CREG comemora 7 anos com entrega de moradias à mulheres atendidas pelo Centro

O centro de Referência da mulher em situação de violência (CREG), comemorou sete anos com um café da manhã nesta quinta-feira. O local atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero residentes em Teresina, com idades entre 18 e 59 anos, oferecendo assistência jurídica, social e psicológica, além de práticas interativas e complementares em saúde e cursos de capacitação profissional.

“Queremos dar essa visibilidade enquanto política pública. Quando falamos em atender mulheres para empoderá-las, é buscar um atendimento transversal das políticas públicas, incluindo habitação, inclusão produtiva, inclusão no mercado de trabalho, preparando-as para a vida profissional. Pensamos em comemorar o aniversário do CREG dando um destaque a política habitacional, onde conseguimos inserir àquelas que necessitavam de uma moradia. São mulheres que estão vinculadas aos serviços prestados pelo Centro de referência, pois precisamos conhecer de perto esse contexto de cada uma delas. No total, foram 21 mulheres contempladas e já temos outras que já foram encaminhadas para que sejam contempladas. Contamos para isso com a parceria da SEMDUH”, explica a Coordenadora do CREG, Roberta Mara.

Dentre as mulheres contempladas está Maria Julia*, que tem 31 anos e tem uma filha. “ Essa é uma grande oportunidade que o CREG me proporcionou desde o primeiro momento que cheguei aqui. Sempre fui muito bem acolhida. Foi aqui que consegui melhorar da depressão que sofria. Pude contar com o apoio de todos que fazem esse centro de referência. Receber minha própria moradia, é um grande presente”, afirma.

Lúcia Santos* é mãe de duas filhas e foi contemplada com uma moradia através do projeto de habitação tendo o CREG como ponte para conseguir receber sua casa. “ Depois que conheci os serviços oferecidos pelo CREG, mudei a minha vida. Antes eu morava de aluguel, e hoje eu fico feliz em ter minha própria casa”, apontou.

“Temos feito um trabalho para retirar as mulheres em situação de violência. Temos o Florescer, que acolhe mulheres vulneráveis, onde procuramos identificar aquelas que sofrem violência doméstica e assim fazemos essa articulação com o CREG. A secretaria da mulher trabalha em parceria para articular as demais secretarias. Nosso papel é desburocratizar para que mulheres possam ser contempladas também com o programa de habitação, e para isso, a mulher precisa estar inserida junto ao CREG”, explica a Secretária Municipal da Mulher, Karla Berger.

Sobre a Lei:

A Lei Municipal dispõe que essas mulheres em situação de violência que estejam em situação de medida protetiva, bem como aquela que esteja em processo de acompanhamento em espaços especializados de atendimento à mulher, tenham prioridade nos programas habitacionais implementados ou desenvolvidos pelo poder público municipal.

Para o cumprimento do dispositivo legal fica instituído que deve ser reservado o percentual mínimo de 5% das unidades habitacionais dos programas implementados em Teresina.

*Nomes fictícios para preservar a identidade das personagens**

SMPM inicia projeto de atendimento odontológico para mulheres em situação de violência e vulnerabilidade

Tornar as pessoas mais feliz através do autocuidado. Essa é a proposta do Projeto “Sorriso a curva mais bonita do corpo”, que a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) em parceria com a rede de clínicas odontológicas Coife Odonto Teresina iniciaram na manhã desta sexta-feira (26). Os atendimentos odontológicos beneficiaram, primeiramente, as mulheres em situação de violência acolhidas pelos Centro de Referência Esperança Garcia- CREG.

As assistidas receberam os serviços clínicos voltados para a promoção da saúde, com ações para prevenir doenças bucais na sede da rede no Centro. “Estou em busca, a cada dia, de melhorias para nosso serviço e sinto-me feliz por ajudar a levantar a autoestima, proporcionando qualidade de vida para as nossas mulheres”, afirma a secretária da Mulher, Karla Berger.

O gerente administrativo da Coife Odonto, Jonathan Emanuel, explica que a rede de franqueados disponibilizará profissionais para realizarem os procedimentos de avaliação inicial, aplicação de flúor e higienização. Para ele, quem participa do programa, não só receberam o seu sorriso de volta, mais sua autoestima, a vontade de voltar a vida.

“Essa ação faz muito bem e sempre estamos promovendo esse tipo de atendimento tanto nos bairros como no interior. Temos seis franqueados, sendo cinco em Teresina e uma no Maranhão”, justificou.

“Nós mulheres que somos vítimas de violência doméstica, quanto mais tivermos profissionais com esse olhar de cuidado, nos sentiremos amparadas”, relatou Rosana Freitas* que há oito meses é atendida no CREG.

A coordenadora de monitoramento dos Florescer, Caroline Leal reforça que os atendimentos de aplicação de flúor também serão estendidos para todos os filhos das assistidas nos serviços. “Caso a mulher necessite fazer procedimentos após essa avaliação, a empresa irá fornecer um valor diferenciado para ela que está em situação de vulnerabilidade ou enfrentando alguma situação de violência”.

Os serviços clínicos serão disponibilizados também nas quatro unidades do serviço Florescer que atende mulheres em situação de vulnerabilidade social e suas crianças na faixa de 1 a 2 anos e onze meses, atingindo cerca de 500 mulheres.

O cronograma dos atendimentos odontológicos segue sendo realizados das 8 às 12h nas sedes do Florescer Norte nos dias: 29/03, Salobro: 30/03, Sudeste: 31/03 e Sul: 01/04.

*Nome fictício no intuito de preservar a imagem da assistida no CREG.

Foto: Divulgação (SMPM)

Audiência na Câmara Municipal discute políticas públicas voltadas para mulheres em Teresina

Representantes da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, participaram na manhã desta quinta-feira (17), de uma audiência da Câmara Municipal de Teresina, para tratar de políticas públicas em defesa dos direitos das mulheres no município. O ato teve participação de parlamentares, gestores públicos e de membros de movimentos sociais.

Duas mulheres vítimas de violência doméstica enviaram um pedido à Câmara Municipal para realização da audiência, visando discutir a situação de vulnerabilidade das mulheres. A sessão foi presidida pelo vereador Evandro Hidd.

Na plenária, a secretária Karla Berger, apresentou dados da gestão sobre as ações efetivas oferecidas pelo Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (CREG), serviço vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) da Prefeitura de Teresina, ao longo de 2021.Um dos objetivos da comissão é propor que mais recursos sejam assegurados a ações de atenção à mulher.

“Estamos realizando um grande trabalho nas áreas de prevenção à violência” destacou Karla Berger, que adiantou: “precisamos melhorar ainda mais os nossos serviços, se conseguir através de emendas parlamentares, vocês imaginam o quanto isso será bom para todas as mulheres”.

Thatiana Seixas, da União Brasileira das Mulheres do Piauí (UBMPI), falou sobre como a união de vários entes podem ajudar na proteção dessas mulheres. “Ė preciso uma integração porque a política pública tem que ser feita em toda cidade na segurança, no transporte, na saúde”, ponderou.

Na reunião ainda foram definidos encaminhamentos sobre a construção do Hospital da Mulher, um abrigo municipal para as mulheres vítimas de violência sexual e a entrega regular de absorventes nas UBSs. Integrantes do Ministério Público (MPPI), da Guarda Maria da Penha também discutiram assistência pública garantindo que as vítimas tenham condições de readaptar a sua vida longe do contexto da violência.

Foto: Divulgação (SMPM)

SMPM apresenta serviços e reforça parcerias com a comunidade LGBTQIA+

A Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) esteve reunida, na manhã desta terça-feira (22), para discutir ações e serviços para a comunidade LGBTQIA+ em Teresina com o Grupo Piauiense de Transexuais e Travestis (GPTrans).O encontro ocorreu na sede do Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (Creg).

A reunião apresentou as ações desenvolvidas pela Secretaria e discutiu a qualificação profissional das mulheres travestis e transsexuais além de otimizar ideias para o enfrentamento a violência de gênero.

“Estes encontros nos possibilita entender a realidade do grupo, queremos é o fim da violência e buscar a equidade de gênero”, pontuou a coordenadora do Creg, Marcela Mara. “Prestamos o atendimento à mulher vítima de violência mais também prestamos atendimento à questão da violência de gênero”, reforça Marcela.

As demandas discutidas serão encaminhadas para o Balançando a Rede que inclui diversos órgãos que atuam no enfrentamento a violência na Capital. Conforme a coordenadora do GPTrans, Maria Laura Reis, a discussão pauta ferramentas projetando políticas públicas para esse público em Teresina.

“Viemos traçar junto a Secretária da Mulher, estratégias para a inserção no mercado de trabalho com qualificação profissional que é um desafio muito grande para nós – travestis e transsexuais- que não temos muitas oportunidades” atenta.

A coordenadora reforçou ainda, que mesmo com os avanços de políticas públicas no Piauí, muitos travestis e transexuais ainda são alvos de discriminação envolvendo a Transfobia. “Vivenciamos um ciclo de violência pela questão de gênero, as pessoas tentam nos invisibilisar”, finaliza a coordenadora do GPTrans.

O Creg é um dos serviços da Prefeitura de Teresina, por meio da SMPM que presta assistência às mulheres em situação de vulnerabilidade. O Centro, promove a cada mês, encontros com grupos abordando temáticas diferentes nas áreas de saúde, educação e segurança pública.

Foto: Divulgação

SMPM dialoga com Ação Social Arquidiocesana (ASA) sobre termo de cooperação tėcnica

A Secretária Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), Karla Berger e o procurador-geral do município, Aurélio Lobão, estiveram em tratativa com o Arcebispo de Teresina, Dom Jacinto Brito, na casa Episcopal, da Arquidiocese de Teresina, na manhã desta terça-feira (8), para discutir o termo de cooperação tėcnica do plano de trabalho da Ação Social Arquidiocesana (ASA) para o Centro de Referência Esperança Garcia (Creg).

Os gestores dialogaram, especificamente, do prosseguimento da parceria entre as duas entidades. “Viemos estabelecer essa relação de parceria através do novo termo de cooperação tėcnica. Nós da Secretária da Mulher e a ASA estamos estreitando a execução desses serviços que prioriza as Mulheres em situação de vulnerabilidade”, afirma a secretária, Karla Berger.

Conforme Aurélio Lobão, o termo atua em serviços sociais que a Prefeitura de Teresina precisa manter de atendimento às populações mais necessitadas.
“A procuradoria já fez uma análise preliminar com um parecer favorável para que a parceria se concretize”, frisa o procurador-geral.

O arcebispo se mostrou otimista pela visita, mostrando-se grato pela parceria da ASA e a secretaria. A secretária também discutiu com o bispo ações sociais que podem ter a Arquidiocese e a SMPM atuando conjuntamente. “Vamos solicitar junto a ASA um outro termo de cooperação para que a parceria possa estar presente no novo Florescer do bairro Santa Maria da Codipi”, acrescenta Karla Berger.

A ASA é uma instituição social ligada à Igreja Católica que presta serviços a pessoas em situação de vulnerabilidade.

O CREG é um dos serviços da Prefeitura de Teresina, através da Secretaria da Mulher, que busca acolher e resgatar a autoestima de mulheres em situação de violência domiciliar, psicológica, sexual ou de gênero. Além disso, o espaço presta atendimento jurídico, social e psicológico e oferta Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). O serviço é gratuito e sigiloso.

Onde encontrar o Creg?

O Creg está localizado na Rua Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte e funciona de Segunda a Sexta, das 08:00 às 17:00h ou através dos telefones: (86) 3233-3798 / 99416-9451, que também é WhatsApp.

Foto: Divulgação (SMPM)

Número de mulheres que romperam com o ciclo da violência através do CREG aumentou em 2021

Um levantamento do Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (CREG), serviço vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) por meio da Prefeitura de Teresina, apontou que em 2021, aumentou o número de mulheres que conseguiram romper com o ciclo de violência através dos atendimentos no espaço.

Conforme o levantamento das profissionais do CREG, os dados mostram ainda que em 2020 ocorreram apenas 10% dos desligamentos, em 2021 foram 38,4%, um comparativo três vezes maior. Para a coordenadora do CREG, o crescimento dos números de desligamentos do centro é um indicativo positivo, visto que mais mulheres estão tendo conhecimento e acesso à rede de enfrentamento à violência.

“Compreendemos que realmente o serviço está direcionado para um objetivo. O que a gente mais quer é que a mulher rompa com o ciclo da violência, inclusive este é um dos nossos indicadores se a mulher venceu e superou a violência”, pontua Roberta Mara, coordenadora do Creg.

Dos atendimentos em 2012, cerca de 278 mulheres fizeram o desligamento do CREG, 107 foram por rompimento do ciclo de violência. Em comparação com 2020, foram 100 ocorrências, destes apenas 10 foram por rompimento do ciclo de violência.

Roberta explica que um fator indispensável para que se alcance esse desligamento vem da intervenção da própria mulher. Ela esclarece que o centro não tem ligação com a família da vítima, mas que o seu papel é fundamental visando evitar que a violência volte a acontecer.

“A família é imprescindível nesse processo, mas temos o contato com a mulher. Em certos casos, algumas mulheres desistem do serviço e não temos o retorno dela, mas de fato confiamos na fala delas”, explica Roberta Mara. De janeiro a dezembro de 2021, foram realizados 2.620 atendimentos às mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero em Teresina.

Para a secretária da SMPM, Karla Berger, o GREG é um importante instrumento de proteção à mulher. “O Serviço não é um local de denúncia, mas sim de atendimento. No CREG as mulheres encontram o atendimento jurídico, psicológico e social assim ela quebra o silêncio saindo do ciclo de violência em que vive”, destaca Karla.

Como funciona o acesso ao serviço?

O Centro atende mulheres de 18 a 59 anos em situação de violência doméstica, familiar e de gênero com uma equipe multiprofissional. As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço.

O equipamento é seguro, sigiloso e gratuito. “O Creg não é um abrigo, mas sim uma instituição de dar apoio, conselho, do cuidado de recepcionar. Esse acolhimento está numa perspectiva de uma proteção”, pontua a coordenadora, acrescentando que o centro não é um local de denúncia, mas sim de atendimento. “Se fizermos um estudo com as mulheres que estão em atendimento no CREG, não é a violência física que primeiro elas sofrem, mas a violência psicológica”, observa.

Em 2021, o Creg atendeu 280 mulheres na capital. “A nível de Teresina somos referência. Aqui, ela busca se empoderar para saber como lidar com aquela situação de violência”, atenta Roberta Mara. O espaço é uma rede de vínculos para as atendidas e equipe.

Acompanhamento da Guarda Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor, visando evitar que a violência volte a acontecer.

Ela reforçou a importância de as pessoas poderem ajudar as vítimas de violência e não julgá-las. “As pessoas têm que sensibilizar as mulheres a buscarem os serviços de apoio. Ela tem que ser encorajada e sensibilizada para denunciar”, disse. “Nosso maior êxito é que de alguma forma estamos chegando ao nosso objetivo que é romper com a violência”, finaliza a coordenadora.

Onde encontrar o Creg?

O Creg está localizado na Rua Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte e funciona de Segunda a Sexta, das 08:00 às 17:00h ou através dos telefones: (86) 3233-3798 / 99416-9451, que também é WhatsApp.

CREG promove roda de conversa para reforçar os cuidados com a saúde integral da mulher

Mente sã, corpo são. O estado emocional pode influenciar e afetar a nossa saúde. E atento a isso, o Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (CREG), serviço veiculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres, realizou nesta segunda-feira (31) mais um grupo reflexivo para reforçar e estimular a os cuidados com a saúde mental e emocional das mulheres em situação de violência.

Desta vez o grupo reflexivo foi transmitido ao vivo de forma remota pela plataforma Google Meet em prevenção ao aumento de casos da Covid-19 e síndromes gripais. O encontro fez alusão ao Janeiro Branco com o tema “Que tal montar seu projeto de vida?” e contou com a participação da psicóloga do Creg, Vivian Alexia. Ela esclarece que o objetivo do grupo é proporcionar alegria, interação e bem-estar às mulheres atendidas.

“É importante tratar disso, ainda mais nesse mês de Janeiro Branco. Queremos refletir que se não estamos conseguindo resolver algumas coisas sozinhas, precisamos pedir ajuda”, explica a psicóloga. “O projeto de vida é isso: é o que você pensa para o futuro e como se colocar em prática, no hoje e no agora. É um autocuidado de olhar para si”, avalia Vivian.

Cerca de quinze mulheres atendidas no serviço discutiram o tema durante o encontro online. Maria Luiza* que frequenta a unidade há seis meses, considera que o momento é bastante atrativo e com diversos benefícios, avalia. “Esses encontros nos fortalecem. Quando eu me descubro e converso com gente assim no grupo eu sei o quanto sou forte. Nós que sofremos violência estamos na mesma situação e estou tendo esse autoconhecimento aqui”, expressou.

Diferentes temáticas foram discutidas durante os encontros, entre elas o empoderamento feminino, saúde mental, rede de atendimento à mulher, entre outros assuntos.

*Nome fictício para preservar a identidade da atendida

Como funciona o acesso ao serviço?

O Centro atende mulheres de 18 a 59 anos em situação de violência doméstica, familiar e de gênero com uma equipe multiprofissional. As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço.

O equipamento é seguro, sigiloso e gratuito. “O Creg não é um abrigo, mas sim uma instituição de dar apoio, conselho, do cuidado de recepcionar. Esse acolhimento está numa perspectiva de uma proteção”, pontua a secretária da SMPM Karla Berger, acrescentando que o centro não é um local de denúncia, mas sim de atendimento. “Se fizermos um estudo com as mulheres que estão em atendimento no CREG, não é a violência física que primeiro elas sofrem, mas a violência psicológica”, observa Karla.

Em 2021, o Creg atendeu 280 mulheres na capital. “A nível de Teresina somos referência. Aqui, ela busca se empoderar para saber como lidar com aquela situação de violência”, atenta Roberta Mara, coordenadora do Creg. O espaço é uma rede de vínculos para as atendidas e equipe.

Acompanhamento da Guarda Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor, visando evitar que a violência volte a acontecer.

Ela reforçou a importância de as pessoas poderem ajudar as vítimas de violência e não julgá-las. “As pessoas têm que sensibilizar as mulheres a buscarem os serviços de apoio. Ela tem que ser encorajada e sensibilizada para denunciar”, disse Roberta. “Nosso maior êxito é que de alguma forma estamos chegando ao nosso objetivo que é romper com a violência”, finaliza a coordenadora.

O que o CREG oferece?

O CREG é um dos serviços da Prefeitura de Teresina, através da Secretaria da Mulher, que busca acolher e resgatar a autoestima de mulheres em situação de violência domiciliar, psicológica, sexual ou de gênero. Além disso, o Centro presta atendimento jurídico, social e psicológico e oferta Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). O serviço é gratuito e sigiloso.

Outro diferencial é que o serviço agrega autonomia financeira e produtiva para as mulheres oferecendo cursos de capacitação profissional, que podem ser acessados pelas mulheres durante o seu acompanhamento.

Onde encontrar o Creg?

O Creg está localizado na Rua Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte e funciona de Segunda a Sexta, das 08:00 às 17:00h ou através dos telefones: (86) 3233-3798 / 99416-9451, que também é WhatsApp.

Mais de 2.200 mulheres em situação de violência receberam atendimento no CREG em Teresina este ano

Entre janeiro a novembro de 2021 foram realizados 2.274 atendimentos às mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero em Teresina. Os dados foram contabilizados pelo serviço Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), que é vinculado à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM).

No CREG é feito atendimento às mulheres que vivem em situação de violência na capital. “O CREG é o local de apoio à mulher, onde ela pode encontrar atendimento jurídico, psicológico e social, para que ela consiga sair da situação de violência em que vive. O centro não é um local de denúncia, mas sim de atendimento para que ela saia do ciclo de violência”, afirma a secretária da SMPM, Karla Berger.

Ao longo do ano, foram acompanhadas 350 mulheres, das quais 264 foram inseridas pela primeira vez no serviço. A coordenadora do Creg, Roberta Mara, destaca que durante o ano foram realizadas diversas atividades que publicizaram  através do serviço – principalmente nas zonas rurais e mais afastadas do Centro. Além disso, as campanhas realizadas durante 2021, com enfoque nos meses de março, agosto e novembro provocaram um engajamento da sociedade e da mídia para falar desses temas.

Roberta pontua que o crescimento dos números de atendimentos é um indicativo positivo, uma vez que demonstra mais mulheres rompendo o ciclo de violência. Os atendimentos, que vão desde assistência jurídica, social e psicológica, ofertam Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitação profissional, podem ser acessados pelas mulheres durante o seu acompanhamento.

Em janeiro, assim que a nova gestão assumiu a pasta, o serviço apresentou 39 atendimentos, o que pode significar um silêncio das mulheres em situação de violência. Em contrapartida, o mês de novembro apresentou 215 atendimentos, quantidade quase dez vezes mais nos atendimentos.

Mulheres buscam atendimento por serem vitimas de violência. Fotos: Ascom SMPM

Além disso, a pandemia da covid-19 demonstra seus impactos no número de atendimentos. Isso porque, com a flexibilização do isolamento social e acesso aos locais públicos, mais mulheres estão tendo conhecimento e acesso à rede de enfrentamento à violência.

“Constatamos um aumento considerável na procura do atendimento, pois as mulheres em situação de violência, se permitiram buscar ajuda, uma orientação, uma indicação, um atendimento profissional, muito antes de fazerem a denúncia”, frisa Roberta. “O CREG faz parte da rede de atendimento, e por isso acreditamos que as mulheres teresinenses sintam-se mais à vontade de nos procurarem”, reforçou a coordenadora, destacando que o Centro de Referência não atua como lugar de denúncia.

Mulheres participam de cursos de capacitação. Foto: Ascom SMPM

Sobre o CREG

O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O espaço oferece assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitação profissional.

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço. Além disso, as mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem Medida Protetiva são monitoradas pela Guarda Maria da Penha, visando a sua proteção e contribui para o empoderamento da mesma.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.
Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.
Fones (86) 3233 – 3798 e 99416 – 9451.

Onde denunciar?

Em Teresina as mulheres também podem procurar as Delegacias da Mulher localizadas nas regiões:
Centro Sul, (86) 3233-2323
Sudeste (86) 3220-3858
Norte (86) 3216-1572 e no (86) 99454-3940.

Mulheres atendidas pelo Creg participam de projeto nacional de cinema em Teresina

O acesso ao debate sobre a condição da mulher na sociedade ainda é pouco debatido. A falta desses problemas, por sua vez, corrobora com que assuntos sobre o machismo e enfrentamento à violência doméstica estejam cada vez menos na mira de soluções. Pensando nisso, a Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) de Teresina, através do Instituto Cultura em Movimento (ICEM) realizou nesta sexta-feira (12) uma sessão de cinema com as mulheres atendidas pelo Centro de Referência da Mulher em Situação de violência Esperança Garcia (CREG).

No espaço, as mulheres são acompanhadas com psicólogas, serviço jurídico e social para romper o ciclo da violência. O documentário escolhido para as mulheres chama-se “Carne” e narra as diferentes fases da vida das mulheres narradas através de vozes femininas. Após a exibição, foi realizada uma roda de conversas com as mulheres que participaram da sessão sobre o documentário e o papel da mulher na sociedade.

Para a Secretária, Karla Berger, a atividade coloca Teresina em uma importante rota de debates sobre gênero e cinema. “O Centro de Referência tem como maior objetivo romper o ciclo de violência e machismo”, analisa. “E assim, por meio da cultura, a gente consegue trazer uma nova visão sobre a vida dessas mulheres”, conclui a secretária.

Maria*, uma das mulheres atendidas pelo CREG, ficou emocionada ao longo da sessão e destacou que se identificou em diversas situações expostas no documentário. Ela confessa que inicialmente estava com dificuldades emocionais para sair de casa, mas que estava feliz de ter participado do momento.

“Tenho certeza de que sairei daqui muito mais corajosa”, frisou a mulher atendida. “Desde que entrei no serviço, minha voz como mulher está muito mais fortalecida, me sinto muito mais empoderada”, finaliza Maria.

Realizado há vinte anos em todas as capitais brasileiras, em 2021, foi executado em modelo híbrido – virtual, através do Instagram da agente mobilizadora do Piauí, Vitória Pilar, e presenciais. Nesta edição, o projeto se chamou “Cinema nas Redes” e trouxe o debate da violência de gênero, empoderamento feminino e direitos da mulher.

*Nome fictício para poder preservar a identidade da vítima

Sobre o Cinema em Movimento

A Mostra de Cinema é realizada no período de agosto a novembro com a temática Mulher. O projeto é executado pela MPC Filmes, com produção de estudantes universitários dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal. Cada estudante realizará 8 live-debates em seus perfis no Instagram, e terá como convidadas/os/es realizadoras/es dos filmes e especialistas na temática proposta. Algumas sessões também estão previstas para acontecer de forma presencial.

Entre os títulos selecionados estão “Mexeu com uma, mexeu com todas”, que reúne depoimentos de mulheres que sofreram abuso sexual, além dos curtas “Seremos Ouvidas”, com mulheres do Movimento Feminista Surdo, e da animação “Carne”. Entre os agentes mobilizadores, estão estudantes dos cursos de Direito, Antropologia, Jornalismo, Letras, História, Música e Ciências Sociais.

Creg realiza mais de 1800 atendimentos às mulheres em situação de violência doméstica no último trimestre de 2021 em Teresina

Em setembro, foram realizados 1826 atendimentos às mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero em Teresina. Os dados foram contabilizados pelo serviço Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), um serviço vinculado à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM). O local realiza atendimento às mulheres que vivem em situação de violência na capital.

“O CREG é o local de apoio à mulher, onde ela pode encontrar atendimento jurídico, psicológico e social, para que ela consiga sair da situação de violência em que vive. O centro não é um local de denúncia, mas sim de atendimento para que ela saia do ciclo de violência”, afirmou a secretária da SMPM, Karla Berger.

Segundo os dados, setembro contabilizou em torno de 316 atendimentos. Atualmente, esse foi o mês com maior número de solicitação dos serviços em 2021. Segundo a coordenadora do centro de referência, Roberta Mara, esse aumento se deve por conta das campanhas de incentivo á denúncia e combate à violência doméstica na capital em agosto, quando ocorreu as ações do Agosto Lilás – mês de alusão à Lei Maria da Penha e enfrentamento a violência contra à mulher.

Roberta pontua que o crescimento dos números de procura pelo serviço é um indicativo positivo, uma vez que demonstra que mais mulheres estão rompendo o ciclo de violência. Em contrapartida, o mês de janeiro, que apresentou 39 atendimentos, significa um silêncio das mulheres em situação de violência.

Além disso, a pandemia da covid-19 ainda demonstra seus impactos no número de atendimentos. Isso porque, com a flexibilização do isolamento social e acesso aos locais públicos, mais mulheres estão tendo conhecimento e acesso à rede de enfrentamento à violência.

“Constatamos um aumento considerável na procura do atendimento, pois as mulheres em situação de violência, se permitiram buscar ajuda, uma orientação, uma indicação, um atendimento profissional, muito antes de fazerem a denúncia”, frisa Roberta. “O CREG faz parte da rede de atendimento, e por isso acreditamos que as mulheres teresinenses sintam-se mais à vontade de nos procurarem”, reforçou a coordenadora.

Atendimentos realizados de janeiro a setembro:

Janeiro: 39
Fevereiro: 217
Março: 149
Abril: 131
Maio: 234
Junho: 281
Julho: 217
Agosto: 252
Setembro: 316

Sobre o Creg

O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O espaço oferece assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitação profissional.

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço. Além disso, as mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem Medida Protetiva são monitoradas pela Guarda Maria da Penha, visando a sua proteção e contribui para o empoderamento da mesma
Onde encontrar o Creg?

Rua Benjamin Constant, 2170 , Centro Norte. Segunda a sexta, das 08h00 às 17h00.
(86) 3233-3798/99416-9451

Onde denunciar?

Na capital, as mulheres também podem procurar as Delegacias da Mulher, localizadas nas regiões Centro Sul, Sudeste e Norte, pelos respectivos telefones: (86) 3233-2323 / (86) 3220-3858 / (86) 3216-1572 / (86) 99454-3940.