Hospital do Monte Castelo completa 43 anos atendendo população de Teresina

O Hospital Dr. Miguel Couto, do bairro Monte Castelo, zona Sul, completa neste sábado (28) 43 anos de funcionamento e desde 23 de março de 2020 é exclusivo para pacientes Covid e referência na rede municipal para tratamento dessa doença. Funciona com 49 leitos, sendo 30 leitos clínicos Covid e 10 leitos de UTI Covid.

Dados estatísticos do hospital apontam que este ano de janeiro a julho foram 1.007 admissões, 47 altas de pacientes curados e 629 pacientes de alta melhorado quando o paciente pode ter continuidade no tratamento da covid fora do hospital. Em 2020 de março a dezembro foram 1.354 admissões e 953 pacientes tiveram alta melhorado.

A equipe multiprofissional do Hospital do Monte Castelo tem inovado no acolhimento para pacientes Covid utilizando recursos como vídeo chamadas para agilizar a comunicação entre os pacientes e familiares. Além disso, a unidade foi o primeiro hospital público de Teresina a utilizar a tecnologia de ventilação mecânica não invasiva, que é menos agressiva que a intubação. Para Martina Costa, diretora geral do Monte Castelo, o acolhimento é muito importante na área hospitalar e mais ainda quando se trata de uma doença como a Covid.

O diretor clínico do hospital, Cícero de Sousa Neto, explica que a equipe de profissionais é capacitada para o atendimento aos pacientes. “Trabalhamos com todos os parâmetros e orientações sobre as medidas de precauções no que se refere a Covid-19, dispomos de medicação, temos os equipamentos de proteção individual em quantidade suficiente para todos, em conformidade com as normativas vigentes e o adequado dimensionamento dos profissionais para o funcionamento 24 horas”, diz.

O hospital teve reforma e ampliação concluída em 2015 e passou a atender a população de Teresina com estrutura moderna. O presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Gilberto Albuquerque, fala da capacidade de atendimento. “ É um hospital dotado de equipamentos, equipes de profissionais com muita capacidade técnica, medicamentos e toda a estrutura necessária para atender nesse momento de pandemia da Covid-19. Antes o hospital já tinha a sua importância no atendimento à população de Teresina com urgência 24 horas e internação”, cita.

Foto: Divulgação (FMS)

Hospital do Monte Castelo utiliza capacete especial na terapia respiratória da Covid

O hospital do bairro Monte Castelo, zona Sul de Teresina, inova no atendimento a pacientes com Covid-19 com o uso de equipamento que possibilita a otimização da terapia respiratória não invasiva. O equipamento é a interface para VNI Elmo, tipo Helmet (conhecido como capacete), que propicia a otimização dessa terapia.

O fisioterapeuta da equipe do hospital, Raimundo Miranda Neto, explica sobre as formas de terapias respiratórias. “O serviço de fisioterapia atua com diversas medidas terapêuticas importantes, dentre elas, a de cateter nasal e a ventilação não invasiva. Dentro dessa ventilação não invasiva, está essa interface Helmet, que propicia uma otimização dessa terapia uma vez que possibilita a utilização do uso mais prolongado dessa ventilação”, destaca.

A equipe de fisioterapia desse hospital teve treinamento para uniformização de procedimentos e uso adequado desse equipamento, que por ter o formato de um capacete é ajustado ao pescoço do paciente garantido conforto e adequado ajuste.

O hospital do bairro Monte Castelo funciona exclusivamente para atender pacientes com Covid com 20 leitos de UTI, 30 leitos clínicos. O diretor clínico do hospital, Cícero Neto, explica que o equipamento é utilizado nos pacientes das UTIs e nas enfermarias. “Esse equipamento é mais uma forma de tratamento, que propicia às equipes dos profissionais essa possibilidade de recurso somado as interfaces já existentes que são usadas nos pacientes. Com esse equipamento observamos até melhor aceitação por parte dos pacientes”, afirma.

Equipamento que possibilita a otimização da terapia respiratória não invasiva Foto(Ascom/FMS)

Hospital do Monte Castelo faz atendimento Odontológico em pacientes Covid

O Hospital do Monte Castelo, que atualmente trata exclusivamente pacientes com Covid-19, inclusive em unidades de terapia intensiva, conta desde este mês, com assistência odontológica para estes pacientes.

Pelas próprias características do novo coronavírus, que tem grande afinidade pelo sistema respiratório, a boca dos infectados também constitui um ambiente extremamente contaminado, e a higienização pode reduzir consideravelmente a carga viral na região bucal e, consequentemente, limitar possíveis focos de infecção.

A diretora geral do Hospital do Monte Castelo, Marilene Siqueira Silva, explica sobre a necessidade desse atendimento. “Esse serviço odontológico implantado nesta unidade de saúde visa reduzir  tempo de internação e os riscos de infecção, principalmente de pneumonia associada à ventilação mecânica”, diz.

Os pacientes hospitalizados recebem orientação de profissional habilitado,  conforme grau de dependência, a fim de evitar danos consequente da alteração da microbiota bucal.

O odontólogo Vinícius Aguiar Lages, plantonista do Hospital do Monte Castelo, explica que pacientes graves, com Covid-19, devido às complicações respiratórias e hematológicas, apresentam grande dificuldade ou mesmo são impossibilitados de manterem o autocuidado com o corpo.

“A higienização da boca faz parte do conjunto de práticas para o bem-estar e a qualidade de vida. Assim, como a cavidade oral é um ambiente em que infecções podem acontecer com muita facilidade devido a vários micro-organismos oportunistas, uma vez que a imunidade já está gravemente comprometida e o paciente não consegue realizar sua higiene bucal, ter um dentista na UTI ajuda no controle de diversas infecções”,  explica Vinícius Lages.

Sobre o atendimento, o odontólogo informa que o paciente é avaliado diariamente por uma equipe para verificar a situação oral, para, assim, notar rapidamente quaisquer alterações que podem causar complicações severas.

“A formação de placa pode prejudicar as funções respiratórias do paciente, então, é recomendável a higiene e aplicação de antissépticos bucais como o digluconato de clorexidina a 0,12%, a cada oito ou doze horas. Secreções que se acumulam na região orofaríngea devem ser aspiradas regularmente, pois podem conter uma concentração alta de agentes patogênicos. Além disso, podem surgir lesões traumáticas ou fúngicas na boca durante a internação, que devem ser prontamente tratadas.

Esses procedimentos devem ser realizados por profissionais que atuam na Odontologia Hospitalar, habilitação reconhecida pelo Conselho Federal de Odontologia em 2015, junto com a equipe de Enfermagem.

Equipe do Hospital do Monte Castelo que faz atendimento odontológico em pacientes com Covid. Foto: Ascom (FMS)

Firmino descarta medidas restritivas em Teresina com queda dos números da Covid-19

Rômulo Piauilino

Em visita ao Hospital do Monte Castelo na manhã desta terça-feira (17), o prefeito Firmino Filho voltou a negar a possibilidade de adoção de medidas mais restritivas em Teresina. O gestor ressaltou que os números de atendimentos relacionados à Covid-19 na capital têm caído, apresentando traços de estabilidade, e o processo de flexibilização das atividades deve ser mantido.

“Neste momento, no Hospital do Monte Castelo, por exemplo, de um total de 50 leitos disponíveis, temos 22 pacientes internados. Isso mostra que a capacidade do Hospital ainda é bastante significativa para atender qualquer eventualidade. Já no Hospital de Campanha Padre Pedro Balzi, que tem capacidade de 80 leitos, apenas seis estão ocupados. São dois indicadores que mostram a tendência de queda da doença em nossa cidade”, comentou o prefeito Firmino Filho.

Os dados da Fundação Municipal de Saúde (FMS) confirmam a tendência de queda de atendimentos em função da Covid-19. “É fundamental que a gente possa passar a verdade de forma transparente para a população. Infelizmente temos muita fake news afirmando que a segunda onda já começou em Teresina, mas essa não é a nossa realidade. Verificamos a redução nos números e o processo de flexibilização das atividades vai seguir seu curso natural”, ressaltou o prefeito.

Firmino visitou algumas alas do hospital do Monte Castelo e conversou com pacientes e profissionais. Em quase oito meses de funcionamento, o local já registrou alta de 939 pessoas recuperadas da Covid-19. Foram 1.073 internações desde sua abertura no final do mês de março, além de 87 transferências de pacientes. “Com uma infraestrutura adequada e uma equipe qualificada, nosso Hospital tornou-se referência em tratamento de pacientes com Covid-19. Adotamos todos os protocolos de assistência e estamos mudando de acordo com a evolução dos novos protocolos”, destaca a diretora geral do Hospital, Fátima Sousa.

Mais de 80% das pessoas com Covid-19 tiveram alta do Hospital do Monte Castelo

Rômulo Piauilino

Um levantamento divulgado nesta quarta-feira (12), pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), aponta que 80% das pessoas com quadro moderado ou grave da Covid-19 apresentaram melhora e tiveram alta médica no Hospital do Monte Castelo. Somente no mês de julho, foram atendidos 146 pacientes com a doença. Após a prestação da assistência em saúde, 117 puderam retornar para casa e 26 foram transferidos para outras unidades.

A Fundação também mostrou o perfil das pessoas atendidas naquele estabelecimento de saúde, direcionado para casos suspeitos ou confirmados da Covid-19. Do total de pessoas com a doença, 51% eram do sexo masculino e 51% idosos. As doenças crônicas mais frequentes foram: hipertensão (pressão alta), diabetes, obesidade, cardiopatia e asma, presentes em mais de 84% dos pacientes atendidos.

“O Hospital do Monte Castelo tem infraestrutura necessária para tratamento de pessoas com Covid-19 e conta com uma equipe qualificada, além disso, a gestão adotou todos os protocolos de assistência. Esses elogios também são feitos pelos pacientes que lá se encontram e recebem atendimento de excelência. Temos muitos casos de êxito na cura clínica da Covid-19”, ressalta a médica intensivista e diretora clínica do Hospital, Ana Tecla.

O Hospital do Monte Castelo, localizado na zona Sul de Teresina e administrado pela FMS, foi preparado para atender exclusivamente casos de internação clínica de pacientes com suspeita ou confirmação da Covid-19. O local tem 50 leitos, sendo 43 de internação e 7 de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), disponíveis para atender casos regulados de outros estabelecimentos de saúde.

Após tratamento contra a Covid-19, mãe e filha têm alta do Hospital do Monte Castelo

Uma única saída de casa foi suficiente para que Antônia Rosimeire Moura, 49 anos, fosse contaminada pela Covid-19. Dias depois, foi a vez de sua mãe, Isabel Moura, 78 anos, também contrair a doença. Após seis dias de internação no Hospital do Monte Castelo, mãe e filha tiveram alta hoje (11), e comemoram a vitória sobre a pandemia.

As duas procuraram atendimento no Hospital da Primavera e, posteriormente, foram transferidas para internação no Hospital do Monte Castelo, que é a referência na saúde municipal para o novo Coronavírus. “Elas deram entrada com quadro de síndrome gripal com suspeita de Covid-19. Durante a internação, a gente confirmou o diagnóstico das duas, então demos início ao protocolo de tratamento do hospital e as duas tiveram êxito”, conta a médica Giovana Paulo.

Antônia Moura conta que só foi informada sobre a internação de sua mãe dois dias depois. “Fiquei muito preocupada, pois tudo o que eu não queria era que ela pegasse, mas ao mesmo tempo fiquei tranquila por ela ter sido bem atendida no Hospital da Primavera, e por ter sido transferida para cá; aqui eu sabia que ela estava sendo bem atendida como eu fui”, elogia. Ela define a sensação de vencer esta batalha junto com a sua mãe como emocionante. “Eu fico emocionada, sabendo que é uma doença grave, mas que estamos nos recuperando. Agora estou preocupada com meus dois filhos, que são menores de idade e estão sendo acompanhados em casa”, relata.

Segundo a infectologista do Hospital do Monte Castelo, Maria Dolores, o próximo passo é dar sequência ao tratamento em domicílio e em isolamento por 14 dias. “Nós orientamos os familiares e os pacientes a se manterem em isolamento. O paciente, em um cômodo à parte da casa; se possível, com banheiro exclusivo para ele, e utensílios pessoais também exclusivos para a pessoa com a Covid-19. As pessoas podem se contaminar com o Coronavírus através de outras pessoas que têm o vírus. A doença pode ser transmitida de pessoa para pessoa por meio de pequenas gotículas do nariz ou da boca que se espalham quando uma pessoa com Covid-19 tosse ou espirra. O indicado é que a pessoa diagnosticada fique em isolamento por 14 dias”, explica a médica.

Após a experiência, Antônia Moura diz que acredita mais ainda na força do isolamento social como forma de prevenção à Covid-19. Ela diz que estava cumprindo as regras e saía apenas para casos de urgência, mas que acredita que contraiu o Coronavírus na única vez que teve que sair de casa: “As pessoas não acreditam, só acreditam quando passam por isso. Então o que eu digo para todas as pessoas é que elas tenham cuidado, mantenham o isolamento, e mantenham os cuidados. E a pessoa tem que entender o que realmente está acontecendo, que é muito difícil”, relata. “Eu tive sorte que ainda estava tendo vaga (na rede de saúde), e também agradeço muito. O isolamento que o prefeito decretou é um dos maiores cuidados que deveria ter sido dado, mas tem muita gente que não obedece, então o recado que eu deixo é que as pessoas entendam que é sério, que colaborem e fiquem em casa para cuidar da sua vida e da do outro”.

Segundo a diretora médica Ana Tecla, o Hospital do Monte Castelo tem apresentado grande êxito no tratamento de pacientes positivos para Covid-19. “O número de altas que estamos tendo é de quase de 100%, salvo aqueles pacientes que já tinham uma doença de base que descompensa, além do tratamento do novo Coronavírus. Nestes casos foi necessária a transferência para hospitais de maior complexidade, como o HUT. Diariamente temos altas com pacientes estáveis e assintomáticos”, comemora.

Segundo dados da Fundação Municipal de Saúde (FMS) e da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), divulgados na noite de ontem (10), Teresina possui 786 casos confirmados do novo Coronavírus.