Mais de 85 pessoas foram avaliadas no Dia D de combate à Hanseníase

Ascom/FMS

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina realizou, neste sábado (01), o Mutirão de Manchas de Pele em alusão à Campanha Janeiro Roxo, que busca combater a Hanseníase em todas as zonas da cidade. Durante o mutirão, foram avaliadas 86 pessoas com manchas suspeitas, sendo que cinco foram diagnosticadas com hanseníase e já iniciaram o tratamento.

“Nos últimos dez anos temos intensificado o atendimento a essa doença, pois o Brasil ainda tem uma situação desfavorável diante do mundo, em relação ao número de casos de hanseníase. Essa é uma doença que tem cura, mas que também maltrata muito e é transmissível”, diz Amparo Salmito, médica e gerente de epidemiologia da FMS.

Na região Sudeste, o Mutirão de Manchas de Pele esteve concentrado na UBS Reginaldo Castro, Renascença. Na região Leste, no Ambulatório do Hospital do Satélite. Na região Sul, no Ambulatório do Hospital Geral do Promorar e na região Norte, na UBS Poty Velho. Somente em 2019, Teresina apresentou 311 novos casos de Hanseníase, o que representa uma diminuição de 11%, se comparado ao ano de 2018. A Hanseníase afeta os nervos e se manifesta por meio de lesões na pele. É uma doença transmitida quando o infectado tosse, fala ou espirra. Entre as complicações da doença, a pessoa pode ter, por exemplo, problemas de visão e apresentar incapacidades físicas.

FMS inicia campanha para combater a Hanseníase em Teresina

Em alusão à Campanha “Janeiro Roxo”, que busca combater a Hanseníase, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina iniciou uma programação especial, que ocorrerá durante toda a semana. Entre as atividades, acontecerão ações educativas e avaliação clínica da população que convive ou conviveu diretamente com pessoas infectadas pela doença. O dia D será no sábado (01/02), com mutirão de manchas de pele em todas as zonas da cidade.

Nesta quinta-feira (23) acontece Workshop sobre a doença para os servidores e no próximo dia 31, panfletagem em Shopping. “Nosso objetivo é identificar também a população que convive ou conviveu nos últimos cinco anos com a pessoa infectada pela Hanseníase, para avaliar se tem manchas, sinais neurológicos ou de fraqueza muscular que sinalizam a doença”, explica Svetalana Coelho, do Núcleo de Doenças Negligenciadas da FMS.

O presidente da FMS, Charles Silveira, afirma que a campanha conscientiza a comunidade sobre os perigos da doença e sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado na rede de saúde pública. “É um trabalho incansável que desenvolvemos nessa área durante todo o ano e que é intensificado no mês de janeiro, pois queremos garantir boa qualidade de vida para a população teresinense”, pontua.

Somente em 2019, Teresina apresentou 311 novos casos de Hanseníase, o que representa uma diminuição de 11%, se comparado ao ano de 2018. “A Hanseníase afeta os nervos e se manifesta por meio de lesões na pele. É uma doença transmitida quando o infectado tosse, fala ou espirra. Entre as complicações da doença, a pessoa pode ter, por exemplo, problemas de visão e apresentar incapacidades físicas”, explica o infectologista da FMS, Kelsen Eulálio.

O médico infectologista informa que, em caso de mancha suspeita, a recomendação é que a pessoa se dirija a uma das 90 Unidades Básicas de Saúde de Teresina, para ser avaliada e receber o tratamento médico adequado. Caso haja necessidade, a pessoa também pode ser direcionada para locais de referência: Hospital Universitário do Piauí, Centro Maria Imaculada e Clínica de Dermatologia do Hospital Getúlio Vargas.

 

Confira programação da Campanha Janeiro Roxo da FMS

-23/01 (Quinta-feira): Worshop sobre Avaliação Neurológica Simplificada e Prevenção de incapacidade em Hanseníase/1ª etapa (teoria)

Horário: 14 as 18h

Local: Diretoria Regional de Saúde Sul

 

-24/01 (Sexta-feira):  Avaliação de contatos de Hanseníase – 2ª etapa

Horário: de 8 as 12h

Local: UBS Redonda

 

-29/01 (Quarta-feira):  Avaliação de contatos de Hanseníase – 2ª etapa

Horário: de 8 as 12h

Local: UBS Maria de Jesus Carvalho Porto Alegre

 

-31/01 (Sexta-feira):  Panfletagem no Shopping da Cidade

Horário: 9 as 12 h

Orientação à população sobre Hanseníase, por meio de distribuição de folders .

 

-01/02 (Sábado): Mutirão de Manchas de Pele .

Horário: 08 as 13h

Região Centro/Norte: UBS Poty Velho

Região Sudeste: UBS Reginaldo Castro/Renascença

Região Leste: Ambulatório do Hospital Do Satelite

Região Sul: Ambulatório do Hospital Geral do Promorar

 

FMS alerta que manchas na pele podem ser sinal de Hanseníase

Uma mancha na pele que não dói, não coça, não arde e não incomoda pode ser perigosa e sinal de Hanseníase. A informação foi enfatizada pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina durante o Janeiro Roxo, campanha mundial que busca incentivar o diagnóstico e o tratamento precoce da doença infecto-contagiosa e combater o preconceito.

Somente em 2019 Teresina apresentou 311 novos casos de Hanseníase, o que representa uma diminuição de 11% se comparado ao ano de 2018. “A Hanseníase afeta os nervos e se manifesta por meio de lesões na pele. Entre as complicações da doença, a pessoa pode ter, por exemplo, problemas de visão e apresentar incapacidades físicas”, explica o médico infectologista da FMS, Kelsen Eulálio.

Kelsen explica ainda que a transmissão acontece por gotas de secreção que o paciente, sem tratamento, elimina quando respira , fala, tosse ou espirra. “Os familiares, por terem um contato prolongado e íntimo com a pessoa doente não tratada, têm maior risco de adoecer. É por isso que a FMS realiza periodicamente a vigilância dos contatos, que significa avaliar as pessoas que convivem com quem tem a doença”, explica.

A FMS intensifica as ações de combate à doença em janeiro, mas o trabalho de vigilância acontece durante todo o ano. “Em parceria com a Educação, por exemplo, a FMS realiza campanha de Hanseníase e verminose nas escolas. Os pais das crianças recebem ficha e para preenchê-la eles devem observar o corpo dos pequenos em casa, avaliando se tem alguma mancha”, explica Svetlana Coelho, membro do Núcleo de Doenças Negligenciadas da FMS.

Confira locais para diagnóstico e tratamento da Hanseníase

Em caso de mancha suspeita, a recomendação é de que a pessoa se dirija para uma das 90 Unidades Básicas de Saúde de Teresina para ser avaliada e receber o tratamento médico adequado. Caso haja necessidade, a pessoa também pode ser direcionada para locais de referência: Hospital Universitário do Piauí, Centro Maria Imaculada e Clínica de Dermatologia do Hospital Getúlio Vargas.

Mais de 100 pessoas foram examinadas em mutirão de diagnóstico da hanseníase

Um total de 101 pessoas foram atendidas no Mutirão de Manchas de busca ativa de casos de hanseníase que aconteceu no último sábado (21). A ação aconteceu em quatro pontos de diferentes zonas da cidade: no ambulatório do Hospital Mariano Castelo Branco (HMCB); na Unidade Básica de Saúde Reginaldo Castro/Renascença; no ambulatório do Hospital Geral do Promorar e na Unidade Básica de Saúde da Piçarreira.

Dentre os atendimentos realizados, três casos positivos foram confirmados. “Foram três vidas salvas pelo nosso trabalho, pois quem sabe eles não teriam outra oportunidade e poderiam evoluir para serem diagnosticados somente com incapacidades físicas”, comenta Svetlana Coelho, enfermeira da Diretoria de Vigilância em Saúde da Fundação Municipal de Saúde (FMS).

Durante o mutirão, profissionais da FMS realizaram a avaliação de casos de pessoas com manchas na pele, em uma triagem de possíveis de casos de hanseníase. “A hanseníase é uma doença infecciosa, causada por uma bactéria onde as manifestações são principalmente qualquer tipo de lesão de pele com perda de sensibilidade. Seria aquela mancha onde o paciente não sente dor, não sente qualquer tipo de agente no local. Além da mancha, a hanseníase pode acometer nervos, o que leva a casos de incapacidade, de deformidade nos estados avançados da doença. É uma doença de transmissão respiratória e por isso a gente também avalia casos de contatos da doença”, esclarece o infectologista Carlos Gilvan Nunes, chefe do Núcleo de Doenças Negligenciadas da FMS.

O exame é feito por meio de um teste de sensibilidade na pele, pelo contato com tubos quentes e frios dentro e fora da mancha para detectar alguma diferença na sensibilidade. Em caso positivo, o paciente é encaminhado para tratamento, que é feito por uma combinação de medicamentos e fornecido gratuitamente pela Atenção Básica Municipal. O tratamento pode durar de seis a 12 meses e, após um mês tomando a medicação, a pessoa já não transmite a doença.

Teresina tem mantido uma série histórica de hiperendemicidade para hanseníase. No ano de 2018 foram diagnosticados 350 casos novos na população geral, o que corresponde a uma taxa de detecção de 40,6 casos/100.000 habitantes, em comparação com a média nacional de 12,23 casos/100.000 habitantes é cerca de quatro vezes maior.

Outro indicador que se destaca  é a taxa de detecção em casos menores de 15 anos, ou seja, os casos de hanseníase infantil. Em  2018 foram  detectados 26 casos novos de hanseníase nesta faixa etária, o que corresponde a uma taxa de 12,7 casos/100.000 habitantes. A prevalência de hanseníase infantil significa transmissão recente da doença por possível contato com pessoas doentes não tratadas, manutenção da endemia, bem como severidade da doença se não for detectada de forma precoce e tratada oportunamente.

 

FMS promove mutirão de busca ativa da hanseníase em quatro pontos da capital

Ascom/FMS

Encerrando as atividades da Semana Estadual de Combate a Hanseníase, a Fundação Municipal de Saúde promoveu, na manhã hoje (21), o Mutirão de Manchas, que é uma busca ativa de casos da doença. A ação aconteceu em quatro pontos de diferentes zonas da cidade: no Ambulatório do Hospital Mariano Castelo Branco (HMCB); na Unidade Básica de Saúde Reginaldo Castro/Renascença; no Ambulatório do Hospital Geral do Promorar e na Unidade Básica de Saúde Piçarreira, durante o evento Teresina em Ação.

Durante o mutirão, profissionais da FMS realizam a avaliação de casos de pessoas com manchas na pele, em uma triagem de possíveis de casos de hanseníase. “A hanseníase é uma doença infecciosa, causada por uma bactéria onde as manifestações são principalmente qualquer tipo de lesão de pele com perda de sensibilidade. Seria aquela mancha onde o paciente não sente dor, não sente qualquer tipo de agente no local”, esclarece o infectologista Carlos Gilvan Nunes, chefe do Núcleo de Doenças Negligenciadas da FMS. “Além da mancha, a hanseníase pode acometer nervos, o que leva a casos de incapacidade, de deformidade nos estados avançados da doença. É uma doença de transmissão respiratória, e por isso a gente também avalia casos de contatos da doença”, complementa o médico.

Foi este o caso de Doraci Leite, de 52 anos. “A minha cunhada teve hanseníase e se tratou há dois anos, e como eu estava sentindo uma dormência nas mãos resolvi vir aqui”, relata. O exame é feito por meio de um teste de sensibilidade na pele, pelo contato com tubos quentes e frios dentro e fora da mancha para detectar alguma diferença na sensibilidade. Doraci teve resultado negativo, mas em caso positivo, o paciente é encaminhado para tratamento, que é feito por uma combinação de medicamentos e fornecido gratuitamente pela Atenção Básica Municipal.

O tratamento pode durar de seis a 12 meses e, após um mês tomando a medicação, a pessoa já não transmite a doença. Quanto mais cedo for iniciado o tratamento, menores as chances de sequelas decorrentes da doença, que podem ser neurológicas e até mesmo deformações.

Teresina, apesar da tendência de redução dos casos, ainda apresenta altos coeficientes de detecção de Hanseníase, continuando a ser um grave problema de saúde pública, portanto todos os esforços devem ser somados para o enfrentamento da doença nas três instâncias do Sistema Único de Saúde seja federal, estadual ou municipal.

Teresina tem mantido uma série histórica de hiperendemicidade. No ano de 2018 foram diagnosticados 350 casos novos de hanseníase na população geral  o que corresponde a uma taxa de detecção de 40,6 casos/100.000 habitantes, em comparação com a média nacional de 12,23 casos/100.000 habitantes é cerca de quatro vezes maior.

Outro  indicador que se destaca é a taxa de detecção em casos menores de 15 anos, ou seja os casos de Hanseníase Infantil. Em  2018 foram  detectados 26 casos novos de hanseníase nesta faixa etária o que corresponde a uma taxa de 12,7 casos/100.000 habitantes. A prevalência de Hanseníase Infantil  significa transmissão recente da doença por possível contato com pessoas doentes não tratadas, manutenção da endemia, bem como severidade da doença se não for detectada de forma precoce e tratada oportunamente.

FMS realiza mutirão de manchas com busca ativa de casos de hanseníase

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) realiza neste sábado (21) um mutirão de manchas, que é uma busca ativa de casos de hanseníase. A atividade acontecerá em todas as zonas da cidade, das 8h às 13h. Na região Centro/Norte será no ambulatório do Hospital Mariano Castelo Branco (HMCB); na região Sudeste na Unidade Básica de Saúde Reginaldo Castro/Renascença; na região Sul o mutirão acontecerá no ambulatório do Hospital Geral do Promorar e na região Leste na Unidade Básica de Saúde Piçarreira (durante o Teresina em Ação), onde acontecerá a abertura do evento.

Considerada a enfermidade mais antiga da humanidade, a hanseníase ainda hoje representa um problema de saúde pública no Brasil. Trata-se de uma doença infectocontagiosa que se manifesta principalmente por meio de lesões na pele e sintomas neurológicos como dormências e diminuição de força nas mãos e nos pés. É causada por uma bactéria, o bacilo de Hansen, e a transmissão acontece por pequenas gotas de secreção que saem na respiração, por meio da fala, tosse e espirro da pessoa doente, que ainda não iniciou o tratamento.

“Os sinais e sintomas mais frequentes da hanseníase são manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, em qualquer parte do corpo, com perda ou alteração de sensibilidade térmica (ao calor e frio), tátil (ao tato) e à dor, que podem estar principalmente nas extremidades das mãos e dos pés, na face, nas orelhas, no tronco, nas nádegas e nas pernas. Uma vez iniciado o tratamento, o paciente para de transmitir a hanseníase, então não é preciso ter receio de dar um abraço, um aperto de mão ou se sentar no mesmo local que uma pessoa em tratamento”, explica Svetlana Coelho, da Diretoria de Vigilância em Saúde da FMS.

Teresina, apesar da tendência de redução dos casos, ainda apresenta altos coeficientes de detecção de hanseníase, continuando a ser um grave problema de saúde pública, portanto todos os esforços devem ser somados para o enfrentamento da doença nas três instâncias do Sistema Único de Saúde, seja federal, estadual ou municipal.

Teresina tem mantido uma série histórica de hiperendemicidade. No ano de 2018 foram diagnosticados 350 casos novos de hanseníase na população geral, o que corresponde a uma taxa de detecção de 40,6 casos/100.000 habitantes. Em comparação com a média nacional de 12,23 casos/100.000 habitantes é cerca de quatro vezes maior.

Outro indicador que se destaca é a taxa de detecção em casos menores de 15 anos, ou seja, os casos de hanseníase infantil. Em 2018 foram detectados 26 casos novos de hanseníase nesta faixa etária, o que corresponde a uma taxa de 12,7 casos/100.000 habitantes. A prevalência de hanseníase infantil significa transmissão recente da doença por possível contato com pessoas doentes não tratadas, manutenção da endemia, bem como severidade da doença se não for detectada de forma precoce e tratada oportunamente.

Cerca de 140 escolas participam de campanha de combate à hanseníase e verminoses

Ascom/FMS

Manchas suspeitas, sem sensibilidade, são sinais de hanseníase, doença silenciosa que pode trazer consequências graves. Em uma ação para combater a doença, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) lançou hoje (18) a Campanha Municipal de Combate à Hanseníase e Verminoses, na Escola Municipal Cristina Evangelista, zona Sul da capital.

A campanha contempla crianças e adolescentes entre os seis anos e menores de 15 anos de cerca de 140 escolas do município. Como informa Amariles Borba, diretora de Vigilância em Saúde da FMS, a detecção de casos nesta faixa etária leva à busca também entre familiares e adultos próximos, uma vez que a transmissão se faz por meio de gotículas de saliva e são proeminentes entre pessoas de convívio íntimo e familiar.

“Ninguém nasce com hanseníase, então se a criança tem é provável que exista um portador que contaminou. Por isso, é importante que tanto a governança das escolas como os pais e responsáveis façam adesão a essa campanha, para que possamos diminuir em breve o número de casos em Teresina”, disse a diretora.

Para isso, é adotado o chamado “método do espelho”, em que as crianças levam para casa uma ficha com um mapa do seu corpo. “É preciso que os pais examinem a criança sem roupa de frente e de costas, para ver se tem alguma mancha. Se tiver, assinalar no papel para que ela possa ser examinada pela equipe Estratégia Saúde da Família”, explica Amariles Borba. “Se existe uma consistência de que é uma suposição de hanseníase, ela será encaminhada para um especialista para fechar ou não o diagnóstico”, completa a diretora.

Já o combate às verminoses é feito com a distribuição do medicamento Albendazol 400 mg, via oral, dose única, que é tomado pela criança na escola sob a supervisão de um profissional da Estratégia de Saúde da Família. A realização dessa ação de profilaxia e de diagnóstico de hanseníase em escolares está em conformidade com as recomendações de Órgãos Internacionais como a OPAS/OMS.

A parceria entre saúde e educação é fundamental para a realização de ações pelo bem-estar dos estudantes. “A hanseníase é doença ainda com alguns preconceitos, mas nessa parceria a gente pretende avaliar as crianças de mais de 100 escolas, vendo com a participação da família se existem algum indicativo da doença para o tratamento”, disse Madalena Leal, gerente de Assistência ao Educando da Secretaria Municipal de Educação (SEMEC). “Então é muito importante essa parceria, porque nem a saúde faz só nem a educação faz só, então é uma ação intersetorial de grande importância para a erradicação desta doença”, completou a gerente.

Teresina ocupa a 8ª posição nacional em casos de Hanseníase em menores de 15 anos. Em 2018, o número de casos novos diagnosticados nesta faixa etária em nossa capital foi 26 casos, o que corresponde a um coeficiente de detecção de 12,7 casos por 100.000 habitantes. Nas últimas cinco campanhas realizadas nas escolas, 39 casos da doença foram diagnosticados.

FMS lança amanhã (18) campanha de hanseníase e verminoses nas escolas

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) lança amanhã (18), às 9h da manhã, a sexta edição da Campanha Municipal de Hanseníase e Verminose. A abertura será na Escola Municipal Cristina Evangelista, que fica na rua Piracuruca, 1345, bairro Três Andares.

O objetivo desta iniciativa é reduzir a carga parasitária de verminoses em escolares do ensino público fundamental e identificar casos suspeitos de hanseníase, possibilitando um diagnóstico oportuno da doença, o tratamento adequado e  acompanhamento dos casos confirmados. “O público alvo da Campanha são estudantes na faixa etária de 5 a 14 anos das escolas públicas municipais do Ensino Fundamental regular  de Teresina”, informa Svetlana Coelho, enfermeira da Diretoria de Vigilância em Saúde da FMS.

Para identificação dos casos de hanseníase é adotado o “método do espelho”, que consiste no preenchimento da ficha de autoimagem para identificação de escolares que apresentem sinais e sintomas sugestivos de hanseníase. A ficha é distribuída aos escolares, preenchida pelos pais e/ou responsáveis e devolvida para a escola em, no máximo, dois dias. Já o combate às verminoses é feito com o uso do medicamento para profilaxia das verminoses Albendazol 400 mg, via oral, dose única, sob a supervisão de um profissional da Estratégia de Saúde da Família. A realização dessa ação de profilaxia e de diagnóstico de hanseníase em escolares está em conformidade com as recomendações de Órgãos Internacionais como a OPAS/OMS.

Apesar dos esforços promovidos pelo governo brasileiro para o controle da doença nos últimos anos, casos em menores de 15 anos ainda são diagnosticados no país, sinalizando focos de infecção ativos e transmissão recente da doença. Teresina ocupa a 8ª posição nacional em casos de Hanseníase em menores de 15 anos. Em 2018, o número de casos novos diagnosticados nesta faixa etária em nossa capital foi 26 casos, o que corresponde a um coeficiente de detecção de 12,7 casos por 100.000 habitantes. “Vale ressaltar que casos de Hanseníase infantil sinalizam focos de infecção ativos e transmissão recente da doença”, diz Svetlana Coelho.

FMS realiza este mês mutirão para avaliar manchas de hanseníase

Ascom/FMS

Teresina apresentou 350 novos casos de hanseníase em 2018. Para somar esforços no combate à doença, entre os dias 18 e 21 de setembro, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) da capital piauiense irá participar da Semana Estadual de Combate à Hanseníase, iniciada nesta quinta-feira (12) pelo Governo do Estado do Piauí.

A população deve ficar atenta e procurar tratamento se tiver uma mancha na pele que não dói, não coça, não arde, não descasca, não incomoda, porque pode ser perigosa e sinal de hanseníase. Entre as complicações da doença, a pessoa pode ficar cega, perder mobilidade, força, apresentar esterilidade, insuficiência renal, além de ser transmissor da doença.

Presente no lançamento da campanha, o presidente da FMS, Charles Silveira, afirmou que Teresina tem 90 Unidades Básicas de Saúde que disponibilizam o diagnóstico e o tratamento de hanseníase. “Se houver necessidade, o usuário pode ser direcionado para os locais que são referências nesse atendimento (HGV, HU e Centro Maria Imaculada)”, informou.

Svetlana Coelho, membro do Núcleo de Doenças Negligenciadas da FMS, explica ainda que a hanseníase é uma doença que afeta os nervos periféricos com manifestações na pele. “Como a forma de transmissão do bacilo é por via aérea, os contatos domiciliares podem adoecer por respirarem o mesmo ar ambiente. Então, a FMS faz a vigilância desses contatos também”, explicou.

Confira atividades da FMS no combate à Hanseníase em Teresina

-18/09 – Quarta-feira: Lançamento da Campanha Integrada de Hanseníase e Verminose nas Escolas.

Local: Escola Municipal Cristina Evangelista, que fica na Rua Piracuruca, 1345, Bairro Três Andares.

Horário: de 9h às 10h

-19/09 – Quinta-feira: Oficina de Enfrentamento ao Estigma e Adoção de Práticas não-Discriminatórias em Hanseníase

Local: Universidade Federal do Piauí/Departamento de Enfermagem

Horário: 14h às 18h

-20/09 – Sexta-feira: Panfletagem no Shopping da Cidade com orientação à população sobre Hanseníase

Horário: 9h às 11h

-21/09- Sábado: Mutirão para avaliar Manchas

Região Centro/Norte:Hospital Mariano Castelo Branco (HMCB)

Região Sudeste: UBS Reginaldo Castro/Renascença

Região Leste: UBS Piçarreira/Teresina em Ação

Região Sul: Hospital Geral do Promorar

Horário: 8h às 13h