Vigilância Sanitária e Guarda Municipal interditam fábrica clandestina de cosméticos

 A Vigilância Sanitária de Teresina, em parceria com a Guarda Municipal, realizou hoje (25) uma operação de interdição de uma fábrica clandestina de álcool e produtos cosméticos, localizada na zona norte da capital. Durante a ação, foram encontradas substâncias sem as especificações técnicas de segurança, além de condições precárias de estrutura e higiene.

A ação contou ainda com a participação da Diretoria de Vigilância Sanitária do Estado (Divisa), que é o órgão responsável pela liberação de atividade desta natureza. Segundo a gerente de Vigilância Sanitária da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Jeanyne Seba, a fábrica clandestina foi descoberta graças uma denúncia anônima recebida pelos órgãos.

“Durante a ação, foram constatadas diversas irregularidades como embalagens armazenadas em sacos de ração, tampas de embalagens em sacos de fertilizantes, presença de muitas fezes de animais e uso de água de poço sem o devido tratamento”, relata. Foram encontrados ainda produtos sem informações sobre data de validade, que são exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

A Vigilância Sanitária alerta a população para a importância de estar atenta e denunciar qualquer estabelecimento que apresente indícios de irregularidade. “Se você tem dúvida, se acha que está irregular, entre em contato pelo telefone 3215 9102 e denuncie. Nossa equipe irá até o local verificar e apurar a denúncia”, alerta a gerente.

FMS recebe doações de equipamento de proteção individual de entidades e empresas

Semcom

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) tem recebido doações de diversas empresas e entidades para contribuir no combate ao COVID-19. O material, usado para proteção dos profissionais de saúde está sendo distribuído entre a atenção básica, hospitais e UPAs de Teresina.

Na tarde desta quinta-feira (26), o prefeito Firmino Filho, acompanhado da deputada estadual Lucy Soares, visitou a fábrica Guadalajara e agradeceu a todos pelo gesto de solidariedade. Ele ressaltou que, iniciativas como essas sempre são bem vindas e vêm para somar com os esforços da FMS, que está adquirindo equipamentos para a proteção dos profissionais da linha de frente, cujo trabalho só pode ser realizado com a devida proteção. “Fico feliz que, no meio de tantas dificuldades que estamos passando, encontramos gestos de solidariedade como esse. Agora, nossos enfermeiros e médicos estarão protegidos graças a essa atitude tão bonita da empresa e de seus colaboradores”, agradeceu.

Desde a última terça-feira (24), 50 profissionais entre costureiras, cortadores e embaladores da empresa Guadalajara produzem cerca de 700 aventais por dia. A maioria dos colaboradores moram próximo a fábrica e não fazem parte do grupo de risco da doença. A empresa já produziu e entregou 1.750 máscaras e 50 capotes, que são aventais usados durante procedimentos a fim de evitar a contaminação da pele e roupa do profissional.

Durante a visita, a presidente da empresa Guadalajara, Cláudia Claudino, ressaltou que está feliz em poder colaborar e que todas as medidas recomendadas pelos órgãos de saúde estão sendo adotadas. “Tivemos essa iniciativa porque acreditamos que esse é um momento de muita solidariedade. Precisamos unir nossas forças, nossos corações e pensar naqueles que estão precisando”, frisou.

Nesta semana, a FMS também recebeu a doação de 100 unidades de protetores de face do Conselho Regional de Odontologia a serem usados durante os atendimentos. O Conselho também distribuiu o material para profissionais de odontologia que manifestaram interesse.

Já as empresárias Andressa Leão e Georgia Lau doaram 250 protetores – que foram distribuídos entre profissionais da atenção básica, saúde bucal e UPA do Renascença – além de estarem confeccionando aventais com 350 metros de TNT recebidos por doação de empresas como a Shopping Gráfica e doações de moradores do Condomínio Aldebaran.

Suyá Mendes, coordenadora Regional de Saúde Sudeste da FMS, explica que os profissionais da área da saúde devem seguir os protocolos padrões de atendimento a pacientes com suspeita ou caso confirmados de coronavírus (COVID-19), segundo orientações do Ministério da Saúde. “O profissional deve usar equipamento de proteção individual (EPI): protetor ocular ou protetor de face; luvas; capote/ avental/ jaleco e máscaras”, disse.