são idosos, meu namorado e as pessoas mais próximas”, conta.

Ela chegou a ter 50% do pulmão comprometido, mas não sofreu sequelas. “Não tenho mais nenhum sintoma respiratório, o que me deixa mais tranquila em relação a isso, mas continuo me cuidando”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Teresina registra 304 novos casos de COVID-19 em 24 horas

Teresina registrou na última segunda-feira (06) 304 novos casos de Covid-19, além de 15 óbitos. Agora, a cidade computa 10.185 casos e 467 mortes desde o início da pandemia, além de 2.010 pessoas recuperadas. Os dados são do boletim de ontem do Painel Epidemiológico da Fundação Municipal de Saúde (FMS), que monitora diariamente os casos de infecção pelo novo coronavírus.

Nove óbitos ocorreram no dia 5 de julho. Além deles, quatro ocorreram no dia 6 de julho, outro no dia 4 de julho e um do dia 24 de junho. Estes registros acontecem porque os números do boletim estão em constante atualização, como explica a coordenadora da Comissão de Operações em Emergências da FMS, Wesllany Santana. “Temos casos de óbitos em investigação, que estão aguardando o resultado do exame laboratorial para serem confirmados e lançados no sistema ou descartados, e continuar a investigação por outras causas”.

Os dados do boletim mostram ainda que, dos 15 pacientes, cinco eram homens e 10 eram mulheres, com idades entre 47 e 96 anos. Dentre as vítimas, todas tinham algum tipo de comorbidade. A Prefeitura de Teresina está trabalhando para conter a disseminação do novo coronavírus e viabilizar o processo de reabertura gradual do comércio em Teresina.

 

Teresina registra mais 12 óbitos por Covid-19

Teresina computou 383 novos casos e 12 óbitos por Covid-19 na última quinta-feira (02). Os dados são do boletim do Painel Epidemiológico da Fundação Municipal de Saúde (FMS). Agora, a cidade registra 9.184 casos desde o início da pandemia, além de 413 mortes. Dentre os óbitos registrados, seis ocorreram dia 2 de julho, dois no dia 1º de julho, um no dia 30 de junho, um no dia 29 de junho, um no dia 27 de junho e outro no dia 26 de junho. Os pacientes tinham entre 35 e 88 anos, seis eram homens e seis eram mulheres. Oito pacientes tinham comorbidades.

As Unidades Básicas de Saúde de referência para casos suspeitos de Covid-19 realizaram, de março até dia 1º de julho, o total de 33.342 atendimentos de síndromes gripais, sendo que 18.803 eram pessoas do sexo feminino e 14.539 do sexo masculino.

Os atendimentos a casos suspeitos de Covid-19 nas UBSs cresceram 95% de março até junho. Em março foram 1.165 atendimentos e em junho foram 25.565 atendimentos à síndromes gripais. A diretora de Vigilância em Saúde da FMS, Amariles Borba, afirma que, segundo a literatura científica mundial, é grande a quantidade de pessoas com coronavírus que não apresentam sintomas. “Mesmo assim, a pessoa está infectada e é transmissora do vírus. Por isso, é preciso considerar que todos estão infectados e adotar rigorosamente as medidas de prevenção”, explica a médica.

As pessoas atendidas na rede municipal de saúde são monitoradas. De março até dia 1º de julho, 23.308 pessoas realizaram testes rápido para Covid-19 nas Unidades Básicas de Saúde de Teresina. As equipes de saúde da família realizaram monitoramento e testagem rápida em 8.926 pessoas dentro de seus domicílios.

Teresina registra mais de 500 casos de Covid-19 em um dia

Teresina computou mais 507 casos e 12 óbitos por Covid-19 na última quarta-feira (01). Os dados são do boletim do Painel Epidemiológico da Fundação Municipal de Saúde (FMS). Agora, a cidade registra 8.801 casos desde o início da pandemia, além de 401 mortes.

O número elevado de casos registrados na segunda e na terça-feira ocorreu devido a um problema pontual no Laboratório Lacen, ligado ao Governo do Estado, para entregar o resultado dos exames da Covid-19. Na semana passada, o laboratório teve dificuldades na aquisição de materiais usados nos exames e reduziu sua atividade por alguns dias, trabalho que voltou à normalidade esta semana. “Isso foi um dos fatores que contribuiu para acumular a quantidade de óbitos e de casos confirmados e atrasar o registro dos dados no sistema”, explica a coordenadora da Comissão de Operações em Emergência da FMS, Wesllany Santana.

Dentre os óbitos registrados, três ocorreram ontem (01), cinco na terça-feira (30) e quatro na segunda-feira (29). Os pacientes tinham entre 63 e 92 anos, oito eram homens e quatro eram mulheres. Quatro pessoas eram moradoras da zona Sudeste, três moravam na zona Sul, três na zona Leste e dois na zona Sudeste. Nove pacientes tinham comorbidades, sendo que seis tinham hipertensão e dois eram diabéticos.

A 11ª etapa da pesquisa sorológica realizada pela Prefeitura de Teresina indica que a capital já atingiu o pico da pandemia e entrou no chamado platô de circulação do novo coronavírus, o que indica uma estabilidade nas notificações de casos. O resultado da sondagem apresentado ontem (01) pelo prefeito Firmino Filho mostra também que a taxa de crescimento do vírus segue caindo, tendo chegado a 7%, e que a taxa de contágio, denominado de R0 (R-zero), continua em torno de 1.

O prefeito alertou que o pico de circulação do vírus não bate com o pico de internações e de óbitos, sendo necessário um esforço maior de todos para a redução dos números. “A ideia é que possamos fazer, durante todo o mês de julho, essa política de medidas mais restritivas durante os finais de semana para que possamos melhorar os nossos índices de isolamento social, dando continuidade ao nosso planejamento para a retomada das atividades de forma mais segura para a população”, destacou Firmino, ressaltando que a Prefeitura vem fazendo sua parte e está trabalhando para aumentar a quantidade de leitos de UTI e de enfermarias.

 

Teresina registra mais 7 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) registrou a morte de 7 pessoas vítimas da Covid-19 em Teresina nas últimas 24 horas. Houve ainda mais 13 óbitos ocorridos em dias anteriores, desde o dia 22 de junho, e que só foram computados no sistema nesta terça-feira (30). Agora, o município registra o total de 389 mortes e 8.294 casos confirmados da doença.

A coordenadora da Comissão de Operações em Emergência da FMS, Wesllany Santana, explica que o Laboratório Lacen, ligado ao Governo do Estado, teve problema pontual para entregar o resultado dos exames da Covid-19 e que isso foi um dos fatores que contribuiu para acumular a quantidade de óbitos e de casos confirmados, atrasando o registro dos dados no sistema.

Em relação aos 20 óbitos registrados, 10 eram do sexo masculino e 15 tinham doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, problemas cardíacos, pulmonares e renais. Sobre a idade dessas vítimas, o mais novo tinha 49 anos e o mais velho 84. A FMS computou ainda que 6 moravam em bairros da zona norte, 5 na zona sul, 2 na zona leste e 5 na sudeste.

O presidente da FMS, Manoel de Moura, lamentou os óbitos. “Além de estender nossa solidariedade às famílias, informamos que a Prefeitura está seguindo o plano de contingência, mas reiteramos à população que devem ser mantidos os cuidados com a higiene. Pedimos também que só saiam de casa se for estritamente necessário”.

 

Agentes da Strans coordenam fluxo de veículos em barreiras itinerantes

Os agentes da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) estão coordenando o fluxo de veículos nas barreiras sanitárias itinerantes presentes em pontos estratégicos da capital com grande circulação de pessoas. A ação é conjunta com a Guarda Civil Municipal e atua verificação de sintomas da Covid-19 em motoristas e passageiros.

Na manhã desta segunda-feira (29) as equipes estiveram na Avenida Maranhão e Rua Rui Barbosa e pela tarde seguirão para os bairros Porto Alegre e Vila Irmã Dulce, ambos na zona sul de Teresina.

Nas abordagens os condutores respondem a um questionário para saber se estão com sintomas da Covid-19 ou se tiveram contato com alguém infectado. Além disso, também são feitas aferições de temperatura e dadas orientações sobre os procedimentos adequados para pessoas que apresentarem alguns dos sintomas.

O gerente de operação e fiscalização da Strans, Denis Lima, pontua que as abordagens são realizadas com base nas recomendações das autoridades de saúde. “A Strans atua nas abordagens e controle do fluxo desses veículos ao passarem pelas barreiras, tudo é feito dentro das recomendações dos órgãos de saúde. Essa é mais uma estratégia encontrada para o enfrentamento dessa doença infecciosa na nossa cidade”, esclarece.

As barreiras sanitárias itinerantes permanecem pelo Centro e demais regiões da cidade até o final do mês de junho.

 

 

Mais de 200 novos casos de COVID-19 são contabilizados em um dia em Teresina

Teresina registrou mais 201 casos e 14 óbitos por Covid-19 neste domingo (28). Os dados são do Painel Epidemiológico de Teresina, atualizados diariamente pelo Comitê de Operações Emergenciais em Saúde Pública (COE) da Fundação Municipal de Saúde (FMS). Atualmente, a cidade contabiliza 7.466 casos e 360 mortes pelo novo coronavírus.

Teresina também registrou ontem (28) 93 atendimentos de síndrome respiratória aguda grave, ou seja, pacientes precisando de internação devido a quadro gripal. Atualmente, a taxa de ocupação de leitos de UTI Covid está em 81,36%. Do total de 338 UTI Covid da cidade, 275 estão ocupadas. De março até agora já foram prestados 90.352 atendimentos a pessoas com sintomas gripais, dos quais 57.615 foram na rede pública de saúde e 32.737 na rede privada.

Para o diretor de Atenção Básica da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Kledson Batista, o aumento dos casos de síndromes gripais é uma evidência de que os casos de Covid-19 também estão crescendo e é um reflexo da diminuição nas taxas de isolamento social na capital.  “No início da pandemia, em meados de março, Teresina ainda estava com um número reduzido de pessoas com síndrome gripal, pois a quarentena estava sendo respeitada mais fortemente. Mas, mesmo com as imposições, decretos e as ações da Prefeitura, é notório que muitas pessoas desrespeitam o isolamento e se aglomeram em filas de banco, em feiras livres, pequenas lojas ou até mesmo em serviços essenciais. Nesse sentido, os casos tendem realmente a aumentar”, comenta.

 

Semcaspi estrutura novo espaço para receber venezuelanos que testaram positivo para Covid-19

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) elabora plano de estruturação de um novo espaço para acolher venezuelanos que testaram positivo para Covid-19. Após realização de mais testes, em junho, foram registrados 78 casos da doença. Desde o início da pandemia, a Secretaria monitora os abrigos, junto com equipes da Fundação Municipal de Saúde (FMS), e seguindo todas as medidas estabelecidas pelas autoridades de saúde para prevenção do contágio.

O Albergue Casa do Caminho será disponibilizado para isolamento dos venezuelanos infectados pelo coronavírus. A instituição de acolhimento para pessoas em situação de rua estava sem funcionamento desde a transferência do grupo para o abrigo provisório no Estádio Lindolfo Monteiro.

“Diante desse quadro de positivados, a Semcaspi está viabilizando um abrigo emergencial para onde estaremos remanejando estas pessoas. Uma medida tomada anteriormente foi voltada para os novos migrantes que chegam a Teresina. Recentemente recebemos mais 19 venezuelanos, somando 203 no total. Tendo em vista esta condição de trânsito, disponibilizamos o Albergue Casa do Caminho para que os novos acolhidos não fossem diretamente aos abrigos, antes de cumprir uma quarentena e, assim, garantir a proteção dos demais. Agora será destinado ao acolhimento das pessoas positivadas”, disse a secretária da Semcaspi, Janaína Carvalho.

As equipes de saúde estão acompanhando os abrigos para atendimento médico e disponibilização das medicações. Os educadores também trabalham intensamente para informar as medidas de segurança frente à doença, através de orientações e fixação de cartazes informativos na língua warao e espanhola nos espaços dos abrigos para que eles possam compreender a necessidade do isolamento.

“A Semcaspi tem garantido a proteção social dos indígenas venezuelanos e, desde o início da pandemia, tem dado todo o suporte para evitar a disseminação da doença. Entre as medidas adotadas, foi disponibilizado um novo espaço para minimizar os riscos de contágio entre os grupos que passou a contar com três abrigos na capital. Também foi feita distribuição de máscaras, produtos de higiene e reforço de normas dentro dos abrigos, de acordo com as recomendações dos serviços de saúde”, conclui a secretária.