Maternidade do Promorar passa a atender exclusivamente gestantes com sintomas de Coronavírus

A Maternidade do Promorar passará a ser destinada, exclusivamente, ao atendimento de gestantes que apresentarem sintomas leves de Coronavírus, com encaminhamento feito por outro estabelecimento de saúde municipal. A medida, adotada pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), visa promover um atendimento qualificado a este público e cumprir o Plano de Contingência elaborado para o enfrentamento à doença.

Com essa ação, a Maternidade do Promorar irá realizar partos e tratamentos clínicos apenas de gestantes com síndromes gripais. A partir desta quarta -feira (25), os demais serviços já estão temporariamente suspensos nesta Maternidade, como a realização de partos de mulheres que chegavam por demanda espontânea no estabelecimento, o atendimento às urgências obstétricas de gestantes e outros serviços ofertados a recém-nascidos. Nestes casos, a orientação é que esse público se dirija às outras maternidades do município, localizadas nos bairros Satélite, Buenos Aires e Dirceu.

“A Maternidade do Promorar está se preparando para realizar atendimentos de gestantes com sintomas leves de COVID-19. Se alguma usuária apresentar qualquer gravidade, que necessite de leito de UTI, ela deverá ser encaminhada para a Maternidade Dona Evangelina Rosa”, afirma a diretora de assistência hospitalar da FMS, Jesus Mousinho.

Com o fim da pandemia, a Maternidade do Promorar voltará a funcionar normalmente, com atendimento para gestantes e recém- nascidos.

A Fundação Municipal de Saúde reforça o apelo às pessoas para que só procurem os estabelecimentos de saúde quando realmente estiverem precisando.

Estrutura

A Maternidade do Promorar funciona 24 horas e, para atendimento de gestantes com casos leves de COVID-19, disponibilizará 20 leitos obstétricos. Há ainda sala de parto, centro cirúrgico e consultórios médicos.

Gestantes e crianças de até 1 ano terão cartão de estacionamento em vaga especial

As gestantes a partir do 3º mês de gestação e crianças com até um ano de idade terão direito ao uso de vaga especial de estacionamento em estabelecimentos comerciais como shoppings, centros comerciais, hipermercados e supermercados. A medida consta no Decreto nº 18.945 de 20 de agosto deste ano assinado pelo prefeito Firmino Filho.

A Strans informa que o direito ao uso da vaga especial é exercido mediante a utilização de cartão de estacionamento da gestante ou do bebê. O cartão da gestante perde a validade com o nascimento do bebê, mas a criança tem direito a um cartão até completar um ano de idade. Para ter direito ao cartão da criança deve ser apresentada a certidão de nascimento do bebê e qualquer pessoa poderá usá-lo desde que esteja com a criança. A Strans vai expedir gratuitamente os dois tipos de cartões a partir da próxima segunda-feira, dia 09.

Para a obtenção do cartão da gestante é preciso apresentar o laudo médico que indique a idade gestacional a partir do terceiro mês, documentos pessoais e comprovante de residência. No caso do cartão da criança, além dos documentos pessoais do responsável é necessária a apresentação da certidão de nascimento do bebê. No cartão vai constar o prazo de validade e o mesmo deverá ser colocado no painel do carro nas vagas especiais.

Projeto atende mais de 160 gestantes em situação de vulnerabilidade social

Ascom/Semcaspi

Gestantes e recém-nascidos podem contar com serviços de deslocamento e enxoval oferecidos pela Prefeitura de Teresina por meio do projeto Mãe Teresinense. O programa presta atendimento integral às mães em situação de vulnerabilidade social e renda e já contabiliza 162 atendimentos.

As ações inclusas no Mãe Teresinense são realizadas em conjunto, por meio da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), Fundação Municipal de Saúde (FMS) e da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres. O projeto conta com eixo de Política de Atenção às Mulheres, de Assistência Social, que consiste em acompanhamento familiar, atendimento no benefício eventual de auxílio-natalidade e a inclusão nos demais serviços ofertados pelo CRAS.

Além do acompanhamento do pré-natal, por meio da estratégia Saúde da Família, o eixo de Saúde atua de forma informativa, oferecendo oficinas que buscam tornar o processo da gestação, do parto e do nascimento mais seguro e confortável. O programa Amor de Tia, serviço que busca orientar sobre os cuidados necessários aos filhos de mulheres que sofreram violência, também está incluso no quadro do Mãe Teresinense.

Como participar

Já na suspeita de uma eventual gestação, a mulher pode procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Se confirmada a gravidez, se inicia o pré-natal e o encaminhamento ao Centro de Referência em Assistência Social (CRAS), onde mediante adequação aos critérios de renda per capita de ¼ do salário mínimo e inscrição no CadÚnico, se realiza a inclusão no Mãe Teresinense.

A família recebe, então, atendimento por parte do Serviço de Proteção e Atendimento Integral a Família (PAIF) e concessão para utilização do transporte no dia do parto e no retorno para sua residência, de forma que a segurança seja assegurada. A população pode conhecer ainda mais e sanar eventuais dúvidas por meio do 3131-4729 e do 3131-4730.

Curso orienta gestantes sobre cuidados com a gravidez e pós-parto

Ascom FMS

A Semana da Gestante da Unidade Básica de Saúde (UBS) Poty Velho segue até esta sexta-feira (10) com a realização da 13ª edição de seu curso sobre cuidados na gravidez e pós-parto. Cerca de 15 mulheres participam da atividade, que acontece nos turnos manhã e tarde no auditório da UBS.

A programação conta com palestras e dinâmicas educativas, orientações sobre cuidados durante a gravidez e com o bebê, além de uma visita à maternidade de referência da região (Buenos Aires) e um ensaio fotográfico na Ponte Estaiada.

Segundo a enfermeira Edna Albuquerque, a ação acontece a cada seis meses e é feita em conjunto pelas três equipes Estratégia Saúde da Família e também o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), proporcionando às futuras mães um apoio multiprofissional em todas as questões relativas a esta fase da vida. “O objetivo é aumentar o vínculo da gestante com a UBS e com a maternidade de referência, acolhê-las nesse momento de fragilidade, culpas, anseios, e trazer toda a equipe para ajudar tanto ela, quanto os familiares”, explicou.

Em sua segunda gravidez, Alexandra de Sousa afirma que mesmo já tendo a experiência da maternidade o curso está sendo proveitoso e trazendo informações novas. “Tem muita novidade para mim. O que eu mais gostei foi de aprender sobre os cuidados com o bebê, inclusive fiquei feliz em ver que na época do meu primeiro filho eu tomei alguns cuidados que nem sabia que estavam certos”, comentou a gestante, que participa desde o início do curso.

A aula desta quinta-feira (09) contou com orientações sobre o trabalho de parto e a importância dos exercícios antes e depois de dar à luz. A enfermeira obstétrica e doula Francisca Salazar trouxe mamas e placenta de crochê, bebês de brinquedo, rebozo, bolas e diversos objetos para demonstração de tudo que a gestante precisa saber. “Eu faço parte do curso, voluntariamente, há dois anos. Aqui ensino a fazer os exercícios, as técnicas de respiração, os tipos de óleos que a gente usa e as massagens. Então eu sempre gosto de mostrar como é feita esta preparação no trabalho de parto”, comentou a doula.

Pré-natal

A UBS Poty Velho segue o protocolo de acompanhamento das gestantes de acordo com sua classificação de risco: o pré-natal nos casos de baixo e médio risco é feito exclusivamente na unidade, com médico e enfermeiro, enquanto os casos de alto risco são acompanhados pela UBS em parceria com a Maternidade Evangelina Rosa.

Quando a mulher suspeita da gravidez, basta procurar a equipe Estratégia Saúde da Família, que vai solicitar os exames e fazer os encaminhamentos necessários, em um trabalho integrado entre médico, enfermeiro e odontólogo. “Se ela já traz o comprovante de que está grávida, a gente encaminha para o dentista, passa o ácido fólico e encaminha para a sala de vacina”, explica Edna Albuquerque. Na oportunidade, é feito ainda o pré-natal masculino, quando o companheiro é convidado a acompanhar a grávida e o médico solicita exames para ver como está a saúde dele também.

 

UBS Poty Velho realiza atividade voltada à saúde mental das gestantes

Ascom FMS

A Unidade Básica de Saúde (UBS) Poty Velho, na zona Norte, realiza o grupo ‘A conversa que não se tem no consultório’, voltado à saúde mental das gestantes e puérperas. A atividade acontece uma vez ao mês e é gerenciada pelo Núcleo Apoio à Saúde da Família (NASF).

“Esse grupo surgiu a partir de uma demanda que a médica da família trouxe para nós do NASF. Ela começou a perceber que só as consultas de rotina não estavam sendo suficientes para sanar todas as dúvidas das mães, e muitas delas apareciam com questões emocionais, de conflito. Então começamos a pensar em montar um grupo para que possamos ver o que elas estão pensando, o que elas estão sentindo, e vamos tentar detalhar um pouco mais, tirar um pouco mais dessa ansiedade em relação à gestação, e em relação ao puerpério também”, explica a psicóloga da UBS Poty Velho, Thatiane Vila Nova.

A profissional fala que o grupo foi montado com gestantes e puérperas, para que elas conversem com a Equipe Multidisciplinar da UBS. “Para que essa conversa vá além do consultório médico, é necessário que nesse grupo estejam presentes psicóloga, fisioterapeuta, nutricionista, para que possam colocar todas essas dúvidas, esses medos. Já que no consultório o tempo é curto, e a quantidade de pessoas que precisam ser atendidas são muitas, a gente faz esse grupo para que elas possam conversar de uma forma dinâmica, divertida, lúdica, e não aquela coisa pesada de palestra, de ficar só escutando, de uma forma passiva”.

Na UBS Poty Velho, nessa parceria com o NASF e a Equipe Saúde da Família, procura-se trabalhar de forma que os profissionais consigam captar o máximo de usuárias possíveis da comunidade. “Os grupos são sempre cheios por isso, porque elas sabem que não vão só escutar o profissional falando, sabem que vão ter um espaço para colocar de forma segura todos os medos, todas as inseguranças. Se existe uma coisa mais séria como uma depressão pós-parto, por exemplo, lá elas conseguem colocar e a gente faz até a visita domiciliar para falar especificamente com aquela paciente. Então dentro desses grupos a gente consegue captar muita coisa que dentro do consultório às vezes a gente não conseguiria, e podemos fazer um trabalho mais qualificado, reduzindo uma demanda que talvez iria evoluir de uma forma bem ruim”, enfatiza Thatiane.