Espetáculo Hereditário estreia em dezembro com João Cláudio Moreno, Patricia Mellodi e Clara Mello

João Cláudio Moreno, humorista com mais de trinta anos de uma carreira de sucesso; Patricia Mellodi, cantora e compositora com sucesso nas rádios nacionais, prêmios de música e canções em novelas da Globo; Clara Mello, escritora, poeta, roteirista; formam uma família nada tradicional. Separados há mais de vinte anos, Patrícia e João se mantiveram unidos através da filha Clara e o amor ao ofício de artistas. Entre Teresina e Rio de Janeiro, e muitos projetos culturais, os três se mantiveram interligados e parceiros.

Pai, mãe e filha se unem no palco pela primeira vez para o espetáculo Hereditário que mistura humor, música e poesia e tem como tema as relações familiares. Sempre através das artes, o ponto de união, os três vão contar a própria história, do encontro dos pais à separação, o nascimento da filha, a relação de pai e filha, mãe e filha, e a reconstrução e ressignificação das relações através do tempo.

A arte dos três é interligada pelos elos familiares, memórias, e também pelo amor ao Piauí, o sentimento de pertencimento, ancestralidade, hereditariedade de quem nasceu e tem orgulho de ter sua origem no berço dos homens e mulheres americanos. O roteiro é assinado por Clara Mello, que também participa de algumas composições com a mãe Patricia Mellodi. Segundo ela, o projeto passou por muitos ciclos até finalmente ganhar a forma que será levada ao público.

“Inicialmente era um livro inspirado no meu pai, depois virou o título de um projeto com a minha mãe, com composições que fizemos em parceria. Mas depois que a nossa produtora Darcy Mendonça viu uma live dos meus pais, ela teve a sacada de que o Hereditário não era uma coisa nem outra, mas nós três juntos. De cara achei que ela estava maluca, disse que ela teria que me pagar 10 anos de terapia para eu aceitar uma coisa dessas, mas depois entendi a força que essa união tinha, não só pelo nosso profundo elo de amor, pela nossa história ser toda muito bonita, mas também por sermos três artistas tão fortes e múltiplos individualmente. E que fazer esse espetáculo seria a própria terapia. Não só para nós, mas provavelmente também para várias outras pessoas, porque todo mundo tem questões a resolver com os pais”, conta Clara Mello, concluindo que o “Hereditário” não é só a história pessoal da família, é sobre todos os vínculos familiares, é você perceber que tem tudo a ver com uma bisavó que nem conheceu, que tem talentos, anseios, intuições que são dos seus antepassados, é a passagem de todos nós por esse mundo e o legado que a gente deixa para que a vida continue.

O espetáculo que acontece em Teresina, no próximo dia 02 de Dezembro, no Palácio da Música, tem direção de Moisés Chaves e produção Darcy Mendonça e Antoniel Ribeiro. O mesmo conta com investimentos da Lei Aldir Blanc, através de um edital lançado pela Prefeitura Municipal de Teresina, por meio da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves.

Lei Aldir Blanc: Cantor Glauber Nery grava primeiro DVD

Através de políticas públicas voltadas para a área da cultura, diversos cantores de Teresina estão conseguindo realizar o sonho de gravar seus CD´s ou dvd´s profissionais. O cantor Glauber Nery (O Barão) é um desses exemplos. Recentemente ele teve a oportunidade de gravar o seu primeiro DVD profissional (DVD Glauber Nery  ‘O Barão’ Sunset), que será usado para divulgar o seu trabalho.

Com 16 anos de carreira, O Barão mantinha uma rotina de cerca de 10 shows ao longo de uma semana, porém, com a pandemia, ele e os integrantes de sua banda tiveram que passar por um momento muito difícil, já que todas as agendas de apresentações foram canceladas devido as medidas restritivas de combate a propagação do coronavírus.

Sem ter como garantir a manutenção do trabalho, o cantor contou com os investimentos da Lei Federal Aldir Blanc, que, na capital, foi executada pela Prefeitura Municipal de Teresina, por meio de um edital lançado pela Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC).

“É muito bom saber que podemos contar com o poder público em um momento como esse, onde muitos artistas clamavam por apoio. Sem essa ajuda financeira da gestão pública, nós não teríamos como executar esse projeto que ajudará a alavancar nossa carreira, pois gravar um DVD é uma missão que requer um grande investimento financeiro”, conta o cantor Glauber Nery, afirmando ainda que além dele, diversos outros artistas da capital tiveram a mesma oportunidade.

O presidente da FMC, Scheyvan Lima, relatou que desde janeiro deste ano a cidade vem recebendo as intervenções culturais através do Edital da Lei Aldir Blanc. Segundo o gestor, os artistas tiveram a oportunidade de continuar expondo seus trabalhos e criarem meios para manter o sustento de suas famílias.

“A classe artística foi a primeira a ser afetada com essa pandemia, são inúmeros pais de famílias e jovens que tiveram um alívio financeiro por conta deste edital”, comenta Scheyvan Lima, informando que já ocorreram lives, lançamentos de livros, apresentações de teatro , música, dança, exposições e gravações de CD´s e DVD´s.

Somente em Teresina foram investidos R$ 6,5 milhões de reais em produções artísticas durante a pandemia, garantindo a viabilidade de 188 projetos espalhados por todas as regiões da cidade, abrangendo diversos artistas e profissionais da cultura por projeto.

Livro de escritor piauiense financiado pela Lei Aldir Blanc será lançado hoje

O escritor piauiense Ítalo Damasceno lança nesta terça-feira (15) de forma remota o segundo livro da série “O Falso Francês”. Com o título “O Segredo de Amarílis Antúrio”, o leitor acompanha mais uma vez as aventuras de João Manuel, escritor de folhetins no Brasil do século XIX, numa trama que é uma verdadeira metáfora da identidade do povo brasileiro.

A produção desse novo livro é um resultado gerado a partir da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, do Governo Federal, junto com a Prefeitura Municipal de Teresina, através da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves.

O edital foi lançado como forma de incentivo à cultura local e auxiliando artistas e escritores de Teresina durante esse período em que ações culturais estão seguindo de forma restrita.

Foto: Ascom FMC

O Enredo

Quem teve a oportunidade de se aventurar nas páginas do primeiro livro da novela “O Falso Francês”, lançado em 2020 por Ítalo Damasceno, poderá agora dar continuidade à leitura dos folhetins do personagem João Manuel. Agora vivendo na cidade do Rio de Janeiro – capital do império brasileiro – ele quer revolucionar escrevendo uma história que se passe no Brasil. No entanto, encontra a resistência do seu editor, Dantas Lima, e do experiente folhetinista e seu arqui-inimigo Castelbianco, um piauiense nascido em Oeiras e que odeia o Conselheiro Saraiva por ter transferido a capital para Teresina.

Ao tentar resolver o problema geográfico da sua nova história, o folhetinista conhece Fabrícia Marret, uma bela atriz que possui uma característica especial que irá inspirar João a escrever seu novo folhetim “O Segredo de Amarílis Antúrio” e, como sempre, se envolver em inúmeras situações. O enredo do livro passa por entre personagens reais e fictícios ao mesmo tempo que discutem a recém independência do Brasil, que em 2022 completa exatos 200 anos. “O Segredo de Amarílis Antúrio” sai em dois formatos a partir desta terça-feira (15): em e-book (disponível na Amazon) e na forma física (à venda com o próprio autor e em lojas).

“O público pedia uma continuação de ‘O Falso Francês’ e eu me dei liberdade para, se uma ideia viesse, eu o faria. Veio não a ideia de um novo livro, mas de uma série inteira em que cada livro a gente acompanha João escrevendo uma história típica de folhetim/telenovela. É uma maneira também de eu experimentar diferentes estilos”, diz o autor Ítalo Damasceno.

O Autor Ítalo Damasceno tem 37 anos e nasceu em Teresina, Piauí. Formado em Direito, em 2015 começou seus estudos em escrita criativa e roteiro para audiovisual. No ano seguinte foi selecionado para participar da Master Class de Aguinaldo Silva, consagrado autor de novelas da Globo (autor de, dentre outros sucessos, Roque Santeiro, Tieta e Senhora do Destino). Ítalo tem dois contos publicados em coletâneas, já fez roteiro para quadrinhos, do curta Hortelã e da podsérie Saída de Emergência.

O lançamento do livro está marcado para hoje, às 17h30, através da página @biitalo no facebook. Para mais informações sobre as ações públicas voltadas para a área da cultura em Teresina, basta acessar o site cultura.teresina.pi.gov.br ou seguir as redes sociais da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves.

Projeto musical apoiado pela Lei Aldir Blanc será lançado em junho

A pandemia do coronavírus tornou mais evidente a importância da música na vida das pessoas. Apesar disso, os artistas foram os mais afetados com as medidas tomadas para a mitigação da pandemia e diminuição do contágio do vírus. Foram os primeiros a parar e não conseguem voltar com o ritmo total a trabalhar.

 

Foto: Ascom FMC

As melodias e arpejos do cavaquinho são figuras principais do novo trabalho do músico Betto Ribeiro. O trabalho é fruto de experiências musicais adquiridas nos 15 anos de carreira do artista e pode ser concretizado através da Lei Aldir Blanc, aprovada para auxiliar os artistas brasileiros durante a pandemia do coronavírus.

O projeto leva misturas sonoras dos gêneros mais tradicionais em que o cavaquinho é personagem que são o samba e o chorinho. Com participações especiais de músicos piauienses, o EP será lançado em junho e estará disponível nas plataformas digitais. “Como artista independente nunca consegui lançar um projeto como esse e ser contemplado no edital me ajudou a entregar um trabalho de excelência”, conta orgulhoso o músico.

A Lei Aldir Blanc foi elaborada para auxiliar o setor cultura e liberou R$ 3 bilhões para os estados, municípios e o Distrito Federal que foram destinados a manutenção de espaços culturais, pagamento de três parcelas de uma renda emergencial a trabalhadores do setor que tiveram suas atividades interrompidas, e instrumentos como editais e chamadas públicas. Sete projetos foram contemplados através da Prefeitura Municipal de Teresina, por meio da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves.

Para mais informações sobre as ações desenvolvidas pelo poder público municipal na área da cultura, basta acessar o site cultura.teresina.pi.gov.br ou seguir as redes sociais da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves.

Lei Aldir Blanc: cantor Dimas Bezerra fará apresentações nos postos de vacinação drive thru

O cantor e compositor piauiense Dimas Bezerra realiza o projeto “Semeando Cultura Afro-Brasileira e Cidadania”. Serão apresentações culturais com músicas e danças afro-brasileiras, além de palestras com temas variados sempre sob a ótica da pandemia de Covid-19.

As apresentações do cantor serão de músicas autorais voltadas para questões sociais com ênfase na cultura do povo negro que irão acontecer nesta sexta-feira, 16, nos terminais de integração dos bairros Parque Piauí, às 8h, Bela Vista, às 11h, e Livramento, às 13h, zonas Sul e Sudeste, respectivamente, durante o drive thru da vacinação contra a Covid-19. As apresentações irão seguir todos os protocolos sanitários impostos pela pandemia.

O projeto é amplo e também contará com apresentações de danças afrobrasileiras; palestras remotas de formação da população com temas sociais como “Empoderamento da pessoa negra na contemporaneidade”, “O trabalho feminino: perspectivas em tempos de pandemia da Covid-19”; “Saúde mental em face dos problemas ocasionados pela pandemia do novo coronavírus”.

“O projeto tem como objetivo dar visibilidade às várias vertentes culturais da cultura afro-brasileira, dentro do contexto social, que ainda tem muitos preconceitos, por uma aceitação tranquila de toda essa construção da cultura negra. O projeto ainda vem mostrar à sociedade que se formos entrar na história de todas as culturas, todos nós temos um pé na África, sim, senhor e sim, senhora. É um contexto muito amplo de análises, conclusões, estudos, pesquisas, orientações e no fundo o que queremos é mostrar, através da cultura, que temos que sermos um elo de ligações para a construção de um mundo mais justo, mais contemplado pela arte e pela cultura e que nossas raízes afrodescendentes trazem para nós não só uma história de conquistas, mas também a presença, na realidade, de realizações e conquistas”, disse Dimas Bezerra.

Ele afirma ainda que, além de mostrar para a parte da sociedade preconceituosa, que exalta o racismo e suas vertentes nefastas, que “somos povos unos, de uma miscigenação incrível. A miscigenação do povo brasileiro não está só na raça, mas também na cultura. A cultura brasileira é um universo muito amplo e podemos entrar em suas entranhas e formamos uma só corrente na divulgação e preparação de novas pessoas, através da música, dança e literatura negra. E para que sejamos fortes e formamos uma sociedade justa e igualitária é preciso que sejamos unidos, solidários, fraternos também nos espaços que nos proporcionam avançar com a proposta da revolução cultural e a Lei Aldir Blanc vem para que possamos mostrar as nossas ideias”, conclui o cantor.

A coordenadora pedagógica do projeto, professora mestra Valdirene Pinheiro Dias, afirma que as composições do Dimas Bezerra suscitam o enaltecimento da cultura afrobrasileira e essas estão carregadas de um potencial em caráter pedagógico. “Assim, o Projeto ‘Semeando Cultura Afro-Brasileira e Cidadania’ se constitui como um projeto de intervenção pedagógica, que busca substancialmente o respeito à diversidade cultural, étnica e religiosa do nosso povo. Essa interação com as músicas de Dimas Bezerra significa preservar, salvaguardar os valores e contribuir com a integração e ascensão dos sujeitos afrodescendentes na sociedade”.

O “Semeando Cultura Afro-Brasileira e Cidadania” é um projeto cultural na área música, através do edital N° 11/2020 Teresina, Prêmio “Aldir Blanc Teresina”, desenvolvido pela Prefeitura Municipal de Teresina, por meio da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, que objetivou a realização de ações emergenciais ao setor cultural nos termos da Lei nº 14.017, de 29 de junho de 2020, e cujo objeto foi premiar propostas culturais coletivas, de forma a atender aos agentes dos circuitos artísticos em suas várias formas de articulações, residentes e domiciliadas em Teresina.

Biografia

Dimas Bezerra é cantor, compositor e intérprete, além de tocar violão. Ele se destaca também nos instrumentos de percussão, triângulo e, em particular, o cajón. Suas composições se inserem no campo da moderna música popular brasileira. Passou pelos principais espaços culturais de Teresina e chegou a se apresentar em seus principais bares: Elis Regina, concha acústica do Diretório Central dos Estudantes DCE – UFPI e DCE – UESPI.

Idealizou juntamente com seus irmãos Feliciano Bezerra e Assis Bezerra o projeto musical “Malungos”, chamada de “Ópera dos Malungos”, que consiste em um repertório de matriz afro-brasileira e autoral do grupo, realizando grandes shows nas cidades do Piauí e fora do Estado, além disso, já participou de diversos projetos culturais trabalhando como palestrante e realizando shows.

Aldir Blanc: FMC amplia prazos para execução e prestação de contas de projetos

Através da Portaria de nº 07/2021, publicada nesta sexta-feira (19), no Diário Oficial do Município, da Prefeitura Municipal de Teresina, através da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, resolveu ampliar os prazos para execução e prestação de contas dos projetos aprovados por meio da Lei Aldir Blanc. Com essa medida os proponentes terão um maior prazo para desenvolver seus projetos sem ter o perigo de esbarrar nos decretos que proíbem aglomerações ou atividades públicas por conta da pandemia do novo Coronavírus.

Ao todo, 188 projetos foram aprovados, representando mais de R$6,5 milhões de reais em investimentos para os trabalhadores e as trabalhadoras da cultura, iniciativas e espaços culturais de Teresina. Alguns desses projetos ainda não foram executados, pois envolvem atividades que geram aglomerações ou utilização de espaços públicos.

Para Scheyvan Lima, presidente da Fundação Municipal de Cultural Monsenhor Chaves, essa ampliação de prazos dá mais liberdade para que os proponentes possam se adequar a realidade do momento, sem correr o risco de não executar os projetos por conta das medidas de distanciamento social.

“A classe artística foi a primeira a ser afetada com essa pandemia, são inúmeros pais de famílias e jovens que tiveram um alívio financeiro por conta deste edital, por isso resolvemos fazer essas mudanças, a fim de não deixar que mais uma vez esses trabalhadores sejam prejudicados”, comenta Scheyvan Lima.

Com as mudanças publicadas na portaria, os proponentes terão agora até o dia 30 de novembro deste ano para executar seus projetos, já para prestação de contas o prazo vai até o dia 30 de dezembro. As mudanças só foram viáveis após o Parecer Jurídico nº 115/2021 da Procuradoria Geral do Município, o qual manifesta possibilidade jurídica, em tese, da prorrogação dos prazos de execução e prestação de contas dos projetos.

FMC busca solução para pagamento de 22 projetos da Lei Aldir Blanc

Foto: Ascom FMC

Uma reunião entre a antiga e atual gestão da Fundação Cultural Monsenhor Chaves aconteceu na manhã desta quinta-feira (11) para tratar sobre o pagamento de 22 dos 188 projetos aprovados no Edital da Lei Aldir Blanc executado no ano passado. Todos estes projetos deveriam ter sido pagos até o último dia 31 de dezembro, porém apenas 166 foram pagos dentro do prazo exigido no edital.

Nesta semana, o presidente da Fundação Monsenhor Chaves, Scheyvan Lima, se reuniu de forma virtual com parte dos proponentes que não receberam os recursos dentro do prazo estipulado pelo edital.

“Apesar do recursos estarem disponíveis para pagamentos, os mesmos só poderiam ser liberados após a constatação de fichas de avaliação e atas da comissão criada para avaliar os projetos”, afirma Scheyvan Lima, enfatizando que até a data de hoje estes documentos não estavam disponíveis para a atual gestão.

Durante o encontro, ex-gestores, membros da comissão de avaliação da Lei Aldir Blanc e membros da atual gestão se reuniram no auditório do Palácio da Música para resolver as pendências e acelerar os pagamentos a fim de não prejudicar os proponentes. Na reunião foi cobrado a entrega das fichas avaliadoras e atas das reuniões devidamente assinadas pelos membros da comissão, documentos estes que são necessários para justificar o pagamento dos projetos.

A Fundação Cultural Monsenhor Chaves esclarece ainda que estes documentos são referentes ao processo burocrático do edital e que nada tem haver com os documentos apresentados pelos proponentes e que tão logo toda documentação esteja disponível de maneira legal, a fundação realizará a transferência dos recursos.  Para mais informações, o interessado deverá acessar o site fcmc.teresina.pi.gov.br

Lei Aldir Blanc: artistas desenvolvem projetos culturais em Teresina

A pandemia de Covid-19 tem afetado muitos setores em Teresina, um deles foi o da cultura, um dos primeiros atingidos com as medidas de distanciamento social. Na capital piauiense, 188 projetos culturais foram contemplados com o Edital da Lei Aldir Blanc, dentre eles, os que envolvem a gravação de DVDs promocionais, realização de lives, confecção de livros, apresentações folclóricas, dentre outros.

A cantora Beth Moreno foi uma das beneficiadas com o edital. Ela, que tem quase 30 anos de carreira, conta que a classe passou por momentos difíceis durante a pandemia, porém, com o auxílio recebido, ela pôde gerar renda para sua equipe gravando um DVD que também servirá como fonte de renda extra.

“Hoje, graças ao Edital da Lei Aldir Blanc, me sinto uma artista realizada, pois realizei meu sonho de gravar um DVD totalmente profissional com alto nível musical”, afirma a cantora, enfatizando ainda que seu novo material de trabalho vem com músicas autorais compostas por seu pai, o Maestro Luiz Santos e seu irmão José dos Santos.

Enquanto uns gravam DVDs, a Banda Os Cabas do Forró resolveu aplicar os recursos na realização de uma live que foi transmitida pelo YouTube no começo desta semana. Segundo o cantor Vicente Visgueira, de 61 anos, que é o responsável pela banda, os recursos recebidos ajudaram os músicos e ainda serviram para promover o trabalho dos artistas.

“Fiquei muito feliz por ter o meu projeto aprovado, pois como vivemos apenas da música, tem sido muito ruim enfrentar toda essa situação”, conta o músico reafirmando que os recursos da Lei Aldir Blanc chegaram na hora certa.

De acordo com Scheyvan Lima, presidente da Fundação Monsenhor Chaves, que é o órgão da administração pública municipal responsável pela política cultural, em Teresina foram investidos cerca de seis milhões de reais em projetos apresentados por artistas locais.

“Sabemos das dificuldades enfrentadas pela classe artística em nossa cidade, por isso os técnicos da FMC trabalharam para atender um grande número de profissionais e projetos”, conta o presidente, afirmando ainda que, por medida de segurança, está sendo estudando o adiamento de projetos que possam gerar aglomerações de pessoas.

A Lei Aldir Blanc (Lei nº 14.017, de 29 de junho de 2020), criada pelo Governo Federal, define ações emergenciais destinadas ao setor cultural durante o estado de calamidade, em função da Covid-19. Na capital piauiense, o edital foi executado pela Prefeitura Municipal de Teresina, por meio da Fundação Monsenhor Chaves.

A cantora Beth Moreno foi uma das beneficiadas com o edital Foto (Ascom/FMC)

Live da Banda Discobertos acontece hoje e terá o melhor da Jovem Guarda e Disco

Na noite desta quarta-feira (20), será realizada, via YouTube, a “Live Emoções” da Banda Discobertos, que promete canções inesquecíveis das décadas de 50, 60 e 70. A banda promete uma hora e meia de recordações, com músicas de artistas como: Os Incríveis, Roberto Carlos, Renato e Seus Blue Caps, Pholhas, Frenéticas, ABBA e outros.

Formada por Thiago Damasceno, Agatha Silva, Ynácio Adriano, Cauê de Lima, Ednardo Damasceno e Lucas Cardoso a Banda Discobertos tem três anos de existência e se apresenta em bares, restaurantes e em eventos particulares de Teresina. Por conta da pandemia do COVID-19, a banda parou suas atividades e agora retorna.

O cantor Thiago Damasceno conta que a live tem o apoio financeiro repassado por meio do Edital da Lei Aldir Blanc, executado pela Prefeitura Municipal de Teresina, através da Fundação Monsenhor Chaves.

“A Lei Aldir Blanc tem dado oportunidade para diversos artistas da capital e esse apoio é muito importante para nossa classe, pois fomos um dos setores mais prejudicados durante o isolamento social”, comenta Thiago Damasceno.

A Live Emoções começa às 20 horas e terá transmissão ao vivo pelo YouTube. Para assistir basta entrar no canal youtube.com/bandadiscobertos.

A Live Emoções começa às 20 horas e terá transmissão ao vivo pelo YouTube Foto (Ascom/FMC)

“Faz! Doc”: projeto promove oficina gratuita em Teresina

Trabalhar com audiovisual não é uma tarefa fácil, mas essa atividade do ramo cinematográfico vem conquistando cada dia mais os teresinenses. Pensando nisso, um grupo de cineastas desenvolveu um minicurso para os admiradores dessa arte, ensinando e compartilhando experiências na produção de cinema documental. As inscrições vão até sexta-feira,15, e as aulas serão online.

O “Faz!Doc” é um dos projetos contemplados pela Prefeitura de Teresina, através da Fundação Monsenhor Chaves (FMC), na Lei Federal de Emergência Cultural Aldir Blanc e busca promover um debate com profissionais renomados do universo audiovisual, aprofundando os ensinamentos da área.

“A gente pensou nessa oficina de forma que ela pudesse trazer um pouco de formação na área e aliar isso às experiências pessoais tanto dos organizadores, como dos convidados e inscritos”, afirma Ana Clara Ribeiro, uma das idealizadoras do projeto.

A oficina é gratuita e as aulas são voltadas para jovens e adultos (maiores de 18 anos) com conhecimento prévio sobre o assunto. Ao todo, serão ofertadas 20 vagas e os inscritos estarão sujeitos a uma seleção. Para participar, basta acessar o link disponível nas redes sociais da oficina (@oficinafazdoc) e realizar o cadastro.

O resultado da seleção será divulgado dia 22 deste mês e as aulas iniciam dia 2 de fevereiro. A oficina contará com a participação de Iana Cossoy (roteirista), Joelma Oliveira (produtora), Eliza Capai (diretora), Manoela Ziggiatti (editora), Renato Galamba (agente de vendas) e Josephine Bourgois (Projeto Paradiso).

Sobre a Lei

A Lei Federal nº 14.017/2020, também conhecida como Lei Aldir Blanc, destina o pagamento de um auxílio emergencial a artistas, produtores, técnicos e espaços culturais como forma de auxiliar um dos setores mais afetados pela pandemia do coronavírus.

O “Faz!Doc” é um dos projetos contemplados pela Prefeitura de Teresina na Lei Federal de Emergência Cultural Aldir Blanc