Fundação Wall Ferraz abre inscrições para os cursos de “Balconista de Farmácia” e “Libras”

A Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Wall Ferraz, abriu, nesta quarta-feira (11), o processo de inscrição para os cursos de “Balconista de Farmácia” e “Libras” que serão ministrados de forma presencial no Centro de Capacitação da Fundação Wall Ferraz, no bairro Itaperu, nos turnos manhã e tarde, com início das atividades no dia 30 de maio, cada curso concluirá a carga horária de 80 horas.

As inscrições estão sendo realizadas de forma presencial na sede do Centro de Capacitação da Fundação Wall Ferraz, no bairro Itaperu (Rua Governador Arthur de Vasconcelos N° 4695), na zona Norte de Teresina. Para realizar a inscrição, o candidato deve ser maior de 16 anos, com ensino médio completo ou cursando o último ano, e para realizar as inscrições é necessário seguintes documentos: RG, CPF e comprovante de residência, nos dias 11 a 18 de maio.

O curso de “Balconista de Farmácia” tem como objetivo capacitar os alunos sobre serviços farmacêuticos, biossegurança, organização do estoque, noções de farmacologia, leitura de receitas, técnicas de vendas e compreensão das bulas. Já no curso de “Libras” o aluno vai aprender a pensar não só verbalmente, mas também visualmente e também com mais rapidez, com liberdade de expressão, por ser uma língua gestual que envolve a mente e a expressão do corpo, dos gestos e do rosto.

“É uma determinação do prefeito Dr. Pessoa que a FWF amplie a oferta de cursos de qualificação profissional, por isso estamos abrindo uma nova turma do curso de balconista de farmácia, porque é um mercado amplo em Teresina. E também, o curso de libras, que é uma foram de quebrar barreiras, facilitando a integração social, ressalta Maykon Silva, presidente da FWF.

Todos os cursos ofertados pela FWF têm o objetivo levar qualificação profissional gratuita para toda a população de Teresina. Os alunos recebem material didático básico gratuito e acompanhamento de instrutores durante todo o curso com aulas práticas e teóricas. Ao terminarem os cursos, os alunos estarão aptos a colocarem em prática o conteúdo aprendido em sala de aula e ingressarem no mercado de trabalho.

UPA do Renascença lança projeto voltado à comunidade surda

Foi lançado na última semana a primeira fase do Projeto “Mãos que incluem”, voltado principalmente à comunidade surda através da Língua Brasileira de Sinais (Libras) na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Renascença. A iniciativa é em atendimento à lei 13.146 de 6 de julho de 2015, da legislação brasileira, que institui a Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), visando à sua inclusão social e cidadania.

Foram afixados novas placas nas portas de todos os setores – as placas de identificação com sua respectiva datilologia em libras. Na segunda fase, tendo em mãos as palavras e as sinalizações mais necessariamente usadas dentro da unidade para que se tenha uma localização ou identificação da ação desejada por parte da pessoa com deficiência auditiva, será dado início ao processo de treinamento com os profissionais da UPA Renascença, sob condução da Coordenação UQC (Upa Qualidade Continuada) Enfermeira Cynthya Yoko e demais membros da equipe multiprofissional.

Atualmente a Upa Renascença é pioneira na luta pela inclusão social nos serviços de saúde, buscando cada dia tornar real a equidade, princípio fundamental do Sistema Único de Saúde.

Foto: Divulgação (FMS)

Semec está com inscrições abertas para curso de Libras

Crianças, jovens e adultos surdos que frequentam as escolas regulares municipais necessitam de atendimento bilíngue especializado e para que o desenvolvimento socioafetivo e cognitivo destes alunos aconteça a contento é necessário que educadores conheçam a Língua Brasileira de Sinais. Diante disto, a Secretaria Municipal de Educação (SEMEC) está ofertando 240 vagas para o curso de Libras, destinadas aos servidores públicos das áreas da Educação, Saúde e Segurança. As inscrições iniciam nesta segunda-feira (19/07) e se encerram no dia 04/08 ou até o preenchimento das vagas.

Foto: Ascom Semec

“É fundamental conhecer a Libras para eliminar as barreiras da comunicação entre ouvintes e surdos, sendo este passo necessário em prol do desenvolvimento socioafetivo e cognitivo dos mesmos. Com a capacitação, os profissionais terão como atender melhor os estudantes com deficiência auditiva e promover uma escola pública cada vez mais inclusiva”, afirma o secretário Municipal de Educação, professor Nouga Cardoso.

O curso, com carga horária de 80 horas/aulas acontecerá inicialmente à distância, no formato remoto e posteriormente na modalidade híbrida, respeitando todos os protocolos de segurança. Contemplará os níveis: Libras Básico (120 vagas), Intermediário (80 vagas) e Práticas Bilíngues (40 vagas). As aulas iniciam no dia cinco de agosto e se encerram em 17 de dezembro do corrente ano, sempre às quintas e sextas-feiras.

Libras Básico – Será estudado Vocabulário Básico, Cultura e Identidade Surda, Sistema Linguístico da Gramática da Libras; Intermediário – Abrange Filosofia da Educação dos Surdos, Calendário e Período do Dia, Aspectos Fonológicos da Libras, Cultura Surda, História da Libras, Introdução à Tradução e Interpretação de Libras Educacional, Corpo Humano e Inclusão dos Surdos no Contexto Escolar; Práticas Bilíngues – Comtemplará História, Cultura e Identidades Surdas, Iniciação às Técnicas de Tradução e Interpretação, Gramática de Libras, Comunicação Fluente em Libras e Estrutura Gramatical da Língua Brasileira de Sinais.

Os interessados podem se inscrever através do link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeDL2AWzp3R-pC9tSq6iX0Vp-_lx1eB6PxOtx5nggim-tAT6A/viewform.

FMS produz vídeo em libras com orientações sobre agendamento da vacina

Em uma iniciativa para promover a inclusão de pessoas com deficiência no acesso às informações sobre a vacinação em Teresina, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) lançou hoje (8) um vídeo educativo com orientações em libras para que pessoas surdas possam garantir sua vacina contra a covid-19.

Como esclarece a diretora de Atenção Básica da FMS, Laurimary Caminha, pessoas acima dos 18 anos de idade com deficiência auditiva se enquadram no grupo de deficiência permanente e portanto têm direito à imunização contra o novo coronavírus. Assim como outros grupos desta categoria, eles têm acesso por meio do agendamento no site http://vacinaja.fms.pmt.pi.gov.br/.

A diretora ressalta a importância de iniciativas inclusivas que garantam o acesso de toda a população não apenas às vacinas, como todas as informações sobre medidas de prevenção. “Considerando o avanço da vacinação no município, buscamos assegurar e promover a inclusão dessas pessoas possibilitando a melhoria de acesso às informações ao agendamento no site Vacina Já”, disse Laurimary Caminha.

O vídeo está disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=m0DLgQjKBTA

SAMU de Teresina produz vídeos em Libras sobre a pandemia do Coronavírus

Foto: Renato Bezerra

A partir dessa quarta-feira (01), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Teresina passa a levar informações sobre a Covid-19 para a população surda. Trata-se da nova versão do projeto Libras na Saúde, que irá disponibilizar vídeos sobre a pandemia em Libras no canal “FMS Teresina” do Youtube e no Instagram @samuteresina.

A proposta é que os surdos tenham acesso aos dados sobre prevenção da Covid-19, sintomas e tratamento disponibilizado na rede de saúde. “Nesse momento, a grande arma contra o vírus é a informação e queremos deixar a comunidade surda ainda mais informada. O conhecimento levado pode salvar vidas”, explica Patrícia Marques, servidora do SAMU e idealizadora do projeto.

Antes da pandemia, o projeto ensinava língua de sinais aos profissionais do SAMU para facilitar a comunicação com o surdo, no momento da urgência. “Eles aprendiam sinais específicos de libras voltados para a área da saúde. Mas as aulas foram temporariamente suspensas em razão dessa crise sanitária instalada no mundo”, finaliza.

De acordo com Francina Amorim, diretora geral do SAMU, o projeto Libras na Saúde conta com o apoio da gestão. “O SAMU não se restringe ao atendimento assistencial e tem vários projetos sociais voltados para comunidade. Com a produção de vídeos em Libras, queremos quebrar barreiras comunicacionais e promover a inclusão social”.

O SAMU é um programa do Governo Federal, administrado pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina e que presta socorro em casos de urgência clínica, obstétrica, traumática e psiquiátrica. Atualmente, o órgão dispõe de 9 ambulâncias de suporte básico, 4 de suporte avançado e 4 motolâncias, que ficam estrategicamente distribuídas na cidade.

Segue link do primeiro vídeo publicado no canal FMS Teresina no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=09JZsBgUYk8&feature=youtu.be

Equipes escolares utilizam aprendizado de Libras para desenvolver estratégias de inclusão

Ascom/ Semec

Os educadores estão cada vez mais empenhados em desenvolver estratégias para incluir seus alunos, como os que aprendem Libras para apoiar os surdos. Na Rede Municipal de Teresina, as equipes escolares estão indo além. Mais que dominar a Língua Brasileira de Sinais, professores, diretores e pedagogos estão aprendendo a construir a rotina escolar de uma forma inclusiva.

A Secretaria Municipal de Educação (Semec) está oferecendo uma capacitação para ensinar as equipes escolares a montar o planejamento pedagógico já incluindo o ensino de Libras. A turma aprende metodologias de ensino e compartilha ideias de projetos que disseminem a língua de sinais por toda a comunidade escolar.

Os participantes do curso já passaram pela formação básica e intermediária de Libras oferecida pela Semec. A fluência torna o próximo passo mais fácil, que é elaborar estratégias para melhorar a comunicação dos alunos surdos com todos que participam da rotina da escola.

“No curso treinamos técnicas de interpretação e tradução, pensando em ações desde a Educação Infantil até o Ensino Fundamental, para dentro e fora da sala de aula”, conta a formadora Ludmila Venâncio.

Segundo Ludmila, é importante lembrar que as metodologias de ensino são diferentes para um aluno surdo e um ouvinte, o que exige sensibilidade dos educadores. “O que estamos fazendo é planejando formas de levar a Libras, que tanto ajuda o surdo a se sentir incluído, para todo o fazer pedagógico.”, conclui.

Curso de Libras: profissionalização inclusiva atrai os teresinenses

Não é mais novidade que os teresinenses têm buscado a profissionalização através de cursos básicos e avançados. Com o mercado de trabalho exigente, quem se destaca tem boas chances de conseguir um emprego, por conta disso, jovens e adultos começaram a despertar para o interesse pela Língua Brasileira de Sinais – Libras.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que Teresina possui uma população residente de 33.344 pessoas que afirmam ter problemas auditivos e deste total 1.149 delas possuem deficiência auditiva total ou permanente. Os dados chamaram a atenção do mercado. Para perder clientes, muitas empresas já optam por ter colaboradores habilitados em Libras, além da contratação de pessoas com deficiência (PCD), que apresenta aumento nos últimos anos.

Nesta semana, a Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Wall Ferraz concluiu duas turmas do curso de Libras, profissionalizando 50 teresinenses residentes nos bairros Bela Vista, na zona Sul e Dirceu Arcoverde I, na zona Sudeste. Os cursos integram o Projeto Profissionalizar Teresina e foram realizados em parceria com a União das Entidades Comunitárias da Zona Sul Urbana e Rural de Teresina – UNECOST e a Federação das organizações não governamentais do estado do Piauí – FONGEPI.

Segundo Scheyvan Lima, presidente da Fundação Wall Ferraz – FWF, se tornar especialista e profissional habilitado em Libras pode ser um diferencial, pois segundo ele, a capacidade de comunicação com os surdos abre novas possibilidades. “Com base nisso, buscar especialização na área da Língua Brasileira de Sinais pode ser uma ótima opção. Existem ainda poucos profissionais com qualificação na área e uma grande demanda de exigências do mercado”, afirma.

Glória Silva, aluna do curso, relata que se sentia envergonhada por não poder atender as pessoas com deficiência auditiva e, por isso, buscou a qualificação na área. “Agora eu me sinto preparada. Nunca mais vou me sentir triste por não poder me comunicar com pessoas portadoras dessa deficiência”, comemora a funcionária pública.

Os cursos oferecidos pela Fundação Wall Ferraz são gratuitos. Os interessados em participar devem atentos ao calendário divulgado pelo site fwf.pmt.pi.gov.br . As entidades sem fins lucrativos que desejam serem parceiras na realização de cursos devem procurar a sede da entidade para oficializar a intenção.

Escola cria projeto para ensinar libras e incluir aluno com deficiência auditiva

Ascom/Semec

Foi pensando na inclusão do aluno José Arthur, com deficiência auditiva, que a professora da sala de AEE (Atendimento Educacional Especializado), Josete Craveiros, idealizou desde 2006 o projeto ‘Libras no Pátio’, na Escola Municipal Nossa Senhora do Amparo, localizada no Povoado Estaca Zero, zona rural leste de Teresina. O projeto consiste em ensinar Libras a todos os estudantes e professores para que todos possam se comunicar com aqueles com deficiência auditiva.

A professora Johanna Danniela Silva Sales, gestora da escola, explica que a ideia da professora de AEE é o desenvolvimento e a interação dos alunos através da Libras. “Realizamos o projeto Libras no Pátio para que todos pudessem participar, proporcionando a inclusão do nosso aluno surdo José Arthur não só em sala de aula, mas em todo âmbito escolar”, destacou.

Ainda segundo a professora, os jovens aprendem a comunicação básica, como perguntas do cotidiano, letras e números, dias da semana e alfabeto. Segundo ela, isso facilita a conversa com outros colegas surdos na escola e fora dela. “O projeto visa ensinar libras aos alunos ouvintes. Com o passar do tempo os alunos foram gostando. Então, hoje na escola temos aula de libras uma vez por semana, ensinamos a linguagem de sinais tanto aos professores quanto aos alunos”, explicou.

Ascom/Semec

Para finalizar, a professora conta sobre a atividade. “O projeto contou com a colaboração de todos. A união de toda a equipe fortalece os laços e resulta em um trabalho com objetivos positivos e alcançáveis. A partir do momento em que você vive em uma sociedade, você não pode contar que as pessoas sejam todas iguais. Então, essa diferença é que faz com que a gente tenha que trabalhar com a inclusão”, acrescentou.

Participaram do evento, Rafael Alves, professor formador do Curso de Libras oferecido pela Secretaria Municipal de Educação, que acontece no Centro de Formação Professor Odilon Nunes, Misael, instrutor de Libras, professora Isléia Almeida, mãe do aluno José Arthur, e a professora Socorro Santos, estudante do curso de libras e ex-professora da escola.

Ascom/Semec

Turma de Libras apresenta contação de histórias infantis

Ascom/Semec

Contar histórias infantis através de sinais foi o desafio dos cursistas de Libras da Rede Municipal de Ensino. A atividade de dois dias, que teve início na quinta (17) e segue até esta sexta-feira (18), mostra na prática o que a turma está aprendendo no curso oferecido pela Secretaria Municipal de Educação (Semec) às equipes escolares.

No palco do Centro de Formação Odilon Nunes, os grupos se revezaram em divertidas apresentações de clássicos como Chapeuzinho Vermelho e A Bela e a Fera. O exercício ajudou a desenvolver expressões e melhorar a desenvoltura com a Língua Brasileira de Sinais, além de apoiar os profissionais da Educação Infantil nas práticas pedagógicas de inclusão.

O curso é oferecido gratuitamente e também conta com a participação de profissionais da saúde. O professor Rafael Alves organiza as turmas por níveis básico, intermediário e avançado, com teoria e muita prática.

“Estamos sempre inovando, realizando atividades que potencializem o aprendizado. Essa foi uma atividade bastante divertida, de integração, e que revela o avanço desses profissionais com a Libras”, conta o professor Rafael.