FMS faz alerta sobre vacina contra raiva de cães e gatos no Residencial Torquato Neto

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina comunica que tomou conhecimento que empresa de pet shop realizou, voluntária e gratuitamente, vacinação contra raiva em cães e gatos no último sábado (28), no Residencial Torquato Neto, localizado na zona sul da capital. Diante do fato, a Fundação alerta que as pessoas que levaram os seus animais para esta vacinação NÃO devem levá-los novamente para vacinar contra a raiva, por ocasião da campanha organizada pela Prefeitura de Teresina e que ocorrerá neste sábado, dia 05 de outubro, em bairros da zona sul e sudeste. Isso porque em curto período de tempo a dupla aplicação dessa vacina pode acarretar problemas de saúde nos animais.

Quanto aos demais, que não receberam a dose da vacina, a FMS reforça a importância dessa ação e convoca que o restante da população que reside nas zonas sul e sudeste de Teresina levem os seus cães e gatos para se vacinarem neste sábado (05), das 8h às 17h, em 136 postos espalhados nesta região da cidade. O objetivo é protegê-los contra a raiva, doença causada por um vírus e que atinge determinados mamíferos, incluindo cães e gatos. Quando o animal está infectado, ele passa apresentar comportamento estranho e, por meio de mordida, arranhadura ou lambida, pode transmitir a doença para o ser humano.

Teresina supera meta de vacinação antirrábica nas zonas Norte e Leste

Teresina superou a meta da primeira etapa da campanha de vacinação contra a raiva, que aconteceu no último sábado (28). Um total de 61.128 cães e gatos foram imunizados, o que corresponde a 93,70% do total de 65.238 animais estimados para a área.

A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de que 90% do número total de animais deve ser imunizada. Nos 136 postos distribuídos pelas duas zonas da cidade foram vacinados 45.996 cães e 15.132 gatos, o que corresponde a 94,01% e 92,78% das metas para cada espécie.

Por questões de logística, a campanha foi dividida em duas etapas na zona urbana. Por isso, as zonas Sul e Sudeste serão contempladas no próximo sábado (05). “Chamamos todas as pessoas responsáveis por cães e gatos das zonas Sul e Sudeste para que se dirijam a um posto de vacinação próximo a sua residência para que esses animais sejam vacinados”, convoca Oriana Bezerra, gerente de Zoonoses da FMS.

Ela lembra ainda que a vacina é a única forma de prevenção contra a doença. Ela é segura e gratuita, constituída por vírus atenuado, 2% de tecido nervoso e conservantes a base de fenol e timerosol. “Esclarecemos ainda que a vacina é importante, pois protege, além do animal, os seres humanos que convivem com eles”, alerta a gerente.

A raiva é uma zoonose, ou seja, é transmitida do animal para o homem. Tem uma alta taxa de mortalidade, chegando a alcançar quase 100%. O homem é um hospedeiro acidental na cadeia infecciosa, como o são, até certo ponto, os animais domésticos (cão e gato), sendo o grande reservatório natural representado por animais silvestres.

O vírus da raiva é transmitido através de mordidas e arranhaduras de mamíferos já contaminados. Na maioria dos casos a transmissão ocorre através de cães e gatos, pois são animais de companhia que possuem maior convívio com os humanos. Porém, além do cão e do gato, outros animais contaminados também podem transmitir a doença, como os furões, raposas, coiotes, guaxinins, gambás e morcegos.

O último caso de raiva em ser humano em Teresina foi em 1986. O último caso de raiva canina foi em 2011, em um cão proveniente do interior do estado, cujo proprietário é residente de Teresina.

 

Teresina tem quase 150 mil cães e gatos, aponta Censo Animal da FMS

Ascom/FMS

Quase 150 mil cães e gatos em Teresina. Este é o número estimado pelo primeiro Censo Animal, divulgado hoje (18) pelo Centro de Zoonoses de Teresina. A pesquisa teve como objetivo dimensionar a população canina e felina do município e utilizar os dados obtidos para fomentar campanhas educativas e de saúde.

A pesquisa aponta um total de 148.943 animais na cidade, dos quais 111.987 são cães e 36.956 são gatos, entre domiciliados, semidomiciliados e animais de rua. O resultado leva a uma média de um cão para cada 7,7 habitantes da capital e um gato para cada 23,23 teresinenses. Ainda segundo o censo animal, 47,1% das residências em Teresina possuem um pet, sendo 37,6% com cachorros e 14,7% com felinos.

Conforme explica Oriana Bezerra, gerente de Zoonoses da Fundação Municipal de Saúde (FMS), a metodologia utilizada seguiu os mesmos parâmetros que o Levantamento Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRA), no qual é usada uma amostragem para mensurar e calcular os resultados obtidos.

“Aplicamos um questionário, por meio dos formulários do Google, em 12.289 residências. Após a aplicação deste questionário, os dados foram tabulados, analisados e também validados por um profissional da área de estatística”, explica. De acordo com este método, a população de rua é estimada em 3% do número de animais domiciliados, o que leva a cerca de 3.360 cães sem um tutor responsável por eles.

A gerente chama atenção para o número de animais com acesso à rua, que pode levar a perigos como doenças, atropelamentos, envenenamento e agressão. “Em relação aos felinos, nós constatamos que 68,84% deles têm acesso livre à rua. É um percentual muito alto, e para reduzir o indicador você pode castrar o animal e reproduzir em casa um ambiente parecido com o que seu instinto vai procurar na rua”, diz Oriana Bezerra.

“Já em relação aos cães, constatamos que 22,74% têm acesso à rua acompanhado por um responsável, e 26,46% são soltos na rua pelos próprios tutores, um dado que nos surpreendeu. Lembramos que esta é uma conduta inadequada, pelos riscos e também porque o código sanitário proíbe que eles andem nas vias desacompanhados e sem proteção como focinheiras, para evitar agressão às pessoas”, alerta a gerente de Zoonoses.

O Censo Animal também apontou dados relativos à castração, que tem aumentado desde a implementação do programa da FMS em parceria com a Universidade Federal do Piauí. “A gente observou que a porcentagem de cães castrados é bem menor que a de felinos”, afirma Oriana Bezerra. Ela conta que, dentre os cães, 3,96% dos machos e 8,25% das fêmeas são castrados, uma diferença de mais de duas vezes entre os sexos, o que não acontece com os gatos, que apresentaram 12,35% dos machos e 18,44% das fêmeas esterilizados – uma relação equilibrada.

O levantamento também apurou dados em relação a reprodução e zoonoses, o que possibilitará a adoção de estratégias de controle sanitário e prevenção. “Os dados irão servir como direcionamento para um trabalho educativo relacionado à posse responsável, a importância da castração e de se manter os animais dentro dos domicílios, bem como melhorar indicadores”, finaliza a gerente.