Crianças indígenas recebem vacina contra a Covid em Teresina

Um total de 11 crianças indígenas foram vacinadas contra a covid hoje (18) na aldeia Ukair, em Teresina. A ação cumpre mais uma etapa da campanha de imunização infantil, que inclui indígenas de 5 a 11 anos aldeados como grupo prioritário para receber a dose neste primeiro momento.

Benjamin Nairó, da etnia Guajajara, de nove anos, foi a primeira criança da aldeia a receber a vacina. Ele contou que, apesar da injeção, ficou satisfeito em estar protegido. “Não doeu, foi uma picadinha de formiga. Estou feliz porque a vacina salva”, disse o garoto, que recebeu um certificado de heroísmo por ter enfrentado o coronavírus.

(Foto: Ascom/FMS)

O pai de Benjamin, Aquiles Nairó, aguardava a oportunidade com muita expectativa, e disse que vê o imunizante como a principal arma para vencer a pandemia. “Muitas famílias perderam crianças e adultos para a covid, por isso acho que a gente tem que acreditar na vacina, confiar completamente. Sabemos que muitos países estão aplicando há um bom tempo e estamos muito ansiosos e felizes de estar participando desta etapa de combate à pandemia”, declarou.

Aliã Wamiri, vice-cacica da aldeia Ukair, comemorou e agradeceu a oportunidade. “É um importante imunizarmos nossas crianças para ajudar a diminuir a propagação da pandemia e a salvar vidas. É um ato de amor, uma oportunidade para a sociedade ver a gente como exemplo, de que a gente ama e que a gente quer a vacina, porque a vacina salva”, disse.

(Foto: Ascom/FMS)

O presidente da FMS, Gilberto Albuquerque, esteve no local e ressaltou a importância do cumprimento do calendário para que todos os grupos prioritários sejam contemplados. “Além dos indígenas, estamos contemplando nesta etapa crianças com comorbidades ou deficiência permanente nas Unidades Básicas de Saúde. Assim que possível, ampliaremos para a população em geral por faixa etária”, disse o gestor.

(Foto: Ascom/FMS)

Indígenas venezuelanos recebem certificados das oficinas de corte de cabelos

A Secretaria Municipal de Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), em parceria com a Fundação Wall Ferraz (FWF), realizou na manhã desta quinta-feira, (07), a solenidade de entrega de certificados das oficinas de corte de cabelos. As capacitações aconteceram no primeiro semestre deste ano, nos abrigos que acolhem os indígenas venezuelanos.

Segundo a Secretária Executiva do SUAS, Aline Teixeira, os cursos ofertados são importantes para reforçar a autonomia dos venezuelanos em Teresina.

“Os cursos são importantes para que eles estejam preparados para serem inseridos no mercado de trabalho, aqui, em Teresina. É que o que queremos! Que eles tenham autonomia necessária,  para que cada um tenha suas vidas organizadas fora dos abrigos” declarou.

(Foto: Ascom/Semcaspi)

O Superintendente da Fundação Wall Ferraz, Pedro Ferreira, elogiou o tratamento e as oportunidades oferecidas aos indígenas venezuelanos.

“Esse momento é um olhar do nosso prefeito Dr. Pessoa, de proporcionar o melhor tratamento a todos os venezuelanos, que já se consideram filhos de Teresina.  Essa parceria da Fundação e Semcaspi proporcionou aos nossos irmãos um momento de oportunidade de inserção no mercado de trabalho. Uma iniciativa grandiosa, a nossa acolhida é qualificar, profissionalizar para quem já tem uma tendência, uma vocação na profissão melhore, e fortaleza cada vez mais e quem não tem, vai se inserir e desenvolver ao longo do processo.” ressaltou.

(Foto: Ascom/Semcaspi)

Para o Gerente Pedagógico da Fundação Wall Ferraz, Igor Araújo, os cursos são um caminho para a inserção dos venezuelanos no mercado de trabalho.

“Queria agradecer a Semcaspi por estar acolhendo esses venezuelanos indígenas, que juntamente com a Fundação Wall Ferraz, estamos oferecendo cursos de qualificação. Até mesmo para ter como possibilidade se inserir no mercado de trabalho e quero dizer que estamos à disposição da Semcaspi para parcerias futuras.” comentou.

PARTICIPAÇÃO NAS ESCOLHAS

A Secretária Executiva do SUAS, Aline Teixeira declarou que haverá um levantamento nos abrigos para que eles possam escolher quais são os próximos cursos profissionalizantes, que os indígenas venezuelanos sentem interesse em fazer.

“Em breve, nós teremos outros cursos, mas antes de fazermos esse levantamento de outros cursos, estamos preparando uma pesquisa. Vamos perguntar a eles quais são os próximos cursos que querem fazer, seja de corte e costura, design de sobrancelha, artesanato ou qualquer outro curso. Quando estivermos com esse levantamento, vamos em busca da Fundação Wall Ferraz e anunciaremos os próximos cursos”, esclareceu.

(Foto: Ascom/Semcaspi)

Semcaspi promove assembleias com indígenas venezuelanos para debater itens das cestas básicas

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), promoveu assembleias nos abrigos de indígenas venezuelanos para debater sobre itens que compõem as cestas básicas deste público. As cestas básicas são distribuídas uma vez por semana as famílias dos abrigos da capital.

As assembleias aconteceram nos três abrigos de indígenas venezuelanos, na semana passada, e contaram com a presença das gerências de Proteção Social Especial e Segurança Alimentar Nutricional.

Segundo Aline Teixeira, secretária executiva do SUAS/Semcaspi, as assembleias tiveram como objetivo discutir com os indígenas venezuelanos, de forma dinâmica e pedagógica, sobre os itens que constam, atualmente, nas cestas básicas.

“Os acolhidos votaram item por item e explicaram como se alimentam nas três principais refeições do dia. Dentre as solicitações, foi proposto a alternância, semanal de produtos. Por exemplo, de biscoitos doces e salgados, de macarrão parafuso e espaguete. Além do retorno do café, item que eles já tinham pedido a suspensão num momento anterior. A nossa preocupação é manter os produtos que, realmente, estão sendo consumidos, para evitar desperdícios”, esclareceu.

Aline Teixeira destacou ainda que haverá alteração no tamanho das cestas básicas a partir do mês de agosto.

“Dentre as pautas que debatemos nas assembleias, foi o tamanho das cestas. As cestas são padrão para as famílias, independente do número de componentes. A Semcaspi está avaliando, juntamente, com as equipes técnicas dos abrigos e com as próprias comissões dos abrigos sobre a quantidade de pessoas por família. A ideia é fazer com que eles recebam cestas básicas proporcionais à quantidade de componentes em cada família assistida”, pontuou.

Foto: Divulgação (Semcaspi)

Indígenas venezuelanos recebem segunda dose da vacina contra Covid-19

Indígenas venezuelanos, da etnia Warao que residem nos 3 abrigos recebem segunda dose da vacina contra Covid-19 (Foto: Ascom/Semcaspi)

Indígenas venezuelanos, da etnia Warao que residem nos 3 abrigos recebem segunda dose da vacina contra Covid-19 (Foto: Ascom/Semcaspi)

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), em parceria com a Fundação Municipal de Saúde (FMS), realizou, na última sexta-feira (25/06), a aplicação da segunda dose da vacina contra Covid-19 nos indígenas venezuelanos, da etnia Warao, que residem nos três abrigos. Ao total, foram aplicadas 72 doses da vacina nos acolhidos para a conclusão do ciclo de imunização.

As 72 doses, que são da vacina AstraZeneca, foram aplicadas em:  30 acolhidos no abrigo CSU do Bairro Buenos Aires;  18 no  abrigo Piratinga do Bairro Poti Velho,  e 24 do abrigo Emater.
Segundo Graceane Neves, gerente da Proteção Social Especial (GPSE), os indígenas venezuelanos tiveram uma boa aceitação em tomar a vacina contra a Covid-19.

“Estamos buscando informar e combater as fake news, que eles recebem pelo celular e este trabalho tem sido feito junto com os coordenadores e assistentes sociais, para sensibilizar sobre a importância da imunização. Uma das nossas dificuldades é porque tem alguns acolhidos que não completaram o ciclo de imunização por não estar no abrigo e estão viajando para fora do estado, sem previsão de retornar”, ressaltou.

Para Santiago Oliveira, coordenador do abrigo CSU do Buenos Aires, a vacinação contra a Covid-19 vai promover mais segurança tanto aos venezuelanos, quanto aos funcionários que atuam nos abrigos.

“Essa vacina é de grande importância, tendo em vista, os hábitos dos próprios indígenas. Apesar das orientações e informações que os acolhidos recebem da equipe, eles têm resistência em usar máscaras e fazer a higienização das mãos. A imunização, sem dúvidas, traz um sentimento de segurança nos abrigos”, pontuou.

Venezuelanos participam de seminário sobre indígenas Warao na UFPI

Os migrantes venezuelanos estão participando do Seminário Indígenas Warao: Direitos e Práticas de Acolhimento e Proteção. O evento segue até o dia 13 de setembro e tem como objetivo refletir sobre a situação dos refugiados que estão residindo em Teresina. O debate acontece no auditório Noé Mendes do Centro de Ciências Humanas e Letras (CCHL) da Universidade Federal do Piauí.

O coordenador do abrigo do CSU do bairro Buenos Aires, Charles Oliveira, elencou que dentro da programação do encontro serão realizadas conferências, minicurso, palestra, grupo de discussão, mesas-redondas e exposição de artesanato produzido pelos venezuelanos dentro dos abrigos.

“Estamos apresentando a sociedade o comportamento sociocultural deles. Eles saíram de um local de Delta onde realizavam a pesca, caça e buscavam frutas na floresta. É interessante entender o impacto dessa mudança com a realidade urbana de outro país que eles tiveram que se submeter. Neste Seminário, teremos a oportunidade de ouvi-los e conhecer um pouco da cultura deles através do material que eles aproveitam dentro do abrigo” disse o coordenador.

A coordenadora geral do evento, professora Carmen Lúcia Silva Lima, destacou que o encontro vai estimular uma discussão aberta sobre a situação dos refugiados e desfazer manifestações preconceituosas por parte da sociedade brasileira.

“O debate quer desfazer essas ideias equivocadas e manifestações preconceituosas contra os venezuelanos. Eles desejam falar de sua cultura e identidade, dos motivos da migração e dos problemas que enfrentam no momento. Nós acreditamos que o evento será bem sucedido”, afirma.

Além dos professores e alunos da UFPI, o evento conta ainda com representantes da Secretaria municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) da Prefeitura Municipal de Teresina, do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR/ONU), Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Defensoria Pública da União (DPU), Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espirito Santo (APOINME), Instituto Federal do Piauí (IFPI), Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Direitos Humanos (SASC), Superintendência de Relações Sociais (SUPRES) do Governo do Estado do Piauí e do Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Piauí e Cáritas Arquidiocesana.